2008-12-28

Em 1927, Fritz Lang filmou Metropolis, uma cidade do futuro em que duas classes de homens viviam completamente separadas...

2008-12-26


Segundo os dados do Governo, 5 milhões de pessoas vivem com o salário mínimo, isto é, em 2009, 5 milhões de pessoas sobreviverão em Portugal com 450 € por mês. No entanto, existe um compromisso do governo português em aumentar o salário mínimo para 500€ em 2011. Para o governo português cumprir com a sua palavra este aumento terá que se situar, em média, nos 25 € por ano (muito perto dos 24 € de aumento para 2009).

Aqui ao lado, em Espanha, o salário mínimo chegará aos 624 € em 2009, e em 2012, também segundo um compromisso governamental, atingirá aos 800.

Fazendo as contas, em 2009, o salário mínimo nacional corresponderá a 72,1% do salário mínimo espanhol. Em 2012, para que a diferença percentual se mantenha (já que a diferença efectiva aumentaria de 174 para 223,1 €) o salário mínimo em Portugal teria de chegar aos 576,9 €...

... acreditam no Pai Natal?

2008-12-18



Torre de Las Vegas, Night club Exotic Spa Resort BPN (Bora Pá Night), PIA (Putos ÍA) house.

Rosas o careta, que só quer lêr e "chibar" a malta em vez de vir assistir a uma table dance!

2008-12-17

O que alguns dizem


Eu sou céptico … O aquecimento global transformou-se numa religião" – Ivar Giaever , Prémio Nobel da Física.

"Desde que deixei de fazer parte de qualquer organização e de receber algum financiamento [para investigação], falo com toda a franqueza … Como cientista continuo céptica" – Dra. Joanne Simpson , cientista da [Física da] Atmosfera, primeira mulher, a nível mundial, a receber o título de Ph. D. [Doutorada] em Meteorologia e ex-colaboradora da NASA, autora de mais de 190 estudos e designada como "pertencente aos mais proeminentes cientistas dos últimos cem anos".

O pânico climático é o "maior escândalo científico da história … Quando as pessoas souberem qual é a verdade, elas ficarão decepcionadas com a Ciência e com os cientistas" – Dr. Kiminori Itoh , colaborador japonês do IPCC, galardoado como Ph. D. da físico-química ambiental.

"O IPCC , actualmente, transformou-se numa organização fechada que não ouve mais ninguém. Não têm mentes abertas [os membros do IPCC] … Estou realmente espantado como foi atribuído o Prémio Nobel da Paz sobre conclusões cientificamente falsas que foram ditas por pessoas que não são geólogos" – Dr. Arun D. Ahluwalia , geólogo indiano da Universidade do Punjab, membro do comité da ONU do Ano Internacional do Planeta.

"Os modelos [informáticos do clima] e as previsões do IPCC são incorrectos porque se baseiam em modelos matemáticos e apresentam resultados baseados em cenários que não incluem, por exemplo, a actividade solar" – Victor Manuel Velasco Herrera , investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Autónoma de México.

"É uma mentira descarada erguer a voz na comunicação social para afirmar que apenas uma franja de cientistas não reconhece o aquecimento global de origem antropogénica" – Stanley B. Goldenberg , cientista estatal da Hurricane Research Division , da NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration [equivalente ao Instituto de Meteorologia dos EUA].

"Mesmo a duplicação ou a triplicação da quantidade de dióxido de carbono [na atmosfera] teria pouco impacto [climático], já que o vapor de água e a água condensada em partículas das nuvens [existentes na atmosfera] são e continuarão a ser dominantes na cena mundial [isto é, no estado do temo e no clima a nível mundial]" – Geoffrey G. Duffy , Prof. do Departamento de Química e Engenharia de Materiais da Universidade de Auckland, Nova Zelândia.

"Depois de ler o comentário asinino de Rajendra Pachauri (Chairman do IPCC) sobre os Flat Earthers (ao considerar os cépticos como tal), é difícil manter-me calado" – Dr. William M. Briggs , estatístico do clima, especialista em previsões estatísticas, trabalha no Comité de Estatísticas e Probabilidades da Associação Americana de Meteorologia, editor associado da Monthly Review Weather

"Quantos anos deve o planeta arrefecer até percebermos que ele não está a aquecer? Quantos anos mais deve continuar o arrefecimento do planeta [que entrou numa fase de arrefecimento depois de 1998, até nos inteirarmos disso]? – Dr. David Gee , geólogo, Chairman do Comité do Congresso Internacional de Geologia de 2008, publicou mais de 130 artigos científicos em revistas com revisão pelos pares, lecciona actualmente na Universidade de Uppsala, Suécia.

"Gore incitou-me a [realizar] uma investigação científica profunda que me levou rápida e solidamente para o campo dos cépticos … Os modelos climáticos, na melhor das hipóteses, podem servir para explicar as alterações climáticas depois delas terem sucedido" – Hajo Smit , meteorologista holandês, inverteu a sua crença no aquecimento antropogénico para se tornar num céptico, ex-membro do Comité Holandês junto do IPCC.

"Muitos (cientistas) estão a tentar regressar a uma vida pacata (depois de promoverem o pânico climático) sem arruinar as suas carreiras profissionais" – James A. Peden , Físico da Atmosfera, ex-colaborador do Centro de Coordenação de Investigações Espaciais, em Pittsburgh, Pensilvânia.

"É um perigoso disparate criar uma ideologia suportada no dióxido de carbono … O alarmismo actual das alterações climáticas é um instrumento de controlo social, um pretexto para grandes negócios e para o combate político. Transformou-se numa ideologia preocupante" – Prof. Delgado Domingos [Instituto Superior Técnico, Lisboa], Portugal, fundador do grupo de Previsão Meteorológica Numérica, tem mais de 150 artigos científicos publicados.

"As emissões de CO 2 não causam absolutamente qualquer problema … Qualquer cientista sabe isso, mas não lhe pagam para dizê-lo … [A alguns pagam para dizer o contrário!] O aquecimento global, como veículo político, mantém os europeus sentados no veículo e os países em desenvolvimento a andarem descalços" – Dr. Takeda Kunihiko , vice-reitor do Instituto de Ciências e Tecnologia da Universidade de Chubu, Japão.

"O alarmismo (do aquecimento global) tem a sua justificação no facto de que é algo que gera fundos [para investigação]" – Dr. Eduardo Tonni , Paleontólogo premiado, membro do Comité de Investigação Científica de Buenos Aires, chefe do Departamento de Paleontologia da Universidade de La Plata.

2008-12-16



Para esta campanha de Natal "salvar os ricos" estar completa, precisávamos de uma mascote. Sugiro está!
O pirilampo que se cuide!
Esta campanha de Natal para salvar os ricos, é já o maior sucesso feito até hoje! Os portugueses já aderiram em massa e com a massa dos impostos. É esta solidariedade que nos orgulha de ser portufregueses.

2008-12-15

“Mais duvidosa será uma eventual convergência quanto à criação de uma imaginada frente eleitoral ou de um qualquer programa político alternativo. Mas, a manterem-se estes canais de diálogo, e caso o PS venha a perder a maioria absoluta (e precise dos deputados do BE para governar), será mais fácil isso acontecer com M. Alegre no PS do que fora dele. Ele pode continuar a ser uma importante força de pressão dentro do partido, uma voz de peso da esquerda socialista (capaz de pressionar o governo pelo menos em algumas áreas) e nesse caso assumir-se como elemento mediador entre o BE e o PS. Mas importa ainda saber da estratégia, da prática e do discurso do BE até aos próximos actos eleitorais...” in BoaSociedade de Esílio Estanque que foi um dos promotores do Fórum das Esquerdas.

Este discurso permitiu um esgrimir de argumentos no próprio blogue e também em muitos outros como o anti-trollurbano.

Apesar de o PCP não ter sido convidado a estar presente, muita da discussão passa por este partido, pelo meu partido, e assim, considero que a nossa posição é mais que justa ao afirmarmos este encontro como sectário e fechado. Não se pode falar de esquerda em Portugal sem referir o PCP, mesmo sem ser explícito, todos o reconhecem. Para o comprovar basta lembrar as comemorações dos 100 anos da CUF feitas pelo Bloco de Esquerda, lá estavam os Avantes, lá estavam os depoimentos de comunistas. Se a luta não é propriedade de um partido, convenhamos que em Portugal esta tem muito do PCP e este país era pior se os comunistas não lutassem.

Por último, a ser verdade o que Elísio Estanque escreveu no seu blogue, anunciam-se tempos muito difíceis para Portugal. Se o Partido Socialista convergir para com o Bloco de Esquerda pela mão de Manuel Alegre, caso não tenha maioria absoluta, o cenário político não mudará muito. Os próprios socialistas consideram que Alegre o que quer é ser candidato presidencial com o apoio do Partido Socialista.Anunciar uma convergência de esquerda sem uma parte importância da esquerda e para servir interesses de uma ou duas personalidades de esquerda, pode sair caro à esquerda e fortalecer a direita.
Com o tempo não se brinca

Aferidas as temperaturas em Novembro de 2008, este apresenta o 3º valor mais baixo desde 1931 com uma anomalia de -3,2ºC em relação à normal de 1971-2000. Fazendo daqui a ponte para o mundo, assistimos a situações tremendas em que se gastam milhões para travar um aquecimento, registado em alguns meses com valores de temperatura muito baixos, dinheiro esse que poderia servir para outras acções, um pouco mais úteis e mais bem estudadas.

Os dados falam por si!

2008-12-13

"O capitalismo vai gerar certamente novas linguagens e irá adocicar os velhos termos para continuar este sistema cruel que se reproduz através das suas crises periódicas, como demonstrou há 150 anos o tão denegido Karl Marx" afirma Vicente Romano, espanhol, Catedrático de Comunicação, numa interessante entrevista à Visão.

2008-12-03

O mail que anda a circular pelos professores

Avaliação de Professores no Mundo / Avaliação de Professores em Portugal

Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático?
Em declarações ao órgão de propaganda do PS a ministra da educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008).
Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores
semelhanças tem com o português é o chileno, mas seja mesmo assim menos
burocrático. Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do
mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo nas escolas. Não admira que
ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar
para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade
de modelos e de critérios de avaliação no país.

Consultas:

Avaliação de Professores na Alemanha

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.
2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.
3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de interrupção de actividades ou de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas.
Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os
alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe
essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13
ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00
ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.
7. Máximo de alunos por turma: 22

Avaliação de Professores na Suíça

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de
escalão.
3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .
4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.
5. Máxima de alunos por turma: 22.

Avaliação de Professores na Bélgica

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem
quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.
3. Avaliação das Escolas.
A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se
o trabalho da escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas
exercem a sua actividade.

Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales

1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos
em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida
em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).
2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação
contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo eos 'avaliadores de 'performance'.

Avaliação de Professores na França

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.
3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.

Avaliação dos Professores em Espanha

1.Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada 'Comunidade Autonómica' estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.
3. Avaliação.
Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são
feitas com base na antiguidade.

Avaliação de Professores nos EUA

1. Descentralização.. Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios
critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de
pagamento.
2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.
3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.

Avaliação de Professores no Chile ( A grande inspiração)

O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação ?. ( Consultar ) .
Estes modelos foram já objecto de uma comparação muito elucidativa das suas semelhanças e diferenças.
Comparação Modelo de Avaliação Português / Modelo de Avaliação Chileno

Periodicidade

Portugal:
1. A avaliação global é feita de 2 em 2 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para contagem de serviço para a progressão na carreira (existem cotas para a categoria de titulares).

Chile:
1. A avaliação é feita de 4 em 4 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para premiar financeiramente os melhores desempenhos, os quais pode ir até 25% do salário mínimo nacional chileno (não existem cotas para estes prémios).
Instrumentos de Avaliação

Portugal:
1. Fichas de auto-avaliação do professor;
2. Ficha dos objectivos individuais de cada professor;
3. Ficha de avaliação dos objectivos individuais do professor;
4. Portefólio do professor
5. Avaliação do portefólio do professor avaliado;
6. Entrevista pelo professor avaliador. Implica o preenchimento de ficha de
avaliação.
7. Avaliação pelo coordenador do Departamento Curricular. Implicando o preenchimento de ficha de avaliação).
8. Avaliação pela Comissão Executiva (Director). Implica o preenchimento de ficha de
avaliação).
9. Assistência do avaliador a pelo menos 3 aulas em cada ano lectivo. Implica o preenchimento de 3 fichas de avaliação.

Chile:
1. Fichas de Auto-avaliação;
2. Entrevista pelo professor avaliador;
3. Avaliação do director ou do chefe técnico da escola;
4. Portfólio, que inclui a gravação em vídeo de uma aula, de 4 em quatro anos.

Níveis de Desempenho e Resultados da Avaliação

Portugal:
1. Excelente (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para acesso à categoria de titular; Quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho.
2. Muito Bom (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz 2 anos o tempo;
3. Bom. Classificação mínima necessária para progredir.
4. Regular. Não progride. Proposta de acção de formação contínua;
5. Insuficiente. Não progride. Pode determinar a reconversão profissional.

Chile:
1. Destacado ou Competente. Recebe um abono suplementar mensal. O abono dura três e quatro anos.
2. Insatisfatório. Repete a avaliação no ano seguinte. Se na segunda avaliação tiver o mesmo resultado deixa de dar aulas, durante um ano. Se tiver uma terceira avaliação negativa
sai da carreira, mas recebe um abono.

Nota: Esta informação é a verdade, sem demagogias e não serve para caçar votos. Envia-a ao maior número de colegas possível, seguindo o princípio que indivíduo informado vale por
dois.
Não nos podemos deixar enganar !!!

2008-12-01

2008-11-22


Vale a pena ir até aquela serra que se vê ao longe das nossas casas.
Esta foto foi tirada pelo meu irmão num dos seus passeios pela Arrábida.
I Fórum do Movimento Associativo da Baixa da Banheira subordinado ao tema “O Papel das Associações na sua Relação com as Escolas, as Famílias, os Jovens e os seus Associados”.


PROGRAMA



10:00h – Mesa de Abertura

Câmara Municipal da Moita
ICE – Instituto das Comunidades Educativas
Junta de Freguesia da Baixa da Banheira
11:00h – Início dos Trabalhos de Discussão e Reflexão

O Papel das Associações na sua Relação com as Escolas

O Papel das Associações na sua Relação com as Famílias

12:30h – Almoço

14:30h – Continuação dos Trabalhos de Discussão e Reflexão

O Papel das Associações na sua Relação com os Jovens

O Papel das Associações na sua Relação com os Associados

17:00h – Apresentação das Conclusões

18:00h – Encerramento com Grupos Artísticos e Culturais da Freguesia
"A PSP reviu para 20 mil a 25 mil o número de funcionários públicos que se manifestaram hoje, em Lisboa, por aumentos salariais, depois de ter avançado com uma participação de três mil a quatro mil. Estes números continuam longe dos avançados pela organização do protesto, segundo a qual foram perto de 50 mil os que desfilaram entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República."

É só mais uma ironia...
Os ouvidos têm paredes

A ironia é uma arte perigosa (eu que o diga!), pois exige do leitor ou ouvinte mais do que ele às vezes está em condições de dar. A edição 'online' do "Público" abria ontem com um título prometedor: "Ferreira Leite pergunta se 'não seria bom haver seis meses sem democracia' para pôr 'tudo na ordem'". A notícia, da Lusa, citava críticas da líder do PSD às reformas do actual Governo, acusado de procurar fazê-las atacando as respectivas classes profissionais e virando a opinião pública contra elas.

Só que o contexto era o de recentes afirmações suas defendendo que não deve caber aos media decidir o que publicam. Apesar do seu fácies mais severo que o de Buster Keaton, Manuela Ferreira Leite não é propriamente famosa pelo espírito de humor, e isso também não ajudou. Meteu-se a gracejar e estragou tudo. A blogosfera encheu-se imediatamente das mais estratosféricas denúncias e acusações. Aprenda com quem sabe, dra. Manuela: quando disser uma piada diante de jornalistas, distribua antecipadamente um manual de instruções a explicá-la. Como se eles fossem muito burros (ou muito mal intencionados).

Manuel António Pina

2008-11-04

Não aceitamos ser prejudicados, mais uma vez!!!

O Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, vulgarmente conhecido como PIDDAC, apresentado pelo governo do partido socialista segue a tendência dos anteriores. Para 2009 prevê uma redução efectiva do investimento na Península de Setúbal, adiando o investimento em equipamentos e investimentos de máxima importância para a região. Na prática, o governo inscreveu mais 84,7 milhões de euros no PIDDAC em relação ao ano passado, com um total de 180 milhões de euros, mas estes diluem-se em alguns investimentos como: o estabelecimento prisional de Grândola, a ampliação do molhe leste do Porto de Sines, a variante Alcácer- 2ª fase e a ligação “Sines-Grândola Norte”, perfazendo mais de 113 milhões de euros. Este aumento em PIDDAC é muito localizado e específico e apesar de ser muito propagandeado não está orientado para resolver os problemas do distrito. Estudando um pouco mais esta questão, poderemos constatar que estes investimentos poderão ter como objectivo a entrega das actividades portuárias a grupos privados – à GALP e PSA no porto e a entrega das actividades logísticas na plataforma do Poceirão à Mota Engil, que tem na sua administração, Jorge Coelho, ex- ministro, ex-porta voz e “ex-homem do aparelho” do partido socialista.

Nos últimos anos, o Distrito de Setúbal foi o mais penalizado em termos de investimento da Administração Central. De 2002 a 2007 as verbas inscritas neste programa diminuíram em cerca de 60%, com a justificação da crise, mas com um aperto onde o espigão do cinto não encaixava nos mesmos furos, porque nos restantes distritos as verbas foram reduzidas em 20%, cerca de 3 vezes menos. Nestes últimos anos não foram feitos investimentos em áreas fundamentais como a saúde, educação, acessibilidades, associativismo e segurança.

Mas se ao nível do Distrito e da Península de Setúbal as contas foram as referidas, a nível concelhio assistimos nesta proposta a uma verdadeira castração das populações. O concelho da Moita vê reduzido o investimento previsto em 89,1%, o concelho da Alcochete em 88,7%, o do Barreiro em 61,3%, Palmela em 48,4%, Seixal onde as reduções chegam aos 25%, mas pelo contrário a verba prevista para o concelho do Montijo aumenta cinco vezes para obras de cariz essencialmente municipal. São números expressivos, que falam por si, mas que devem ser do conhecimento de todos.

Pode-se dizer que neste governo encarnou o espírito de ajudar os poderosos, porque com o dinheiro do orçamento do estado, ou seja com o dinheiro de todos os portugueses, consegue socorrer a banca com milhões de euros e na mesma leva fechar Centros de Saúde e Escolas e não investir em equipamentos e infra-estruturas essenciais para os portugueses como Hospitais, Escolas, Instalações de Forças de Segurança e Acessibilidades. Sendo já da História da Sociedade e da Economia do século passado, que os períodos e locais em que houve maior prosperidade no mundo corresponderam exactamente aos períodos e locais onde houve uma melhor redistribuição da riqueza, e apesar da crise financeira, económica e social que se nos apresenta, Sócrates e o PS preferem continuar na mesma rota: Tirar aos pobres para dar aos ricos!

Mais uma vez a luta é o caminho! O PCP, não esquecendo uma vez mais e como sempre, as dificuldades por que passam os trabalhadores e o povo português, proporá na Assembleia da República as alterações necessárias para que este instrumento corresponda aos interesses das populações, dos trabalhadores logo, também obrigatoriamente, do desenvolvimento do país.

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
História muito breve das nacionalizações em Portugal.

1975 - A banca ao serviço do povo.
2008 - O povo ao serviço da banca.

visto em JoaoLuc

2008-11-03


Não percebo a insistência de muitas pessoas em classificar Obama, como sendo negro. Será por tiques de raça pura? Será que ninguém "reparou" que ele tem família branca e negra?

2008-11-02


Jerónimo de Sousa conseguiu sintetizar numa frase toda a política governamental: "Nacionalizar os prejuízos e privatizar os lucros".

2008-11-01

O Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) é usado como uma arma política pelo Governo. Apesar de um aumento das verbas previstas para o Distrito de Setúbal para o próximo ano, mas que mesmo assim continuam a ser inferiores aos valores de 2006 (o primeiro orçamento preparado por esta maioria), para alguns Municípios as reduções são drásticas. Barreiro com menos -61,3%, Alcochete que com uma redução de 88,7% passa a usufruir apenas 17.545 € a Moita, onde a redução é de 89,1%, são os Municípios mais prejudicados.

2008-10-29

2008-10-25


Aposto que o Sr. Primeiro Ministro e os Srs. Jornalistas que com ele conversaram se riram muito das patetices do Charlôt mas não viram o filme do Charlie Chaplin. Ou como dizia o outro: "Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara".

2008-10-23

A entrevista que esta semana Maria Filomena Mónica dá à Visão tem algumas partes hilariantes:

Se eu lhe perguntar se sabe cozinhar, por exemplo, soa a esquisito... É uma pergunta que se faz aos homens, já que as mulheres é suposto saberem...
Pois. E é que não sei mesmo. Pertenço a uma classe social e a uma época em que havia as criadas. Nós tínhamos empregadas. A minha mãe não punha os pés na cozinha e nós também não. Depois de casar, resolvi não facilitar. Se eu cozinhasse, iria gastar muito mais tempo do que a parte masculina do casal.

E, a partir daí, não cozinhou, mas por militância
Exacto, por militância!”

(...)

“Há para aí umas três pessoas cultas em Portugal”

(...)

Em que outra época gostava de ter nascido?
Em 1847, para aí... gostava de ter chegado à Regeneração, ao golpe do Duque de Saldanha, em que Fontes subiu a Poder, aí com 6 ou 7 anos...

Isso é a visão de uma historiadora. O que queria era viajar no tempo e observar com os seus olhos um período que lhe interessa...
Não. Gostava de ter vivido nessa época. Foi a época em que houve mais liberdade em Portugal, de expressão, de pensamento: é entre 1852 e 1890, até ao ultimatum.

Mais liberdade do que depois do 25 de Abril?
Sim, mas para um grupo muito pequeno. Eu teria ser da classe média alta ou da aristocracia.

(...)

Embora a condição feminina nessa altura...
Ah pois, esqueci-me de dizer: teria de ser homem! Se fosse mulher só mesmo da alta aristocracia do Paço.”

2008-10-22



Imagens das Obras da REFER na Baixa da Banheira, onde felizmente o mural foi respeitado. Mural esse, que a seu tempo será finalmente restaurado.

2008-10-15











O Prof. Moniz Pereira, aliás o “Sr. Atletismo” como é conhecido, vai estar no dia 16 de Out. pelas 21,00h no auditório da Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça na Moita, no âmbito do Mês do Idoso. Ele vem partilhar connosco alguns episódios graciosos e humorísticos da sua vivência enquanto atleta, treinador (de Carlos Lopes, Fernando Mamede entre outros), dirigente e sócio n.º 2 do Sporting C. P.

2008-10-12

Porque a Magnum não é um grupo de velhinho a recordar as belas fotografias que faziam há 50 anos, Gilles Peress pode fazer isto.

2008-10-07

"As decisões que o Congresso tem de tomar neste momento afectarão não só as perspectivas de curto prazo para a economia norte-americana, como também desenharão o tipo de capitalismo que teremos nos próximos 50 anos. Queremos viver num sistema em que os lucros são privados, mas as perdas são colectivizadas, em que o dinheiro dos contribuintes é utilizado para salvar empresas em processo de falência? Ou queremos viver num sistema em que as pessoas são responsabilizadas pelas suas decisões, em que o comportamento imprudente é penalizado e o comportamento prudente é recompensado?

Para quem quer que acredite no mercado livre, o risco mais sério da actual situação é que o interesse de uns quantos financeiros destrua as bases do próprio capitalismo. Chegou a hora de salvar o capitalismo dos capitalistas
." in jornal de negócios online

Quando já se fala assim é óbvio e mais do que certo de que depois do que se está a passar nada vai ser igual. A questão central é o tipo de sistema que queremos. Bipolar, Unipolar, participativo, repressivo, plural, com muito cuidado. Esse sistema depende de nós e da moral da história que retiraremos desta grave crise.

Não adianta agora vir somente com os chavões do costume, é urgente tentar criar mais riqueza e exigir uma distribuição mais justa da mesma. É urgente respeitar a liberdade em todas as suas formas e para tal importa inverter as políticas, valorizando o trabalho, valorizando as pessoas.

É agora a altura de inverter o que foi feito, apostando na produção e em quem produz e negar com muita força os remédios que nos querem apresentar, garantindo o quinhão dos gulosos à conta do povo trabalhador, mantendo tudo na mesma. A justiça não pode ficar à espera e esta, quero crer que tarda mas não falha.

Há muito a fazer agora que a verdade foi revelada.

2008-10-03

"Ser ou não Ser?" é o nome de uma serie sobre Filosofia que passou na rede Globo. Bem podia passar na nossa televisão para além das novelas. Aqui fica o 1º épisódio.



2008-10-01



Está certo...
ver mais em CGTP
Dia do [Sistema] idoso.
Numa altura em que vivemos uma crise de "valores", dificilmente pensamos naqueles que foram os jovens trabalhadores e sonhadores de outros tempos. Outrora, entre nós, a sua maioria vivia para subsistência cujo o sonho estava condicionado à dimensão de um prato. Eram tempos dos Padres, Professores, Doutores e Engenheiros e …do povinho. Nessa altura não havia o problema do idoso, pois na sua esmagadora maioria, morriam cedo devido não só aos "males" de saúde derivados de doenças mortais hoje tratáveis, de anos de trabalho de Sol a Sol, e também de uma atitude não-preventiva, resultado da mentalidade que então havia, trabalhar até cair, como se essa atitude os liberta-se da miséria que os ameaçava constantemente. E deveria… não fosse do outro lado social, estar alguém para quem estes não eram mais do que engrenagens da sua fortuna. Se hoje existem os recibos verdes, nessa altura eram pagos em pratos de sopa e "esmolas". Férias? era o trabalho dos ricos, que consistia em "torrar"  as suas fortunas em casinos e ballet roses. 
Por isso, é de perceber porque muitos anos de trabalho desses jovens de outros tempos, não são hoje contabilizados. Foi assim para muita gente até ao 25 de Abril de 1974. Nesses tempos antecedentes à revolução, os que intentavam em sonhar fora do prato, eram perseguidos pelos bufos cobardes, que eram recrutados entre a classe explorada a troco de uma sobremesa de restos, pensando que dessa forma, inverter a sua própria condição social, não percebendo que também eles eram peças da engrenagem corrupta das classes.
Hoje, temos 34 anos de Liberdade mas, talvez ela também esteja a ficar precocemente idosa. As engrenagens de outrora tentam corromper tudo aquilo que ela nos trouxe. Com a bandeira da globalização tentam inverter o fluxo do lucro que Abril nos trouxe. Os Bufos cobardes, já não são recrutados entre o povinho, mas entre aqueles que ele elege como seus representantes, a quem aliciam com uma "baba de camelo" em forma de um ordenado num cargo numa das empresas ex-públicas. Através de frases feitas, refazem discursos hipócritas jogando com aqueles que não têm "valores" e com aqueles que os têm, pretendendo refazer a engrenagem corrupta de classes. Lavam as mãos com o sabonete da competência, com intuito de tornar a apertar as mãos a quem lhes confiou o futuro não vendo que são eles que fedem a idoso, a velho, a podre Sistema.

2008-09-26


Num passado já distante de 3 décadas, e em condições completamente díspares das actuais, a Baixa da Banheira viu aparecer o Parque Estrela Vermelha como um lugar que fez respirar uma nova área. Aquele espaço defronte da Escola Primária nº2, e onde conviviam as crianças que por ali moravam, brincando nos seus tempos livres entre os baloiços e um diminuto campo de futebol pelado onde muitos deram os seu primeiros pontapés na bola, e onde existia também uma biblioteca pública instalada num antigo eléctrico da Carris alterado para o efeito, fizeram com que se encerrasse ao trânsito automóvel um troço entre a Rua Parque Estrela Vermelha e Rua 5 de Outubro. O percurso encerrado, envolvente à escola, incluía o seu portão, melhorando significativamente a qualidade e a segurança do espaço público.

Anos mais tarde, o Parque José Afonso reconverte toda uma zona degradada junto à margem do Tejo, entregando à população banheirense, e não só, um espaço único de fruição, de convívio e de desporto, numa longa frente de rio, criando um novo ecossistema urbano, sendo hoje um postal por excelência da Baixa da Banheira.

A Rua 1º de Maio, antiga zona central de comércio e de convívio banheirense, entrou há alguns anos num ciclo de declínio. Os motivos serão certamente vários, mas alguns encontram-se entre a brutal desindustrialização que varreu os pólos empresariais que durante décadas favoreceram o crescimento banheirense, empurrando, uns para empregos mais distantes, outros para o desemprego, e muitos ainda para reformas de miséria. Novas ofertas, não só em grandes superfícies comerciais (e atenção porque aqui ao lado, no centro do Barreiro, está a nascer mais uma), ou ainda a deslocalização do centro de convívio local para o Parque Zeca Afonso, poderão ser também outros dos factores que conduziram a que algum comércio passe por dificuldades. No entanto, o aumento do tráfego automóvel é um dos factores que comprovadamente afasta as pessoas dos centros urbanos, e com o aumento do número de automóveis na via pública, a antiga Rua 13 converteu-se num eixo de atravessamento da vila.

As obras que decorrem actualmente na Linha do Sado, e que fomentaram o encerramento das cancelas, forneceram à Baixa da Banheira mais um pretexto para reverter este processo.

Para este efeito, estou convencido de que o encerramento permanente ao tráfego automóvel de uma zona significativa da Rua 1º de Maio será uma ferramenta importante, mas que a qualidade e o tipo de intervenção serão fundamentais para o êxito desta operação. Um espaço agradável, com um sistema de iluminação pública eficiente, bem integrado, com equipamentos que promovam o encontro dos banheirenses, (re)criando uma cultura de espaço público que possa dar alguma resposta a necessidades de sociabilização, motivará uma zona comercial porventura com características diferentes daquelas que até há pouco conhecemos, porque longe vão os tempos em que estabelecimentos como “Os Pereiras” arrastavam clientes das freguesias limítrofes, poderão ser a chave mestra para inverter uma tendência.

Imagine o leitor o prazer que poderá desfrutar ao passar alguns minutos de conversa com um amigo com quem já não se cruza há algum tempo, apesar de continua morar no mesmo sítio de sempre, ali mesmo ao seu lado, e que durante este tempo a vossa conversa não é interrompida por carros que aceleram rua acima, ou que se sentam tranquilamente numa esplanada, enquanto os vossos filhos brincam em segurança. É uma ideia agradável, não é?

Agora importa juntar a população, os comerciantes, as autoridades locais e discutir, para tentar chegar a uma conclusão, que podendo não ser unânime, seja pelo menos do agrado de uma larga maioria.

2008-09-24

A Cooperativa de Consumo da Baixa da Banheira comemorou o seu 50º aniversário.

"Fernando Parreira, presidente da direcção da PLURICOOP, divulgou que estão em marcha novos projectos da cooperativa no concelho da Moita, nomeadamente a abertura de uma nova loja no antigo mercado da Baixa da Banheira"
Um grupo de jovens banheirenses foram a Alhos Vedros provocar desacatos
Mais uma vez, a nossa região é falada pelas piores razões e é um estigma do qual não conseguimos libertar-nos.  Este ajuste de contas, denuncia bem a incapacidade e o absentismo que existe nos pais e nas pessoas das suas comunidades no seu crescimento ético e moral. Muitos desses jovens que crescem entre nós e os nossos filhos, têm vidas familiares complicadas, mas pior que isso, vivem numa comunidade que ignora os seus problemas, deixando-os entregues dias inteiros às suas frustrações. "Como lixo", vão apinhando nas ruas, as quais, passam a ser o local onde encontram o seu semelhante. Como diz a música dos Delfins: "quando alguém nasce, nasce selvagem, não é de ninguém". Também eu acredito que estes jovens nasceram como qualquer um de nós, então o que falhou ou está a falhar? A Educação de um Ser não deve ser como uma linha de montagem onde quem não se encaixa no modelo instituído seja posto de lado, demonstrando dessa forma, a falha do mesmo.
Pelas noticias foram cerca de 30 jovens entre 16 e 20 anos, que se envolveram em desacatos. O que quer dizer que algo correu mal ou foi ignorado na sua formação neste início de milénio. Por este andar, bem podemos ir todos para a policia e andar armados que acabaremos por tornar-nos naquilo que mais tememos, no agressor. Não se pode ambicionar uma sociedade melhor, sob a lei da agressão pela agressão, ignorando as causas para o seu aparecimento. Decerto não será ignorando estes factos e deixando a porta para outros fecharem que iremos inverter a má fama da nossa região que já vem do milénio passado e nos deve deixar envergonhados mas não parados. Cabe ao Estado mas também às instituições públicas regionais e locais e nós próprios uma profunda reflexão sobre este problema. Esta situação é um grito de alerta de uma nova geração dos nossos jovens, que espero que alguém os ouça.

2008-09-21

Posso estar enganado, mas parece-me que passados 100 anos o tirocínio continua sob a mesma forma. Não tenho dúvidas (nem posso) de que, com o apoio de “um Estado pluricontinental e multirracial” e “orgulhosamente só”, a CUF foi uma grande empresa, e não só a nível nacional. O meu lamento vai para o que das comemorações oficiais dos “100 anos da CUF” transpira, e que se centra com tanto afinco na figura e na obra de Alfredo da Silva e muito menos nos milhares de trabalhadores que estiveram na base deste império industrial.

A CUF não pagava melhor por generosidade, mas por necessidade em convencer portugueses a trocar uma miséria rural em que sobreviviam pela miséria urbana em que passaram a viver. Foi assim que o Barreiro cresceu e a Baixa da Banheira nasceu. Os bairros operários, e os não distantes bairros dos engenheiros, foram peças de um ardil de um império que se coseu à base de muito suor, GNR e PIDE em porções empiricamente estudadas, sempre avaliadas ao menor sinal de que o caldo não teria o tempero correcto.

A tão valorizada “obra social” foi também um engenho bem pensado e oleado. A medicina no trabalho e apoio à maternidade porque empregados saudáveis e pais descansados produzem mais, um sistema de ensino pronto a fornecer a mão-de-obra qualificada que a empresa necessitava, e uma despensa onde muitos produtos à disposição permitiam à empresa reaver rapidamente muitos dos valores despendidos em salários. E só é de admirar que passados tantos anos, ainda anda por aí muita gente com responsabilidade, de gestão e não só, que não percebeu isto. Afinal este era o país do Fado, Futebol e Fátima, e se dos dois primeiros (especialmente do segundo) o Barreiro não se podia queixar, para a Baixa da Banheira ainda foi encomendada a terceira, com os resultados que se conhecem.

Eu também estou grato à CUF, basta comparar com as corticeiras que abundavam por aqui e onde a miséria era ainda maior, mas sei o que isso custou a muitos que por lá deixaram anos e saúde. Sei, por exemplo, que alguns dos grevistas de 1943 que foram presos em Caxias, quando foram libertados mais de um ano depois e sem julgamento, ao chegaram a casa já nem os filhos os conheciam, e depois foram anos até arranjar outro emprego, porque a fama de grevista é coisa que se cola com muita facilidade mas não é com sabão que se tira. Sei que alguns trabalhadores não chegaram à reforma porque da química já se sabe que os ácidos e as bases nem sempre se combinam nas proporções correctas, e dentro do pulmão é muito mais difícil contar até 3. Não esqueço o país e a época em que a empresa se desenvolveu e também por isso estou grato à CUF, mas mesmo assim, a herança ainda é pesada.

Na passada época futebolística fui assistir ao grande derby barreirense. À chegada cruzei-me com dois adeptos, cada um com o seu cachecol e cada um com a uma bancada de destino. No "até já" entre dois amigos lá veio a memória de outros tempos: “Não te esqueças de mandar um beijinho ao Engenheiro!”, troçou o de vermelho...

2008-09-20

O jornalismo nacional, e não me refiro ao apenas aos jornalistas ou às suas direcções mais ou menos submissas, mas sim a um sistema que permite concentrações de poderes perniciosas, está podre. O DN afunda-se a cada número, mas é sobre o exemplo do Público que o Nuno Ramos de Almeida escreve.

Sobre o jornalismo, e sobre o modo como se escreve em Portugal, deixei este comentário num blog de um director desportivo de uma TV qualquer:

Eu poderia dizer que a Bola não é o Record, mas que o Record se parece com o Correio da Manha e este com o (cada vez pior) DN; que a Tsf já foi uma rádio com informação, opinião(ões) e música, que o Público parece que é mas não é, que o Primeiro de Janeiro já foi, que o JN parece que tenta ser, que o Jogo mereceria melhor prosa (mas quem sou eu para falar nisso se até agora um parágrafo não acabei, e pontos finais nem vê-los); que na TVI o morangos estão azedos, na SIC não se vendem presidentes nem se ressuscitam hermanias e que na RTP ninguém sabe mais que um miúdo de 10 anos...
Alzheimer diaries

O Capitalismo é um monstro autofágico de reprodução sexuada

2008-09-18


A Medalha de Honra do Município atribuida a Romanário Ornelas é de uma inteira justiça.







Campanha de ajuda humanitária ao povo de Cuba

As Caraíbas, o México o sul dos EUA foram nas últimas semanas afectados por vários fenómenos naturais extremos que causaram centenas de vítimas mortais e avultados prejuízos materiais ainda difíceis de contabilizar.

Em Cuba, afectada no espaço de uma semana e meia por dois furacões e uma tempestade tropical, e onde o furacão Ike assumiu proporções de grande gravidade, apenas a notável eficiência dos planos de emergência cubanos para este tipo de situações evitou que os violentos fenómenos naturais causassem um drama humano de grandes proporções, existindo contudo 7 vítimas mortais a lamentar.

Mas a destruição provocada é enorme e sem precedentes: Estima-se que 350.000 casas tenham sido afectadas, 30.000 das quais com capacidade de reconstrução bastante limitada. Em algumas províncias esses números significam 80% do total das habitações. Importantes infra-estruturas, como estradas, rede eléctrica e armazéns de reservas estratégicas, foram severamente lesadas. Uma primeira estimativa dos prejuízos causados em Cuba pelos furacões aponta para cerca de 150 milhões de dólares de prejuízos. Particularmente afectadas pela devastação foram as culturas agrícolas, o que já obrigou o governo cubano a recorrer a todas as reservas alimentares para atenuar os efeitos imediatos da escassez de alimentos.

Cuba é sempre o primeiro país a disponibilizar e a prestar auxílio – alimentar, médico e técnico - a todos os povos e países vítimas de catástrofes naturais ou de outras calamidades. Foi o primeiro a oferecer ajuda aos EUA aquando das terríveis inundações provocadas pelo Katrina, apenas para referir um exemplo recente e da mesma natureza. Contudo, mesmo sendo vítima de uma catástrofe natural destas dimensões, Cuba permanece sujeita ao criminoso bloqueio económico imposto pelos EUA – o mais longo da história da humanidade.

À semelhança de muitos outros países e organizações por todo o mundo é tempo de os portugueses furarem o criminoso bloqueio a Cuba e se mobilizarem para enviar para o País que está sempre na primeira linha da solidariedade internacional a amizade, o apoio e a ajuda que o povo de Cuba agora necessita. Cuba está sempre por todos, é altura de todos estarmos por Cuba.

Assim, por iniciativa da Associação de Amizade Portugal-Cuba, a que se associam muitas outras organizações sindicais, do movimento da paz, de variados movimentos sociais e políticos, lança-se em Portugal uma Campanha de Solidariedade com Cuba “Cuba por Todos, Todos por Cuba”, com o objectivo de fazer chegar ao povo cubano géneros alimentares de primeira necessidade (conservas, leite em pó, farinhas, massas e arroz, feijão) e recolher fundos para apoiar a reconstrução em Cuba.

Ao lançar esta campanha a Associação de Amizade Portugal-Cuba e as organizações subscritoras deste apelo apelam à participação de todas as organizações, entidades, públicas e privadas e cidadãos, nesta campanha para apoiar a reconstrução em Cuba.

Brevemente serão disponibilizadas informações sobre outros pontos de recolha dos alimentos para Cuba e o número da conta bancária para recepção de toda a solidariedade com que cada um possa contribuir.

Outras iniciativas de solidariedade com o mesmo objectivo serão em devido tempo comunicadas a todos aqueles que se queiram associar a esta campanha. Todas as informações podem ser obtidas junto do Secretariado Permanente da Campanha “Cuba por todos, todos por Cuba” que funcionará na Casa da Paz, em Lisboa.

As organizações subscritoras:

Associação de Amizade Portugal-Cuba

CGTP/IN

Conselho Português para a Paz e Cooperação

Juventude Comunista Portuguesa

Movimento Democrático das Mulheres

Voz do Operário



CONTACTOS:

Secretariado permanente da Campanha

Casa da Paz

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º – Lisboa (perto do Marquês de Pombal)

Contactos

Telefones: 213 863 375 / 213 863 575

Fax: 213 863 221

Telemóveis: 962 022 207, 962 022 208, 966 342 254, 914 501 963



E-mail: todosporcuba@gmail.com



Centros de Recolha:





Armazém Central de Recolha

Alameda D. Afonso Henriques nº 42 (junto à Fonte Luminosa)

Lisboa

(entrada de viaturas pela Rua do Garrido, lote 748, Lisboa)





Associação de Amizade Portugal-Cuba

Rua Rodrigo da Fonseca 107-r/c-Esq, Lisboa

1070-239 LISBOA

Telefone: 21 385 73 05



Conselho Português para a Paz e Cooperação

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º

1250-193 Lisboa

Telefone: 21 386 33 75 / 21 386 35 75





A Voz do Operário

Rua Voz do Operário, 13

1100-620 LISBOA

Telefone: 21 886 21 55



Movimento Democrático das Mulheres

Avenida Almirante Reis 90,7º-A

1169-161 LISBOA

Telefone: 218 160 980



Junta de Freguesia de São Vicente de Fora

Campo Stª Clara 60

1100-471 LISBOA

Telefone: 21 885 42 60



Juventude Comunista Portuguesa

Av. António Serpa nº 26 – 2º esq

1050-027 Lisboa

Telefone: 21 793 09 73

2008-09-15


Para hoje apenas os parabéns pelos 18 anos do Centro de Atletismo da Baixa da Banheira. Assim que tiver algum tempo mais livre tentarei fazer um apanhado da entrevista a Adriano Encarnação da ultima edição do Jornal da Moita.