2007-04-30










Marta Harnecker escreveu um livro «Tornar Possível o Impossível: a esquerda no limiar do século XXI» que agora me foi dado a ler por um amigo, uma amigo verdadeiro, daqueles que primeiro nos critica e ensina e só depois nos felicita (nas raras vezes que o pode fazer). O livro "pequena" obra da autora, retrata os seus pensamentos sobre o mundo desde o que nos levou até aqui e para onde poderemos ir. Tornar possível o impossível sempre foi uma questão de tempo mas, de tempo consciente, do tempo das lutas e do trabalho.


Ao meu amigo Manuel um abraço.




21º Aniversário da CACAV

"NOITE DE LUA CHEIA"

"Em Maio Vamos Cantar Zeca Afonso"

No decorrer do mês de Maio/2007, vamos comemorar o 21 º Aniversário da CACAV.

Vamos festejar 21 anos de um percurso colectivo, feito de encontros, amizades e tantas descobertas, que nos levam a ter saudades do futuro.

Foi no dia 9 de Maio de 1986, que "nasceu" a CACAV, passados 3 anos de gestação.O caminho já vai longo, com muitas encruzilhadas, e muitos acrescentos que fizemos à nossa vida.
Apesar de tudo, temos motivos para sorrir!

No próximo dia 12 de Maio (Sábado), convidamos todos os sócios e amigos, a participarem na "Noite de Lua Cheia", que terá lugar na antiga fábrica da Guston, pelas 22 horas.
Vamos estar juntos, com a poesia à solta dedicando a Zeca Afonso, um momento muito especial!

Programa forte, bastantes surpresas e alegria com lotação esgotada!

Apareçam e tragam amigos!


Saudações!

A Direcção da CACAV
Esta decisão do Governo encerra em si algumas questões interessantes.

A primeira é a transferência da decisão final sobre a aprovação de "todos os tipos de planos municipais: planos de pormenor, planos de urbanização e planos directores municipais" para um órgão político não eleito mas escolhido pelo Governo. No fundo será sempre o Governo a decidir, mas sem os inconvenientes de uma ou outra decisão mais polémica. Fossem as CCDR's órgãos eleitos e esta questão, provavelmente, já não se colocaria.

Mas certamente que o efeito mais importante desta decisão prende-se com a clara responsabilização dos órgãos locais (Comissões de Coordenação Regionais e Municípios) com o ordenamento do seu território. Sendo um PDM um documento técnico, descreve um conjunto de opções políticas de gestão do território, opções essas que são da responsabilidade das Câmaras Municipais mas enquadradas em Planos Regionais de Ordenamento do Território (PROT). Assim, é lógico que a sua gestão seja da responsabilidade das entidades que estão no terreno, e para a qual deverão ter as competências necessárias.

Mas a responsabilização (como conceito abstracto) conduz a um maior poder, e quanto maior for esse poder maior deverá ser o cuidado de quem o exerce, não porque uns poderes sejam mais importantes que outros mas porque os seus efeitos são mais extensos. Aplicando esta ideia às medidas anunciadas pelo Governo, cabe agora às Autarquias ter (ainda mais) cuidado com o seu território. E porque os pequenos poderes não são menos importantes, cabe a todos nós sociedade, a responsabilidade de estarmos atentos ao nosso espaço, de o discutirmos abertamente e de intervir na sua gestão. Poderão dizer que até agora já era assim, é verdade, também concordo, mas agora a responsabilidade é maior. A isto chama-se Democracia e é imperativo que a saibamos honrar.

2007-04-26


Comemorações do 25 de Abril no parque José Afonso

2007-04-24


Lembram-se? Eles andam aí. Começam de mansinho a escrever coisas do tipo: "Era um poder autista, fechado sobre si mesmo, só amigo de uma elite que entrava nos seus negócios, que distribuia lugares só a quem tinha cartão da UN, monopartidário, impermeável às críticas e que perseguia e procurava caluniar quem discordava das suas opiniões." e depois escrevem outras tipo: "Para fingir que tem algo a dizer sobre o assunto, mas principalmente com o objectivo de denegrir a imagem de quem está a colocar de pé um acontecimento desta monta, deu ordem para os aparelhistas de 2ª e 3ª linha produzirem prosas sobre o tema, onde a qualidade técnica roça o zero e a opinião política impera, mas onde se nota principalmente o acinte, a raiva e o desejo de amesquinhar e denegrir quem incomoda.",ou seja, quem discorda de nós deve ser calado ou ridicularizado. Fracos de espirito que não suportam a diferença de opiniões. Assim e para disfarçar vêm falar do 25 de Abril, da liberdade, da opinião, quando se julgam superiores. O 25 de Abril é do povo e não dos pseudo mestres escola. Amanhã, dia 25 de Abril aproveitem e façam uma auto-critica, tipo daquelas que costumam fazer a quem discorda das vossas opiniões.
Viva a liberdade que me permite discordar e que permite que discordem de mim.
Ecce Homo

Desbaratamos deuses, procurando
Um que nos satisfaça ou justifique.
Desbaratamos esperança, imaginando
Uma causa maior que nos explique.

Pensando nos secamos e perdemos
Esta força selvagem e secreta,
Esta semente agreste que trazemos
E gera heróis e homens e poetas.

Pois Deuses somos nós. Deuses do fogo
Malhando-nos a carne, até que em brasa
Nossos sexos furiosos se confundam,

Nossos corpos pensantes se entrelacem
E sangue, raiva, desespero ou asa,
Os filhos que tivermos forem nossos.

José Carlos Ary dos Santos
Gueorgui Pinkhassov

Portugal visto por alguns fotógrafos da Magnum.


As nossas caixas de comentários não são um wc canino.
Obrigado

2007-04-23

Atletas do Ginásio Atlético Clube da Baixa da Banheira Campeões Nacionais no Campeonato Nacional de Duplo Minitrampolim e Tumbling.

Humberto Cantante no Tumbling e Cátia Alves no Duplo Minitrampolim estão de parabéns.
Um gajo que fez parte do governo de Durão Barroso, com a Manuela Ferreira Leite como Ministra das Finanças, devia era estar muito caladinho quando é de crescimento económico e de obsessão pelo défice que se fala. A bem da democracia...
Igreja da Baixa da Banheira

2007-04-22


Esta semana reparei que esta casa histórica da Baixa da Banheira ostenta um placar onde se publicita o pedido de licenciamento para "edifício plurifamiliar".

Não me lembro de alguma vez ter visto aquela casa habitada e o espaço encontra-se degradado há muitos anos, mas nem assim a sua beleza deixa de me impressionar. Mesmo sabendo que a futura ligação ferroviária a Lisboa possa aguçar o apetite de quem ali quer construir, o que aqui proponho é simples e nada original: que não se permitam alterações de grande relevo na fachada neste e noutros edifícios das imediações.

Há já muitos anos que não é possível manter uma rua inteira com as habitações térreas iniciais, mas ainda é possível pontualmente manter alguns espaços e edifícios que pelas suas linhas sejam relevantes. De memória lembro-me rápidamente de alguns, e este é sempre um dos primeiros, não só pelo edifício em si, mas como pelo local onde está implantado. Do outro lado da Rua do Trabalhador estão logo alí a barbearia e a antiga taberna do Barbosa, do outro lado da Praceta de Portugal estão edifícios altos mais recentes, e no meio da rotunda está plantada uma árvore (araucária excelsa) e o busto do Padre José Feliciano.

2007-04-21

O conjunto de armas - de diversos portes, natureza e calibre - e munições apreendido aos 31 arguidos integra cerca de dezena e meia de armas de fogo, explosivos, mais de um milhar de munições de vários calibres, dezenas de armas brancas, soqueiras, mocas, bastões, tacos de basebol e aerossóis

Eram todos bons rapazes, e acima de tudo, bons democratas .
25 de Abril, 33 anos depois
Alguém se lembra como era dantes?

Não se pense que tudo era mau. Até final dos anos 60, Portugal manteve-se, em muitos aspectos, na «pole position» dos países europeus ocidentais (ver António Barreto, "Mudança Social em Portugal: 1960-2000", in “Portugal Contemporâneo”, coordenação de António Costa Pinto, Dom Quixote, 2004). Assim: era o único império colonial sobrevivente; podia orgulhar-se do ditador com mais anos no poder; apresentava as mais altas taxas de analfabetismo e mortalidade infantil; o menor número de médicos e enfermeiros por habitante; o mais baixo rendimento por habitante; a menor produtividade no trabalho; o menor número de estudantes no ensino básico e superior; o menor número de pessoas abrangidas pelos sistemas de segurança social, a menor industrialização e a maior população agrícola. No fundo, no fundo, números à parte, tratava-se de um paraíso verde. Além das paisagens bucólicas e das viúvas de portentos buços, havia Fátima, havia fado e havia futebol. E no que toca a futebol, Eusébio era o mais que tudo.

2007-04-19

Depois de despedido o director José António Teixeira, os novos patrões do DN continuam uma limpeza que direi eu, pelo menos, ideológica. Sem as opiniões de Joana Amaral Dias, Ruben de Carvalho e José Medeiros Ferreira a viragem à direita é notória.