2008-10-01

Dia do [Sistema] idoso.
Numa altura em que vivemos uma crise de "valores", dificilmente pensamos naqueles que foram os jovens trabalhadores e sonhadores de outros tempos. Outrora, entre nós, a sua maioria vivia para subsistência cujo o sonho estava condicionado à dimensão de um prato. Eram tempos dos Padres, Professores, Doutores e Engenheiros e …do povinho. Nessa altura não havia o problema do idoso, pois na sua esmagadora maioria, morriam cedo devido não só aos "males" de saúde derivados de doenças mortais hoje tratáveis, de anos de trabalho de Sol a Sol, e também de uma atitude não-preventiva, resultado da mentalidade que então havia, trabalhar até cair, como se essa atitude os liberta-se da miséria que os ameaçava constantemente. E deveria… não fosse do outro lado social, estar alguém para quem estes não eram mais do que engrenagens da sua fortuna. Se hoje existem os recibos verdes, nessa altura eram pagos em pratos de sopa e "esmolas". Férias? era o trabalho dos ricos, que consistia em "torrar"  as suas fortunas em casinos e ballet roses. 
Por isso, é de perceber porque muitos anos de trabalho desses jovens de outros tempos, não são hoje contabilizados. Foi assim para muita gente até ao 25 de Abril de 1974. Nesses tempos antecedentes à revolução, os que intentavam em sonhar fora do prato, eram perseguidos pelos bufos cobardes, que eram recrutados entre a classe explorada a troco de uma sobremesa de restos, pensando que dessa forma, inverter a sua própria condição social, não percebendo que também eles eram peças da engrenagem corrupta das classes.
Hoje, temos 34 anos de Liberdade mas, talvez ela também esteja a ficar precocemente idosa. As engrenagens de outrora tentam corromper tudo aquilo que ela nos trouxe. Com a bandeira da globalização tentam inverter o fluxo do lucro que Abril nos trouxe. Os Bufos cobardes, já não são recrutados entre o povinho, mas entre aqueles que ele elege como seus representantes, a quem aliciam com uma "baba de camelo" em forma de um ordenado num cargo numa das empresas ex-públicas. Através de frases feitas, refazem discursos hipócritas jogando com aqueles que não têm "valores" e com aqueles que os têm, pretendendo refazer a engrenagem corrupta de classes. Lavam as mãos com o sabonete da competência, com intuito de tornar a apertar as mãos a quem lhes confiou o futuro não vendo que são eles que fedem a idoso, a velho, a podre Sistema.

2008-09-26


Num passado já distante de 3 décadas, e em condições completamente díspares das actuais, a Baixa da Banheira viu aparecer o Parque Estrela Vermelha como um lugar que fez respirar uma nova área. Aquele espaço defronte da Escola Primária nº2, e onde conviviam as crianças que por ali moravam, brincando nos seus tempos livres entre os baloiços e um diminuto campo de futebol pelado onde muitos deram os seu primeiros pontapés na bola, e onde existia também uma biblioteca pública instalada num antigo eléctrico da Carris alterado para o efeito, fizeram com que se encerrasse ao trânsito automóvel um troço entre a Rua Parque Estrela Vermelha e Rua 5 de Outubro. O percurso encerrado, envolvente à escola, incluía o seu portão, melhorando significativamente a qualidade e a segurança do espaço público.

Anos mais tarde, o Parque José Afonso reconverte toda uma zona degradada junto à margem do Tejo, entregando à população banheirense, e não só, um espaço único de fruição, de convívio e de desporto, numa longa frente de rio, criando um novo ecossistema urbano, sendo hoje um postal por excelência da Baixa da Banheira.

A Rua 1º de Maio, antiga zona central de comércio e de convívio banheirense, entrou há alguns anos num ciclo de declínio. Os motivos serão certamente vários, mas alguns encontram-se entre a brutal desindustrialização que varreu os pólos empresariais que durante décadas favoreceram o crescimento banheirense, empurrando, uns para empregos mais distantes, outros para o desemprego, e muitos ainda para reformas de miséria. Novas ofertas, não só em grandes superfícies comerciais (e atenção porque aqui ao lado, no centro do Barreiro, está a nascer mais uma), ou ainda a deslocalização do centro de convívio local para o Parque Zeca Afonso, poderão ser também outros dos factores que conduziram a que algum comércio passe por dificuldades. No entanto, o aumento do tráfego automóvel é um dos factores que comprovadamente afasta as pessoas dos centros urbanos, e com o aumento do número de automóveis na via pública, a antiga Rua 13 converteu-se num eixo de atravessamento da vila.

As obras que decorrem actualmente na Linha do Sado, e que fomentaram o encerramento das cancelas, forneceram à Baixa da Banheira mais um pretexto para reverter este processo.

Para este efeito, estou convencido de que o encerramento permanente ao tráfego automóvel de uma zona significativa da Rua 1º de Maio será uma ferramenta importante, mas que a qualidade e o tipo de intervenção serão fundamentais para o êxito desta operação. Um espaço agradável, com um sistema de iluminação pública eficiente, bem integrado, com equipamentos que promovam o encontro dos banheirenses, (re)criando uma cultura de espaço público que possa dar alguma resposta a necessidades de sociabilização, motivará uma zona comercial porventura com características diferentes daquelas que até há pouco conhecemos, porque longe vão os tempos em que estabelecimentos como “Os Pereiras” arrastavam clientes das freguesias limítrofes, poderão ser a chave mestra para inverter uma tendência.

Imagine o leitor o prazer que poderá desfrutar ao passar alguns minutos de conversa com um amigo com quem já não se cruza há algum tempo, apesar de continua morar no mesmo sítio de sempre, ali mesmo ao seu lado, e que durante este tempo a vossa conversa não é interrompida por carros que aceleram rua acima, ou que se sentam tranquilamente numa esplanada, enquanto os vossos filhos brincam em segurança. É uma ideia agradável, não é?

Agora importa juntar a população, os comerciantes, as autoridades locais e discutir, para tentar chegar a uma conclusão, que podendo não ser unânime, seja pelo menos do agrado de uma larga maioria.

2008-09-24

A Cooperativa de Consumo da Baixa da Banheira comemorou o seu 50º aniversário.

"Fernando Parreira, presidente da direcção da PLURICOOP, divulgou que estão em marcha novos projectos da cooperativa no concelho da Moita, nomeadamente a abertura de uma nova loja no antigo mercado da Baixa da Banheira"
Um grupo de jovens banheirenses foram a Alhos Vedros provocar desacatos. 
Mais uma vez, a nossa região é falada pelas piores razões e é um estigma do qual não conseguimos libertar-nos.  Este ajuste de contas, denuncia bem a incapacidade e o absentismo que existe nos pais e nas pessoas das suas comunidades no seu crescimento ético e moral. Muitos desses jovens que crescem entre nós e os nossos filhos, têm vidas familiares complicadas, mas pior que isso, vivem numa comunidade que ignora os seus problemas, deixando-os entregues dias inteiros às suas frustrações. "Como lixo", vão apinhando nas ruas, as quais, passam a ser o local onde encontram o seu semelhante. Como diz a música dos Delfins: "quando alguém nasce, nasce selvagem, não é de ninguém". Também eu acredito que estes jovens nasceram como qualquer um de nós, então o que falhou ou está a falhar? A Educação de um Ser não deve ser como uma linha de montagem onde quem não se encaixa no modelo instituído seja posto de lado, demonstrando dessa forma, a falha do mesmo.
Pelas noticias foram cerca de 30 jovens entre 16 e 20 anos, que se envolveram em desacatos. O que quer dizer que algo correu mal ou foi ignorado na sua formação neste início de milénio. Por este andar, bem podemos ir todos para a policia e andar armados que acabaremos por tornar-nos naquilo que mais tememos, no agressor. Não se pode ambicionar uma sociedade melhor, sob a lei da agressão pela agressão, ignorando as causas para o seu aparecimento. Decerto não será ignorando estes factos e deixando a porta para outros fecharem que iremos inverter a má fama da nossa região que já vem do milénio passado e nos deve deixar envergonhados mas não parados. Cabe ao Estado mas também às instituições públicas regionais e locais e nós próprios uma profunda reflexão sobre este problema. Esta situação é um grito de alerta de uma nova geração dos nossos jovens, que espero que alguém os ouça.

2008-09-21

Posso estar enganado, mas parece-me que passados 100 anos o tirocínio continua sob a mesma forma. Não tenho dúvidas (nem posso) de que, com o apoio de “um Estado pluricontinental e multirracial” e “orgulhosamente só”, a CUF foi uma grande empresa, e não só a nível nacional. O meu lamento vai para o que das comemorações oficiais dos “100 anos da CUF” transpira, e que se centra com tanto afinco na figura e na obra de Alfredo da Silva e muito menos nos milhares de trabalhadores que estiveram na base deste império industrial.

A CUF não pagava melhor por generosidade, mas por necessidade em convencer portugueses a trocar uma miséria rural em que sobreviviam pela miséria urbana em que passaram a viver. Foi assim que o Barreiro cresceu e a Baixa da Banheira nasceu. Os bairros operários, e os não distantes bairros dos engenheiros, foram peças de um ardil de um império que se coseu à base de muito suor, GNR e PIDE em porções empiricamente estudadas, sempre avaliadas ao menor sinal de que o caldo não teria o tempero correcto.

A tão valorizada “obra social” foi também um engenho bem pensado e oleado. A medicina no trabalho e apoio à maternidade porque empregados saudáveis e pais descansados produzem mais, um sistema de ensino pronto a fornecer a mão-de-obra qualificada que a empresa necessitava, e uma despensa onde muitos produtos à disposição permitiam à empresa reaver rapidamente muitos dos valores despendidos em salários. E só é de admirar que passados tantos anos, ainda anda por aí muita gente com responsabilidade, de gestão e não só, que não percebeu isto. Afinal este era o país do Fado, Futebol e Fátima, e se dos dois primeiros (especialmente do segundo) o Barreiro não se podia queixar, para a Baixa da Banheira ainda foi encomendada a terceira, com os resultados que se conhecem.

Eu também estou grato à CUF, basta comparar com as corticeiras que abundavam por aqui e onde a miséria era ainda maior, mas sei o que isso custou a muitos que por lá deixaram anos e saúde. Sei, por exemplo, que alguns dos grevistas de 1943 que foram presos em Caxias, quando foram libertados mais de um ano depois e sem julgamento, ao chegaram a casa já nem os filhos os conheciam, e depois foram anos até arranjar outro emprego, porque a fama de grevista é coisa que se cola com muita facilidade mas não é com sabão que se tira. Sei que alguns trabalhadores não chegaram à reforma porque da química já se sabe que os ácidos e as bases nem sempre se combinam nas proporções correctas, e dentro do pulmão é muito mais difícil contar até 3. Não esqueço o país e a época em que a empresa se desenvolveu e também por isso estou grato à CUF, mas mesmo assim, a herança ainda é pesada.

Na passada época futebolística fui assistir ao grande derby barreirense. À chegada cruzei-me com dois adeptos, cada um com o seu cachecol e cada um com a uma bancada de destino. No "até já" entre dois amigos lá veio a memória de outros tempos: “Não te esqueças de mandar um beijinho ao Engenheiro!”, troçou o de vermelho...

2008-09-20

O jornalismo nacional, e não me refiro ao apenas aos jornalistas ou às suas direcções mais ou menos submissas, mas sim a um sistema que permite concentrações de poderes perniciosas, está podre. O DN afunda-se a cada número, mas é sobre o exemplo do Público que o Nuno Ramos de Almeida escreve.

Sobre o jornalismo, e sobre o modo como se escreve em Portugal, deixei este comentário num blog de um director desportivo de uma TV qualquer:

Eu poderia dizer que a Bola não é o Record, mas que o Record se parece com o Correio da Manha e este com o (cada vez pior) DN; que a Tsf já foi uma rádio com informação, opinião(ões) e música, que o Público parece que é mas não é, que o Primeiro de Janeiro já foi, que o JN parece que tenta ser, que o Jogo mereceria melhor prosa (mas quem sou eu para falar nisso se até agora um parágrafo não acabei, e pontos finais nem vê-los); que na TVI o morangos estão azedos, na SIC não se vendem presidentes nem se ressuscitam hermanias e que na RTP ninguém sabe mais que um miúdo de 10 anos...
Alzheimer diaries

O Capitalismo é um monstro autofágico de reprodução sexuada

2008-09-19

2008-09-18


A Medalha de Honra do Município atribuida a Romanário Ornelas é de uma inteira justiça.







Campanha de ajuda humanitária ao povo de Cuba

As Caraíbas, o México o sul dos EUA foram nas últimas semanas afectados por vários fenómenos naturais extremos que causaram centenas de vítimas mortais e avultados prejuízos materiais ainda difíceis de contabilizar.

Em Cuba, afectada no espaço de uma semana e meia por dois furacões e uma tempestade tropical, e onde o furacão Ike assumiu proporções de grande gravidade, apenas a notável eficiência dos planos de emergência cubanos para este tipo de situações evitou que os violentos fenómenos naturais causassem um drama humano de grandes proporções, existindo contudo 7 vítimas mortais a lamentar.

Mas a destruição provocada é enorme e sem precedentes: Estima-se que 350.000 casas tenham sido afectadas, 30.000 das quais com capacidade de reconstrução bastante limitada. Em algumas províncias esses números significam 80% do total das habitações. Importantes infra-estruturas, como estradas, rede eléctrica e armazéns de reservas estratégicas, foram severamente lesadas. Uma primeira estimativa dos prejuízos causados em Cuba pelos furacões aponta para cerca de 150 milhões de dólares de prejuízos. Particularmente afectadas pela devastação foram as culturas agrícolas, o que já obrigou o governo cubano a recorrer a todas as reservas alimentares para atenuar os efeitos imediatos da escassez de alimentos.

Cuba é sempre o primeiro país a disponibilizar e a prestar auxílio – alimentar, médico e técnico - a todos os povos e países vítimas de catástrofes naturais ou de outras calamidades. Foi o primeiro a oferecer ajuda aos EUA aquando das terríveis inundações provocadas pelo Katrina, apenas para referir um exemplo recente e da mesma natureza. Contudo, mesmo sendo vítima de uma catástrofe natural destas dimensões, Cuba permanece sujeita ao criminoso bloqueio económico imposto pelos EUA – o mais longo da história da humanidade.

À semelhança de muitos outros países e organizações por todo o mundo é tempo de os portugueses furarem o criminoso bloqueio a Cuba e se mobilizarem para enviar para o País que está sempre na primeira linha da solidariedade internacional a amizade, o apoio e a ajuda que o povo de Cuba agora necessita. Cuba está sempre por todos, é altura de todos estarmos por Cuba.

Assim, por iniciativa da Associação de Amizade Portugal-Cuba, a que se associam muitas outras organizações sindicais, do movimento da paz, de variados movimentos sociais e políticos, lança-se em Portugal uma Campanha de Solidariedade com Cuba “Cuba por Todos, Todos por Cuba”, com o objectivo de fazer chegar ao povo cubano géneros alimentares de primeira necessidade (conservas, leite em pó, farinhas, massas e arroz, feijão) e recolher fundos para apoiar a reconstrução em Cuba.

Ao lançar esta campanha a Associação de Amizade Portugal-Cuba e as organizações subscritoras deste apelo apelam à participação de todas as organizações, entidades, públicas e privadas e cidadãos, nesta campanha para apoiar a reconstrução em Cuba.

Brevemente serão disponibilizadas informações sobre outros pontos de recolha dos alimentos para Cuba e o número da conta bancária para recepção de toda a solidariedade com que cada um possa contribuir.

Outras iniciativas de solidariedade com o mesmo objectivo serão em devido tempo comunicadas a todos aqueles que se queiram associar a esta campanha. Todas as informações podem ser obtidas junto do Secretariado Permanente da Campanha “Cuba por todos, todos por Cuba” que funcionará na Casa da Paz, em Lisboa.

As organizações subscritoras:

Associação de Amizade Portugal-Cuba

CGTP/IN

Conselho Português para a Paz e Cooperação

Juventude Comunista Portuguesa

Movimento Democrático das Mulheres

Voz do Operário



CONTACTOS:

Secretariado permanente da Campanha

Casa da Paz

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º – Lisboa (perto do Marquês de Pombal)

Contactos

Telefones: 213 863 375 / 213 863 575

Fax: 213 863 221

Telemóveis: 962 022 207, 962 022 208, 966 342 254, 914 501 963



E-mail: todosporcuba@gmail.com



Centros de Recolha:





Armazém Central de Recolha

Alameda D. Afonso Henriques nº 42 (junto à Fonte Luminosa)

Lisboa

(entrada de viaturas pela Rua do Garrido, lote 748, Lisboa)





Associação de Amizade Portugal-Cuba

Rua Rodrigo da Fonseca 107-r/c-Esq, Lisboa

1070-239 LISBOA

Telefone: 21 385 73 05



Conselho Português para a Paz e Cooperação

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º

1250-193 Lisboa

Telefone: 21 386 33 75 / 21 386 35 75





A Voz do Operário

Rua Voz do Operário, 13

1100-620 LISBOA

Telefone: 21 886 21 55



Movimento Democrático das Mulheres

Avenida Almirante Reis 90,7º-A

1169-161 LISBOA

Telefone: 218 160 980



Junta de Freguesia de São Vicente de Fora

Campo Stª Clara 60

1100-471 LISBOA

Telefone: 21 885 42 60



Juventude Comunista Portuguesa

Av. António Serpa nº 26 – 2º esq

1050-027 Lisboa

Telefone: 21 793 09 73

2008-09-15


Para hoje apenas os parabéns pelos 18 anos do Centro de Atletismo da Baixa da Banheira. Assim que tiver algum tempo mais livre tentarei fazer um apanhado da entrevista a Adriano Encarnação da ultima edição do Jornal da Moita.

2008-09-09

A imprensa livre em Portugal prefere um discurso inócuo da líder do PSD e um arrufo no PP à Festa do Avante!, ou como dizia o José Barata Moura no debate sobre os 160 anos do Manifesto do Partido Comunista, liberdade sim, mas desde que não se meta o capitalismo em causa, que o respeitinho ao patrão é muito bonito...

2008-09-03

2008-09-02

Confesso que tenho uma certa curiosidade em saber que candidaturas a este programa do QREN não foram aprovadas, mesmo tendo chegado a horas, por má qualidade das propostas apresentadas...

2008-09-01

A verdade acima de tudo

Na Terça-Feira, dia 26 de Agosto, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP visitou o concelho de Alcochete e nesta iniciativa, contestou a decisão/intenção do governo de entregar a gestão urbanística em redor ao Novo Aeroporto de Lisboa à ANA – Aeroportos de Portugal, empresa que está na calha para ser privatizada, passando assim, para as mãos de um privado o poder de decisão sobre o Uso do Solo em vários quilómetros quadrados no Distrito de Setúbal. O secretário-geral do PCP afirmou que não é aceitável que se tomem decisões destas à revelia das autarquias, considerando que este facto representa «uma expropriação das competências dos municípios em matéria de ordenamento do território e gestão urbanística». O assunto assume extrema gravidade não só no que respeita à Gestão do Território e ao respeito pelos órgãos eleitos democraticamente, mas também porque surge aliado à vontade de privatizar a ANA, “vendendo” assim mais um pouco da nossa soberania nacional.

O Bloco de Esquerda surge muitas vezes indignado com um suposto ataque do PCP às suas ideias e propostas, deixando de lado a política de direita do PS, mas vejamos na prática como a verdade vem ao de cima.

No meio de posições contraditórias quanto a este tema, António Chora, escreveu um artigo, a que deu o nome de “Agir enquanto é tempo”, onde reconhece a validade das palavras de Jerónimo de Sousa na denúncia do sucedido. No mesmo texto aproveita para fazer “ataques” ao Partido Comunista Português, o seu antigo partido. António Chora escreveu que as autarquias do Distrito de Setúbal privatizaram a “reciclagem das águas fluviais” entregando-as à SIMARSUL (deverá ser uma gralha e onde se lê “fluviais” deverá ler-se “residuais” e onde se lê “reciclagem” deverá ler-se “tratamento”, salvo melhor indicação por parte de António Chora) e a recolha de resíduos domésticos à AMARSUL (também deve ser uma gralha que António Chora poderá esclarecer melhor), o que, segundo a opinião deste nosso ex-deputado à Assembleia da República pelo distrito de Setúbal, resultou no aumento das tarifas de água, das taxas de recolha de resíduos e taxas de saneamento, e que este processo não se pode diferenciar em muito do que o Governo PS pretende fazer com a ANA.

Como isto é falso, importa “informar” António Chora de que para agir é importante conhecer. O PCP foi e é contra este modelo de serviços. Muito antes da criação da AMARSUL o PCP denunciou e lutou para que a filosofia de criação e funcionamento destas empresas fosse diferente, que o capital das autarquias fosse de pelo menos 51%, ao invés dos 49% actuais, para que a última decisão ficasse nas mãos das Autarquias. Se António Chora não sabe disto deveria ler mais, informar-se melhor, ou então apelar à sua própria memória!

No meio desta conversa lá vem novamente com a mesma cassete que de tanto ser passada já está degradada, criticando a Revisão do PDM, as alegadas irregularidades e ilegalidades que nunca são provadas mas que continuam a ser “anunciadas”, e os processos de descentralização em curso pelo governo socialista para as Câmaras Municipais no que compete à aprovação dos PDM´s e delimitação das Reservas Nacionais, quer agrícola, quer ecológica, nunca referindo o principal problema, que consiste na falta de articulação entre os vários Planos de Ordenamento do Território.

Nunca é tarde para lembrar que a Câmara Municipal da Moita foi das primeiras a elaborar um PDM, mesmo antes da legislação que os enquadra e sem um modelo de gestão territorial de âmbito nacional/regional bem definido. Importa também esclarecer que o edifício do ordenamento do território em Portugal prevê uma hierarquia nos Planos, do nível Nacional para o Local, mas que em Portugal se fez a casa pelo telhado, elaborando-se primeiro os PDM´s e só recentemente o Plano Nacional de Ordenamento do Território.

No seu artigo, António Chora critica ainda a aprovação do Plano de Saneamento Financeiro da Câmara Municipal da Moita, passando um atestado de incompetência tanto ao Município como ao Tribunal de Contas, para terminar com um ensaio do tipo Zandinga, sobre os resultados das eleições autárquicas, apelando ao voto dos abstencionistas.

Considera António Chora que todos aqueles que não votam o fazem por estarem desacreditados com a política praticada pela CDU. Se olharmos para os resultados eleitorais em 2005 no Concelho da Moita, verificamos que a CDU conseguiu 49,79% dos votos, aumentando a sua votação em relação a 2001, quer em percentagem passando de 41,4% para os actuais 49,79%, quer em termos absolutos (de 10751 votos em 2001 para 13930 em 2005), isto num acto eleitoral onde o número de votantes aumentou em relação a 2001, em termos percentuais, de 45,94% para 49,52%, (e em termos absolutos de 25968 para 27975 votantes).

Da relação entre os resultados destas duas eleições a única coisa que se pode aferir é que, ao contrário do que insinua António Chora, abstenção não favorece a CDU. Diria mesmo que não favorece ninguém, mas alguns “democratas” assim não o entendem.

Aproveito também para recordar que os eleitores dos concelhos da Moita e do Barreiro, votaram maioritariamente em Jerónimo de Sousa para a Presidência da República, vencendo o Secretário-Geral do PCP as eleições presidenciais nestes dois concelhos, com 30,90% dos votos na Moita e 30,01% no Barreiro.

Com este artigo espero esclarecer que estes argumentos, tantas e tantas vezes usados, não são válidos nem se transformam em “verdades”. Não basta opinar, temos de saber minimamente do que falamos porque se o não fizermos, então sim, estaremos certamente a criar mais abstencionismo e a desacreditar ainda mais a nossa política e os nossos políticos.

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP

2008-08-27









Estranho que a nível local, os partidos que se tem mostrado tão preocupados com “especulação imobiliária”, não tenham reagido a esta intenção/decisão do governo PS:

PCP contesta atribuição à ANA do direito de decisão sobre terrenos municipais em Alcochete


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu esta terça-feira que a atribuição à ANA -Aeroportos de Portugal do direito de decisão sobre a utilização dos terrenos municipais de Alcochete favorece interesses de especulação imobiliária.


Jerónimo de Sousa acusa Governo de tomar decisões sem ter em linha de conta o parecer das autarquias

«A ANA passa a ter o poder de decisão em relação a qualquer decisão autárquica não só aqui em Alcochete como em todos os concelhos circundantes. Há aqui um poder discricionário privado que tem como objectivo o lucro e que não está com certeza a pensar no bem-estar das populações ou nos interesses regionais», afirmou Jerónimo de Sousa.

O líder do PCP falava durante uma visita a Alcochete, durante a qual passou por algumas zonas, como um parque industrial e a zona ribeirinha, que podem vir a ser afectadas pela construção do novo aeroporto internacional de Lisboa naquela localidade.

Jerónimo de Sousa contesta a decisão governamental de atribuir à ANA o direito de decidir sobre projectos e candidaturas municipais para utilização dos terrenos dos municípios, com base nas medidas preventivas decretadas pelo Governo para «proteger» a construção do novo aeroporto.

Para o secretário-geral do PCP não é aceitável que sejam tomadas decisões à revelia das autarquias e considera que este facto representa «uma expropriação das competências dos municípios em matéria de ordenamento do território e gestão urbanística».

«Só para ter uma ideia, a partir daqui nenhuma marquise será construída sem autorização da ANA. Isto permite não só o arbítrio como a especulação imobiliária», declarou.

Jerónimo de Sousa manifestou também a sua preocupação com o eventual agravamento da situação se se confirmar a privatização da ANA.

«Cremos nós que com o afastamento das autarquias e com a ANA ameaçada de privatização estaria aberto o caminho para a especulação imobiliária, para medidas discricionárias com todos os prejuízos para a região e para o país», considerou.

Fonte: TSF



Palavras para quê? Já assistimos aos Planos de Interesse Nacional e à tentativa de destruição do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina!

2008-08-24

A prova de 50 km contou com dois heróis, não dos de ouro mas dos outros, daqueles que rápida e injustamente são esquecidos, se é que alguma vez foram lembrados. António Pereira fez a melhor marca nacional: "Para um trabalhador como eu, que trabalho oito horas por dia como electricista na construção civil, acho que o tempo de 3h48,12m não é para qualquer um. Mas faço o que posso".

Augusto Cardoso, 37 anos, chegou um pouco atrás, na 40ª posição: "Eu trabalho oito horas por dia e depois treino. Pinto gruas e a minha empresa deixou-me treinar para estes Jogos. Pagou-me dois meses de ordenado para eu ir fazer estágio e eu queria agradecer-lhes. Se eu estou aqui é graças a eles". "Foi muito duro" foram as palavras de um atleta que, na noite anterior à prova dormiu poucas horas, teve febre, suores frios e vómitos.

Estes dois atletas representam o que é a generalidade do desporto em Portugal: falta de apoios, dedicação, sacrifício, e esquecimento. E às vezes, quando as coisas correm bem, lá chegam umas palmadinhas nas costas.

2008-08-23

O crescimento económico anual em Portugal é medíocre, pouco ultrapassando, em média, 1% desde o início do novo milénio; o défice externo andará à volta de 11% do PIB no próximo ano e indicia uma inserção internacional crescentemente dependente e que se entregou às forças do mercado sem as procurar governar; a taxa de desemprego arrisca-se a permanecer duradouramente bem acima de 7%, num país com uma rede de protecção social fraca, e constitui-se em poderoso mecanismo disciplinar para forçar uma parte importante dos trabalhadores a aceitar uma continuada redução nos seus níveis de vida; o injustificado nível de desigualdades salariais e de rendimentos, quase sem precedentes na Europa, torna qualquer discurso que defenda o famoso "apertar do cinto" salarial, porque, afinal de contas, "estamos todos no mesmo barco", um exercício que oscila entre o cinismo e a insensibilidade; a taxa de pobreza, elevada e persistente, atinge um segmento importante das classes trabalhadoras, que estão também cada vez mais expostas à precariedade; a lotaria da vida, ou seja, o contexto socio-económico onde se nasce, determina, mais do que em qualquer outro país da Europa, aquilo que os indivíduos vão ser e fazer nas suas vidas, transformando, a par com o escândalo quase invisível da pobreza infantil, todo o discurso sobre a recompensa do mérito e do esforço numa grotesca farsa.

Para todos aqueles que gostam de ver estrelas cadentes.

2008-08-21


foto Thomas Kienzle/AP, sacada do JN.
Dou os meus parabéns ao Carlos Brocas, o que fez foi de homem. Pedir desculpa não é para todos.

2008-08-20

O Carlos (Brocas) escreveu isto no seu blog:

Há muito muito tempo…
from Brocas Vetus by Carlos (Brocas)



…que não faço um post.

São as férias, é a praia etc e tal.

Pilaretes:
Ninguém me faz crer que não foi cunha do Senhor Manuel Madeira.
Se sobraram pilaretes para a loja dele, também sobrariam para os outros. Na realidade aquele cruzamento é um caos e deveria ter em toda a sua extensão.
Não só à porta do Senhor Manuel Madeira.
Questão que levanto:
Quando a CIN vier descarregar tintas para o Sr. Manuel Madeira fornecer “a
quem quiser comprar” coloca-se a camionete em cima do passeio e fronte das
lojas vizinhas?
Fica parada no meio da estrada?
Fica parada junto ao Charlot e trazem os balditos de 20 Litros à lá mão? Ou
colocam a camionete de fronte as lojas vizinhas?




Recebi do meu amigo e camarada Manuel Madeira a digitalização de uma factura de uns pilaretes que passo a publicar, e aproveito para informar que qualquer comerciante, que junto da Câmara solicite a colocação de pilaretes, deverá fazer exactamente o que o Manuel fez: colocar a pretensão à Câmara Municipal. Caso esta seja aprovada/deferida, o comerciante é informado que se comprar os pilaretes estes poderão ser colocados pela CMM. Conclui-se assim facilmente que os pilaretes colocados junto à loja do Manel não sobraram de lado nenhum, nem houve neste caso nenhum tratamento preferencial em relação a qualquer outro comerciante ou munícipe.


















Conheço o Manuel há alguns anos e tenho dele a melhor opinião, não por ser meu camarada, mas por ser sério e se preocupar com os outros.

Quantas e quantas vezes não discutimos procedimentos ou intervenções da Câmara Municipal?

Considero que este post é um atentando ao Manuel, ao seu estabelecimento e, o que ainda é pior, uma tentativa de ataque à CDU/PCP com base numa mentira, e por isso, não ficava nada mal ao Carlos escrever outro post a pedir desculpa.

Mapa de Portugal do ano de 1634 da autoria de Pedro Teixeira onde retirei somente o pormenor da nossa área. O mapa faz parte de uma publicação que a a editora NEREA publicou em 2002. Uma edição de grande valor histórico e artístico, intitulada El Atlas del Rey Planeta. O Atlas é um fascinante documento cartográfico que representa em médias e grandes escalas os principais portos, cidades, barras e paisagens litorais da Península no reinado de Filipe IV (III de Portugal).

Clique para ver o mapa em pormenor.

2008-08-19



Para quem gosta de gadgets da net, o wordle faz umas coisas porreiras.
O mea culpa do António Chora lembra-me aquelas negociatas de que alguns jovens casais se orgulham quando vão passar férias a um qualquer paraíso da contrafacção. Regateiam A+B apenas para baixar o preço de B, e é só quando regressam a casa que reparam que B é apenas mais uma figura de estilo.

Com uma grande diferença: o António Chora não é ingénuo.

2008-08-18

A propósito de alguns comentários que têm surgido na sequência de alguns post’s lembrei-me de um texto do Paulo Querido onde se afirma o seguinte:

O anonimato não significa cobardia — embora alguns cobardes anónimos o usem para tentar insultar e denegrir terceiros.

O anonimato não significa irresponsabilidade ou inimputabilidade — apesar de alguns cobardes anónimos o usarem irresponsavelmente.


Já agora, gostava de perguntar ao António Chora (e se não foi ele que deixou o comentário, peço já as minhas desculpas), se por acaso se quer referir em particular a algum caso de atropelamento, despedimento ou outro, ou se as afirmações das 6:24 P.M. são apenas mais uma “figura de estilo” do discurso bloquista local.

2008-08-17

Par acabar com a pobreza


Swift propôs ironicamente no século XVIII uma solução radical para acabar com a pobreza: os ricos comerem os pobres.

Na Itália de Berlusconi, ao mesmo tempo que se ordena à Justiça que não investigue os métodos usados pelo primeiro-ministro para enriquecer, a solução da direita no poder para resolver o problema da pobreza é… escondê-la debaixo do tapete. Assim, em oito cidades (entre elas Assis, a do "poverello") é agora proibido pedir esmola.

O objectivo é não mostrar aos turistas que a Itália dos ricos é, afinal, a Itália dos pobres, pois, como notava o nosso Garrett, para fazer um só rico é sempre necessário um grande número de pobres.

No Portugal de Salazar, por motivos idênticos, foi proibido o pé descalço. Quem não pudesse comprar sapatos devia manter-se escondido e não andar na rua.

Hoje, para o CDS de Portas, o que está em causa é o Rendimento Social de Inserção. O Estado deve apoiar os ricos (que "criam emprego"; e as estatísticas mostram o número de empregos que têm sido criados pelas escandalosas riquezas que por aí se vêem), não os pobres.

Para estes, há os chás de caridade.


Manuel António Pina

2008-08-16

2008-08-15





Manifestação de Outubro de 2007 com 200 000 trabalhadores







Sobre a polémica lançada por alguns sindicalistas.

Nos últimos tempos, temos lido nos órgãos de comunicação social, textos de sindicalistas criticando os sindicatos. Também temos lido, dos mesmos comentadores, textos louvando as Comissões de Trabalhadores ao mesmo tempo que atacam os sindicatos. A pergunta que surge naturalmente é a quem é que isto interessa?

Na minha opinião não interessa aos trabalhadores, porque a força desta classe reside na sua união. Na minha opinião esta abordagem ao mundo laboral, que já foi utilizada pela classe patronal e que agora já nem precisa de a utilizar, só serve para descredibilizar a luta dos trabalhadores e afirmar o princípio da inevitabilidade e, por isso, só serve aos patrões.

Nos tempos que correm, em vez de discutirmos a luta dos trabalhadores contra uma das maiores ofensivas a esta classe e estarmos a discutir estes assuntos, é perder tempo e dar argumentos à classe dominante.

Deixo-vos um pequeno exemplo, com contraditório, mas também com perda de energia.

Assim não vamos lá, vamos continuar a perder direitos, salários e até a paciência.

Nos últimos dias tive algum tempo para voltar a fotografar um pouco da Baixa da Banheira. Ao fim da tarde de ontem passei pela Baixa da Serra, perto do local onde se realiza actualmente o mercado de rua. Já não é a primeira vez que alguns amigos que moram por ali se queixam do lixo e do barulho. Pude verificar que a área do mercado está razoavelmente limpa, muito por culpa do vento que se tem feito sentir, e que empurra os restos deixados pelos feirantes para junto das habitações.


2008-08-07


Sabe bem encontrarmo-nos entre amigos para uma cerveja e um jogo de damas, e usufruir um belo fim de tarde na Rua 1º de Maio fechada ao trânsito.

2008-08-06

Permitam-me que sugira uma consulta a este link. Trata-se de um filme polémico - Zeitgeist - que deve ser visto por todos...
No Rio, podemos consultar este excelente artigo da autoria de Pedro Garcia, que deixa mail e tudo para quem lhe quiser responder:

Com inverdades não vale...

Pela primeira vez vou entrar nestas pretensas discussões de opinião que se vão fazendo na nossa imprensa regional. Não terei muito jeito para isso mas a forma pouco séria como se aborda o que se passou na última Reunião da Assembleia Municipal, leva-me a fazer alguns reparos, procurando repor a verdade sobre aquilo que realmente se passou.


Primeiro esclarecimento: a verdade é que a Ordem de Trabalhos, para que foi convocada a Sessão Extraordinária da A.M. referia apenas a discussão e consequente votação sobre o PDM apresentado pelo Executivo da Câmara. Não havendo condições para tal se concluir numa Reunião, foi convocada uma segunda Reunião com a mesma Ordem de Trabalhos. Na convocatória da 2ª. Reunião, para uma maior clareza, estavam indicadas três propostas de alteração, da autoria do Sr. Presidente da A.M., (no exercício das suas competências como membro da A.M.). Assim ninguém poderia alegar que era apanhado de surpresa pelo aparecimento das propostas. Portanto é uma inverdade dizer-se que a Ordem de Trabalhos foi alterada.

Também, só por ignorância e má fé é que se poderá dizer que a A.M. não tem competência para alterar uma proposta da Câmara, estão devidamente assinalados na Lei os assuntos que a A.M. não pode alterar e o PDM não está incluído nesses assuntos.

É também uma inverdade dizer-se que houve tratamento discriminatório na condução dos trabalhos, aliás não se apresentam factos concretos onde se apoie tal afirmação.

Outra inverdade é o dizer-se que houve uma proposta escrita que procurava alterar o decorrer normal dos trabalhos. Não houve a apresentação de nenhuma proposta nem, no intervalo entre as duas Reuniões, os Grupos Municipais terão tomado qualquer acção, junto do Sr. Presidente da A.M., que tivesse em vista a alteração ou o modelo em que os trabalhos deveriam decorrer.

Pode-se pois dizer que certas pessoas, quando não têm fundamentos para a discussão, se agarram a todos os meios, as chamadas bóias de salvação, para manter a visibilidade, tenham essas bóias as formas da demagogia, ignorância e mesmo da mentira.

Não acho grave que um munícipe desconheça o Regimento que regula o funcionamento da A.M. ou mesmo que desconheça a Lei. Acho um pouco estranho que um membro da A.M. demonstre não saber que o Regimento, (estatutos???!!!), se apoia na Lei, não se podendo sobrepor a essa mesma Lei. (Este desconhecimento ter-lhe-á tornada a estratégia obsoleta e daí talvez se tenha instalado uma grande confusão que apenas conseguiu ser resolvida com o abandono, adivinhado, da sala).

Poderei opinar que haverá, por parte dos Órgãos Autárquicos do Concelho da Moita, um modelo próprio de gestão que tem por objectivo a melhoria do bem-estar dos seus munícipes. No entanto e dirigindo-me áqueles que procuram obter notoriedade á custa de baixa demagogia, julgo que o modelo de gestão da nossa terra, como é evidente, não copia os modelos de Salvaterra de Magos e Lisboa.

A CDU aprovou o PDM, com as devidas alterações, por considerar que ele é essencial para o desenvolvimento do Concelho. Aliás, refere-se o parecer desfavorável da CCDR, no entanto não é referido que esse parecer, para além de estar de acordo com a maior parte do PDM, refere que há concordância por parte da REN, RAN e D.G.R.F.. Também não é referido que as alterações propostas e aprovadas se destinam a ir ao encontro das objecções com que a CCDR fundamentava o seu parecer desfavorável.

Quem, em vez da verdade, utiliza a demagogia e recorre a inverdades para sustentar as suas posições, não poderá, de modo algum, estar ao lados dos munícipes, estará, quando muito, ao lado de possíveis especuladores imobiliários que ainda não tiveram tempo de fazer alguns chorudos negócios, sendo que o arrastar da aprovação do PDM lhes servirá ás mil maravilhas.

Fico-me por aqui.

Parece-me um texto lúcido de uma pessoa da terra, que conhece os processos e as pessoas e deve ser levado muito a sério. Não é com votos de louvor de quem nunca cá colocou os pés que se faz política, é com os que cá estão e com os que cá estão por bem, que discordam mas respeitam, que criticam mas apresentam alternativas e que simplesmente por isso gostam do concelho e das suas gentes. Não é o que tenho presenciado, parece-me que a nossa oposição anda a reboque quer de notícias quer de uma estratégia definida por não-políticos. Em política, estratégias definidas por não-políticos correm sempre mal, porque não representam apenas se representam.

Espero que na discussão pública que vamos fazer, que se apresentem propostas, que se analise os documentos e que não se pretenda desviar as conversas e as análises para outros interesses que não sejam a aprovação de um novo PDM, que sirva o nosso concelho da melhor forma possível!
Realidade da educação no Brasil que pode vir a ser a nossa!

2008-08-05

Recebi este texto de um amigo:

Reencaminhem para atingir os 140 000 mil professores e educadores
A DERROTA DAS MAIORIAS

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à
Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão. As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder.
É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.
Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS. Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais. Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125.

Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá
3.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco dá
78.125. se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.

À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:

'VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!

Um outro amigo (que não é do PCP), sobre o mesmo texto, escreveu o seguinte:

Lamento, mas não posso reencaminhar esta mensagem tal como ela está formulada.

Concordo que a maioria PS dirigiu uma afronta aos professores, assim como a muitas outras classes profissionais. Foi fenomenal (e justa) a manifestação nacional em Lisboa de docentes vindos de todo o país. Seria justíssima e totalmente merecida uma derrota eleitoral de Sócrates e do PS.

No entanto, não é indiferente votar à esquerda ou à direita. Porque votar PSD ou CDS - a direita - é votar nas mesmíssimas políticas e nos mesmíssimos projectos para a Educação que este governo PS defende, talvez até agravando algumas questões. Votar PSD ou CDS é votar na mesma perda de direitos laborais e democráticos dos professores. É votar na crescente privatização da Educação. É, no fundo, votar outra vez PS.

Votar à esquerda significa romper efectivamente com todas as políticas mesquinhas e economicistas que têm determinado o estado da Educação no nosso país. Votar à esquerda significa devolver a dignidade profissional e social aos professores que tão humilhados têm sido nos últimos tempos. Votar à esquerda significa eleger a Educação como o autêntico pólo de desenvolvimento do nosso país, defendendo o conceito de Escola pública e democrática.

Não basta votar contra o PS. É preciso votar por uma política ALTERNATIVA ao PS. E essa alternativa não está à direita. Os governos sucessivos do PS, do PSD e do CDS são os responsáveis pelo negro cenário que se apresenta aos professores e à Educação em geral. A alternativa passa por quem sempre tem denunciado e combatido este estado de coisas, nomeadamente o PCP e o BE.

VOTA À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!

Concordo com o último texto!

2008-07-29

Triologia deste verão!



2008-07-26

2008-07-17

Podemos ler aqui o que recebi também por mail.


Gostei do que li. Finalmente o CDS-PP mostra preocupação com as gentes do nosso concelho. Ainda bem e em democracia é louvável que assim seja. No entanto, na minha modesta apreciação considero que o Deputado Nuno Magalhães não conhece muito bem o assunto, aliás considero que o Deputado nem deve conhecer muito bem o país, considerando melhor, o Deputado Nuno Magalhães nem deve saber muito bem o que é um PDM. Passo a desenvolver:

1- No quinto considerando, quando afirma que o Processo de Revisão do PDM da Moita está repleto de contradições e decisões polémicas, era de bom tom enunciá-las, só de bom tom, porque eu também posso escrever porque ouvi que o Deputado Nuno Magalhães defende um sistema liberal onde tudo se pode comprar, inclusive direitos de construção;
2- Quando entra na fase das perguntas e mais precisamente na quarta pergunta, em que questiona a CCDR-LT, no sentido de saber se esta instituição considera que o novo PDM defende o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável no concelho, parece-me descabido, demagógico e desconhecedor de toda a estrutura democrática, uma vez que no processo de Revisão do PDM participaram mais de duas dezenas de entidades. É caso para perguntar se o Deputado conhece estes processos ou se considera que a CCDR-LVT ou outra qualquer CCDR deve dispor do ”poder” a seu belo prazer?
3- Na sexta pergunta vai ainda mais longe e pergunta se a Revisão do PDM entra em linha de conta com os novos projectos o que demonstra uma imensa ignorância neste processos porque estes projectos quando em aprovação são acompanhados de medidas preventivas que se sobrepõem aos planos de ordenamento. O próprio BE já tinha formulado esta opinião o que é estranho visto dizerem estar em lados diferentes da barricada.
4- Por último, a ignorância afinal tem um objectivo a de suspender o Processo de Revisão do PDM, continuando a prejudicar as pessoas do concelho e o interesse concelhio.

A Moita foi o primeiro Concelho a ter um PDM.
Os novos PDM´s estão todos em aprovação há tempo demais.
Não é o deputado Magalhães que nos dá lições de democracia e muito menos de moral e como deputado não deveria deixar coisas por dizer e insinuações no ar!

2008-07-16

É sempre bom encontrar banheirenses as subir ao palco do fórum. Esta sexta vou tentar encontrar a Catarina por lá.

2008-07-09

O desbloqueador político



2008-07-08

O Voto contra do Partido Socialista

O Partido Comunista Português apresentou na passada Quinta-Feira, na Assembleia da República, um Projecto de Resolução sobre a Estratégia de Desenvolvimento para o nosso Distrito, depois de este ter sido discutido pelas Instituições da Região. Este projecto parte de um exaustivo diagnóstico que identifica problemas e potencialidades, que serve de base à formulação de objectivos e linhas de desenvolvimento estratégico nas áreas das acessibilidades e transportes, valorização territorial e ambiental, educação e qualificação profissional, reforço da rede de cuidados de saúde, construção e requalificação do parque escolar, desenvolvimento do aparelho produtivo, da inovação e da qualidade, do desenvolvimento turístico, da dinamização do sector primário e da valorização do potencial estuarino. O Partido Socialista votou contra!

A nossa intenção é enquadrar e enraizar no quadro de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável do Distrito as infra-estruturas propostas durante décadas pelo PCP e que sucessivamente eram votadas negativamente ou com a “indiferença da abstenção”, quer pelo PS, quer pelo PSD, e que agora, finalmente o governo do PS anuncia, não sem a luta das populações, não sem recuos governativos e não sem inqualificáveis declarações de elementos do partido socialista - quem não sem lembra do deserto de ideias de Mário Lino ou das preocupações bombistas de Almeida Santos?

Com esta rejeição o partido socialista recusa o debate e a participação democrática das populações, das instituições do distrito, enfim dos maiores interessados.

Para além de tudo o que foi escrito, tenho por imposição moral, condenar a intervenção na Assembleia da República do Sr. Vítor Ramalho, deputado socialista eleito pelo nosso distrito, que a justificar este voto negativo, debitou entre tantas outras alucinações que o PCP, ou melhor a CDU, tem uma maioria conjuntural autárquica devida a uma fraca afluência às urnas, que quando aumenta gera vitórias do PS, como foi o caso em Setúbal com Mata Cáceres e no Barreiro com Emídio Xavier. O “nosso” deputado considerou também que o coração dos cidadãos do Distrito é favorável ao PS e do alto da sua sapiência desconsidera o PSD, CDS-PP e o Bloco de Esquerda, afirmando que os votos nestes partidos são perdidos ou não contam para este campeonato, porque não são capazes de vencer eleições autárquicas. A mim, isto parece-me ligeiramente arrogante e mostra a qualidade da democracia que o Sr. Ramalho defende, e que aliás está bem expressa no processo da Lisnave, conduzido pelo próprio, que o digam os trabalhadores da GESTNAVE. Mas não fica por aqui, para disfarçar, na parte final da sua intervenção, afirma que não é sectário ao contrário dos proponentes, tudo bem, mas quem recusa o debate e a participação democrática das populações, das instituições do distrito, não me parece que seja bem aquilo que afirma ser!

O que o PCP pretende com este projecto é que ao invés da falta de estratégia e de investimento por parte dos sucessivos governos no nosso Distrito, com as parcas justificações de que têm uma estratégia nacional para alegadamente não apresentarem a regional, que o Poder Central se articule com o vasto trabalho desenvolvido pelo Poder Local e pelas Instituições do Distrito, como é exemplo adequado o PEDEPES - Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal, participado por cerca de 300 entidades públicas e privadas, desde empresas a sindicatos, passando por autarquias e associações, o que convenhamos não é bem a linha política de PS e PSD- acabando com a visão caótica, subordinada aos interesses das multinacionais e dos grandes grupos económicos e financeiros, assumindo assim as suas responsabilidades no desenvolvimento da região e na melhoria das condições de vida das populações.

Por último e porque merece a nossa reflexão refiro também que o PSD votou contra, contrariando a lei das probabilidades, que lhe conferia desta feita uma abstenção na jogada. Ainda dizem que na política não existem surpresas.

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP

2008-06-28

2008-06-25










Começa assim esta notícia no jornal rostos: "No decorrer da visita do deputado Miguel Tiago, do PCP, à Escola Zeca Afonso em Alhos Vedros, para melhor conhecer a unidade de ensino especial para surdos, é referido que “os pais manifestaram indignação e alguma revolta com a intenção do governo encerrar esta unidade especial de educação, que serve os concelhos de Alcochete, Montijo, Barreiro e Moita, e deslocar os alunos para o Seixal, o que na opinião dos pais lhes vem trazer enormes inconvenientes" , no jornal o Rio também se pode ler isto: "Segundo os pais e professores da EB 2,3 José Afonso e os professores da Unidade de Surdos de Alhos Vedros, não existe nenhuma notificação oficial nem foi feita nenhuma conversação ou negociação com a comunidade educativa no sentido do encerramento da Unidade. No entanto, a autarquia confirma que essa hipótese já foi alvitrada e foi mesmo praticamente confirmada pela Direcção Regional de Educação de Lisboa, ainda que sem apresentação oficial.

A Câmara Municipal da Moita e a Junta de Freguesia de Alhos Vedros já tiveram oportunidade por mais de uma vez, de informalmente manifestarem a sua frontal discordância com a possibilidade de encerramento daquela unidade que implicaria a deslocalização das 15 crianças que lá estudam para a Unidade do Seixal, considerada a Unidade de Referência à luz do Decreto-Lei nº 3/2008.

Os pais das crianças surdas manifestam fundadas preocupações com diversas questões e não aceitam a retirada de um direito através da implementação de uma política contrária à construção de uma Escola Inclusiva, que promova a integração e inclusão de todos. A Unidade de Surdos de Alhos Vedros serve os Concelhos da Moita, Alcochete, Montijo e Barreiro e a ser encerrada deixará como única alternativa a Unidade do Seixal.

É importante relembrar que não existem transportes públicos directos entre a região, os concelhos referidos e o concelho do Seixal e que as famílias ficarão objectivamente prejudicadas em tempo e meios económicos se tiverem de colocar os seus filhos numa unidade tão distantes das suas casas. Segundo alguns pais, as crianças teriam de sair da Moita por volta das 6.00 horas da manhã para chegarem atempadamente à escola no Seixal.

A tudo isto acresce o facto de a Unidade de Surdos de Alhos Vedros ser proveniente de um trabalho prolongado no tempo, onde a intervenção e empenho das populações teve determinante importância (desde a criação de um Núcleo de Aprendizagem para Deficientes Auditivos) e que, como tal, possui um património de experiência e de ligação às crianças, aos pais e à população em geral que não deve ser desprezado e desbaratado.

O Deputado do PCP solicita ao Governo que, por intermédio da Ministra da Educação, lhe sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

- Tem o Governo conhecimento das situações expostas?
- Que medidas tomará o Governo para assegurar o apoio a todos os que optem por continuar na Unidade de Surdos de Alhos Vedros?
- Que medidas tomará o Governo para salvaguardar a continuidade do funcionamento da Unidade com manutenção ou melhoria dos seus actuais recursos técnicos, materiais e humanos?
- De que estudos dispõe o Governo que apontem para a solução de encerramento da Unidade e que mais-valias sociais e políticas daí advirão para a qualidade de ensino e qualidade de vida das famílias com filhos surdos nos concelhos de Moita, Alcochete, Montijo e Barreiro?
- Tenciona o Governo encerrar de facto a Unidade de Surdos de Alhos Vedros?
- A ser verdade, como assegurará às famílias a manutenção da qualidade de ensino dos seus filhos e como lhes garantirá a manutenção dos seus hábitos e qualidade de vida?
- Como garantirá o Governo as condições para o acolhimento de crianças surdas de toda a península de Setúbal na Unidade de Referência?
- Que melhorias, no âmbito da aprendizagem destas crianças e da qualidade do seu ensino, são esperadas pelo Governo ao criar escolas de referência por deficiência, completamente ao arrepio das melhores práticas de das mais fundamentadas orientações para uma Escola Inclusiva?"


Hoje, sabemos que este Centro Educativo não vai fechar. Hoje, sabemos que vale a pena lutar, o governo voltou atrás, não sem antes fazer questão de "alertar" a direcção da escola sobre como deveriam ser as suas práticas comportamentais, no âmbito do beija a mão. Mais não escrevo, até porque não posso correr o risco de escrever tudo o que penso!

2008-06-22



Versos não me dão dinheiro
Nem os faço pró ganhar;
Cada verso é um companheiro
Que revela o meu pensar.


Lembro-me o encontrar à porta de sua casa, lembro-me da rima fácil, lembro-me dos quadros que pintava, quase sempre a pesca como motivo. Conheço apenas duas excepções: uma flor, a que mais tarde acrescentou uma jarra a pedido de minha mãe, e uma imagem da Baixa da Banheira, feita a pedido da Junta de Freguesia, com base numa fotografia antiga.

O Ginásio Atlético Clube e a Junta de Freguesia publicaram em "Gaiola de Palavras", uma colectânea de poemas, teatro, contos, criticas e narrativas de José Vicente, banheirense, operário corticeiro que para subsistir foi pescador, pintor e construtor de gaiolas.
A TorresTV parece-me um projecto muito interessante. Se a nível meramente local me parece difícil desenvolver-se por cá um projecto semelhante, já ao nível regional...

2008-06-18







Ex.mºs Sr.s


Solicitamos divulgação e convidamos vossas excelências a estarem presentes:

Debate - Não ao tratado federalista, neoliberal e militarista!

No dia 20 de Junho (6ª Feira), pelas 21 horas no Moinho de Maré em Alhos Vedros, a Comissão Concelhia da Moita do PCP no âmbito da preparação do XVIII Congresso, organiza o Debate – “Não ao tratado federalista, neoliberal e militarista!”, com a participação de Pedro Guerreiro, Deputado no Parlamento Europeu.

Os melhores cumprimentos
O Tratado dos Tratantes

Não é de agora o sonho de alguns ditos europeístas (pela própria boca), também apelidados de democratas (pelas mesmas cordas vocais), de aprofundar o neoliberalismo, o federalismo e o militarismo na Europa. Esses “europeístas”sofreram uma pesada derrota em 2005, quando os povos francês e holandês votaram não a estas ideias. Mas o sonho não morreu aqui e nestes últimos tempos, com uma operação de cosmética, estes senhores tentaram impingir, sem discussão e sem votação, sem ter em consideração a vontade dos povos, estas ideias novamente, mudando-lhe apenas o nome para Tratado de Lisboa.
Há dias, o povo irlandês, o único até agora a ser chamado a pronunciar-se sobre o Tratado disse que não o queria e enviou estas ideias bolorentas e bafientas para o caixote do lixo da História. Por aqui se percebe o medo destes europeístas pela vontade do povo!
Em Portugal, todos os partidos prometeram referendar estas ideias, mas quando chegou a altura, PS, PSD e CDS-PP com a bênção de Manuel Alegre mais uma vez, deram o dito por não dito e entenderam não cumprir a promessa, comportando-se como autênticos tratantes. Bem podem agora gritar aos sete ventos que estão preocupados com o deficit democrático na construção europeia (mais um) e com o pouco conhecimento que os europeus possuem sobre estes assuntos, quando isto acontece devido às suas práticas pouco claras.
Relembro aqui que para o Tratado ser válido é necessário que todos os países o aprovem, o que já está fora de questão. Como sempre, os espertos, os tratantes fazedores de tratados, querem contornar a lei e a ordem e fazer ressuscitar o defunto tratado, talvez tentando não comprometer a carreira política de José Sócrates, padrinho do texto. Alguns sugerem que a Irlanda mude de Constituição, outros que a Irlanda fique de fora deste processo e outros ainda, que se continue a ratificar o tratado, mesmo quando este está juridicamente morto e por último, os mais espertos, os verdadeiros tratantes são da opinião que se faça nova votação na Irlanda até que se vença este povo pelo cansaço.
A resposta que o povo da Irlanda deu é uma vitória de todos aqueles que lutam para travar a ofensiva contra os direitos sociais e laborais, pela negociação colectiva, por serviços públicos de qualidade, entre outras conquistas dos trabalhadores e dos povos. Esta Europa pouco democrática que agora sofreu esta pesada derrota, que quer prolongar o tempo de trabalho semanal até às 65 horas, num claro retrocesso civilizacional, não é a Europa da solidariedade, da justiça social, da paz e do progresso é uma Europa do capital, dos mais fortes, daqueles que exploram e oprimem. Esta Europa não serve e não pode ser imposta. É agora a altura de todos os europeus discutirem os caminhos para uma Europa de cooperação, de respeito pelo princípio dos Estados soberanos e iguais em direitos, no desenvolvimento e progresso.
Neste sentido e colocando em prática aquilo que defendemos, o Partido Comunista Português irá realizar no âmbito da preparação do XVIII Congresso, no dia 20 de Junho pelas 21 horas, no Moinho de Maré em Alhos Vedros, um debate sobre este tema que contará com a presença de Pedro Guerreiro deputado no Parlamento Europeu.
Por último e para que não fique tanto por dizer, esta vitória do Não é no nosso país uma derrota de José Sócrates, de Cavaco Silva, do governo, do PS, PSD e CDS-PP e espera-se que agora tenham aprendido a lição: Mentir não compensa, ainda que se tenham desculpas engenhosas para o fazer!

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP

2008-06-10


Cavaco Silva:Dia da Raça
Colocado por e5uf2


“Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, ou como uma gafe elucida acerca da substância política do Sr. Presidente da República.


O homem que se mostrou indignado porque os jovens portugueses não sabem o que é o 25 e Abril, o homem que ignorou um dos maiores símbolos da revolução ao apresentar-se nas comemorações oficiais do 25 de Abril sem um cravo, um homem que não só elogia “a obra” de Alberto João Jardim como despreza a Assembleia Regional da Madeira, o homem do “deixem-me trabalhar”, já tem idade suficiente para saber o que significa o “Dia da Raça”.

2008-06-04

Este texto pode ser lido no blogue mitos climáticos e parece-me que deve ser lido por muitos.


A propósito da publicação em português de "A Ficção Científica de Al Gore", recebemos do Sr. Prof. Doutor José Delgado Domingos, do Instituto Superior Técnico, uma notável manifestação de apreço pelo seu conteúdo. Transcrevemo-la sem comentários:

Caríssimo Rui Moura
Agradeço-lhe sinceramente a oferta de «A Ficção Científica de Al Gore», por duas razões: A primeira pelo livro em si que desconhecia e foi uma revelação; A segunda , como cidadão pelo importantíssimo contributo que deu, com a sua tradução e o pertinente prefácio e notas, para a discussão séria e aprofundada deste tema entre os que falam português e correm o sério risco de ceder à tentação de deixar de pensar a troco das ilusões e das miragens prometidas por pseudo certezas científicas e revoluções tecnológicas.

Devo acrescentar que irei recomendar vivamente este livro aos alunos de doutoramento no IST nas aulas que lhes vou dar, para não referir já todos os conhecidos e amigos que vou encontrando e se interessam por estes temas.
Mais uma vez um muito grande obrigado e um forte abraço do

José Delgado Domingos

O Prof. Delgado Domingos informou ainda, posteriormente, que vai recomendar o livro aos seus alunos de doutoramento do Massachussets Institute of Technology/IST.

Por imperativo de justiça o co-tradutor Jorge Pacheco de Oliveira tem de ser associado a este acontecimento.
Um exemplo de uma política diferente – Transportes


Os transportes são um “instrumento” fundamental para o desenvolvimento económico e social e são o factor mais importante para a mobilidade das pessoas e mercadorias. Esta actividade contribui com cerca de 4% para a Economia Nacional, considerando o Valor Acrescentado Bruto, mas indirectamente suporta muitas outras.

Se considerarmos os números de tráfego, constatamos que anualmente são transportados 1,3 mil milhões de passageiros e 420 milhões de toneladas de mercadorias, essencialmente através de transportes rodoviários, com apenas 25% dos passageiros e 2% das mercadorias por ferrovia.
Com a Revolução de Abril criou-se um sector público de transportes muito forte, que nos últimos 31 anos de política praticada pelo PS, PSD e CDS-PP, foi desmantelado e entregue a privados, o que afectou e muito o sector e por consequência a mobilidade dos portugueses e a economia nacional. Desde a destruição das empresas públicas da Marinha Mercante, num país de grande tradição marítima e com uma importante Zona Económica Exclusiva, passando pelo desmembramento e posterior privatização da Rodoviária Nacional, pelo divisão da CP, pela integração da SOFLUSA na TRANSTEJO para futura privatização, pela segmentação da TAP com entrega de sectores ao capital estrangeiro com a intenção de privatização, pela cisão da empresa responsável pela gestão das infra-estruturas aeroportuárias e controlo do tráfego aéreo (ANA-EP) para futura privatização, pela redução e abandono da actividade portuária, pela redução sistemática de carreiras pelas empresas concessionárias, que trabalham a seu belo prazer visando o lucro sem garantir um serviço público de qualidade e sem intervenção do governo, pela asfixia do sector TAXI, pela deficiente atribuição de indemnizações compensatórias às Empresas Municipais de transportes das poucas Câmaras Municipais que as possuem, com especial relevo para a Câmara Municipal do Barreiro e, por último, pela prática de tarifários incrivelmente altos sem que o governo interfira (em alguns casos algumas pessoas gastam cerca de 30% do salário em deslocações para o trabalho).

Com este cenário como é que alguém vem falar, de uma forma séria, em soluções de transporte que passem pela criação de carreiras de mini-autocarros para pontualmente resolverem este ou aquele problema, ao mesmo tempo que não defende realmente uma política de interesse público, com uma rede de transportes que cubra o território e que seja acessível às pessoas?
O PCP propôs por mais do que uma vez que os processos de redução de pessoal e despedimentos das companhias parem, que se fortaleça e não privatize as Empresas Públicas, que se faça um Plano Nacional de Transportes e que se instale finalmente as Autoridades Metropolitanas de Transportes com a participação das autarquias, representantes dos trabalhadores e utentes, reduzindo o preço dos bilhetes e alargando as zonas de influência dos passes sociais (no nosso concelho a população sabe como esta medida é importante). Estas propostas não foram consideradas!

Com este rumo, que é exactamente o contrário do que os sucessivos governos fizeram nos últimos 31 anos, com especial relevo para os do partido socialista, teríamos uma política de defesa do interesse público. Não vamos lá com medidas de cosmética, com propostas eleitoralistas, é necessário criar uma estratégia nacional, coerente e harmoniosa, suportada por uma outra política, por uma política diferente. Para tal, já o nosso município contribuiu no âmbito do Programa TRAMO– Transporte Responsável, Acções de Mobilidade e Ordenamento, em conjunto com as Câmaras Municipais do Barreiro e Loures, com um Manual de Metodologia e Boas Práticas para a Elaboração de um Plano de Mobilidade Sustentável que pretende constituir-se como um importante instrumento de apoio à concretização de Planos de Mobilidade mais eficazes, tornando-os elementos fundamentais nas políticas urbanas dos municípios, contribuindo para o planeamento integrado dos transportes, num esforço de prioridades específicas relacionadas com a mobilidade sustentável, especialmente as que tiverem consequências directas no aumento da qualidade de vida das populações, visando a melhoria da eficácia das políticas e instrumentos de desenvolvimento regional. Só falta agora que o governo perceba os seus erros, que os reconheça e corrija, seguindo os bons exemplos.

Nuno Cavaco
Membro da Direcção Regional de Organização de Setúbal
do Partido Comunista Português

2008-06-03

As preocupações

Anda muito "boa gente" preocupada com a subida da esquerda. Mário Soares considera que esta subida é um sério aviso e alerta para que o governo contemple agora a política social …

Mas considerando os dados (Marktest), a CDU com 12,8 % e o Bloco de Esquerda com 11,3%, com uma dinâmica de crescimento vincada, chegam quase aos 25% das intenções de voto, o que a acontecer inviabiliza uma maioria absoluta. Boas notícias para os portugueses atendendo ao que o governo socialista tem feito.

2008-06-02

Comemorações do Dia Mundial da Criança e do Dia Mundial do Ambiente |
6 de Julho - Parque José Afonso, junto ao Clube do Rio- das 10H às 19H

Ateliers
Música e Dança
Insufláveis
Animação
Largada de Balões
Jogos Didácticos

No período nocturno, pelas 21H30, terá lugar um debate sobre Clima.

Organização-JF Baixa da Banheira e JF Vale da Amoreira

Apoios-Câmara Municipal da Moita, Comunidade Escolar, Movimento
Associativo, Amarsul, PSP e Agência de Energia Barreiro-Moita

www.jfbb.pt