2006-11-30

Por lapso o jornal da Moita publicou o meu artigo com o título enganado. De qualquer das formas fica aqui o artigo sem enganos.



Distrito de Setúbal e o esquecimento de quem nos governa


Foi aprovado a 21 de Novembro de 2006 o Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para 2007, na Assembleia da República, no âmbito do Orçamento de Estado. No geral constata-se que o investimento para o Distrito de Setúbal é reduzido em 31,6%. Este dado não é novo porque para o ano corrente (2006) o PIDDAC também previa uma redução de 12,5% para o nosso distrito, com a agravante de que muitos dos projectos que nele constavam não foram executados. Em 2006, o PIDDAC previa para o distrito 192 milhões de euros e em 2007 prevê 131 milhões de euros. Mas a redução de investimento no nosso distrito não é um fenómeno muito recente. Se consultarmos os valores inscritos em PIDDAC para o ano 2002, relativos ao Distrito de Setúbal, verificamos que estavam previstos 360 milhões de euros, ou seja, mais 229 milhões de euros do que o que está previsto para o próximo ano. Mas quais são as justificações de quem nos governa para tamanho esquecimento?

Alegam os nossos governantes que atravessamos uma crise e que é preciso controlar as despesas públicas e que todos nós devemos apertar o cinto para termos um futuro mais radiante e promissor. Correcto, muito correcto, mas se fizermos bem as contas verificamos que o cinto dos cidadãos do Distrito de Setúbal está já no último furo porque de 2002 a 2007 as verbas previstas em PIDDAC caíram cerca de 60%. Que grande aperto! No resto dos distritos do país as verbas inscritas em PIDDAC diminuíram cerca de 20%, ou seja três vezes menos, o que significa que o aperto do cinto não é igual para todos e que a crise tem uma repartição geográfica muito especial e no mínimo muito curiosa.
O significado real de todo este esquecimento dos vários governos é uma redução injusta e exagerada da qualidade de vida dos cidadãos neste Distrito já tão massacrado por políticas erradas dos mesmos governos.
Se mudarmos a escala de análise e nos centrarmos no nosso concelho da Moita verificamos com repúdio uma injustiça muito grosseira (para além de outras).

Refiro-me à verba inscrita para a substituição da Escola Secundária da Moita que ainda este ano tinha sido prometida por responsáveis governativos. Mais uma vez o governo promete e não cumpre, e não cumpre de uma forma provocatória ao inscrever apenas 1000€ em PIDDAC para este propósito. Torna-se claro que o governo considera que esta escola é eternamente provisória. Fazendo minhas as palavras da Drª Eurídice Pereira, Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que já em 2004, quando era Presidente da Comissão Política Concelhia da Moita do PS, membro do Departamento Nacional de Mulheres Socialistas, membro da Comissão Política Nacional do PS, quando o governo PSD/PP propôs 25 mil euros para a substituição desta escola em PIDDAC de 2005, escreveu em artigo de opinião, com o título “Investimento precisa-se”, publicado no jornal “Distrito Online” e no jornal “Rostos on-line”, a 24 de Novembro de 2004, as seguintes frases, com as quais concordo: “São, ainda, propostos 25 mil euros para substituir a Escola Secundária da Moita. O montante apontado só nos permitir concluir que a eterna provisória escola vai ficar como está.” Pelo que é claro para todos que se com os 25000€ atribuídos em PIDDAC, no ano de 2005, pelo governo PSD/PP, a escola estava remetida para a condição de provisória, com a benevolência do governo do PS, e a respectiva inscrição de 1000€ em PIDDAC para a construção da escola de substituição, este estatuto de provisório parece ganhar um caracter definitivo.
É de lamentar o esquecimento de quem nos governa. Penso que deveríamos todos reflectir e tomar como exemplo a luta dos estudantes desta escola, que também já foi a dos seus pais, que lutam para não ser esquecidos, porque se não lutarem hoje serão esquecidos novamente no próximo PIDDAC. Termino este artigo de opinião como a Drª Eurídice Pereira terminou o seu, com um PIDDAC destes, “venha o diabo e escolha”.


Nuno Miguel Fialho Cavaco
Membro da Comissão Concelhia da Moita
do Partido Comunista Português

2006-11-29

Já Bertolt Brecht escrevia assim sobre A Indiferença:

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.

Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.

Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.

Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.



Agora leiam isto isto, que descobri no causa-nossa...

2006-11-28

Através do Zelupi's Blog descobri o novo jornal regional Margem Sul, uma chegada que saúda.
No dia 2 de Dezembro, sábado, pelas 14h30, um ciclo de exposições de "fotografias com histórias" da Baixa da Banheira vai ter inicio. Esta é uma iniciativa da Junta de Freguesia com a colaboração de algumas Associações e amigos banheirenses. Para mais informação consultar o site da Junta.

2006-11-26

"Assumo total responsabilidade política pelo que aconteceu"

A ditadura militar de Pinochet foi responsável pela morte de 3197 pessoas, por motivos políticos, entre as quais figuram cerca de mil pessoas que desapareceram e cujos corpos nunca foram encontrados. Milhares de outros foram presos ilegalmente, torturados ou forçados ao exílio.

"Hoje, perto do fim dos meus dias, quero dizer que não guardo rancor contra ninguém"

Hoje, no Público
Pastelaria

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir
de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra

Mário Cesariny - Nobilíssima Visão (1945-1946), burlescas, teóricas e sentimentais (1972)

2006-11-25

Perdoem-me o simplismo mas não gosto de complicar aquilo que me parece simples.

Se existe alguém que tem conhecimento de um crime, ou disso suspeita, parece-me que o caminho mais rápido (e porventura, eficaz) é denunciar tal facto às autoridades competentes. Não sei se o fizeram, mas espero sinceramente que sim, porque se realmente existe matéria criminal, esta terá que ser punida de acordo com a lei vigente.

E posso recordar o exemplo de um célebre Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, eleito pelo Bloco de Esquerda, o qual, ao ter conhecimento de factos que lhe pareçam ilícitos, não tem qualquer problema em recorrer aos tribunais.

Assim sendo, apenas concebo que tanto barulho sobre o PCP, e sobre os seus militantes, se deva a mais uma manobra à qual tenho muita dificuldade em designar por "política".

2006-11-24

A chuvada de hoje trouxe-me à lembrança um episódio algo macabro a que assisti, e fotografei, na altura para o jornal A Voz da Vila.


Durante uns tempos o túnel do apeadeiro da Baixa da Banheira enchia com chuvadas mais intensas. Lembro-me uma vez de passar por lá depois das chuvas e o interior do posto de venda de bilhetes encontrava-se espalhado pelo chão no meio da lama. Numa destas vezes, aconteceu uma tragédia.


Alguém tentou atravessar o túnel com uma altura de água apreciável, e ali perdeu a sua vida. Creio que o corria o ano de 1990.
Temos um novo vizinho. Seja bem vindo.

Quanto à utilização de nick/anonimato já sabe a nossa opinião. Aqui preferimos assinar os nossos textos para assim nos responsabilizarmos publicamente por estes.

Wim Mertens compositor belga, comparado a Philip Glass, Michael Nyman ou Steve Reich, numa música minimalista que no seu vaguear chega cruzar-se com a musica popular urbana, inicia na Baixa da Banheira a 1 de Dezembro uma nova visita Portugal, onde comemora os seus 25 anos de carreira e o 50º disco.

Numa entrevista ao jornal belga, “Het Nieuwsblad”, questionado sobre se via algum valor de entretenimento no seu trabalho (devido ao título do primeiro álbum, “For amusement only”, que em português será qualquer coisa como “Só para diversão”), Wim Mertens respondeu: “Espero que sim. Evidentemente, faz parte da minha ambição 'maximizar a audiência´. Eu quero que a minha música seja tão popular quanto possível”.

foto: Chusa de la Cruz
fontes: JornalismoPortoNet ; DN

Odete Santos ao Portugal Diário diz que:

«Os direitos não existem só individualmente, há direitos colectivos dos partidos»
Estou certo que o António Gonzalez não se importará que eu aqui transcreva grande parte de um artigo que publicou no Jornal da Moita de ontem, mas creio que é importante para conhecermos a história desta terra em que hoje vivemos:

“A história de um território resulta da relação constante, entre a Natureza e seus ecossistemas e os Povos, que para nele viverem e progredirem usaram a tecnologia disponível, na sua época e o “saber fazer” passado de geração em geração.

O clima mudou ao longo dos séculos e o nível da água do mar e dos rios alterou-se, subindo ou descendo dezenas de metros, modificando as paisagens, cobrindo ou expondo vales e planuras. Estes, com as suas particularidades geológicas, revelam rochas, minerais e solos de diversa composição e utilidade energética, agrícola e industrial.

A história dos povos ao longo dos milénios, nos territórios ribeirinhos da Moita, Barreiro e Montijo, foi moldada pela presença de florestas, matos e zonas húmidas, onde a riqueza em bivalves, moluscos, peixes, aves e mamíferos permitiu a vivência de pequenas comunidades humanas praticantes da caça, pesca e recolecção, ou seja, recolha daquilo que a natureza oferece e é comestível.

Nos seus acampamentos de há mais de 30.000 anos, afiados utensílios de pedra, e vestígios do seu próprio fabrico, mostram-nos que deveriam acampar periodicamente em certos locais estratégicos, deslocando-se para outros quando se esgotavam os recursos dos primeiros.

O utensílio mais antigo da nossa zona foi encontrado numa praia fóssil, situada perto do cemitério do Vale da Amoreira e datado de há perto de um milhão de anos, contemporâneo com os mais antigos vestígios de actividade humana na Europa.

Com a revolução trazida pela agricultura e pastorícia, associada à descoberta da cerâmica, as comunidades humanas tornam-se sedentárias e fixam-se em locais como o Gaio Rosário, a Moita, e a Ponta da Passadeira no Lavradio, desde há 6.000 anos, aproveitando também a lenha de pinheiros, cujas raízes ainda se conservam, e o barro local para produzir recipientes cerâmicos para os mais diversos fins.”


A terminar o post, não posso também eu deixar de reclamar pela criação de um espaço museológico municipal, onde estes artefactos possam ser guardados, estudados e expostos, para usufruto comum.

2006-11-22

Recebi isto no meu email, que divulgo porque foi enviado, tal como foi escrito, para muitas pessoas.

Caros Vizinhos,Com cópia para Senhor Vitor Cabral, Luis Nascimento e Joaquim Raminhos. E...como ainda não são 24 HH, também para Senhor Nuno Cavaco, para a 'várzeamoita' não ser acusada de parcial. Boa Noite!

Na Caixa de Comentários a 2006-11-21
A esta altura talvez seja interessante fazer um apanhado sobre como está a correr o processo de aprovação do Plano Director Municipal do nosso concelho.
Em http://banheirense.blogspot.com/surgiu a troca de galhardetes cf abaixo. Já sabem, porventura teremos mais 1 Vizinho na ida a Lisboa sexta-feira. Ou então, vamos ter uma cabine telefónica "móvel" ou um poste de electricidade "eléctrico". Quanto às ligações perigosas ao PS e ao Senhor Vitor Cabral, não serão tão perigosas assim. Na verdade, com ele, com o Senhor Luis Nascimento e com o Senhor Vitor Raminhos temos ligações "não perigosas" de cordialidade, estima e cordialidade. O Senhor Nuno Cavaco saberá que também, como é evidente, lhe queremos bem e as maiores felicidades. Como a nós próprios, como a mim próprio.Com uma mágoa: As ligações aos Eleitos de uma Força, de um Partido, andam "frouxas" por culpa que não é nossa. Temo-las pedido/sugerido mais de 2.000 (duas mil vezes, isto é, mais de 2.000 mensagens educadas e cordiais) nos últimos 18meses. Mas...Enfim. Essa Força e esse Partido parece que querem persistir no erro que levou à implosão de impérios, onde o sentimento de defesa do castelo contra os críticos impediu 2 coisas: não perceberam que os críticos poderiam ser só críticos, e não inimigos. Não perceberam o que é a "crítica"; Confundiram ideia diferente com ideia inimiga. Foram burros e foram não democratas; não perceberam que o inimigo estava dentro do castelo, minando os seus alicerces com uma camisola vestida que até parecia "da cor". Mas não era. Enfim,muito se poderia dizer mais Vejam sff

av da Barra Cheia said...

Acho legítimo todo o tipo de protesto e portanto penso que neste aspecto está tudo bem. Pergunto é porque é que existe uma figura de relevo neste grupo, o Ângelo, que tem ligações privilegiadas com o vereador Vítor Cabral?Pergunto também porque andavam elementos do P.S. Montijo a distribuir documentação sobre a revisão do PDM da Moita no nosso concelho em vésperas das eleições autárquicas? E que conhecimento têm do processo?Tanto uma pergunta como a outra são legitimas porque são públicas e do conhecimento de muitas pessoas, inclusive do conhecimento de alguns dos bloggeres do banheirense, aos quais peço desculpa por os lançar novamente no meio da discussão mas penso que eles deveriam responder à letra a algumas coisas.Também morador e proprietário
5:48 PM, Novembro 22, 2006

varzeamoita said...

O pensamento de certa gente boa
Assemelha-se a uma viela da Madragoa
Na nossa velha e bela Lisboa.
Tal como a viela é estreita e sinuosa,
Assim também o é essa forma de pensar.
Com um acréscimo de pasmar: É feito à toa.

Obs.: O Senhor "vizinho" av da Barra Cheia said... pode comparecer pelas 10:30HH de sexta 24 Nov 2006 no Largo da Capela da Barra Cheia. É a hora de nos juntarmos para irmos à Assembleia da República reunir com o PCP. Nós estamos lá, da cara descoberta, prontos para partir. Sem buço postiço, nem óculos escuros, nem gabardina de gola levantada. E com os BI's ou Cartas de Condução prontinhos para entregar na Portaria do Palácio de São Bento. A si, resta-lhe 1 de 2 comportamentos: Ou se mascara de poste da EDP, ou de Cabine da PT Telecom, e nos fotografa em flagrante no momento da partida; Ou vem connosco a Lisboa, que cordialmente será bem acolhido. Certo?Ah!, quase esquecia: Quanto às ligações perigosas que investigou e refere...ih ih ih ah ah ah
7:26 PM, Novembro 22, 2006


É meu entendimento de que quem escreveu o texto está a querer relacionar-me com o comentário e isso não admito. Eu quando escrevo assino com o meu nome e sou responsável por isso aliás, como os que frequentam o banheirense já perceberam.
No jornal "o rio", num artigo de opinião de Vitor Alves Pereira (pág. 5), remete para um blog http://montijo-blog.weblog.com.pt/arquivo/week_2006_11_05.html onde se publica um excerto de uma entrevista do responsável pelos Recursos Humanos do Grupo Volkswagen, que passo a colocar aqui:


Despedimentos de pessoal podem ser concretizados

Segundo comunicado a que tivemos acesso, onde é divulgada a tradução de uma entrevista à imprensa alemã, pelo responsável da gestão dos Recursos Humanos do Grupo VW, o despedimento de trabalhadores na Volkswagen Autoeuropa pode vir a tornar-se realidade. António Chora, membro da Comissão de Trabalhadores da Volkswagen Autoeuropa, alerta os trabalhadores da empresa para essa probabilidade.Divulgamos a passagem da referida entrevista, do Responsável da Gestão de Recursos Humanos do Grupo VW, onde pode verificar-se as suas preocupações com a situação das fábricas na Europa, nomeadamente em Portugal.

Excerto da entrevista

HAZ: Até agora a questão da redução de pessoal na VW só era referida para as fábricas alemãs. O que se passa com as fábricas na Bélgica, Espanha e Portugal?

Continuamos, de facto, com um problema na Europa Ocidental. Tal como na Alemanha iremos proceder a redução de pessoal. O mercado cresce em países como a Rússia, a Índia e a China e ao mesmo tempo, países como a Espanha perdem as suas vantagens económicas. Além do mais temos de terminar com a ocupação de apenas três quartos da capacidade das fábricas. Por isso iremos prosseguir com as reduções na Europa Ocidental.

HAZ: Isso significa encerramento de fábricas?

Já fiz encerramentos e trata-se de algo dramático. Se possível, queremos evitá-los.

HAZ: Como é que se adaptam sobre capacidades ao prolongamento do tempo de trabalho?

Tivemos de prolongar o tempo de trabalho para as 33 ou 34 horas, para conseguirmos ter custos horários competitivos. Simultaneamente reduzimos a capacidade através da redução de pessoal.

Gostava de saber se isto é verdade, ou não, até porque o blogue não refere a fonte, quer da imprensa, quer do comunicado.
Eu, que raramente consigo ler os artigos do Pedro Rolo Duarte, aqui dou-lhe toda a razão.

cartoon de António
O Pessoal da CM do Barreiro fez um mapa do concelho, com várias indicações a locais de interesse, etc e tal. ..

Acontece que, nos arrabaldes da folha ainda incluem umas ruas da Baixa da Banheira, onde já detectei 2 erros: na Rua Fernando Pessoa, como vem indicado na figura (está rua José de Sousa!?!?) , e na Rua de Dio, que vem indicada erradamente como Rua de Goa (e que não está também indicado na figura porque só dei por erro enquanto estava a escrever estas linhas).

Não se dão prémios a que descobrir mais erros, mas pede-se ao pessoal da CMB que emende os mapas antes de os continuar a distribuir.

2006-11-21

A esta altura talvez seja interessante fazer um apanhado sobre como está a correr o processo de aprovação do Plano Director Municipal do nosso concelho.

Em 25 de Outubro, em reuninão extraordinária, a CMM aprovou Projecto de Revisão do PDM, que sofreu a contestação de alguns munícipes e algumas questões foram colocados pelos vereadores da oposição, conforme se descerve n'O Rio.

No Diário do Barreiro lê-se o seguinte:

"Na Discussão Pública da revisão do PDM foram apresentados 314 requerimentos no total, sendo 178 referentes a questões relacionadas com a proposta da delimitação da REN e as restantes 136 relacionadas com questões várias, enquadrando o ordenamento, os transportes, a área social e outros.

Ponderada a discussão pública, procedeu-se à alteração da proposta de Revisão do PDM, de modo a acolher as reclamações e exposições consideradas viáveis e justificadas tecnicamente.

Das reclamações consideradas, resultaram as seguintes alterações ao Projecto do Plano: 12 alterações ao perímetro urbano, seis das quais se reportam a terrenos e construções existentes localizados no Rego D’Água e as restantes seis em diversas áreas do concelho; cinco alterações respeitam à alterações de uso dentro do perímetro urbano; uma alteração sobre a UOPG 01 (Vale da Amoreira, junto ao nó do IC21); alterações aos limites da Reserva Ecológica Nacional na zona sul do concelho – Barra Cheia e Brejos da Moita, respondendo directamente a 13 reclamações e incorporando preocupações expressas em mais 127 reclamações que questionavam a proposta da REN para esta zona do concelho.

Após a sua aprovação pela Câmara Municipal, o relatório segue agora para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) para obter um parecer daquele organismo."


Entretanto, de um grupo de cidadãos que se opõe ao novo PDM recebemos mais um mail, com a informação que se segue:

"Exmºs Senhores,
Boa Noite,

É com gosto que divulgamos a seguinte Agenda de Reuniões de Delegações de Munícipes da Moita em São Bento, com diversos Grupos Parlamentares:

. Quarta-feira 22 Nov 2006 pelas 11 HH, uma Delegação de Munícipes da Moita será recebida no Gabinete do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda.

. Sexta-feira 24 Nov 2006 pelas 12 HH, uma Delegação de Munícipes da Moita será recebida em São Bento no Gabinete do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português.

. Terça-feira 28 Nov 2006 pelas 15 HH, uma Delegação de Munícipes da Moita será recebida em São Bento no Gabinete do Grupo Parlamentar do Partido Socialista.

Nestas ocasiões, prevê-se que os Moradores e Proprietários da Várzea da Moita, das localidades da Barra Cheia, Brejos da Moita e Rego d' Água, solicitem o apoio também do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista Português e do Partido Socialista para o imperativo da absoluta necessidade de ser assegurada a maior transparência e ser garantido o máximo respeito pela Lei em todo o Processo de Revisão do PDM da Moita.

Entretanto, é de prever que o Grupo Parlamentar do Partido Ecologista "Os Verdes" receba também ainda esta semana aqueles Cidadãos, em reunião de trabalho e informação igualmente em São Bento, no seguimento de pedido de audiência endereçado a cada um dos Partidos, sem excepção, a 6 Novembro corrente.

Recorda-se que:

. já a 14 do corrente se realizara uma Reunião com o Grupo Parlamentar do CDS-PP,

. e a 17 Novembro uma Reunião outra com o Grupo Parlamentar do PSD , sempre com a participação de Deputados desses Partidos.

Seguir-se-ão outras Reuniões, com Órgãos de Soberania, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo CCDR-LVT , com Associações Ambientalistas, a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza nomeadamente. Alguns desses encontros já estão com a agenda a ser coordenada.

Muito obrigado,

21 Nov 2006

O grupo de Moradores e Proprietários da Várzea da Moita

(Barra Cheia, Brejos da Moita e Rego d' Água)

varzeamoita@gmail.com