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2009-05-04



Workshop
PREPARANDO AS VISITAÇÕES DA ORDEM DE SANTIAGO

Data: 6 de Maio, 21:00h
Local: Moínho de Maré – Largo do Descarregador em Alhos Vedros
Organização: Alius Vetus - Associação Cultural História e Património
Entrada: livre e aberta a todos

Enquadramento
Vem aí mais um evento de recriação histórica em torno da “feira medieval”, onde se pretende evocar anualmente acontecimentos que tenham marcado a história local ou regional. Em 2008 foi escolhido o tema da decisão histórica tomada por D. João I em Alhos Vedros, de partir para a conquista de Ceuta, dando assim início à epopeia dos Descobrimentos. Em 2009 pretende-se recordar as VISITAÇÕES da ORDEM de SANTIAGO, tema que constitui também um bom pretexto para divulgar o património de Alhos Vedros.

Objectivos
Com este encontro, que decorrerá em formato coloquial de workshop, pretende-se conhecer melhor os que eram as Visitações e criar condições para extrair dos dados históricos elementos que permitam colocar a história local de novo na rua, tornando-a cada vez mais objecto de interesse popular.


PROGRAMA

21:00h
Introdução e moderação: Paula Silva (Pres. Mesa Assembleia Geral)

Apresentação do Programa da feira: Vítor Cabral (Presidente da Direcção)

Introdução à Ordem de Santiago e Visitações
Prof. Doutor António Ventura, investigador em História Local e Regional

Visitações a Alhos Vedros – A visitação que fez D. Jorge, filho d'El Rei D. João II
Victor Manuel Dias da Silva, autor do livro As Visitações da Ordem de Santiago, as Igrejas e Ermidas, Capelas e Confrarias do Concelho de Alhos Vedros e do Concelho da Moita, Edição do próprio, 2008.

Da investigação em história à recriação didáctica
Representante do Serviço Educativo do Museu da Câmara Municipal de Palmela (a confirmar)

Debate

23:00h Encerramento

2008-09-21

Posso estar enganado, mas parece-me que passados 100 anos o tirocínio continua sob a mesma forma. Não tenho dúvidas (nem posso) de que, com o apoio de “um Estado pluricontinental e multirracial” e “orgulhosamente só”, a CUF foi uma grande empresa, e não só a nível nacional. O meu lamento vai para o que das comemorações oficiais dos “100 anos da CUF” transpira, e que se centra com tanto afinco na figura e na obra de Alfredo da Silva e muito menos nos milhares de trabalhadores que estiveram na base deste império industrial.

A CUF não pagava melhor por generosidade, mas por necessidade em convencer portugueses a trocar uma miséria rural em que sobreviviam pela miséria urbana em que passaram a viver. Foi assim que o Barreiro cresceu e a Baixa da Banheira nasceu. Os bairros operários, e os não distantes bairros dos engenheiros, foram peças de um ardil de um império que se coseu à base de muito suor, GNR e PIDE em porções empiricamente estudadas, sempre avaliadas ao menor sinal de que o caldo não teria o tempero correcto.

A tão valorizada “obra social” foi também um engenho bem pensado e oleado. A medicina no trabalho e apoio à maternidade porque empregados saudáveis e pais descansados produzem mais, um sistema de ensino pronto a fornecer a mão-de-obra qualificada que a empresa necessitava, e uma despensa onde muitos produtos à disposição permitiam à empresa reaver rapidamente muitos dos valores despendidos em salários. E só é de admirar que passados tantos anos, ainda anda por aí muita gente com responsabilidade, de gestão e não só, que não percebeu isto. Afinal este era o país do Fado, Futebol e Fátima, e se dos dois primeiros (especialmente do segundo) o Barreiro não se podia queixar, para a Baixa da Banheira ainda foi encomendada a terceira, com os resultados que se conhecem.

Eu também estou grato à CUF, basta comparar com as corticeiras que abundavam por aqui e onde a miséria era ainda maior, mas sei o que isso custou a muitos que por lá deixaram anos e saúde. Sei, por exemplo, que alguns dos grevistas de 1943 que foram presos em Caxias, quando foram libertados mais de um ano depois e sem julgamento, ao chegaram a casa já nem os filhos os conheciam, e depois foram anos até arranjar outro emprego, porque a fama de grevista é coisa que se cola com muita facilidade mas não é com sabão que se tira. Sei que alguns trabalhadores não chegaram à reforma porque da química já se sabe que os ácidos e as bases nem sempre se combinam nas proporções correctas, e dentro do pulmão é muito mais difícil contar até 3. Não esqueço o país e a época em que a empresa se desenvolveu e também por isso estou grato à CUF, mas mesmo assim, a herança ainda é pesada.

Na passada época futebolística fui assistir ao grande derby barreirense. À chegada cruzei-me com dois adeptos, cada um com o seu cachecol e cada um com a uma bancada de destino. No "até já" entre dois amigos lá veio a memória de outros tempos: “Não te esqueças de mandar um beijinho ao Engenheiro!”, troçou o de vermelho...

2008-05-04

A CUF foi a razão do aparecimento desta terra, e por aqui todos tivemos amigos e familiares que trabalharam nas fábricas. O depoimento Ercília Talhadas relembra-nos da nossa história local.

2007-09-29

Cheguei agora do seminário ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA, e gostei bastante das duas primeiras apresentações. À tarde lá estarei novamente.

2007-09-27

Os Amigos da Histório Local vão apresentar no próximo sábado, dia 29 de Setembro o seminário ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA, com o seguinte programa:


ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA
Centro Paroquial de Alhos Vedros - 29 de Setembro de 2007

9:30h - Abertura pela Comissão de Organização

9:45h - Geologia, espaço e ocupação. As primeiras comunidades
António Gonzalez e Tiago do Pereiro

10:15h - Romanos e árabes, um vazio histórico?
Luis Barros e António Gonzalez

10:45h - Intervalo para café

11:10h - A história de Alhos Vedros através dos documentos.
José Vargas

11:40h - Genealogia de Alhos Vedros desde o século XVI.
João Gaspar

12:10h - Debate

12:30h - Intervalo para almoço

14:30h - A Igreja paroquial de Alhos Vedros nas últimas décadas
Padre Carlos Alves

15:00h - Alhos Vedros no contexto económico da margem esquerda do estuário no Antigo Regime.
António Ventura

15:30h - Intervalo para café

16:00h - Projectos Municipais de Valorização e Recuperação do Património.
Vereadora Vivina Nunes

16:30h - Apresentação da nova associação ALIUS VETUS - Associação Cultural História e Património.
Vítor Cabral

17:00h - Recriação Histórica - cultura, turismo e cidadania.
Grupo Passado Vivo

17:30h - Debate e Encerramento

18:30h - Taverna Medieval (feveras assadas e animação, à volta da fogueira)

Organização: Amigos da História Local

Apoios:

Agrupamento de Escuteiros nº 688 do CNE
ALIUSVETUS - Associação Cultural História e Património
Câmara Municipal da Moita
CACAV – Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros
Centro Social Paroquial de S. Lourenço de Alhos Vedros
Junta de Freguesia de Alhos Vedros
Paróquia de S. Lourenço de Alhos Vedros
Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia