2008-07-17

Podemos ler aqui o que recebi também por mail.


Gostei do que li. Finalmente o CDS-PP mostra preocupação com as gentes do nosso concelho. Ainda bem e em democracia é louvável que assim seja. No entanto, na minha modesta apreciação considero que o Deputado Nuno Magalhães não conhece muito bem o assunto, aliás considero que o Deputado nem deve conhecer muito bem o país, considerando melhor, o Deputado Nuno Magalhães nem deve saber muito bem o que é um PDM. Passo a desenvolver:

1- No quinto considerando, quando afirma que o Processo de Revisão do PDM da Moita está repleto de contradições e decisões polémicas, era de bom tom enunciá-las, só de bom tom, porque eu também posso escrever porque ouvi que o Deputado Nuno Magalhães defende um sistema liberal onde tudo se pode comprar, inclusive direitos de construção;
2- Quando entra na fase das perguntas e mais precisamente na quarta pergunta, em que questiona a CCDR-LT, no sentido de saber se esta instituição considera que o novo PDM defende o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável no concelho, parece-me descabido, demagógico e desconhecedor de toda a estrutura democrática, uma vez que no processo de Revisão do PDM participaram mais de duas dezenas de entidades. É caso para perguntar se o Deputado conhece estes processos ou se considera que a CCDR-LVT ou outra qualquer CCDR deve dispor do ”poder” a seu belo prazer?
3- Na sexta pergunta vai ainda mais longe e pergunta se a Revisão do PDM entra em linha de conta com os novos projectos o que demonstra uma imensa ignorância neste processos porque estes projectos quando em aprovação são acompanhados de medidas preventivas que se sobrepõem aos planos de ordenamento. O próprio BE já tinha formulado esta opinião o que é estranho visto dizerem estar em lados diferentes da barricada.
4- Por último, a ignorância afinal tem um objectivo a de suspender o Processo de Revisão do PDM, continuando a prejudicar as pessoas do concelho e o interesse concelhio.

A Moita foi o primeiro Concelho a ter um PDM.
Os novos PDM´s estão todos em aprovação há tempo demais.
Não é o deputado Magalhães que nos dá lições de democracia e muito menos de moral e como deputado não deveria deixar coisas por dizer e insinuações no ar!

2008-07-16

É sempre bom encontrar banheirenses as subir ao palco do fórum. Esta sexta vou tentar encontrar a Catarina por lá.

2008-07-08

O Voto contra do Partido Socialista

O Partido Comunista Português apresentou na passada Quinta-Feira, na Assembleia da República, um Projecto de Resolução sobre a Estratégia de Desenvolvimento para o nosso Distrito, depois de este ter sido discutido pelas Instituições da Região. Este projecto parte de um exaustivo diagnóstico que identifica problemas e potencialidades, que serve de base à formulação de objectivos e linhas de desenvolvimento estratégico nas áreas das acessibilidades e transportes, valorização territorial e ambiental, educação e qualificação profissional, reforço da rede de cuidados de saúde, construção e requalificação do parque escolar, desenvolvimento do aparelho produtivo, da inovação e da qualidade, do desenvolvimento turístico, da dinamização do sector primário e da valorização do potencial estuarino. O Partido Socialista votou contra!

A nossa intenção é enquadrar e enraizar no quadro de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável do Distrito as infra-estruturas propostas durante décadas pelo PCP e que sucessivamente eram votadas negativamente ou com a “indiferença da abstenção”, quer pelo PS, quer pelo PSD, e que agora, finalmente o governo do PS anuncia, não sem a luta das populações, não sem recuos governativos e não sem inqualificáveis declarações de elementos do partido socialista - quem não sem lembra do deserto de ideias de Mário Lino ou das preocupações bombistas de Almeida Santos?

Com esta rejeição o partido socialista recusa o debate e a participação democrática das populações, das instituições do distrito, enfim dos maiores interessados.

Para além de tudo o que foi escrito, tenho por imposição moral, condenar a intervenção na Assembleia da República do Sr. Vítor Ramalho, deputado socialista eleito pelo nosso distrito, que a justificar este voto negativo, debitou entre tantas outras alucinações que o PCP, ou melhor a CDU, tem uma maioria conjuntural autárquica devida a uma fraca afluência às urnas, que quando aumenta gera vitórias do PS, como foi o caso em Setúbal com Mata Cáceres e no Barreiro com Emídio Xavier. O “nosso” deputado considerou também que o coração dos cidadãos do Distrito é favorável ao PS e do alto da sua sapiência desconsidera o PSD, CDS-PP e o Bloco de Esquerda, afirmando que os votos nestes partidos são perdidos ou não contam para este campeonato, porque não são capazes de vencer eleições autárquicas. A mim, isto parece-me ligeiramente arrogante e mostra a qualidade da democracia que o Sr. Ramalho defende, e que aliás está bem expressa no processo da Lisnave, conduzido pelo próprio, que o digam os trabalhadores da GESTNAVE. Mas não fica por aqui, para disfarçar, na parte final da sua intervenção, afirma que não é sectário ao contrário dos proponentes, tudo bem, mas quem recusa o debate e a participação democrática das populações, das instituições do distrito, não me parece que seja bem aquilo que afirma ser!

O que o PCP pretende com este projecto é que ao invés da falta de estratégia e de investimento por parte dos sucessivos governos no nosso Distrito, com as parcas justificações de que têm uma estratégia nacional para alegadamente não apresentarem a regional, que o Poder Central se articule com o vasto trabalho desenvolvido pelo Poder Local e pelas Instituições do Distrito, como é exemplo adequado o PEDEPES - Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal, participado por cerca de 300 entidades públicas e privadas, desde empresas a sindicatos, passando por autarquias e associações, o que convenhamos não é bem a linha política de PS e PSD- acabando com a visão caótica, subordinada aos interesses das multinacionais e dos grandes grupos económicos e financeiros, assumindo assim as suas responsabilidades no desenvolvimento da região e na melhoria das condições de vida das populações.

Por último e porque merece a nossa reflexão refiro também que o PSD votou contra, contrariando a lei das probabilidades, que lhe conferia desta feita uma abstenção na jogada. Ainda dizem que na política não existem surpresas.

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP