blog de encontro onde se discute a Baixa da Banheira, sem falsas isenções, porque só é isento quem não tem opinião
2010-02-23
No âmbito do debate do Orçamento do Estado para 2010, o Grupo Parlamentar do PCP questionou esta quarta-feira o Senhor Ministro da Administração Interna na Comissão de Orçamento e Finanças sobre as claras necessidades de reforço de efectivos, meios e instalações das Forças de Segurança no Distrito de Setúbal.
Como então sublinhámos, a colocação de efectivos na Região, que tantas vezes tem sido referida pelo Governo, está muito aquém de responder às reais necessidades que se fazem sentir, quer do ponto de vista dos rácios de efectivos considerados aceitáveis face ao número de habitantes, quer da criação de condições que reforcem ou possibilitem de facto a importantíssima vertente do policiamento de proximidade. O que coloca a exigência de medidas consequentes, que correspondam de facto à adequada colocação de efectivos para a segurança das populações.
Suscitámos ainda a questão das necessidades que subsistem ao nível de instalações das Forças de Segurança, destacando os exemplos concretos do Posto da GNR do P.I.A. no Monte da Caparica (Concelho de Almada), do Posto da GNR na Moita ou da Divisão da PSP do Seixal, ou desde logo do Comando Distrital da PSP de Setúbal. E chamámos ainda a atenção para a necessidade muito objectiva de medidas ao nível da renovação da frota automóvel, designadamente da GNR no Distrito, garantindo melhores condições de trabalho para os profissionais desta Força.
Ora, o que se verificou na reunião foi que o Senhor Ministro da Administração Interna deixou sem resposta a generalidade das questões que o PCP suscitou nesta matéria. E limitou-se a referir a situação específica que colocámos sobre a necessidade de instalações para a GNR no P.I.A./Monte da Caparica, afirmando que o posto será inaugurado este ano. Tratou-se certamente de um lapso ou de deficiente informação do Senhor Ministro, na medida em que nenhuma obra está a ser realizada naquela área, e o posto da GNR com jurisdição naquela área continua a ser o da Trafaria.
O Senhor Ministro terá eventualmente confundido o Monte da Caparica com a Costa da Caparica, onde, aí sim, sabemos que estão a ser ultimadas as instalações da GNR. No entanto, não foi possível esclarecer esse erro, já que o Senhor Ministro respondeu apenas na fase final da reunião, e após insistência do PCP.
Quanto às restantes questões, o Senhor Ministro, repetimos, não adiantou esclarecimentos.
Assim, ao abrigo do disposto na alínea d) do Artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e em aplicação da alínea d), do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento da Assembleia da República, perguntamos ao Governo, através do Ministério da Administração Interna, o seguinte:
1. Que medidas serão desenvolvidas pelo Governo para o reforço de efectivos das Forças de Segurança (PSP e GNR) no Distrito, particularmente nos concelhos da Península de Setúbal, com vista ao cumprimento dos rácios definidos de agentes/habitantes e ao desenvolvimento do policiamento de proximidade?
2. Que medidas serão desenvolvidas pelo Governo para a renovação da frota automóvel das Forças de Segurança na Região e demais equipamento operacional?
3. Que medidas serão desenvolvidas pelo Governo ao nível do investimento em instalações para as Forças de Segurança no Distrito, para garantir plenamente a missão policial e as condições de trabalho condignas para os profissionais que aí cumprem a sua missão?
2010-02-05
2010-01-05
petição pública a favor da verdade desportiva.
2010-01-03
3.700 euros de aumento
Quem não queria um patrão assim?2010-01-01
E que época magnífica foi essa em que a Humanidade encontrou "justiça e paz"?
2009-12-16
"O incremento de emissões de dióxido de carbono no período natalício, causado pela circulação automóvel, aumento do consumo de coisas feitas à base de emissões de dióxido de carbono e iluminações natalícias poderá não ser sustentável.
A este ritmo, num horizonte de 10 anos o permafrost onde assentam os alicerces da casa do Pai Natal poderá estar completamente derretido, causando o seu afundamento, assim como a neve envolvente, essencial para o trenó ganhar velocidade antes da descolagem."
A fonte é a mesma, credível e isenta!

Segundo uma fonte muito credível e isenta, Portugal não é afectado pelo aquecimento global. Bem podem vir com o climategate, com provas irrefutáveis de que o clima não se alterou a nível global, que agora e, depois da tomada de posição deste importante órgão de comunicação social, a verdade está à tona.
Sei que depois disto a ciência vai voltar a ser a lanterna do desenvolvimento e que a velha escola do dogmatismo do lucro fácil vai sofrer um enorme contratempo.
2009-11-26
2009-11-25

Depois de algum tempo a ler alguns artigos sobre o caso, percebi que se tratava de uma reestruturação na empresa ao nível da flexibilidade laboral. A France Telecom que tem 100 mil funcionários é controlada em 25% pelo estado e os restantes pelo privado, tem por objectivo modernizar-se, por causa da concorrência de mercado, naquela que já é o terceiro operador de telemóveis da Europa e o primeiro no acesso à internet. Aos empregados foi-lhes pedido que mudassem de funções de modo a que empresa obtivesse uma melhor rentabilidade dos seus recursos humanos, e foi exactamente aqui que começaram os problemas entre os trabalhadores e os seus patrões. Muitas das pessoas estavam a fazer o mesmo serviço à anos e não se conseguiram adaptar às transferências de local de trabalho e às novas funções destinadas, com a mesma habilidade e mobilidade a que estavam habituados e que os seus chefes exigiam, o que levou a que muitos deles começassem a cair em depressões e consequente suicídio. Como por exemplo podemos citar aquele funcionário que operava na colocação dos cabos de distribuição da rede e foi mandado para a frente de um computador, tecnologia que não estava habituado a utilizar e lhe exigiam a mesma rentabilidade que os colegas que estavam habituados a funcionar naquele sistema, foi fatal, passado algum tempo veio para a baixa com depressão e como não conseguia ter a outra vida, colocou um ponto final na mesma.
Este caso é bem demonstrativo da mudança de valores em curso na sociedade ocidental devido ao avanço tecnológico que ela própria imprime. Num mundo globalizado a velocidade é a garantia do sucesso ou da morte de um produto. Escolher entre a morte de um produto ou de uma pessoa, é com certeza inquestionável que escolhemos a morte do produto, ou não! Se no caso da France Telecom, o produto pode matar a fome a alguns milhares, porque não sacrificar uns quantos em prol do progresso, ou será antes retrocesso? No inicio da revolução industrial as pessoas vinham trabalhar para as linhas de montagem das grandes industrias citadinas em prol do mesmo progresso. Agora, a diferença em relação a essa altura está somente no calendário. Pois, apesar de cada vez mais existir tecnologia para “substituir” as pessoas, paradoxalmente estas sentem-se cada vez mais pressionadas a produzir. Não sei qual será o beneficio que a sociedade retirará deste ritmo, onde por motivos de concorrência, o homem passa por cima dos valores criados por si, mas nunca, ou quase nunca, cumpridos, onde a única regra a cumprir é aquela que lhe dá (ao homem) mais jeito no momento. Mau principio num mundo que se quer regrado e vê nestes “pequenos” exemplos como as coisas caminham para trás. Uma empresa que trata os seus trabalhadores com a frieza dos esclavagistas, onde as pessoas são tratados como números sem direitos cuja as única opção se não aceitarem o proposto é a rua. Temo que este caso seja apenas a ponta de imenso icebergue mundial, que com certeza haverá muitas outras “france Telecoms” ou até empresas de um universo mais pequeno onde existirão casos de suicídios dos funcionários, é que apesar de todas as criticas que se possam apontar, estamos a falar de um pais pioneiro na emancipação do homem, onde ainda prevalecem alguns valores, se assim não fosse nunca este assunto teria a importância que lhe é dada. Este é um problema bem presente na também na realidade portuguesa, onde por vezes ouvimos falar de uma pessoa que se suicidou, atirando-se da ponte, para linha do metropolitano, com comprimidos, etc, sem nunca sabermos as causas. É caso para dizer pré fraseando um trabalhador da France Telecom, "Que sociedade estamos a construir? Que mundo vem aí?", bom não me parece!
O paradigma do 11 de Setembro deu-nos a ver o que as minorias feridas no seu orgulho são capazes de fazer com poucos recursos, criando e seguindo as suas próprias regras. Penso que o homem, de uma forma lata, devia preocupar-se e respeitar mais o próximo do que tentar impingir o seu modelo, com a finalidade de simplesmente extorqui-lo da sua dignidade e identidade, que de facto tem demonstrado que ele mesmo não a tem, pois o que define o nosso carácter são as regras, e quem anda sempre a mudá-las não tem personalidade, e sem personalidade não existe identidade, somente o caos. A relação deste exemplo com o caso da France Telecom tem a ver com a conduta como muitas pessoas se regem, principalmente quando existe muito dinheiro em jogo. A ganância cega que subestima sempre o valor dos outros, esquecendo por completo que uma acção provoca, mais cedo ou mais tarde, uma reacção, no caso dos franceses, eles já bem o demonstraram ao longo da sua História.

