A imprensa livre em Portugal prefere um discurso inócuo da líder do PSD e um arrufo no PP à Festa do Avante!, ou como dizia o José Barata Moura no debate sobre os 160 anos do Manifesto do Partido Comunista, liberdade sim, mas desde que não se meta o capitalismo em causa, que o respeitinho ao patrão é muito bonito...
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2008-09-09
2007-09-10
A Festa
A 31ª Festa do Avante foi mais bela, mais fraterna, mais completa que as outras. No espírito de cada construtor da Festa está presente esta ideia. Este orgulho individual de trabalhar para um objectivo comum que foi plenamente conseguido, recarrega baterias com esperança e confiança para as lutas futuras.
Foi assim com 30ª Festa e com as que a antecederam. Milhares de camaradas e amigos deram o melhor de si para que as coisas corressem de feição.
Mas a Festa não são só três dias. Inicia-se com a sua concepção, desenvolve-se com a implantação, consolida-se com a sua abertura e funcionamento e termina com a desimplantação, envolvendo milhares de camaradas e amigos.
Nascida do Portugal de Abril, do sonho de uma sociedade melhor, nestes 3 dias o sonho é realidade e cada construtor da festa fica comovido com cada nova edição.
O trabalho voluntário destes milhares de homens e mulheres tem a sua paga na participação e alegria dos milhares de visitantes que usufruem da sua/nossa produção.
Como alguém disse um dia, a riqueza de um partido são os seus militantes, e nós no PCP sabemos isso melhor do que ninguém e é por isso que a cada acorde da Carvalhesa nos sentimos tocados e revigorados.
Mas tudo isto incomoda muita gente. Pessoas mesquinhas e arrogantes que do alto da sua frustração querem acabarem com a festa. Desde atentados terroristas nos primórdios desta festa a leis específicas ou quase específicas para dificultar o trabalho deste partido. A Festa tem resistido e a cada novo ataque têm sabido os comunistas responder com uma nova Festa, mais bela, mais fraterna e mais solidária.
Os ataques à Festa do Avante, que não é uma Festa só dos comunistas, que é de todos os democratas, obedecessem a uma linha com um objectivo específico e cirúrgico, dificultar a acção do PCP na luta por uma sociedade melhor. Mas o que não nos mata, torna-nos mais fortes, e a nossa resposta é a mesma do costume. Uma nova festa ainda mais bela do que a anterior!
Os arautos da desgraça já previram que esta festa terminaria um dia. Nas suas cabeças o trabalho voluntário (só possível porque a consciência dos camaradas e amigos que o fazem é elevada e norteada pelo objectivo comum atrás referido), não faz sentido nos dias de hoje. A forma de como no seu dia a dia tratam os outros leva-os a acreditar nisto mas desenganem-se aqueles que por os mais variados interesses não querem que a festa se faça. Ontem, tal como hoje e amanhã, nós queremos fazer a festa e este nós não é abusivo porque com as baterias carregadas de esperança e confiança só pode ser assim.
Para o ano lá estarei/estaremos para a nossa Festa.
Nuno Miguel Fialho Cavaco
Membro da Direcção de Organização
Regional de Setúbal do PCP
2007-09-05
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