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2009-01-12

A REFER está a reconstruir vários equipamentos no troço da Linha do Sado compreendido entre o Barreiro e o Pinhal Novo. Na Baixa da Banheira estas alterações afectam o antigo apeadeiro e a antiga passagem de nível, agora a ser transformado em passagem pedonal inferior, obras há muito reclamadas e importantes para a melhoria da qualidade de vida dos banheirenses, apesar dos incómodos causados durante a sua construção.




Maqueta do antigo apeadeiro da Baixa da Banheira
(imagens encontradas nesta página de modelismo ferroviário)



Pormenor da obras na Alameda do Povo, na Baixa da Banheira.

Contrariamente a algumas opiniões que tenho ouvido por aí, não me faz confusão nenhuma de que o material circulante agora a uso na Linha do Sado não seja novo. Se o material é bom e estava disponível seria um desperdício comprar novo.

E é a questão do desperdício que me levanta dúvidas quanto ao volume das obras nas estações do Lavradio, Barreiro A e Barreiro. Não será um desperdício com a nova ponte aí à espreita?

2008-10-22



Imagens das Obras da REFER na Baixa da Banheira, onde felizmente o mural foi respeitado. Mural esse, que a seu tempo será finalmente restaurado.

2008-05-29

Parece que a REFER anda a abusar do uso de anfetaminas. Até às insónias foi um passo, e vai daí, desata numa fúria destruidora na linha do Sado. Primeiro foi o Barreiro A, depois a Moita. Bem faz o pessoal de Alhos Vedros em montar guarda à sua estação.

2007-08-20

Quando fazemos as nossas férias estivais no Algarve temos por hábito convidar alguns amigos e familiares para passarem uns dias connosco. Tunes fica ali ao lado e habitualmente cabe-me a função de os ir buscar e levar alguns dias depois. Com o passar dos anos noto que apesar da elevada afluência, tanto nos comboios pendulares como nos intercidades, fora os jovens turistas de mochila e chinelo, poucos são os passageiros que utilizam a Linha do Algarve como ligação ao seu destino final. Tal como eu, muitos são os que ali acorrem a recolher passageiros. A explicação é simples: a Via do Infante é muito mais eficiente do que uma velha ferrovia servida por material circulante obsoleto e com estações afastadas da costa, que já se sabe, é destino preferencial nesta altura do ano.

Bizarro é o horário das ligações dos comboios de longo curso à linha do Sado. Imaginemos que apesar das férias sou obrigado a vir à Baixa da Banheira. O preço da gasolina, e das portagens se optar pela rapidez e comodidade da A2, aliado a um gosto particular por viajar de comboio, faz-me optar pela ferrovia. O bilhete compro-o no multibanco mais próximo, e desta vez sou eu quem agradece a boleia até Tunes, porque à porta da velha estação existe uma paragem de autocarros que sempre vi deserta. Duas horas e meia depois, supondo que utilizo o pendular que alterna a velocidade entre os 240 e os 80 km/h dependendo do troço de via em que circula, e já no Pinhal Novo, sou obrigado a uma espera de quase uma hora pelo comboio de ligação à Baixa da Banheira. Estranho não é? É, e para o trajecto inverso a espera é da mesma magnitude. Na prática o que acontece é que quase todos temos um familiar ou um amigo que se disponibiliza a ir buscar-nos, e 15-20 minutos depois já estamos em casa. Assim é natural que a Linha do Sado vá perdendo mais alguns utentes, e a CP sabe-o.

2007-07-12

A leviandade com que se propõe a mudança da localização da terceira travessia do Tejo em Lisboa é assustadora. Para José Manuel Viegas, Catedrático em transportes do Instituto Superior Técnico, os cerca de 150 mil habitantes dos concelhos do Barreiro e Moita não interessam, nem mesmo para comparar com os 40 mil que moram no concelho do Montijo, ou com os 15 mil de Alcochete. Nem interessa que os milhares de trabalhadores que diariamente se deslocam dos concelhos do Barreiro e da Moita para trabalhar em Lisboa estejam, não só saturados de uma linha do Sado que não os serve, como das várias mudanças de transportes a que são obrigados. No meu caso são 4 meios de transporte pela manhã, repetidos pela ordem inversa, ao fim do dia. Por algum motivo o número de automóveis que se desloca desta banda para Lisboa não abranda, não é?

Nada disto é importante, o que interessa são os 400 milhões de euros poupados numa ponte para a ligação de um TGV em estudo a um proposto aeroporto em Alcochete. Curiosamente, nestas contas não entra a Linha do Sado (será que é para acabar, assim como as oficinas da EMEF no Barreiro?), nem os custos de continuar a discriminar a população deste pedaço da margem sul. Será preciso lembrar que, por exemplo, até à chegada dos catamarãs a ligação via fluvial Barreiro-Lisboa se manteve inalterada durante 40 anos, ou que pela Linha do Sado o percurso de 30 Km entre Barreiro e Praias do Sado, e onde está localizado o Instituto Politécnico de Setúbal, se faz actualmente numa penosa hora, enquanto que de automóvel bastam 30 minutos?