Na edição de "O Rio" desta semana, no Correio do Leitor, vem uma carta de uma pessoa indignada com os aumentos do IMI. Considera a senhora que o Presidente da Câmara é responsável. Surgem aqui duas questões:
1- Porque é que o jornal "O Rio" publicou aquela carta, sabendo que a posição e a responsabilidade da Câmara Municipal não é a que a senhora entende, até porque já publicou um texto desta entidade com a posição da mesma?
2- O que a senhora escreve não é verdade. Este imposto foi criado pelo governo que depois se serviu dele para unilateralmente transferir menos verbas para as autarquias directamente. As autarquias são responsáveis por indicar um valor que influência a verba a cobrar, que no caso da CM Moita é dos mais baixos do país.
Nos últimos anos o governo reavaliou o valor patrimonial dos imóveis (o que diga-se foi correcto) pelo que o valor a pagar aumentou brutalmente (aqui está a falha, devia ter sido mais progressivo). Ao mesmo tempo que o fazia colocava nas cartas a enviar aos contribuintes que o imposto é municipal, dando a ideia de que a responsabilidade deste é das Câmaras Municipais, o que é lamentável uma vez que, por exemplo a Câmara da Moita foi contra este imposto.
Assim a senhora foi enganada pelo governo e não foi informada pelo órgão de comunicação social. Uma grande falha.