2006-09-24

Where was the dead body found?
Who found the dead body?
Was the dead body dead when found?
How was the dead body found?

Who was the dead body?

Who was the father or daughter or brother
Or uncle or sister or mother or son
Of the dead and abandoned body?

Was the body dead when abandoned?
Was the body abandoned?
By whom had it been abandoned?

Was the dead body naked or dressed for a journey?

What made you declare the dead body dead?
Did you declare the dead body dead?
How well did you know the dead body?
How did you know the dead body was dead?


Did you wash the dead body

Did you close both its eyes

Did you bury the body

Did you leave it abandoned

Did you kiss the dead body



"death" de Harold Pinter

2006-09-20

Como o Falta Papel muito bem fez lembrar, já não bastava Portugal estar entre os Paises da UE com maior taxa de emprego temporário, como agora os trabalhadores portugueses arriscam-se a ser temporários para o resto da vida.

A discussão a que neste momento vamos assistindo sobre o sistema de Segurança Social, e que é um capítulo fundamental na luta entre Liberalismo e Socialismo, onde se define largamente a existência ou não do Estado Social, pode resumir-se com alguma simplificação à escolha entre dois regimes (ou políticas, se preferirem).

De um lado estão os que defendem que o sistema deve ”evoluir” para um sistema de capitalização, em que é o próprio indivíduo, durante os seus anos de actividade profissional, a gerar poupanças para a sua reforma através da subscrição de fundos de pensões privados. No meu ponto de vista este sistema enferma de algumas debilidades, como a falta de segurança que a gestão dos fundos garanta uma remuneração condigna aos aposentados. A falência de fundos de pensões até nem á caso virgem no mundo financeiro. Outro ponto relevante prende-se com os custos de transição. Quem assegura as reformas da geração apanhada entre sistemas?

No outro grupo, onde me incluo, estão os que defendem a solidariedade inter-geracional, onde os trabalhadores descontam para pagar as reformas dos aposentados, e onde cabe ao Estado, enquanto entidade Social, gerir e desenvolver este sistema. Este regime assenta como uma luva num princípio que me é bastante caro, e que diz simplesmente “De todos segundo as suas possibilidades, para todos consoante as suas necessidades”.
Todos falam de ambiente. Hoje, um dos problemas mais debatidos é a qualidade do ar urbano. Ponderam-se várias hipóteses para melhorar a sua qualidade:

- A introdução de portagens na "entrada das cidades";
- Redução da circulação automóvel e a aplicação de medidas que proibam a circulação em alguma áreas das cidades;
- Proibição da entrada de carros segundo a sua matrícula e segundo o dia da semana;
- Aumento do valor de estacionamento a pagar e a eliminação/redução de lugares de estacionamento gratuito;
- Aumento da qualidade e quantidade dos transportes públicos;

Se repararem a maior parte destas medidas implicam custos para o cidadão. Algumas são discriminatórias como o aumento do valor a pagar pelo estacionamento ou a introdução de portagens na entrada das cidades, o que dava jeito a quem tem dinheiro e pode pagar. Os outros ...

Não é sério usar o ambiente para discriminar. Deve-se melhorar os transportes públicos e baixar as suas tarifas (que é exactamente o contrário do que tem sucedido em Portugal). A reduzir trânsito dentro da cidade nunca deve ser pela discriminação entre quem não pode pagar e quem pode pagar. Deve passar por medidas como a proibição da circulação automóvel a todos (ricos, remediados e pobres) em algumas áreas da cidade.
Assim não é sério. Ouvir a Quercus defender isto é grave. Muito grave.

2006-09-19

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea editado pela Academia das Ciências de Lisboa, política é:

1. Arte ou ciência de governar um estado.
2. Conjunto dos fenómenos referentes ao Estado, ao poder; conjunto dos princípios políticos.
3. Actividade dos que regem os assuntos públicos; carreira política.
4. Acção do cidadão quando intervém nos assuntos públicos, com a sua opinião, com o seu voto, ou de qualquer outro modo.
5. Sistema particular de governo
6. Conjunto dos assuntos relativos ao Estado.
7. Exercício do poder organizado com vista a uma acção específica; modo de dirigir os assuntos sectoriais de um Estado.
8. Orientação administrativa.
9. Modo pessoal de governar ou de aconselhar os membros do governo.
10. Orientação ou conjunto de directrizes que regem a actuação de uma pessoa ou entidade.
11. Procedimento astucioso, prudente.
12. Modo civil ou cortês de proceder nas relações com os outros; delicadeza de trato.

2006-09-18

Blindness
O romance "ensaio sobre a cegueira" do nosso Saramago vai ser adaptado para cinema pela mão do realizador brasileiro Fernando Meirelles também conhecido pelos seus grandes trabalhos como a "cidade de deus" ou o "fiel jardineiro". Trata-se de uma co-produção entre Brasil, Canadá, Reino Unido e Japão. Falado em Inglês e rodado entre São Paulo e Toronto custará a cerca de 20 milhões de dólares. Para o vermos teremos que esperar até Março do próximo ano.
Na agenda política está a Segurança Social. Existem várias perspectivas de abordagem. A da direita, a do centro e a da esquerda. Na direita P.S.D. e C.D.S. querem uma mista, ou seja, que as pessoas possam descontar também para o privado, aprovando um limite minímo de desconto para o estado, ainda que a mista penda um pouco para os bancos e seguradoras. Ao centro o P.S. não aceita a mista ainda que reduza reformas e aumente a idade da mesma e que lance uma cruzada contra os direitos no desemprego. Na esquerda o Bloco quer um referendo, esquisito quando deveria era estar a lutar pelos direitos dos portugueses. A C.D.U. defende o que a Constituição prevê ou seja a manutenção dos apoios prestados por parte do estado e o alargar dos compromissos sociais por parte das empresas, especialmente das grandes empresas conjuntamente com a tributação dos "negócios milionários da bolsa". A implementar a posição do P.S.D. e C.D.S. a Segurança Social morreria por falta de verbas (se calhar é essa a intenção). A posição do P.S. já no terreno levanta mais dificuldades aos portugueses. A posição da esquerda é sem dúvida a mais justa, reparte mais os esforços e distribui a riqueza numa melhor forma. Surge um outro problema, as propostas da direita são inconstituicionais mas isso não as impede de serem aprovadas porque o nosso presidente da república é um fervoroso apoiante das mesmas.
Existe um assunto que faz toda a gente opiniar, o clima. Todos falamos do tempo, especialmente os mais velhos - No meu tempo não era assim. Mas de tantas gerações que puseram os pés aqui, neste cantinho, a mesma frase saí da boca de todos, se calhar é mesmo assim. As variações do clima sempre foram constantes. Onde existem hoje desertos existiram montanhas verdejantes. Onde existem hoje montanhas o fundo do mar já foi uma realidade. São estas mudanças que permitem a vida. Muitos conhecedores destas coisas afirmam que a convecção é a razão pela qual estamos cá. Desde o movimento das placas tectónicas, passando pela circulação atmosférica até a uma mera panela de água a ferver. O planeta é dinâmico e tudo muda. Fazer crer que o clima de hoje é e sempre foi assim é uma enorme mentira, o que é mais conveniente para quem tem princípios menos claros. Suponhamos que Al Gore tem alguma razão e que tirando a parte do cinema espectáculo, ocorre mesmo um aquecimento global. Aumentando 2 a 3 graus a temperatura do planeta (o que a curto e médio prazo é impossível), algumas regiões localizadas em regiões temperadas ou até de climas mais agressivos, iriam ter aumentos de produtividade enormes. Na Sibéria as coisas mudavam. Imaginem a economia Sueca, Norueguesa ou Filandesa se fosse abençoada com condições de clima mais favoráveis.

O homem é arrogante e pensa que controla tudo. Não é assim. Vou só dar alguns exemplos de mudança climática aqui na nossa região:

No Miocénico Inferior (cerca de 18 milhões da anos passados), o clima era bem mais quente que hoje, o nível do mar muito mais elevado. Tubarões passeavam por as águas que cobriam o que é hoje a Moita, Baixa da Banheira e toda a nossa Península. Havia recifes de corais o que indica uma temperatura da água do mar muito elevada, cerca de mais de 10 graus, pelo menos, do que a actual.

No Miocénico Médio (16 milhões de anos passados), o clima altera-se bastante e num período é mesmo árido com instalação de estepes e de floresta galeria.

Só para termos uma pequena ideia são pelo menos 10 as mudanças que ocorreram no nível dos oceanos da actualidade a 18 milhões de anos passados. Isto demonstra bem a variabilidade do clima e a sua interligação a toda a evolução do planeta. Falar de clima sem referir isto é tudo menos sério.

A quem quiser comprovar o que escrevi, visitem que não se arrependem.

http://www.dct.fct.unl.pt

2006-09-17



Nesta tarde de Sábado em que a Camerata Musical do Barreiro veio ao Fórum, e para onde já tem agendados mais dois concertos, aproveitei para passear e trocar umas ideias com o meu amigo, e colega de blog, Luis. Ideias novas e antigas ao sabor de uma bela tarde de fim de verão. Gostámos do concerto, tanto no aspecto musical como social, e voltaremos sempre que se proporcionar. Observámos a vida que o Parque José Afonso tem, que lhe é injectada pelos banheirenses (e não só) que o frequentam, e como necessita de se renovar e actualizar, como qualquer objecto vivo. Observámos algumas casas mais antigas, e ainda entrámos num ou noutro páteo. Prometemos voltar com tempo, e falar com quem lá mora, saber a historia daquelas casas e das suas histórias. No fundo, quisemos conhecer melhor os banheirenses.

2006-09-16


Muito já se falou sobre alterações climáticas e respeito ao ambiente. Na segunda leva (a primeira consistiu na apresentação de teorias pouco sérias sobre a evolução dos climas como as apresentadas no documentário de Al Gore, o quase presidente dos E.U.A., por sua própria vontade, porque não zelou pelo estado de direito e pelos interesses dos americanos e logicamente do resto do mundo) tenta-se descridibilizar a luta dos partidos políticos de esquerda e dos verdadeiros movimentos ambientalistas. Vamos esquecer o clima e a política. Observemos o mundo. Na terra os países industrializados ou desenvolvidos, como queiram, poluem e "consomem a quase totalidade dos recursos", os restantes países são submetidos à pobreza. Surgem as preocupações ambientais e o que acontece? Estabelecem-se cotas de poluição, ou seja os países só podem poluir x, senão são multados. A maior parte das nações aperta as sanções às actividades poluidoras. Posteriormente decidem, os mesmos do costume, os do poder, que as cotas podem ser adquiridas, permitindo aos países desenvolvidos comprar licenças para poluir ainda mais, remetendo milhares de milhões de pessoas dos países mais pobres a uma pobreza ainda mais extrema. Não contentes com isto os países desenvolvidos tentam açambarcar através de multinacionais os recursos naturais existentes nos países pobres. As sociedades começam a acordar e resistem, principamente nas Américas, veja-se o caso da Venezuela que remeteu o controlo dos recursos naturais para o Estado, garantindo que grandes fatias de população possam ver o seu nível de vida aumentado. Inventam-se guerras como a do Iraque para roubar os recursos aos países mais pobres. Renasce o terrorismo de estado que impõe o estado do medo de forma a controlar as liberdades no mundo ocidental, no mundo controlador. Mas eis que surge a solução miraculosa, a energia nuclear. Apresentam-na como o garante de um ambiente estável, como uma fonte segura de energia, como o garante do nosso modo de vida. Aqui surgem divisões profundas, quer no campo ideológico, quer no campo científico (como se fosse possível separar).
Voltando à política. Atacam a esquerda por denunciar o drama, o medo inventado das alterações globais. Escrevem-se coisas tão rídiculas e sem fundamento com o intuito de apenas atacar a esquerda consciente. A verdadeira esquerda é contra as cotas de poluição. A verdadeira esquerda defende as pessoas e não o capital e aí entra bem o nuclear.

Por agora só me vou concentrar num aspecto da energia nuclear, apresentada pela direita como a salvadora do ambiente e denuncianda pela esquerda como uma fonte de lucros brutal e um perigo para a humanidade, os resíduos.

Actualmente não existe forma de tratar os resíduos do núclear. São embalados em contentores cujo o tempo de vida é inferior ao tempo de vida do resíduo, constituindo assim um enorme perigo para a humanidade. E o que se faz a esses contentores? Lançam-nos no mar e deixam um presente às novas gerações ou colocam-nos em grutas como uma bomba-relógio.

No campo científico alguns espertos falam em enviar os resíduos para o espaço ou colocarem os ditos na lua. Ainda mais errado, muito errado. Os resíduos devem ser tratados ou eliminados e isso ainda não se consegue. A solução pode estar na geologia.

A terra é constituída, a grosso modo e em termos geológicos por três unidades fundamentais, a crusta, o manto e o núcleo. O manto é radioactivo e portanto uma unidade que conseguia absorver e incorporar estes resíduos. Para isso era necessário colocá-los nas zonas de subducção (zonas onde uma placa oceânica mergulha, por ter maior densidade, sobre uma placa continental) como se pode observar na figura abaixo. A subducção levaria os resíduos para o manto e o problema seria resolvido. Só que isso não é possível. As zonas de subducção localizam-se a grosso modo em fossas oceânicas (Trench) que por vezes atingem 12000 metros de profundidade o que torna impossível a colocação dos resíduos pelos meios actuais nestes sumidouros ou túneis de contacto com o manto.













http://www.platetectonics.com

Voltarei ao assunto e tentarei demonstrar como o poder financeiro tece o medo e apresenta soluções pouco amigas do ambiente mas amigas das suas carteiras. O clima, a guerra, o medo, o nuclear devem ser entendidos com verdade e não com falsos relatos e apresentações de quem não tem mais nehum interesse do que fazer enriquecer os amigos. A energia nuclear é perigosa, suja e não será ela que fará com que o clima não se altere. Mas numa coisa reconheço ao Al Gore mérito, faz-nos pensar e discutir sobre isto.


Não fora o Altoseixo e o BarreiroRocks tinha ficado esquecido.
Um fim de semana normal. Não, não é. Mas a vida corre, flui ao sabor de algumas certezas e contradições. A batalha política inexistente é levada para campos errados, para campos pessoais. A importância que damos às coisas leva-nos a questionar e a lutar. Escolhemos o nosso lado, partido ou movimento e entregamo-nos à causa. Duro, muito duro. Horas dispendidas, tempo ganho e perdido nestas batalhas. Alguns dizem que não vale a pena outros que é obrigação. Não me saí da cabeça a agenda política, as obrigações assumidas e o tempo que foge e que nos leva da presença de quem gostamos. É hoje ponto assente que muitos muros ruiram e que a visão do mundo se altera constantemente. De que escrevo? De tudo, de nada. Ou será apenas um desabafo sem objectivo, um grito de cansaço, uma revolta demonstrada no rosto de quem quer e não pode. Enfim, é somente a vida e esta corre independentemente do estado do tempo ou da roupa que vestimos.

No dia 12 de Outubro ocorrerá uma manifestação, um grito de revolta que se iniciará pelas 15 horas na Praça do Rossio. Pessoas descontentes com a política do governo vão se manifestar por uma outra política. A presença de todos os descontentes fará com que a voz de todos seja mais forte.

O P.C.P. desenvolve uma campanha pela Segurança Social. Dito assim parece que somos os únicos que a defendemos. Parece e é verdade porque a privatização de fatias desta conquista levará a que o seu caractér universal se transforme em caractér pessoal e de poder, onde quem tem cifrões terá uma reforma digna e onde quem não tem verá o seu esforço de anos resultar numa humilhação.

O Al Gore parece estar a ser desmacarado ainda que a maioria da população acredite no que vem no documentário. A forma como ele se apresenta é esquisita, para não escrever outra coisa e os dados expostos, baseados na teoria dos limites e levantados ao limite superior, demonstram claramente que o documentário é extremista e alarmista. Deve-se explicar ás pessoas que as suas demonstrações se baseiam nas previsões mais alarmistas e catastrofistas dos cientistas.

Na Moita a festa está a ser um grande sucesso. Muitas pessoas nas ruas. A questão central parece ganha. A Festa é concelhia e não da Vila da Moita. Os bairrismos são perigosos e devem ser combatidos.

Na Baixa da Banheira o espirito crítico da população leva a que a sua participação cívica seja elevada. Os contactos de rua são constantes e muitos levantam questões muito pertinentes. Ocorreram dois fogos nesta freguesia que destruiram habitações e que colocaram em risco outras. O primeiro aconteceu num terreno, no final da Rua do Algarve, onde as ervas estavam muito altas e secas. A Câmara conjuntamente com a Junta limparam o terreno substituindo-se ao proprietário. A situação parece agora resolvida mas, a questão não foi respondida. Foi este e muitos poderão ocorrer se as pessoas não assumirem a sua responsabilidade e esperarem que os autarcas tudo resolvam. O segundo fogo foi mais grave e também na Rua do Algarve. Destruiu habitações levando a tragédia a pessoas como nós. Sobre este não quero escrever mais porque deve estar a ser alvo de investigação mas louvo a atitude de alguns banheirenses que ajudaram quem precisava, quem ficou com apenas a roupa que vestia.

Negro, pintado de negro é o quadro mas da cinza brotam rebentos e a vida continua.

2006-09-15


Por várias vezes afirmei que conhecia a identidade de alguns bloguistas. Não é de hoje. Aliás, para além disso conheço a identidade de figuras públicas que com eles colaboram, quer dando textos, quer dando fotografias. Nunca, mas nunca, utilizei esta informação para prejudicar nenhum deles, ao contrário do que esses senhores o faziam. Ofendendo, caluniando pessoas que não se podiam defender. Hoje acusam-me de inquisitor, mas isso é falso porque não utilizei esta informação contra eles, que tudo usam contra pessoas que conheço e contra mim próprio. Por mim esta conversa já deu o que tinha a dar, sabendo quem são as pessoas até a blogosfera perde o interesse. Vou continuar, mas vou reduzir a minha actividade nestas lides porque não quero, nem posso dar importância a quem não a tem. Mas deixo no ar uma pequena mensagem que vai certeira para quem a apanhar: a alguns mentores de alguns ataques, que não são alguns bloguistas mas gente graúda de forças políticas, e com muito pouca coragem, ainda que eles sejam carne e peixe ao mesmo tempo, mudem de estratégia porque ao longo de 30 anos já deveriam ter conhecimento de que assim não vão lá.

2006-09-14

Direito ao contraditório
Já muito se falou das FARC e da polémica da festa do avante, onde o meu partido, o partido comunista português, convidou uma delegação do partido comunista colombiano e uma revista colombiana a estarem presentes. Gerou-se um movimento na blogosfera contra o partido comunista português o que parece que nos fez subir nas sondagens. Este distinto movimento conta com nomes ilustres como o Dr. Paulo Pedroso militante socialista entre outros. O ataque não é apenas dirigido ao P.C.P. mas também ao professor Marcelo Rebelo de Sousa por lá ter ido e não se ter manifestado contra a presença de uma delegação que nem esteve lá, a delegação das FARC.

Não conheço bem a realidade colombiana e por isso decidi publicar aqui uma carta das FARC, segue logo a seguir.


Carta aberta das FARC aos integrantes da XIV Conferência
do Movimento dos Países Não Alinhados ( MNOAL )
por Raúl Reyes [*]


Excelentíssimo Senhor Presidente da
XIV Conferência do Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL)
La Habana, Cuba.

A Colômbia é um país imensamente rico, com três cordilheiras, segundo lugar em biodiversidade, costas em dois oceanos, todos os patamares térmicos e climas variados, com terras férteis que permitem uma produção agrícola durante o ano todo. Uma população de 44 milhões de habitantes e um potencial económico activo de grande labor que teria, em condições de paz real, capacidade de produzir o suficiente para auto-abastecer-se e contribuir, do ponto de vista alimentar, para a alimentação de outros 60 milhões de seres humanos que não têm possibilidade iguais ou semelhantes.

Mas vimos de uma tragédia nacional, 60 anos de terrorismo de Estado e de maior geração de preocupações na complexidade da política internacional. Foram etapas de grandes injustiças sociais, de democracia cada vez mais restringida, tempos de grandes padecimentos que recrudesceram com a eleição à Presidência da Colômbia do Dr. Mariano Ospina Pérez, de filiação conservadora. Ao iniciar esse período, em 1946, começou-se uma repressão violenta contra a oposição de então, fundamentalmente contra o liberalismo, o que provocou um protesto pacífico histórico, que teve sua maior expressão na manifestação do silêncio, convocada pelo líder do Partido Liberal, Dr. Jorge Eliécer Gaitán. A Plaza de Bolívar, em Bogotá, encheu-se, ninguém lançou um grito, nem um viva, nem um abaixo, só falou Gaitán. Seu discurso foi a Oração da Paz, não apelou ao ódio, não apelou ao enfrentamento, apelou à reconciliação, ao entendimento e à paz.

Em 9 de Abril de 1948 Gaitán foi assassinado e até hoje o magnicídio permanece na mais absoluta impunidade. Ninguém sabe quem foi o autor intelectual, pois deixou-se que a multidão enfurecida destroçasse fisicamente o autor material a fim de que ninguém soubesse quem o havia induzido ou contratado. Chama a atenção o facto de que a CIA, a 58 anos de distância do facto, não haja desclassificado os documentos sobre este magnicídio, apesar da grande incidência que teve sobre o seu desenvolvimento agitado e sobre as ainda não bem analisadas conclusões da Conferência Panamericana que nesse momento se reunia em Bogotá.

Ao povo colombiano custaram muito caro estes anos de governos desastrosos. Foram assassinados 300 mil compatriotas entre 1948 e 1953. Esse período é conhecido como o da política oficial do "sangue e fogo". Continua hoje o infame massacre.

Desde então, a alta hierarquia liberal optou pelo exílio e aos liberais da base coube-lhes irem para as montanhas, empunharem as armas e combaterem para defender as vidas, suas famílias e proteger os poucos bens que possuíam.

No ano de 1953 foi gestado o golpe militar, aparentemente orientado pelo general Gustavo Rojas Pinilla, que uma vez consolidado apelou às guerrilhas para que se entregassem sob o lema "Paz, Justiça e Liberdade". A maioria dos guerrilheiros que respondiam às directivas do Partido Liberal entregou-se, mas o resultado não foi a paz. Quase imediatamente o governo militar converteu em inimigos todos aqueles que tinham um pensamento diferente do oficial e, sob os parâmetros anti-comunistas da IX Conferência Panamericana, bombardearam-se regiões camponesas em Villarrica Tolima, causando a morte violenta de homens, mulheres e crianças.

No ano de 1957 o general Rojas Pinilla foi obrigado a abandonar o poder. O novo governo tornou a chamar os guerrilheiros à paz e ao trabalho. Estes aceitaram e voltaram a trabalhar nas regiões camponesas de Rio Chiquito, Marquetalia, El Pato e El Guayabero. Ali se produzia milho, banana, mandioca, café, feijão, porcos, gado e aves de capoeira, dentre outros produtos agrícolas. Uma parte destes produtos era consumidas pelos habitantes ou vendiam-se nas cidades vizinhas, convertendo-se numa contribuição para o desenvolvimento do país. Mas em 1964 foram novamente atacados pelo Estado colombiano. O Exército Nacional, seguindo as orientações do Departamento de Estado dos Estados Unidos, quiseram arrasar estas regiões, temerosos de que fossem o germe de outra revolução como a cubana.

Esta perseguição constante e sem precedentes é a origem das FARC-EP, a guerrilha mais antiga do mundo que, obrigada por seis décadas de violência oficial, combateram contra um Estado injusto e violento, com o empenho de conquistar para o povo uma paz digna com justiça social.

Durante todo este período aziago houve várias tentativas de conseguir a paz, até que em 1984 firmaram-se os Acordos de la Uribe, uma trégua e uma cessação bilateral de fogos que durou até 9 de Dezembro de 1990, quando foi rompida pelo presidente da época, César Gaviria Trujillo, que sem haver terminado a trégua e sem riscos bombardeou Casa Verde, sede do Secretariado das FARC, no dia em que os colombianos elegiam a Assembleia Nacional Constituinte.

Como produto dos Acordo de la Uribe nasceu a União Patriótica, organização pluralista bem acolhida pelos trabalhadores e pela população. Num curto tempo de campanha eleitoral elegeu 14 congressistas, 17 deputados, 10 alcaides e 135 vereadores. A reacção da ultra-direita não se fez esperar: dois dos seus candidatos à presidência foram assassinados: Jaime Pardo Leal e Bernardo Jaramillo. A maioria dos congressistas, deputados, vereadores e alcaides foram assassinados, juntamente com mais de 4 mil dirigentes, activistas e simpatizantes do Partido Comunista e da União Patriótica. Foram assassinados igualmente os candidatos Carlos Pizarro León Gómez do M19 e Luis Carlos Galán Sarmiento do Nuevo Liberalismo. Todos estes assassinatos foram responsabilidade do Estado colombiano, pelo que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado pelo genocídio contra a União Patriótica.

Num novo passo na busca da paz, a 7 de Janeiro do ano de 1999 instalaram-se os diálogos em San Vicente del Caguán, Departamento de Caquetá, entre o governo do Dr. Andrés Pastraña e as FARC-EP. Mas em paralelo a este importante processo os Estados Unidos impuseram o Plano Colômbia, plano de guerra contra a estabilidade da região sulamericana. Três anos mais tarde, em 20 de Fevereiro de 2003, o presidente Pastraña dava por terminados os diálogos, abruptamente, sem ter tido em conta os 28 países amigos que apoiavam este novo esforço de paz e sem ter permitido ao enviado do Secretário-Geral da ONU, James Lemoyne, que despenhasse o papel de facilitar em que estava empenhado.

Durante o processo 1999-2003 avançou-se significativamente e firmou-se, pelos representantes do governo de Pastraña e pelas FARC, a Agenda Comum para a Troca. Os pontos a discutir já estão identificados e rubricados com a assinatura das duas partes. Só falta a vontade do governo actual de reiniciar um diálogo que conduza à paz na Colômbia e à estabilidade regional.

Excelentíssimos Presidentes e delegações do Movimento dos Países Não Alinhados. Fazemos esta pequena síntese histórica para mostrar que a guerrilha não é responsável pela violência, como apregoam o Governo da Colômbia e os grandes meios de comunicação que lhe são afectos.

Dirigimo-nos aos senhores não para lhes pedir que nos ajudem na guerra e sim para lhes pedir que nos ajudem na solução pacífica do conflito social e armado que padecem os colombianos desde há seis décadas.

Ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe Vélez, já reiterámos publicamente a proposta que lhe foi feita desde o início do seu primeiro governo, de desmilitarizar dois Departamentos: o Putumayo e o Caquetá e de retomar a Agenda Comum para a Troca para nos sentarmos com os partidos políticos, grémios económicos, a Igreja, o movimento sindical e de massas em geral, os militares, os estudantes, os camponeses, os indígenas e outras minorias, para que entre todos desenhemos a nova Colômbia, a que todos queremos, soberana, digna, pujante, justa e em paz.

Para o Acordo Humanitário, da parte das FARC-EP, existem propostas concretas e realizáveis à luz do Direito Internacional, cabendo ao Governo dar os passos pertinentes para avançar no seu desenvolvimento e concretização, o que é esperado pela nação, pela Comunidade Internacional e pelos familiares dos prisioneiros políticos e de guerra das duas partes.

Estamos dispostos a enviar delegações a fim de conversar com os seus governos nos seus países acerca das nossas propostas para as saídas políticas. Se pudermos contar com garantias, estamos igualmente dispostos a receber os seus delegados nos nossos acampamentos a fim de lhes dar a nossa versão do conflito interno e explicar-lhes nossos esforços e propostas destinadas a conseguir a paz definitiva e duradoura.

Atentamente,

Raúl Reyes
Chefe da Comissão Internacional das FARC-EP.
Montanhas da Colômbia, Setembro de 2006

Fonte: resistir.info
No próximo Sábado às 16 horas a Camerata Musical do Barreiro dá mais um concerto comentado no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo.

A entrada é grátis, bastando apenas levantar os bilhetes com antecedência.
Um dos meus livros favoritos vai ser passado a filme.

Desta vez o realizador designado para adaptar mais esta obra de José Saramago merece-me crédito pelo excelente Cidade de Deus, pelo que espero bastante mais do que o que saiu da Jangada de Pedra.

cartoon de António

2006-09-13

O local aprazível que vos mostrei em baixo tem um acesso pela rua Cidade de Pinhel através de um túnel. Este túnel tem sido o wc preferido de todos os cães da zona, e nem se pode dizer que sejam apenas cães de rua, se bem que alguns destes até sejam alimentados por alguns comerciantes e habitantes, apesar de existir ali ao lado um local próprio. Ter um cão na rua é muito mais prático do que viver com ele em casa, não é? Os efeitos são estes, na sujidade que se vê, e no cheiro que felizmente só no local se sente.

Mas não é só de dejectos caninos que este local está contaminado. É que apesar das papeleiras e caixotes do lixo existentes, não faltam papeis a forrar a calçada, que raramente é varrida.

A figura representa um anticiclone, que é uma região onde a pressão atmosférica é mais elevada do que a média da pressão atmosférica registada no planeta (isto a grosso modo para não entrar em grandes promenores técnicos). Os anticiclones são assim chamados porque inibem o mau tempo. São regiões onde o ar desce, pelo que não provocam instabilidade ou subida do ar. Também são os responsáveis pela dismitificação do muito falado aquecimento global. Desde a década de 70 que a pressão atmosférica tem vindo a aumentar no planeta terra o que contraria a ideia de aquecimento global por dois motivos:



1- o ar quente sobe e se a temperatura está a aumentar no planeta, a pressão atmosférica deveria baixar (veja-se o exemplo do balão);

2- regista-se cada vez mais, no inverno, a descida em latitude de anticiclones polares provocando por exemplo um nevão em Lisboa ou na Grécia, como registamos todos com algum espanto. A partir destas observações, alguns homens da ciência, formularam a teoria dos anticiclones polares móveis, o que contraria os modelos estabelecidos e a famosa pseudo-teoria
do aquecimento global. Isto, na prática, quer dizer que certas regiões registam arrefecimentos de temperatura ao longo dos anos e por isso não se pode falar em clima global.

O já muito falado aquecimento global é agora dismistificado e passou-se a chamar de aviso global- GLOBAL WARMING vs GLOBAL WARNING.

As temperaturas medidas mostram o resto da verdade que Al Gore quer esconder. Algumas regiões arrefecem e outras aquecem. Como a noite vai longa vou levantar uma pequena ponta do véu sobre a evolução do clima e alterações climáticas. Na idade média deu-se o "óptimo climático", em que as temperaturas eram mais elevadas ou semelhantes do que na actualidade, tal como o nível do mar, e do séc. XIV ao XVII deu-se a "Pequena Idade do Gelo" em que as temperaturas e o nível do mar eram mais baixos do que o que hoje acontece. Isto quer dizer muitas coisas e uma delas é que devemos pensar, questionar o que nos apresentam. Podemos não ter resposta, mas mais vale não a ter do que acreditar em mentiras como a do aquecimento global, que nos é apresentada como uma verdade inquestionável/inconveniente.

Algumas questões simples:

Porque é que o Al Gore apresenta mentiras como verdades?
Qual o papel do homem nas "mudanças do clima"?
A variabilidade do clima vai conduzir a nossa civilização à ruptura?
O nosso modo de vida respeita o planeta?
A energia nuclear, cujos resíduos não podem ser tratados, nem eliminados de forma racional e correcta deve ser implementada? E quem a deve implementar o sector público ou o privado?
Porque é que os pontos de medição de temperatura usados para monitorizar a temperatura média global são localizados na sua maioria em cidades, quando sabemos que estas são mais quentes que a região envolvente?

Por hoje fico por aqui, mas este tema que me apaixona, deve ser abordado e pela minha parte continuarei.





Circulação atmosférica. Fonte: Antón Uriarte Cantolla
Baixa da Banheira, Praceta dos Algarvios
Os Caolhos atacam de novo, desta vez em FIN DEPARTURE - a mare e gratis (sem acentos) ou o pinga amor

2006-09-12

Bem parece que uns quantos bloguistas ficaram muito indignados com a publicação de um post no marinha grande, blog no qual também contribuo. O post foi colocado por mim. O texto não é meu, foi-me enviado por mail, sem indicar a fonte. A pessoa que me enviou o texto pedia divulgação e foi o que fiz. Parece que mais pessoas o divulgaram.
Até aqui tudo bem. Mas a indignação dos bloguistas cá do sítio deu para a loucura. Primeiro acusaram-me de plágio, o que não tem fundamento uma vez que o texto foi recebido conjuntamente com uma solicitação- divulgue-se. Mas se fosse só por aí tudo bem. De seguida o Brocas (pessoa que eu conheço a identidade), acusou-me de querer subir na hierarquia à custa destas manobras, o que está profundamente errado porque não faço manobras nem sequer tenciono subir na hierarquia seja lá o que isso for. Mas o mais engraçado foi a reacção do Av1 (que também conheço a identidade como já lho tinha dito) que me acusa de não ter um texto meu, de ser só copy e past. A este senhor (para não lhe chamar outra coisa, porque esta não é a primeira que me faz acusações deste tipo) escrevo aqui que até podia ficar chateado, mas não fiquei, porque não o levo a sério principalmente depois de saber quem é.
Alguns cientistas criticam a arrogância dos modelos climáticos face ao que se passa no mundo real. Num artigo excelente - «Litynski, J., Changements de température de la surface terrestre pendant la période 1931-1990, Publications de l’Association International de Climatologie, 12º Colloque, 1999», pode ler-se:

- De uma maneira geral não há aquecimento planetário durante o período 1931-1990;

- Observam-se arrefecimentos regionais, por exemplo: no leste da América do Norte (-0,4 ºC), no leste da Gronelândia (-0,45 ºC), no norte da Europa (-0,35 ºC), nos Balcãs (-0,3 ºC), no norte da Ásia (-0,7 ºC), no Médio Oriente (-0,4 ºC), no nordeste de África (-1,1 ºC), no Vale do Nilo (- 1 ºC);

- Também se observam aquecimentos regionais, como sejam: no oeste da América do Norte (México, Califórnia, sul do Alasca), no litoral do Peru e do Equador (+0,6 ºC), na Ucrânia e sul da Rússia (+0,25 ºC), no sul da Ásia (+0,35 ºC), na Austrália (+0,1 ºC);

Como se pode constatar não existe apenas uma verdade inconveniente.

2006-09-11

Sobre o 11 de Setembro de 2001 vão passar pelo Fórum 11 curtas metragens de Youssef Chahine, Amos Gitai, Alejandro González Iñárritu, Shohei Imamura, Claude Lelouch, Ken Loach, Samira Makhmalbaf, Mira Nair, Idrissa Ouedraogo, Sean Penn e Danis Tanovic.

É na quarta-feira, dia 13, âs 21h30m.
Hoje é um dia triste para a humanidade. A 11 de Setembro, é assassinado com o patrocínio dos Estados Unidos, Salvador Allende, Presidente do Chile. Faz hoje 33 anos e deve ser lembrado. Allende, um marxista que venceu as eleições e queria uma sociedade mais justa para os seus compatriotas, foi assassinado a defender o seu sonho por Pinhochet e seus compinchas fascistas. Faz hoje cinco anos que ocorreu o episódio das Torres Gémeas que originou a morte de milhares de inocentes, muitos deles a tentar salvar outras vidas. Este episódio tem contornos muito esquisitos e levou a uma sucessão de guerras que originaram ainda mais mortes, que originaram ainda mais ódio. O termo episódio é aqui usado porque existem muitas versões, muitos factos não revelados, que deram origem a várias teorias que se podem classificar em dois grandes grupos, aquelas que apontam o episódio como um acto de terror e aquelas que apontam o episódio como uma cabala montada por Bush e seus amigos para lhes dar fundamento para um controlo do Médio Oriente.
Hoje, ainda que tenha opinião, não a dou, apenas lembro os milhares de mortos inocentes nestes dias 11 e apenas lamento que a paz não seja um objectivo de todos os homens, quer sejam americanos, portugueses ou iraquianos.
O maior atentado terrorista da História foi a invasão do Iraque.

2006-09-07

Manifesto total apoio aos trabalhadores da fábrica da GM Azambuja na sua justa luta. Pena é que o governo olhe para o lado e não apoie quem mais precisa. As declarações dos administradores em relação às acções de luta dos trabalhadores são lamentáveis. Eles que cumpram o que assinaram e assim resolvam o assunto. Quem está a falhar é a GM e não os trabalhadores que até foram considerados pela administração dos mais produtivos do mundo. O governo português só tinha de se colocar ao lado dos trabalhadores, assim defendia os postos de trabalho de alguns dos mais produtivos trabalhadores portugueses. Se estes trabalhadores forem para o desemprego a produtividade portuguesa cairá e o governo terá sérias responsabilidades nisso.

Tal como dantes não existiam prisões secretas operadas pela CIA, hoje não existe tortura, apenas procedimentos «rudes», mas «legais e necessários».

2006-09-06

De tempos a tempos, num qualquer recanto deste mundo, existe um pateta que tem uma ideia adorável.









foto Annie Leibovitz
Marques Mendes declarou que é uma vergonha que o Estado deixe queimar o Parque Nacional Peneda-Gerês porque exige aos proprietários que limpem os seus terrenos e depois não o faz. Isto, vindo de quem vem, é pura demagogia. Querem ver que o P.S.D. também resolveu o problema da limpeza dos espaços florestais ou que nos tempos em que foram governo nunca ardia nada. Por outro lado, estas declarações demonstram o ódio que este dirigente e o seu partido têm ao património colectivo, ao bem comum, à coisa pública. Para estes senhores nem o ar deveria ser de todos e o estado deveria ser uma espécie de cobrador de impostos. Sr. Marques Mendes não se aproveite da desgraça alheia para fazer política suja e o trabalho marioneta que os seus amigos querem que faça. Como os Carrapatosos dos telefones que se julgam no direito de pedir despedimentos na função pública e que são ouvidos pelo Presidente da República mais depressa que os sindicalistas e que querem o estado numa bandeja. A bandeja com o “mercado” das águas, com serviços públicos como o ensino. Na bandeja está tudo, não precisam de criar valor, apenas cobrar aos indefesos portugueses que não terão outra alternativa senão pagar o que estes empresários predadores da coisa pública definirem. Por isso, Sr. Marques Mendes tenha vergonha e ataque o governo por motivos e razões válidas e não com demagogia, mas também sabemos que não o consegue fazer porque o programa de governo parece retirado de uma carta de objectivos do P.S.D. Assim, resta o melhor que sabe fazer, remeter-se à sua insignificância que o tempo, para si, não se mostra muito agradável.
Deve ser por isto e por isto que a grande maioria dos clubes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional decidiu que o Major é uma pessoa com o perfil indicado para ser o proximo Presidente da Mesa da Assembleia.

2006-09-05

Uma excelente notícia.

O estudo do impacto ambiental e localização da ETAR Barreiro-Moita, com o despacho favorável do Secretário de Estado do Ambiente, tem luz verde para que se proceda ao arranque desta importante obra para a melhoria da qualidade de vida da nossa região, divulga o jornal rostos.
É por causa de coisas como esta e esta que o futebol vai perdendo interesse...
Como foi escrito aqui por mim e pelo Av1, continuo a aguardar as provas de que este senhor lutou pela deslocalização do Cais de Desmantelamento de Alhos Vedros. Isto não é só falar, é preciso provar o que se diz, ou melhor o que se escreve. Porque se assim for eu também escrevo que ajudei Afonso Henriques e o Vasco da Gama. Ah, e não coloquei o link porque não me apeteceu e ele que não venha com nomes porque no último post que coloquei estava lá um link para a espelunca do ponto verde.

http://banheirense.blogspot.com/2006/08/no-sul-do-estimado-ponto-verde-httpa.html#links

Saudações blogueiras.
Este Caso Mateus começa despertar-me do desinteresse em que tenho votado o futebol português. À parte dos jogos do Benfica e da Selecção, nos últimos tempos nada mais existia.

Este interesse, ao contrário do que possam imaginar, deve-se única e exclusivamente à repulsa que cada vem mais sinto pelo dirigismo no futebol profissional, nacional e internacional.

Nem para o caso é importante saber se o Gil Vicente tem razão ou não, mas querer impedir uma qualquer pessoa (neste caso colectiva) de recorrer aos tribunais, quando a FIFA que é a entidade gestora do futebol internacional é, simultaneamente, quem faz as leis e aplica as sentenças, parece-me coisa suficiente para dar o meu total apoio à continuação deste desafio a Golias.

2006-09-04















No a sul - http://a-sul.blogspot.com/ , o ponto verde colocou um post onde questiona as responsabilidades das autarquias e até consegue identificar responsabilidades de várias entidades públicas e privadas. Mas o rapaz confunde-se e precisa de ajuda. Dou o meu contributo.


Sô Zé- Bruxo conceitado e especializado nas artes da adivinhação.
Post no AVP

No próprio site da CMM, pode ler-se o seguinte sobre o que envolvia, em 2002, o problema da zona ribeirinha do concelho, assim como sobre o cais de Alhos Vedros:

Sobre as zonas de caldeira, declarações do responsável da APL:
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«A Moita é um dos concelhos do Estuário do Tejo com quem temos uma relação mais profícua. (...) Mesmo antes da assinatura do protocolo entre a APL e a Câmara, havia já um conjunto de intenções comuns que se vieram a concretizar mais tarde. A remoção das carcaças dos barcos abandonados no leito do rio foi o primeiro passo.
Desde então, a APL tem desenvolvido vários estudos, entre os quais a avaliação das condições de revitalização e exploração das caldeiras, e chegámos à conclusão de que vale a pena desenvolver um projecto de recuperação das caldeiras de Alhos Vedros, Sarilhos Pequenos e Moita, pois estas desempenham um papel importante impedindo o assoreamento do rio e, dessa forma, contribuem para a melhoria das condições de navegabilidade.»

Sobre o cais de desmantelamento, declarações de Rui Garcia e do responsável pela APL:
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Rui Garcia: «Esta é uma actividade necessária; a questão que se coloca é em relação à sua localização. A APL apresentou uma proposta (com a qual a Câmara concorda) no sentido de o problema do desmantelamento de barcos e de carros ser tratado ao nível da Área Metropolitana de Lisboa.»
APL:«Uma vez que está a ser desenvolvido na Siderurgia Nacional, no Seixal, um projecto de reciclagem de sucatas, sugerimos que fosse criado, naquela unidade industrial, um espaço para o desmantelamento de navios, assim como para o tratamento de sucatas. Na altura, a proposta surgiu no âmbito de uma discussão alargada entre a APL, a Câmara da Moita e a Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo, tendo o desafio sido lançado a esta última entidade. Logo que haja vontade política, a APL está disposta a libertar o espaço do estaleiro em Alhos Vedros que está sob a nossa jurisdição. Quanto ao explorador da unidade, também passaria para a Siderurgia, mantendo a sua actividade económica.»

Ora o que se lê:
a) Que existe uma boa relação entre a APL e a CMM, ao contrário do que certos opinadores mal-informados ou desinformadores pretendem dar a entender, pois a APL propõe e a CMM concorda sempre.
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b) Que foi a APL a propor que a deslocalização do Cais fosse tratada no âmbito da Área Metropolitana, com o que a CMM concorcou não apresentando qualquer ideia própria.
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c) Que a APL está disposta a libertar o espaço do estaleiro logo que haja vontade política. Perguntamo-nos agora nós, vontade política de quem? Se a APL está disponível para isso?

Pois é, seria melhor que certas pessoas, até pelas funções que desempenham, percebessem um pouco daquilo que falam e escrevem, só para dar a cara e aparecer. E que não lançassem culpas para quem já se disponibilizou claramente a resolver o problema, ou seja, a APL, que só precisava de vontade política para mandar aquilo embora.
Nota ainda para o facto de tudo isto constar de publicações oficiais moiteiras.

AV1

Post no Banheirense

O Cais de Desmantelamento de Alhos Vedros só está em actividade nesta freguesia por concessão da Administração do Porto de Lisboa.

Em cesur.civil.ist.utl.pt/~ams/GU_NET/Regulamento.pdf podemos entender qual a postura da autarquia e verificar mais uma vez que o ponto verde, ou melhor, Doutor Ponto Verde é um mentiroso e um cobarde ao serviço de interesses partidários que nem sequer tem coragem de assumir.

Por hoje, encerro a discussão, mas não a enterro, até porque ainda não estou convecido da veracidade de outras informações prestadas por outros blogueiros, mais idosos, e concerteza com mais falhas de memória do que eu.

Nuno Cavaco

Onde é que estou a mentir? Ao referir que a concessão é da responsabilidade da A.P.L., ainda que como o Av1 colocou, estejam na disposição de estudar novas localizações e reconverter a actividade ou, ainda que o Vice-Presidente Rui Garcia tenha escrito que a actividade é necessária mas, deve ser feita com outras condições.

O av1 utilizou mais uma vez a estratégia do pergunto agora e mudo de assunto depois. Aliás "cortou-me uma orelha", como ele referiu mas, em termos educados peço que se concentre no que agora lhe pergunto e, nem vale a pena falar sobre a despromoção de Plutão, ainda que seja um assunto importante não cabe nesta conversa. Por uma vez, não fuja e explique como é a que a Câmara da Moita tem vontade política para relocalizar o estaleiro noutro concelho. Pois, se o caso se resolvesse tirando o cais de Alhos Vedros e colocando-o em Sarilhos Pequenos, até poderia ter um pouco de razão mas, como não é assim vou-lhe oferecer um tubo de super-cola 3 para me colar a orelha enquanto eu lhe corto o rabo.
Não consigo conjugar "uma democracia protagonista e revolucionária onde o poder do povo seja o máximo poder da República" com "referendo para estabelecer a reeleição sem limite", mesmo sem perceber o que se quer dizer com "democracia protagonista".

Isto não é socialismo.
Vou retomar um tema antigo neste blog, mas que nestes dias voltou a fazer sentido expor aqui.

Ponto primeiro: considero o direito ao anonimato um valor inquestionável para quem assim tenta apenas proteger a sua privacidade. No entanto, esta opção não se aplica para aqueles que sob este manto de invisibilidade e em nome de uma suposta liberdade de opinião espalham insultos, boatos e injúrias. Neste caso não é o direito à privacidade que está em causa, é o receio de assumir responsabilidades pelo que se escreveu, é a cobardia perante as consequências dos seus actos, mesmo quando algumas destas não passam de elaborações fantasiosas de uma mente envergonhada.
Este é apenas mais um exemplo pelo qual continuo a ouvir e apreciar a opinião do Vital Moreira, mesmo se agora andamos em campos políticos mais afastados.

"Afinal, o mau desempenho dos cargos políticos reflecte-se também, e sobretudo, sobre os respectivos partidos e sobre as hipóteses de manutenção das posições políticas conquistadas. Se um partido conclui que um seu eleito está a ter uma performance negativa, lesando o crédito político do partido e pondo em sério risco a hipótese de renovação do mandato nas eleições seguintes, é de todo justo que aquele o censure, e que, se necessário, lhe retire a confiança política e o inste a deixar o cargo. Por outro lado, os titulares de cargos electivos são eleitos na base de um programa que exprime a doutrina e as perspectivas do respectivo partido. Como negar o interesse legítimo dos partidos em velar pela execução desse programa? Não pode censurar-se, como é moda, a "descaracterização" doutrinária dos partidos políticos, e depois advogar uma total autonomia dos titulares de cargos políticos, apesar de eleitos para representarem os seus pontos de vista."

2006-09-01

Agora que se comemoram os 30 anos da Festa do Avante! quantos de nós se lembram que na Baixa da Banheira se realizou, logo em 1975, a Festa da Revolução, a primeira festa política nacional?

“No mês de Julho, com o Mariano Paixão e aproveitando a nossa experiência da Festa de “L’Humanité”, organizámos a primeira festa política do País a que imediatamente chamámos Festa da Revolução Socialista. Numa visita dos camaradas Octávio Pato e Dias Lourenço à Baixa da Banheira, já com os autocolantes e cartazes feitos, este nos chamou à atenção pela incorrecção política de se chamar “Revolução Socialista”, o que nos levou a corrigir os erros, anulando toda a propaganda feita.

Esta festa realizou-se num pinhal à beira da Estrada da Amizade, onde se situava o estacal do Roque e que hoje é parte da Urbanização dos Fidalguinhos, mas na altura era propriedade de um construtor, o Crespo, a quem tive naturalmente que pedir autorização para utilizar os espaço.

Muito foi o trabalho mas grande foi o êxito desta festa que viria a repetir-se mais quatro vezes, vindo depois a fundir-se com o Barreiro, assumindo o nome de Festa da Revolução e do Trabalho, e mais tarde a extinguir-se. Ficou todavia como um grande marco indicador da vitalidade da organização local do PCP que já tinha sido a primeira terra do País a abrir uma sede política em Portugal (nota: após o 25 de Abril) e agora também a primeira a realizar uma festa política.”

"Gente que fez a história da nossa terra", José Manuel Figueiredo