2008-04-30

"As Nações Unidas e outras organizações internacionais puseram-se de acordo para criar um grupo de crise destinado a responder ao desafio da crise alimentar mundial, anunciou hoje o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na Suíça", ou como cantava José Barata Moura:


Neste mundo de instituição
Cataloga-se até o coração
Paga botas e merenda
Rouba muito mas dá prenda
E ao peito terá
Uma comenda.

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha



As causas desta crise alimentar estão bem enraizadas no modelo de sociedade de especulação capitalista em que vivemos.

2008-04-28

2008-04-25

As colectividades sempre foram um espaço de democracia, mesmo antes do 25 de Abril, e foi dentro das suas portas que muitos banheirenses aprenderam o que era a Liberdade, enquanto lá fora permanecia a longa noite de quase meio século de ditadura. Um belo modo de comemorar a revolução é trazer às ruas a sua actividade, tal como fez o povo, naquela manhã de 1974

Baixa da Banheira, Parque Zeca Afonso, 25 de Abrl de 2007
Para comemorar Abril,
os Verdes Anos de Carlos Paredes numa versão feita pelos
Belle Chase Hotel.


Cristina Branco ao vivo na Baixa da Banheira

2008-04-24

Quando era miúdo assistia ao desfile de bicicletas que todas as tardes transportava muitos trabalhadores das fábricas da Quimigal até à Baixa da Banheira, depois de pela madrugada terem feito o percurso inverso. Então transporte dos mais pobres, passadas umas dezenas de anos as fábricas desapareceram e a bicicleta foi perdendo importância como transporte individual quotidiano sendo que agora é, entre nós, usada maioritariamente para lazer.

O nosso perfil de desenvolvimento levou-nos a uma dependência do automóvel, que nos congestionou as estradas e nos tirou espaço nas cidades. No entanto, e como acredito que a bicicleta voltará a ter um papel mais activo enquanto transporte individual, desta vez não como sinal de pobreza mas de desenvolvimento, espero que as alterações que a REFER está a realizar na Baixa da Banheira não sirvam de entrave a esta opção.

Não tivera já um compromisso marcado e decerto não faltaria à conversa da passada segunda-feira entre a CMM e vários comerciantes e moradores da Rua 1º de Maio e zonas limítrofes. Do que li, tanto no texto que o Nuno apresenta como na reportagem d’O Rio, não encontro evidências de que a possibilidade de transporte de bicicletas esteja assegurada na passagem subterrânea agora em construção, bem como na nova passagem a ser construída com a remodelação do apeadeiro. E, na minha opinião, esta valência será fundamental.

2008-04-23

Não sei explicar bem o motivo, mas nunca ouvi com a atenção merecida a voz de Cristina Branco. Esta 5ª feira vou poder fazê-lo e da melhor forma: na Baixa da Banheira, comemorando o 25 de Abril e o seu maior trovador.

2008-04-22

Rua 1º de Maio - Que Futuro?

Foi este o tema de um encontro realizado na passada Segunda-feira, no Clube União Banheirense "O Chinquilho", entre a Câmara Municipal da Moita e alguns comerciantes e moradores da Rua 1º de Maio e envolventes. Foi uma sessão muito participada onde a Câmara Municipal informou os presentes sobre a situação das obras e comprometeu-se a estudar formas de dinamizar aquela artéria vital à Freguesia.
Neste encontro foram colocadas várias questões que foram prontamente respondidas, destaco aqui algumas delas:
- Porque é que só agora é que a Câmara Municipal da Moita vem informar do que se passa? Ao que foi respondido que estes projectos de encerramento das passagens de nível só agora têm vindo a ser discutidos com a Câmara Municipal, pelo que a necessidade de ouvir as pessoas surge naturalmente deste processo. São lançados pela REFER (dona da obra) contratos de concepção/construção que depois são comunicados à Câmara Municipal da Moita.
- Em que consiste o projecto? Esta intervenção consiste em reduzir o perigo que representa para o peão uma passagem de nível em meio urbano, substituindo-a por uma passagem pedonal inferior ampla/larga, que se pretende o mais segura possível com aposta na iluminação e com uma solução de projecto que permite ao peão observar o outro lado da passagem antes de entrar, diminuindo assim o sentimento de insegurança que estas infra-estruturas geram. Também no âmbito da modernização da linha foi feita uma passagem superior rodoviária fora dos sectores mais urbanos da nossa vila. Um apeadeiro novo, com uma passagem pedonal superior, também irá ser construído no lugar onde está actualmente o antigo, estando por isso também prevista uma requalificação na Alameda do Povo.
- Quais as licenças que a Câmara Municipal passou à REFER? A esta questão o Município respondeu que a REFER não está sujeita a autorização ou licenciamento por parte da Câmara Municipal da Moita.
- Para quando está previsto a conclusão dos trabalhos? Esta obra está apontada para terminar em Agosto de 2008.
- Haveriam outras soluções, como um túnel rodoviário ou um viaduto? Esta pergunta foi uma das mais colocadas e o que foi dito é que fazer um túnel ou um viaduto naquela Rua era tecnicamente muito difícil. Com esta solução a Câmara Municipal crê conseguir criar condições para que a rua possa ser mais apetecível e apelativa e assim reconquistada pelas pessoas e tendo como consequência incentivar a dinamização do comércio e economia local.
- Que futuro para a Rua 1º de Maio e Envolventes? Esta dúvida foi das últimas a ser levantadas e foi respondido que o quer que se faça aqui será com os moradores e comerciantes. A Câmara já em tempos apresentou uma proposta, no sentido de pedonalizar a Rua, que nesta mesma sala do Clube União Banheirense "O Chinquilho", foi assinada por dois ministros, e que não foi adiante por incumprimento do governo.
Por último, foi solicitado às pessoas que pensem e que em conjunto com a autarquia tentem construir um espaço comercial dinâmico nesta artéria que é, e se todos trabalharmos bem, vai continuar a ser, o coração da Baixa da Banheira.
Na minha opinião, ninguém que goste desta terra se deve divorciar deste processo. É agora a altura de todos podermos contribuir para uma solução que dinamize o comércio e que traga as pessoas para a Rua. Se é certo que as obras geram problemas e que não existem soluções perfeitas, as melhorias que vão originar quer a nível do transporte público, com um comboio a poucas paragens e a pouco tempo de Lisboa, quer a nível de novas valências para a Rua, são oportunidades únicas que devem ser aproveitadas.

Nuno Cavaco
Vogal da Junta de Freguesia da
Baixa da Banheira

2008-04-03


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Contando com a Marginal, contam-se 8 acessos principais a norte de Lisboa. Querem convencer-me de que é o acréscimo de tráfego gerado pela ponte Barreiro-Chelas (que a própria Lusoponte afirma ser pouco significativo) o causador de uma catástrofe ambiental e de mobilidade no interior da cidade de Lisboa? é que pelo frente-a-frente na SIC com a Helena Roseta e a Paula Teixeira da Cruz parecia.

A nova travessia é uma oportunidade para reestruturar toda a mobilidade na AML e é um desafio muito interessante para o nosso concelho que, por exemplo, na Linha do Sado é o que conta com maior numero de estações/apeadeiros (Baixa da Banheira, Alhos Vedros, Moita e Penteado). Será que é desta que vamos ter o transporte rodoviário e ferroviário a complementarem-se em vez de, como acontece actualmente, serem concorrentes?

No que à nossa Vila diz respeito, ficaremos mais perto de Lisboa, o que certamente terá custos acrescidos. A partir de hoje qual vai ser o preço de uma casa na Baixa da Banheira? Se estacionar já não é fácil, começa a ser urgente pensar em novos locais de estacionamento para moradores, situação agravada com o encerramento da Rua 1º de Maio e que obriga à desobstrução das vias circundantes.

E já agora, para quando o alargamento da Coroa 3 do Passe Social da AML à Baixa da Banheira?