O que não nos podemos esquecer é que qualquer uma destas soluções tem como principal preocupação a ligação a Lisboa. O cenário da mobilidade ao longo da Margem Sul do Tejo fica praticamente na mesma, com a separação entre os blocos constituídos pelos municípios de Almada/Seixal e Barreiro/Moita/Montijo. Querem um exemplo? Perguntem a um estudante banheirense quanto tempo demora a chegar à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (ou ao Instituto Piaget, por exemplo) utilizando transportes públicos? Quando lá estudei o percurso iniciava-se com uma viagem nos TCB’s, seguida da meia hora nos barcos da Solfusa (entretanto reduzida para metade) seguida de 5 minutos de Cacilheiro que se apanhavam logo ali junto ao Cais das Colunas e que agora só se encontram no Cais do Sodré (e assim se perdem os 15 minutos ganhos com os catamarãs) seguido de uma viagem nos TST’s, com passagem pelo centro de Almada, até ao Monte da Caparica, num total de 2 horas que ao fim do dia se repetiam. Hoje em dia não perderão menos do que 4 horas diárias em transportes para se deslocarem 30km dentro de uma Área Metropolitana