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2007-05-09










A respeito da linguagem utilizada e da livre escrita singular em nome de um colectivo

Face ao comunicado do Secretariado da Comissão Concelhia da Moita do PCP de 7 de Maio de 2007, no blogue um por todos e todos por um, surge um post que dá razão total à opinião do PCP. Vejamos então:

Diz o comunicado no ponto 1:

“Os conteúdos avançados em blogues e email´s pelos organizadores, a forma como é anunciada, fazendo crer tratar-se de um problema nacional mas na prática incidindo sobre o concelho, numa manobra que visa denegrir esta terra, as suas gentes e os seus eleitos autárquicos, merece o desacordo do PCP.”

E no blogue no texto de resposta assinado por res publica e portanto de carácter individual, surge a pergunta:


“Finalmente, seja-nos permitido perguntar:
É isto o PCP?”


Então, será que o texto foi escrito por um colectivo ou é obviamente uma apropriação do grupo por parte de um indivíduo para marcar posições particulares, ainda por cima salvaguardadas pelo nome fictício do postador (res publica).


Ainda relacionando os textos, podemos ler esta pérola:


«Diz o PCP local que a Conferência é uma “…manobra que visa denegrir esta terra, as suas gentes e os seus eleitos autárquicos”. Errado. Falar-se de modo crítico de quem erra não é de modo algum dizer-se mal da terra onde nasceu ou onde mora.
Aliás “denegrir” é um termo racista, que visa associar “mau” com “negro”. É algo como dizer que “um burlão nos negócios age como um judeu”, e que “roubar é uma ciganice”. Ou algo como “lento como um alentejano”, ou do género da errada referência à “trissomia 21 como mongolismo”. São linguagens do passado, impróprias de um Partido como o PCP.»


Por aqui se vê o carácter do “res publica”, que para além de tentar colocar ideias erradas na linha de pensamento do PCP, fruto de uma interpretação maldosa e tendenciosa do comunicado, formula um juízo de valor sobre o Partido Comunista Português que não passa de uma ferida mal curada, que infectou e que gerou febres altas e delirantes.

E a isto eu pergunto e deixo no ar:


Será que os fins justificam os meios?