No jornal "o rio", num artigo de opinião de Vitor Alves Pereira (pág. 5), remete para um blog http://montijo-blog.weblog.com.pt/arquivo/week_2006_11_05.html onde se publica um excerto de uma entrevista do responsável pelos Recursos Humanos do Grupo Volkswagen, que passo a colocar aqui:
Despedimentos de pessoal podem ser concretizados
Segundo comunicado a que tivemos acesso, onde é divulgada a tradução de uma entrevista à imprensa alemã, pelo responsável da gestão dos Recursos Humanos do Grupo VW, o despedimento de trabalhadores na Volkswagen Autoeuropa pode vir a tornar-se realidade. António Chora, membro da Comissão de Trabalhadores da Volkswagen Autoeuropa, alerta os trabalhadores da empresa para essa probabilidade.Divulgamos a passagem da referida entrevista, do Responsável da Gestão de Recursos Humanos do Grupo VW, onde pode verificar-se as suas preocupações com a situação das fábricas na Europa, nomeadamente em Portugal.
Excerto da entrevista
HAZ: Até agora a questão da redução de pessoal na VW só era referida para as fábricas alemãs. O que se passa com as fábricas na Bélgica, Espanha e Portugal?
Continuamos, de facto, com um problema na Europa Ocidental. Tal como na Alemanha iremos proceder a redução de pessoal. O mercado cresce em países como a Rússia, a Índia e a China e ao mesmo tempo, países como a Espanha perdem as suas vantagens económicas. Além do mais temos de terminar com a ocupação de apenas três quartos da capacidade das fábricas. Por isso iremos prosseguir com as reduções na Europa Ocidental.
HAZ: Isso significa encerramento de fábricas?
Já fiz encerramentos e trata-se de algo dramático. Se possível, queremos evitá-los.
HAZ: Como é que se adaptam sobre capacidades ao prolongamento do tempo de trabalho?
Tivemos de prolongar o tempo de trabalho para as 33 ou 34 horas, para conseguirmos ter custos horários competitivos. Simultaneamente reduzimos a capacidade através da redução de pessoal.
Gostava de saber se isto é verdade, ou não, até porque o blogue não refere a fonte, quer da imprensa, quer do comunicado.
blog de encontro onde se discute a Baixa da Banheira, sem falsas isenções, porque só é isento quem não tem opinião
2006-11-22
Eu, que raramente consigo ler os artigos do Pedro Rolo Duarte, aqui dou-lhe toda a razão.cartoon de António
O Pessoal da CM do Barreiro fez um mapa do concelho, com várias indicações a locais de interesse, etc e tal. ..Acontece que, nos arrabaldes da folha ainda incluem umas ruas da Baixa da Banheira, onde já detectei 2 erros: na Rua Fernando Pessoa, como vem indicado na figura (está rua José de Sousa!?!?) , e na Rua de Dio, que vem indicada erradamente como Rua de Goa (e que não está também indicado na figura porque só dei por erro enquanto estava a escrever estas linhas).
Não se dão prémios a que descobrir mais erros, mas pede-se ao pessoal da CMB que emende os mapas antes de os continuar a distribuir.
2006-11-21
A esta altura talvez seja interessante fazer um apanhado sobre como está a correr o processo de aprovação do Plano Director Municipal do nosso concelho.
Em 25 de Outubro, em reuninão extraordinária, a CMM aprovou Projecto de Revisão do PDM, que sofreu a contestação de alguns munícipes e algumas questões foram colocados pelos vereadores da oposição, conforme se descerve n'O Rio.
No Diário do Barreiro lê-se o seguinte:
"Na Discussão Pública da revisão do PDM foram apresentados 314 requerimentos no total, sendo 178 referentes a questões relacionadas com a proposta da delimitação da REN e as restantes 136 relacionadas com questões várias, enquadrando o ordenamento, os transportes, a área social e outros.
Ponderada a discussão pública, procedeu-se à alteração da proposta de Revisão do PDM, de modo a acolher as reclamações e exposições consideradas viáveis e justificadas tecnicamente.
Das reclamações consideradas, resultaram as seguintes alterações ao Projecto do Plano: 12 alterações ao perímetro urbano, seis das quais se reportam a terrenos e construções existentes localizados no Rego D’Água e as restantes seis em diversas áreas do concelho; cinco alterações respeitam à alterações de uso dentro do perímetro urbano; uma alteração sobre a UOPG 01 (Vale da Amoreira, junto ao nó do IC21); alterações aos limites da Reserva Ecológica Nacional na zona sul do concelho – Barra Cheia e Brejos da Moita, respondendo directamente a 13 reclamações e incorporando preocupações expressas em mais 127 reclamações que questionavam a proposta da REN para esta zona do concelho.
Após a sua aprovação pela Câmara Municipal, o relatório segue agora para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) para obter um parecer daquele organismo."
Entretanto, de um grupo de cidadãos que se opõe ao novo PDM recebemos mais um mail, com a informação que se segue:
"Exmºs Senhores,
Boa Noite,
É com gosto que divulgamos a seguinte Agenda de Reuniões de Delegações de Munícipes da Moita em São Bento, com diversos Grupos Parlamentares:
. Quarta-feira 22 Nov 2006 pelas 11 HH, uma Delegação de Munícipes da Moita será recebida no Gabinete do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda.
. Sexta-feira 24 Nov 2006 pelas 12 HH, uma Delegação de Munícipes da Moita será recebida em São Bento no Gabinete do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português.
. Terça-feira 28 Nov 2006 pelas 15 HH, uma Delegação de Munícipes da Moita será recebida em São Bento no Gabinete do Grupo Parlamentar do Partido Socialista.
Nestas ocasiões, prevê-se que os Moradores e Proprietários da Várzea da Moita, das localidades da Barra Cheia, Brejos da Moita e Rego d' Água, solicitem o apoio também do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista Português e do Partido Socialista para o imperativo da absoluta necessidade de ser assegurada a maior transparência e ser garantido o máximo respeito pela Lei em todo o Processo de Revisão do PDM da Moita.
Entretanto, é de prever que o Grupo Parlamentar do Partido Ecologista "Os Verdes" receba também ainda esta semana aqueles Cidadãos, em reunião de trabalho e informação igualmente em São Bento, no seguimento de pedido de audiência endereçado a cada um dos Partidos, sem excepção, a 6 Novembro corrente.
Recorda-se que:
. já a 14 do corrente se realizara uma Reunião com o Grupo Parlamentar do CDS-PP,
. e a 17 Novembro uma Reunião outra com o Grupo Parlamentar do PSD , sempre com a participação de Deputados desses Partidos.
Seguir-se-ão outras Reuniões, com Órgãos de Soberania, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo CCDR-LVT , com Associações Ambientalistas, a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza nomeadamente. Alguns desses encontros já estão com a agenda a ser coordenada.
Muito obrigado,
21 Nov 2006
O grupo de Moradores e Proprietários da Várzea da Moita
(Barra Cheia, Brejos da Moita e Rego d' Água)
varzeamoita@gmail.com
Em 25 de Outubro, em reuninão extraordinária, a CMM aprovou Projecto de Revisão do PDM, que sofreu a contestação de alguns munícipes e algumas questões foram colocados pelos vereadores da oposição, conforme se descerve n'O Rio.
No Diário do Barreiro lê-se o seguinte:
"Na Discussão Pública da revisão do PDM foram apresentados 314 requerimentos no total, sendo 178 referentes a questões relacionadas com a proposta da delimitação da REN e as restantes 136 relacionadas com questões várias, enquadrando o ordenamento, os transportes, a área social e outros.
Ponderada a discussão pública, procedeu-se à alteração da proposta de Revisão do PDM, de modo a acolher as reclamações e exposições consideradas viáveis e justificadas tecnicamente.
Das reclamações consideradas, resultaram as seguintes alterações ao Projecto do Plano: 12 alterações ao perímetro urbano, seis das quais se reportam a terrenos e construções existentes localizados no Rego D’Água e as restantes seis em diversas áreas do concelho; cinco alterações respeitam à alterações de uso dentro do perímetro urbano; uma alteração sobre a UOPG 01 (Vale da Amoreira, junto ao nó do IC21); alterações aos limites da Reserva Ecológica Nacional na zona sul do concelho – Barra Cheia e Brejos da Moita, respondendo directamente a 13 reclamações e incorporando preocupações expressas em mais 127 reclamações que questionavam a proposta da REN para esta zona do concelho.
Após a sua aprovação pela Câmara Municipal, o relatório segue agora para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) para obter um parecer daquele organismo."
Entretanto, de um grupo de cidadãos que se opõe ao novo PDM recebemos mais um mail, com a informação que se segue:
"Exmºs Senhores,
Boa Noite,
É com gosto que divulgamos a seguinte Agenda de Reuniões de Delegações de Munícipes da Moita em São Bento, com diversos Grupos Parlamentares:
. Quarta-feira 22 Nov 2006 pelas 11 HH, uma Delegação de Munícipes da Moita será recebida no Gabinete do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda.
. Sexta-feira 24 Nov 2006 pelas 12 HH, uma Delegação de Munícipes da Moita será recebida em São Bento no Gabinete do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português.
. Terça-feira 28 Nov 2006 pelas 15 HH, uma Delegação de Munícipes da Moita será recebida em São Bento no Gabinete do Grupo Parlamentar do Partido Socialista.
Nestas ocasiões, prevê-se que os Moradores e Proprietários da Várzea da Moita, das localidades da Barra Cheia, Brejos da Moita e Rego d' Água, solicitem o apoio também do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista Português e do Partido Socialista para o imperativo da absoluta necessidade de ser assegurada a maior transparência e ser garantido o máximo respeito pela Lei em todo o Processo de Revisão do PDM da Moita.
Entretanto, é de prever que o Grupo Parlamentar do Partido Ecologista "Os Verdes" receba também ainda esta semana aqueles Cidadãos, em reunião de trabalho e informação igualmente em São Bento, no seguimento de pedido de audiência endereçado a cada um dos Partidos, sem excepção, a 6 Novembro corrente.
Recorda-se que:
. já a 14 do corrente se realizara uma Reunião com o Grupo Parlamentar do CDS-PP,
. e a 17 Novembro uma Reunião outra com o Grupo Parlamentar do PSD , sempre com a participação de Deputados desses Partidos.
Seguir-se-ão outras Reuniões, com Órgãos de Soberania, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo CCDR-LVT , com Associações Ambientalistas, a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza nomeadamente. Alguns desses encontros já estão com a agenda a ser coordenada.
Muito obrigado,
21 Nov 2006
O grupo de Moradores e Proprietários da Várzea da Moita
(Barra Cheia, Brejos da Moita e Rego d' Água)
varzeamoita@gmail.com
2006-11-20
Nos últimos tempos tenho assistido a práticas na blogosfera que me parecem um tanto ou quanto ...
Retiram-se comentários do seu contexto, dando ênfase a parte destes comentários, insinuando que o autor dos comentários queria escrever algo completamente diferente do que escreveu.
Fazem-se ameaças e insinuações que mancham pessoas, aliás por tudo e por nada se fazem essas ameaças e se lançam calúnias, que nunca ou quase nunca são provadas.
Colocam-se etiquetas em blogues e nos "blogueiros" sem corresponderem à verdade.
Podia dar muitos exemplos mas isso serviria para alimentar ainda mais os hábitos que alguns têm de o fazer, no entanto deixo aqui o que penso, nas linhas que escrevi.
Concretamente ao banheirense, nunca tentámos recolher IP´S de ninguém, nem o iremos fazer como um comentador aqui sugeriu. Aqui as pessoas podem comentar tendo a certeza que não utilizamos métodos de detecção. Com isto não pensamos que somos melhores do que ninguém mas também não podemos admitir que nos acusem de algo que não fazemos, nem nunca fizemos.
Retiram-se comentários do seu contexto, dando ênfase a parte destes comentários, insinuando que o autor dos comentários queria escrever algo completamente diferente do que escreveu.
Fazem-se ameaças e insinuações que mancham pessoas, aliás por tudo e por nada se fazem essas ameaças e se lançam calúnias, que nunca ou quase nunca são provadas.
Colocam-se etiquetas em blogues e nos "blogueiros" sem corresponderem à verdade.
Podia dar muitos exemplos mas isso serviria para alimentar ainda mais os hábitos que alguns têm de o fazer, no entanto deixo aqui o que penso, nas linhas que escrevi.
Concretamente ao banheirense, nunca tentámos recolher IP´S de ninguém, nem o iremos fazer como um comentador aqui sugeriu. Aqui as pessoas podem comentar tendo a certeza que não utilizamos métodos de detecção. Com isto não pensamos que somos melhores do que ninguém mas também não podemos admitir que nos acusem de algo que não fazemos, nem nunca fizemos.
Foi publicado um artigo no jornal "Rostos" sobre alterações climáticas por Nuno Banza. O artigo é interessante mas peca por só referir parte dos dados mas, pelo menos refere valores.
Passo a colocar o artigo aqui:
Alterações Climáticas - A Urgência de Agir e Depressa
Por Nuno Banza
Os registos de anomalias climáticas com perdas de vidas humanas e de bens materiais começaram a ser notícia espaçadamente, para estarem hoje na ordem do dia, de quase todos os dias. O aumento da frequência de ocorrência de furacões, ciclones e tempestades tropicais foi rápido mas não silencioso. As secas e inundações que se tornaram frequentes em muitos locais da Terra, levaram já milhares de vidas humanas, ameaçando muitas mais.
Chegar às primeiras páginas não é garantia de importância. Mas, por
vezes, as primeiras páginas justificam-se. As alterações climáticas
não são uma questão de moda: trata-se do nosso futuro. Políticos,
empresas, famílias, cidadãos - todos aqueles que têm interesse no
futuro sabem que é necessário actuar agora para gerir os problemas de
amanhã.” Estas palavras de Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, são o espelho de uma enorme mudança de mentalidades a que estamos obrigados. Elas foram proferidas numa altura em que se encontra a decorrer em Nairobi, no Quénia, a Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. Uma iniciativa das Nações Unidas para tentar motivar uma mudança de comportamentos das Nações, porque na verdade, o modelo económico do mundo dito desenvolvido, não contemplava até há pouco tempo as externalidades negativas de que a emissão de gases como o CO2 é um bom exemplo.
Alguns números de enquadramento
O avanço da tecnologia veio permitir encontrar respostas e descobrir verdades que estavam antes bem escondidas pela natureza. O Painel Inter-Governamental para as Alterações Climáticas (IPCC) estimou que desde o ano de 1750 até ao ano 2000, a concentração de CO2 da atmosfera subiu 31%, sendo expectável que até ao ano 2100 esta suba, a números de hoje, até aos 250%. Da mesma forma, a concentração de Metano subiu no referido período cerca de 151%. Do total das emissões destes gases, os Estados Unidos da América (EUA) são actualmente responsáveis por cerca de 25%.
Quanto ao comportamento térmico da Terra, tornou-se uma evidência científica que no Século XX a temperatura média da Terra subiu 0,6º C, assim como se sabe que a década de 90 do mesmo Século foi a mais quente desde que se efectuam registos climatológicos sistemáticos (1861). Também foi possível validar cientificamente que 1998 foi o ano mais quente de toda a história dos registos de temperaturas. Ao mesmo tempo que se verificou a subida das temperaturas, outros fenómenos começaram a assustar os estudiosos. Factos como a diminuição do manto de neve que cobre a superfície da terra em 10%, desde 1960, ou a diminuição de 40% da espessura do Árctico desde 1965 até aos nossos dias, começavam já a mostrar um comportamento reactivo da Terra. Como resultado primário destes acontecimentos, verificou-se outro facto preocupante – o nível médio da água do mar subiu 20 cm no Século XX.
Os trabalhos científicos do IPCC mostraram ainda que as previsões para o Século XXI são de um aumento de até 5,8º C na temperatura média da Terra e uma subida de cerca de 88 cm do nível médio da água do mar. Face a este cenário, estados como o Tuvalu, no Pacífico, ficarão com 100% do seu território debaixo de água, tendo já negociado com países vizinhos, como neste caso com a Nova Zelândia o acolhimento de parte da sua população.
Os sinais de alerta
Inúmeros sinais começaram a ser dados pela Terra, mas o Homem continuou a sua saga de desenvolvimento assente nos recursos finitos do petróleo, carvão e gás natural, expelindo para a atmosfera aquilo que sabemos hoje serem quantidades de gases como o CO2, incomportáveis para um sistema natural saudável, que permita o suporte de vida em condições de segurança.
Os registos de anomalias climáticas com perdas de vidas humanas e de bens materiais começaram a ser notícia espaçadamente, para estarem hoje na ordem do dia, de quase todos os dias. O aumento da frequência de ocorrência de furacões, ciclones e tempestades tropicais foi rápido mas não silencioso. As secas e inundações que se tornaram frequentes em muitos locais da Terra, levaram já milhares de vidas humanas, ameaçando muitas mais. Pela primeira vez, Portugal registou um fenómeno climático extremo de escala nacional, pela passagem do Furacão “Gordon” a 21 de Setembro deste ano, contrariando os registos até ai conhecidos em que o Anticiclone dos Açores fazia com que este tipo de fenómenos se desviasse para Norte. O resultado foi a sua passagem pelo território continental deixando um pouco por todo o lado as suas marcas. Desta vez o anticiclone não se comportou como até aqui – estranho? Talvez não!
O degelo das calotes polares, com níveis preocupantes nos anos mais recentes, tem como consequência directa a subida dos níveis médios da água do mar. Este fenómeno associado ao aumento da temperatura média da água, que provoca o seu aumento de volume e assim também a sua subida de nível estão ainda na origem de registos que revelam a mudança de padrões de distribuição de doenças tropicais a par da alteração da distribuição de muitas espécies de seres vivos.
De Quioto a Nairobi – tão longe do fim
Um dos riscos apontados por Al Gore no seu recente trabalho sobre o fenómeno das alterações climáticas, é que a informação obtida pelos cientistas e que justamente pertence à humanidade como património científico, faça passar a opinião pública do descrédito para o desespero. Este medo não deve no entanto impedir que o trabalho continue e se intensifique na justa medida da sua premente necessidade.
O célebre Protocolo de Quioto ratificado por 41 países em 1997, dos quais Portugal fez parte, estabeleceu como período de referência inicial o ano de 1990, tendo como horizonte de aplicação o período 2008 – 2012. Neste período, 35 dos países que assinaram o protocolo comprometeram-se a reduzir as emissões de CO2 em 5% porém, até 2004 a redução efectivamente conseguida ficou-se pelos 3,3%, à custa da redução verificada pelo colapso económico da ex-URSS que representou neste esforço 36,8%.Por outro lado, algumas economias emergentes da Europa de Leste e dos Balcãs registaram entre 2000 e 2004 uma subida de 4,1%. Os objectivos fixados por Quioto de uma redução de CO2 na ordem dos 8% até 2012, apontando uma redução de 60 a 80% em 2050 estão por isso cada vez mais longe de serem atingidos. Portugal, pertencendo aos países a quem foi permitido aumentar as suas emissões, com o objectivo de esse aumento ser associado a um desenvolvimento económico que lhe permitisse a modernização do tecido industrial, está numa situação deveras preocupante. Não só o período decorrido não se pautou por uma efectiva modernização dos sectores responsáveis pela maior parte das emissões, como também o consumo de energia disparou para um aumento da ordem dos 5 % /ano, enquanto o sector dos transportes continua a representar mais de metade da factura nacional de combustíveis. Verificou-se assim que, com um aumento previsto para 2012 de 27% de emissões de CO2 em relação a 1990, Portugal emitia já em 2004 mais 40,8% de CO2 em relação ao ano de referência. Para uma emissão limite de CO2 de 76,3 milhões de Toneladas equivalentes, Portugal identificou um excedente de 5,8 milhões de Toneladas equivalentes.
Plano Nacional para as Alterações Climáticas – Promessas ou compromissos sérios?
Ao ratificar Quioto, Portugal aceitou entrar num mecanismo financeiro que instituiu um mercado de licenças de emissão de gases com efeitos de estufa, conhecido como mercado do carbono. Este mecanismo traduz para valores de mercado a quantidade de CO2 que é emitida por cada um dos países. Tal facto faz com que a partir de 2012, os estados que excedam as quotas de emissão que lhe foram atribuídas e negociadas no “bolo” global da União Europeia, devem pagar o valor correspondente ao excedente das suas emissões. O Governo Português calculou já o custo estimado que o país terá de suportar – cerca de 348 milhões de euros/ano – tendo já contemplado no orçamento estado de 2007 cerca de 6 milhões de euros e prevendo contemplar para o orçamento de 2008 cerca de 72 milhões de euros.
Consciente do panorama dramático em que Portugal se encontra nesta matéria, o Governo aprovou em Agosto último o Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) que é já uma versão “revista e anotada” dos anteriores porém, as expectativas são já baixas. Face ao compromisso assumido pelo Governo de diminuir 1% ao ano, de 2004 a 2012 a emissão de CO2 cabendo a cada um dos ministérios a fixação das medidas sectoriais que permitirão atingir esta redução, o prazo de 15 de Setembro dado para o fazer já lá vai, e nada foi feito. Às propostas iniciais de um aumento até 2010 de área florestal para 600.000 hectares, o Governo admite já um desvio de 18% - este desvio representará um aumento de emissões por perda da função de sumidouro da floresta em cerca de 930 mil toneladas de CO2/ano. Para a proposta que previa a instalação de cerca de um milhão de metros quadrados de colectores para água quente solar, admite-se já um desvio de 50%, com o consequente aumento da emissão de 140 mil toneladas de CO2/ano. Da mesma forma os objectivos fixados para o abate de veículos em fim de vida terá previsivelmente um desvio de 80%.
Porém, hoje em Nairobi, o Secretário de Estado do Ambiente do Governo Português, afirmou que “Portugal acredita que com escolhas políticas fortes e deliberadas, é possível “descarbonizar” a nossa economia sem criar obstáculos ao desenvolvimento.” Pena é que a realidade nos tem mostrado que esta frase não tem tido até agora significado no país em que este político tem responsabilidades.
A responsabilidade de agir é de todos nós.
Nicholas Stern, o especialista inglês que revelou recentemente ao mundo o seu trabalho científico sobre o fenómeno das alterações climáticas diz no seu relatório “Ninguém pode prever com completa certeza as consequências das alterações climáticas porém, nós sabemos já o suficiente para perceber os riscos.” Algumas das conclusões mais prementes deste relatório apontam para o ano de 2025 consequências assustadoras: aumento de 2º C da temperatura média da Terra; 200 milhões de refugiados; perda incalculável de vidas humanas e de biodiversidade; custo financeiro 5 a 20 vezes superior ao de intervir na diminuição de gases com efeito de estufa.
Em nome dos habitantes de New Orleans e de muitos outros locais do mundo onde infelizmente se perderam recentemente milhares de vidas humanas não devemos calar o grito de revolta que urge dar, em nome da humanidade, dos nossos filhos.
A decisão é de cada um de nós e fazer alguma coisa, mesmo que se pense ser pouco, terá com toda a certeza, na soma total, um significado forte e motivador da mudança de comportamentos da humanidade. Sem vaidades, arrogâncias ou falsas modéstias, todos somos responsáveis.
Alguns conselhos práticos que se podem desde já seguir:
- troque as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo. O tempo médio de vida destas é seis vezes superior às convencionais e você evitará por cada lâmpada, a emissão de 68kg de CO2 por ano;
- Evite produtos com muita embalagem. Reduzir o seu lixo em 10% pode evitar a emissão de 545kg de CO2;
- Pratique e promova a política dos 3 R’s. Reciclar metade do seu lixo doméstico pode reduzir a emissão de cerca de 1.000kg de CO2 por ano.
Visite:
http://www.breathingoceans.org/breathingoceans/index.html
www.climatecrises.net
www.quercus.pt
Nuno Banza, Barreiro,
16 de Novembro de 2006
Mas falta referir outros dados como:
- A pressão atmosférica tem vindo a aumentar o que não é compatível com o aquecimento global;
- Algumas regiões aquecem outras arrefecem;
- Os dados apontados pelo IPCC tem como base 7000 estações de medição, com localizações questionáveis e não entram em linha de conta com outros instrumentos de medição mais precisos;
- O manto de gelo que cobre o planeta não se comporta da mesma forma, em algumas regiões este aumenta, devido ao arrefecimento, e em outras diminui fruto do aquecimento;
- O protocolo de Quioto não é sério porque funciona como um mercado de poluição e a questão da transacção de direitos de poluição tem de acabar;
No entanto, admito, que foi dos artigos mais completos e interessantes que li sobre o tema e concordo que o homem deve tentar perceber o clima e proceder a alterações no seu modo de vida para que não gere mais tragédia e miséria e isso passa sem qualquer sombra de dúvida por questionar o nosso modelo de produção e o próprio sistema capitalista. Produzimos a mais e muitas vezes para deitar fora, com vista ao lucro e não ao respeito pelo planeta e pelos seres que o habitam.
Passo a colocar o artigo aqui:
Alterações Climáticas - A Urgência de Agir e Depressa
Por Nuno Banza
Os registos de anomalias climáticas com perdas de vidas humanas e de bens materiais começaram a ser notícia espaçadamente, para estarem hoje na ordem do dia, de quase todos os dias. O aumento da frequência de ocorrência de furacões, ciclones e tempestades tropicais foi rápido mas não silencioso. As secas e inundações que se tornaram frequentes em muitos locais da Terra, levaram já milhares de vidas humanas, ameaçando muitas mais.
Chegar às primeiras páginas não é garantia de importância. Mas, por
vezes, as primeiras páginas justificam-se. As alterações climáticas
não são uma questão de moda: trata-se do nosso futuro. Políticos,
empresas, famílias, cidadãos - todos aqueles que têm interesse no
futuro sabem que é necessário actuar agora para gerir os problemas de
amanhã.” Estas palavras de Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, são o espelho de uma enorme mudança de mentalidades a que estamos obrigados. Elas foram proferidas numa altura em que se encontra a decorrer em Nairobi, no Quénia, a Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. Uma iniciativa das Nações Unidas para tentar motivar uma mudança de comportamentos das Nações, porque na verdade, o modelo económico do mundo dito desenvolvido, não contemplava até há pouco tempo as externalidades negativas de que a emissão de gases como o CO2 é um bom exemplo.
Alguns números de enquadramento
O avanço da tecnologia veio permitir encontrar respostas e descobrir verdades que estavam antes bem escondidas pela natureza. O Painel Inter-Governamental para as Alterações Climáticas (IPCC) estimou que desde o ano de 1750 até ao ano 2000, a concentração de CO2 da atmosfera subiu 31%, sendo expectável que até ao ano 2100 esta suba, a números de hoje, até aos 250%. Da mesma forma, a concentração de Metano subiu no referido período cerca de 151%. Do total das emissões destes gases, os Estados Unidos da América (EUA) são actualmente responsáveis por cerca de 25%.
Quanto ao comportamento térmico da Terra, tornou-se uma evidência científica que no Século XX a temperatura média da Terra subiu 0,6º C, assim como se sabe que a década de 90 do mesmo Século foi a mais quente desde que se efectuam registos climatológicos sistemáticos (1861). Também foi possível validar cientificamente que 1998 foi o ano mais quente de toda a história dos registos de temperaturas. Ao mesmo tempo que se verificou a subida das temperaturas, outros fenómenos começaram a assustar os estudiosos. Factos como a diminuição do manto de neve que cobre a superfície da terra em 10%, desde 1960, ou a diminuição de 40% da espessura do Árctico desde 1965 até aos nossos dias, começavam já a mostrar um comportamento reactivo da Terra. Como resultado primário destes acontecimentos, verificou-se outro facto preocupante – o nível médio da água do mar subiu 20 cm no Século XX.
Os trabalhos científicos do IPCC mostraram ainda que as previsões para o Século XXI são de um aumento de até 5,8º C na temperatura média da Terra e uma subida de cerca de 88 cm do nível médio da água do mar. Face a este cenário, estados como o Tuvalu, no Pacífico, ficarão com 100% do seu território debaixo de água, tendo já negociado com países vizinhos, como neste caso com a Nova Zelândia o acolhimento de parte da sua população.
Os sinais de alerta
Inúmeros sinais começaram a ser dados pela Terra, mas o Homem continuou a sua saga de desenvolvimento assente nos recursos finitos do petróleo, carvão e gás natural, expelindo para a atmosfera aquilo que sabemos hoje serem quantidades de gases como o CO2, incomportáveis para um sistema natural saudável, que permita o suporte de vida em condições de segurança.
Os registos de anomalias climáticas com perdas de vidas humanas e de bens materiais começaram a ser notícia espaçadamente, para estarem hoje na ordem do dia, de quase todos os dias. O aumento da frequência de ocorrência de furacões, ciclones e tempestades tropicais foi rápido mas não silencioso. As secas e inundações que se tornaram frequentes em muitos locais da Terra, levaram já milhares de vidas humanas, ameaçando muitas mais. Pela primeira vez, Portugal registou um fenómeno climático extremo de escala nacional, pela passagem do Furacão “Gordon” a 21 de Setembro deste ano, contrariando os registos até ai conhecidos em que o Anticiclone dos Açores fazia com que este tipo de fenómenos se desviasse para Norte. O resultado foi a sua passagem pelo território continental deixando um pouco por todo o lado as suas marcas. Desta vez o anticiclone não se comportou como até aqui – estranho? Talvez não!
O degelo das calotes polares, com níveis preocupantes nos anos mais recentes, tem como consequência directa a subida dos níveis médios da água do mar. Este fenómeno associado ao aumento da temperatura média da água, que provoca o seu aumento de volume e assim também a sua subida de nível estão ainda na origem de registos que revelam a mudança de padrões de distribuição de doenças tropicais a par da alteração da distribuição de muitas espécies de seres vivos.
De Quioto a Nairobi – tão longe do fim
Um dos riscos apontados por Al Gore no seu recente trabalho sobre o fenómeno das alterações climáticas, é que a informação obtida pelos cientistas e que justamente pertence à humanidade como património científico, faça passar a opinião pública do descrédito para o desespero. Este medo não deve no entanto impedir que o trabalho continue e se intensifique na justa medida da sua premente necessidade.
O célebre Protocolo de Quioto ratificado por 41 países em 1997, dos quais Portugal fez parte, estabeleceu como período de referência inicial o ano de 1990, tendo como horizonte de aplicação o período 2008 – 2012. Neste período, 35 dos países que assinaram o protocolo comprometeram-se a reduzir as emissões de CO2 em 5% porém, até 2004 a redução efectivamente conseguida ficou-se pelos 3,3%, à custa da redução verificada pelo colapso económico da ex-URSS que representou neste esforço 36,8%.Por outro lado, algumas economias emergentes da Europa de Leste e dos Balcãs registaram entre 2000 e 2004 uma subida de 4,1%. Os objectivos fixados por Quioto de uma redução de CO2 na ordem dos 8% até 2012, apontando uma redução de 60 a 80% em 2050 estão por isso cada vez mais longe de serem atingidos. Portugal, pertencendo aos países a quem foi permitido aumentar as suas emissões, com o objectivo de esse aumento ser associado a um desenvolvimento económico que lhe permitisse a modernização do tecido industrial, está numa situação deveras preocupante. Não só o período decorrido não se pautou por uma efectiva modernização dos sectores responsáveis pela maior parte das emissões, como também o consumo de energia disparou para um aumento da ordem dos 5 % /ano, enquanto o sector dos transportes continua a representar mais de metade da factura nacional de combustíveis. Verificou-se assim que, com um aumento previsto para 2012 de 27% de emissões de CO2 em relação a 1990, Portugal emitia já em 2004 mais 40,8% de CO2 em relação ao ano de referência. Para uma emissão limite de CO2 de 76,3 milhões de Toneladas equivalentes, Portugal identificou um excedente de 5,8 milhões de Toneladas equivalentes.
Plano Nacional para as Alterações Climáticas – Promessas ou compromissos sérios?
Ao ratificar Quioto, Portugal aceitou entrar num mecanismo financeiro que instituiu um mercado de licenças de emissão de gases com efeitos de estufa, conhecido como mercado do carbono. Este mecanismo traduz para valores de mercado a quantidade de CO2 que é emitida por cada um dos países. Tal facto faz com que a partir de 2012, os estados que excedam as quotas de emissão que lhe foram atribuídas e negociadas no “bolo” global da União Europeia, devem pagar o valor correspondente ao excedente das suas emissões. O Governo Português calculou já o custo estimado que o país terá de suportar – cerca de 348 milhões de euros/ano – tendo já contemplado no orçamento estado de 2007 cerca de 6 milhões de euros e prevendo contemplar para o orçamento de 2008 cerca de 72 milhões de euros.
Consciente do panorama dramático em que Portugal se encontra nesta matéria, o Governo aprovou em Agosto último o Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) que é já uma versão “revista e anotada” dos anteriores porém, as expectativas são já baixas. Face ao compromisso assumido pelo Governo de diminuir 1% ao ano, de 2004 a 2012 a emissão de CO2 cabendo a cada um dos ministérios a fixação das medidas sectoriais que permitirão atingir esta redução, o prazo de 15 de Setembro dado para o fazer já lá vai, e nada foi feito. Às propostas iniciais de um aumento até 2010 de área florestal para 600.000 hectares, o Governo admite já um desvio de 18% - este desvio representará um aumento de emissões por perda da função de sumidouro da floresta em cerca de 930 mil toneladas de CO2/ano. Para a proposta que previa a instalação de cerca de um milhão de metros quadrados de colectores para água quente solar, admite-se já um desvio de 50%, com o consequente aumento da emissão de 140 mil toneladas de CO2/ano. Da mesma forma os objectivos fixados para o abate de veículos em fim de vida terá previsivelmente um desvio de 80%.
Porém, hoje em Nairobi, o Secretário de Estado do Ambiente do Governo Português, afirmou que “Portugal acredita que com escolhas políticas fortes e deliberadas, é possível “descarbonizar” a nossa economia sem criar obstáculos ao desenvolvimento.” Pena é que a realidade nos tem mostrado que esta frase não tem tido até agora significado no país em que este político tem responsabilidades.
A responsabilidade de agir é de todos nós.
Nicholas Stern, o especialista inglês que revelou recentemente ao mundo o seu trabalho científico sobre o fenómeno das alterações climáticas diz no seu relatório “Ninguém pode prever com completa certeza as consequências das alterações climáticas porém, nós sabemos já o suficiente para perceber os riscos.” Algumas das conclusões mais prementes deste relatório apontam para o ano de 2025 consequências assustadoras: aumento de 2º C da temperatura média da Terra; 200 milhões de refugiados; perda incalculável de vidas humanas e de biodiversidade; custo financeiro 5 a 20 vezes superior ao de intervir na diminuição de gases com efeito de estufa.
Em nome dos habitantes de New Orleans e de muitos outros locais do mundo onde infelizmente se perderam recentemente milhares de vidas humanas não devemos calar o grito de revolta que urge dar, em nome da humanidade, dos nossos filhos.
A decisão é de cada um de nós e fazer alguma coisa, mesmo que se pense ser pouco, terá com toda a certeza, na soma total, um significado forte e motivador da mudança de comportamentos da humanidade. Sem vaidades, arrogâncias ou falsas modéstias, todos somos responsáveis.
Alguns conselhos práticos que se podem desde já seguir:
- troque as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo. O tempo médio de vida destas é seis vezes superior às convencionais e você evitará por cada lâmpada, a emissão de 68kg de CO2 por ano;
- Evite produtos com muita embalagem. Reduzir o seu lixo em 10% pode evitar a emissão de 545kg de CO2;
- Pratique e promova a política dos 3 R’s. Reciclar metade do seu lixo doméstico pode reduzir a emissão de cerca de 1.000kg de CO2 por ano.
Visite:
http://www.breathingoceans.org/breathingoceans/index.html
www.climatecrises.net
www.quercus.pt
Nuno Banza, Barreiro,
16 de Novembro de 2006
Mas falta referir outros dados como:
- A pressão atmosférica tem vindo a aumentar o que não é compatível com o aquecimento global;
- Algumas regiões aquecem outras arrefecem;
- Os dados apontados pelo IPCC tem como base 7000 estações de medição, com localizações questionáveis e não entram em linha de conta com outros instrumentos de medição mais precisos;
- O manto de gelo que cobre o planeta não se comporta da mesma forma, em algumas regiões este aumenta, devido ao arrefecimento, e em outras diminui fruto do aquecimento;
- O protocolo de Quioto não é sério porque funciona como um mercado de poluição e a questão da transacção de direitos de poluição tem de acabar;
No entanto, admito, que foi dos artigos mais completos e interessantes que li sobre o tema e concordo que o homem deve tentar perceber o clima e proceder a alterações no seu modo de vida para que não gere mais tragédia e miséria e isso passa sem qualquer sombra de dúvida por questionar o nosso modelo de produção e o próprio sistema capitalista. Produzimos a mais e muitas vezes para deitar fora, com vista ao lucro e não ao respeito pelo planeta e pelos seres que o habitam.
2006-11-19
O Rostos noticiava ontem que foram admitidos 11 concorrentes no acto público do concurso da ETAR do Barreiro/Moita.
N'O Rio está uma entrevista com Jorge Silva, Presidente da Junta de Freguesia de Vale da Amoreira, que merece ser lida com atenção.

A CACAV iniciou ontem na Capela da Misericórdia de Alhos Vedros os seus “Encontros de Outono”, que decorrerão até dia 26 de Novembro. Estes Encontros englobam uma mostra de Pintura, Gravura, Cerâmica e Fotografia, uma “Noite dos Poetas” na próxima 5ª feira às 21h30m, e “Música ao Anoitecer” no Sábado, também às 21h30m, altura em que também terá lugar o lançamento do livro das Conferências “Arte no Sec. XXI”, inicialmente previsto para ontem.
Uma nota apenas, a quem interessar, sobre o mau estado do piso (e não só) da capela. Na primeira volta que dei pela exposição torci o pé. Nada de grave para mim, mas gravíssimo para o património do concelho.

O nome deste blog foi retirado da primeira tentativa de criação de uma "imprensa genuinamente banheirense", e como já aqui escrevi, O Banheirense nasceu da minha necessidade de falar sobre a Baixa da Banheira. Essa necessidade foi sendo cultivada em família e não só. Há muito que com o meu colega de blog Luís, por exemplo, íamos discutindo o que se passava, e o que não se passava, o que gostávamos e o que não gostávamos, e não raras vezes a conversa ia parar, mais por responsabilidade do Luís, sobre a vida cultural na Baixa da Banheira.
Com os anos fomo-nos afastando fisicamente desta terra. Os estudos ou o trabalho roubaram-nos horas de vivência banheirense, mas as nossas conversas ia levar, invariavelmente, aos mesmos temas.
Em Dezembro de 2005 surgiu a ideia de fazer um blog sobre a Baixa da Banheira, onde pudéssemos expor algumas das nossas ideias, falar e dar a conhecer a nossa terra, e tudo o mais que nos lembrássemos. Casualmente encontrei o Nuno, que logo aceitou o desafio. O Daniel, que não é muito dado à blogosfera, também aceitou participar. O Hélder, que é amigo do Nuno, e que eu já conhecia há alguns anos, apareceu a comentar regularmente no blog, e também foi convidado a entrar.
Destes 5 elementos apenas 2 eram militantes do PCP: O Nuno e o Daniel. Eu, que sempre fora simpatizante, só agora me decidi a entrar, e já agora deixo-o aqui escrito, é muito por responsabilidade de alguns dos comentários mais cobardes que por aqui são deixados.
imagem retirada de "A Baixa da Banheira até aos nossos dias", José Rosa Figueiredo
2006-11-18

«Borat: Aprender Cultura da América para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão»
Depois de ter estado entre nós em 2004, nos prémios MTVEuropa, Borat regressa mas desta vez na tela. Com estreia marcada para o próximo dia 30 de Novembro.
O género de Humoristico-provocátorio do autor já deu polémica junto do governo do Cazaquistão, o qual mandou publicar um artigo no New York Times para limpar a imagem do pais. O autor Sasha que veste a pele de Borat Sagdiyevé: um repórter ignorante, anti-semita, sexista e homofóbico do Cazaquistão, contra-atacou o executivo do país na pele de Borat e convocou uma conferência de imprensa para dizer que quem tinha mandado publicar o artigo no New York Times tinham sido os arqui-inimigos do Cazaquistão o Uzbequistão. Que estes pretendiam sabotar o seu trabalho informativo para a Grande Nação do Cazaquistão.
De notar que por detrás de toda esta polémica estão comentários de Borat acerca dos direitos das mulheres (que são tratadas como escravas), do facto dos irmãos dormirem com suas irmãs, que vinho de urina de cavalo seja uma bebida tradicional, que os homossexuais tenham que usar um chapéu azul e que é permitido fazer sexo com crianças com mais de 8 anos neste pais da Asia Menor. Foi também na pele de Borat que se dirigiu à Casa Branca numa altura em que o chefe de estado Cazaque visitava George W. Bush dizendo, que queria entregar os convites para ante-estreia aos lideres das nações "pois iriam outros famosos como O. J. Simpson e Mel Gibson.
Borat que na realidade se chama Sasha Baron Cohen é um comediante Inglês de 35 anos e Judeu, teve como seu primeiro personagem "Ali G" um branco com tiques e palavreado calão de negro, num programa da BBC (The 11 O'Clock Show) chegou até a ser detido pela polícia e para a historia ficou o seu bordão linguístico "isso é por eu ser negro?). Tem por base um tipo de humor já conhecido (ex: Andy Kaufman) em que o autor interage com o público sem que este saíba da farsa.
Neste filme Borat é enviado do seu país (Cazaquistão) para os Estados Unidos para fazer um documentário que faça a sua Nação ficar ainda maior. Através de entrevistas a americanos (que pensam que estão perante uma realidade), Sasha vai-nos mostrando o paralelísmo de ignorancia que existe entre os dois países e como ela se revela de várias formas. "Às tantas o falso documentário parece na verdade um documentário sobre a criação de um falso documentário.". Como dizia o nosso Gil Vicente "a rir se corrigem os costumes". Oluais uátx gude muves!!
http://www.apple.com/trailers/fox/borat/trailerg/
2006-11-17
Pode ser lido aqui:
Actualmente, o estuário do Tejo apresenta uma produtividade primária moderada com valores que variam entre 6 – 130 mgC/m2.d no período produtivo (Fig. 3). Estes valores são muito inferiores aos determinados em estuários europeus com problemas de eutrofização, como os do Danúbio (220-4400 mgC/m2.d) e do Scheldt(9-2700 mgC/m2.d).
(...)
A diminuição dos nutrientes (nitrato e fosfato) registada nos anos 1999 e 2001 não se deve a nenhum processo climático uma vez que não existe qualquer redução nos silicatos. O facto do tratamento de efluentes nas ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) reduzir os níveis de nitratos e fosfatos, mas não os de silicatos, leva a admitir que a instalação de cerca de 17 estações, funcionando com tratamento secundário, no concelho de Lisboa e, em particular, o emissário submarino da Guia, que começou a operar em 1994 e lança os esgotos tratados da região de Lisboa e margem norte do estuário na costa oeste da baía de Cascais, têm contribuído significativamente para a melhoria verificada na qualidade da água do estuário e zona costeira adjacente. Estes resultados indicam, pois, que a introdução de sistemas de tratamento de águas residuais têm tido um impacte positivo na qualidade da água deste ecossistema.
Embora actualmente se verifique que o estuário do Tejo corresponde a um sistema moderadamente produtivo e se observe uma redução significativa dos teores de nutrientes na zona costeira adjacente nos anos mais recentes, conforme foi apresentado, também a proliferação de algas tóxicas tem diminuído. Além disso, é previsível, também, que a qualidade da água do sistema estuário do Tejo-zona costeira seja ainda melhorada, logo que a totalidade dos esgotos seja tratada, em particular, os efluentes provenientes dos concelhos do Seixal e Barreiro.
Actualmente, o estuário do Tejo apresenta uma produtividade primária moderada com valores que variam entre 6 – 130 mgC/m2.d no período produtivo (Fig. 3). Estes valores são muito inferiores aos determinados em estuários europeus com problemas de eutrofização, como os do Danúbio (220-4400 mgC/m2.d) e do Scheldt(9-2700 mgC/m2.d).
(...)
A diminuição dos nutrientes (nitrato e fosfato) registada nos anos 1999 e 2001 não se deve a nenhum processo climático uma vez que não existe qualquer redução nos silicatos. O facto do tratamento de efluentes nas ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) reduzir os níveis de nitratos e fosfatos, mas não os de silicatos, leva a admitir que a instalação de cerca de 17 estações, funcionando com tratamento secundário, no concelho de Lisboa e, em particular, o emissário submarino da Guia, que começou a operar em 1994 e lança os esgotos tratados da região de Lisboa e margem norte do estuário na costa oeste da baía de Cascais, têm contribuído significativamente para a melhoria verificada na qualidade da água do estuário e zona costeira adjacente. Estes resultados indicam, pois, que a introdução de sistemas de tratamento de águas residuais têm tido um impacte positivo na qualidade da água deste ecossistema.
Embora actualmente se verifique que o estuário do Tejo corresponde a um sistema moderadamente produtivo e se observe uma redução significativa dos teores de nutrientes na zona costeira adjacente nos anos mais recentes, conforme foi apresentado, também a proliferação de algas tóxicas tem diminuído. Além disso, é previsível, também, que a qualidade da água do sistema estuário do Tejo-zona costeira seja ainda melhorada, logo que a totalidade dos esgotos seja tratada, em particular, os efluentes provenientes dos concelhos do Seixal e Barreiro.
2006-11-16
A Autoeuropa e guerra de palavras
Li no Jornal da Moita de hoje (16 de Novembro de 2006) no espaço destinado ao correio do leitor um texto do António Chora, trabalhador da autoeuropa, membro da Comissão de Trabalhadores da mesma empresa, ex-Deputado da Nação, membro da Assembleia Municipal da Moita, membro do Bloco de Esquerda e ex-militante do Partido Comunista Português. O António Chora escreveu sobre a posição do P.C.P. relativamente ao acordo de empresa. Entre muitas coisas que eu não comento, porque não conheço, escreveu outras que até conheço e discordo frontalmente.
Tratou o "boletim" da Célula dos Trabalhadores Comunistas da Autoeuropa, "O Faísca" como Pasquim. Falou de uma prática do PCP que todos conhecem, a tal do quanto pior melhor. Falou dos males de outros acordos de empresa alcançados por outras Comissões de Trabalhadores. Por último, falou que o PCP se um dia estiver em maioria na Comissão de Trabalhadores fará com que as consequências que conhecemos, noutros espaços e em outros lugares se repitam.
Bem, isto no mínimo é narcisismo. O amigo deve pensar que é insubstituível, que é o único capaz de acordar, que é o único que olha pelos interesses dos trabalhadores. Mas fica-lhe mal falar assim do PCP, a ele que foi militante e que como ele diz já aprendeu e muito com o PCP. Cospe na sopa é o que é. Eu até admito que por vezes se sinta chocado com opiniões de alguns camaradas meus mas atacar assim frontalmente o Partido Comunista Português revela insegurança e falta de postura. As lutas nas empresas são legítimas. É natural os trabalhadores quererem melhores salários e condições mais dignas para trabalhar, da mesma forma que o patronato quer aumentar os lucros e nessa premissa estranho a carta do Presidente da Autoeuropa a reconhecer que a empresa tem agora as condições para continuar a laborar e criar novos postos de trabalho. Estranho, mas não acuso o António Chora de nada, neste aspecto, até porque tem legitimidade para defender em sede própria as suas ideias. Mas o mais estranho é afirmar que o P.C.P. fica agradado com o fecho de empresas e isso, fica-lhe mal, porque desrespeita muitos militantes do partido que lutam e sempre lutaram contra o fecho de empresas, que lutam e sempre lutaram por melhores condições de vida dos trabalhadores e do povo português. E ofender estas pessoas é prática muito estranha, mesmo de quem se diz defensor dos trabalhadores.
Li no Jornal da Moita de hoje (16 de Novembro de 2006) no espaço destinado ao correio do leitor um texto do António Chora, trabalhador da autoeuropa, membro da Comissão de Trabalhadores da mesma empresa, ex-Deputado da Nação, membro da Assembleia Municipal da Moita, membro do Bloco de Esquerda e ex-militante do Partido Comunista Português. O António Chora escreveu sobre a posição do P.C.P. relativamente ao acordo de empresa. Entre muitas coisas que eu não comento, porque não conheço, escreveu outras que até conheço e discordo frontalmente.
Tratou o "boletim" da Célula dos Trabalhadores Comunistas da Autoeuropa, "O Faísca" como Pasquim. Falou de uma prática do PCP que todos conhecem, a tal do quanto pior melhor. Falou dos males de outros acordos de empresa alcançados por outras Comissões de Trabalhadores. Por último, falou que o PCP se um dia estiver em maioria na Comissão de Trabalhadores fará com que as consequências que conhecemos, noutros espaços e em outros lugares se repitam.
Bem, isto no mínimo é narcisismo. O amigo deve pensar que é insubstituível, que é o único capaz de acordar, que é o único que olha pelos interesses dos trabalhadores. Mas fica-lhe mal falar assim do PCP, a ele que foi militante e que como ele diz já aprendeu e muito com o PCP. Cospe na sopa é o que é. Eu até admito que por vezes se sinta chocado com opiniões de alguns camaradas meus mas atacar assim frontalmente o Partido Comunista Português revela insegurança e falta de postura. As lutas nas empresas são legítimas. É natural os trabalhadores quererem melhores salários e condições mais dignas para trabalhar, da mesma forma que o patronato quer aumentar os lucros e nessa premissa estranho a carta do Presidente da Autoeuropa a reconhecer que a empresa tem agora as condições para continuar a laborar e criar novos postos de trabalho. Estranho, mas não acuso o António Chora de nada, neste aspecto, até porque tem legitimidade para defender em sede própria as suas ideias. Mas o mais estranho é afirmar que o P.C.P. fica agradado com o fecho de empresas e isso, fica-lhe mal, porque desrespeita muitos militantes do partido que lutam e sempre lutaram contra o fecho de empresas, que lutam e sempre lutaram por melhores condições de vida dos trabalhadores e do povo português. E ofender estas pessoas é prática muito estranha, mesmo de quem se diz defensor dos trabalhadores.
2006-11-15
País Bloqueado
Em Cuba ministram-se 146 aulas em paragens remotas das montanhas. O governo construiu escolas que abrem só para uma criança, com um professor e vários instrutores. Estas aulas representam um custo elevado mas justo e necessário para todos os cubanos. Em Cuba existem 1117 onde as salas de aulas têm até cinco alunos. Em todas as escolas existem laboratórios informáticos.
Em Cuba o acesso à Internet custa ao Estado cerca de quatro vezes mais do que em Portugal pura e simplesmente porque o "governo democrático americano" assim o entende e fez aprovar na Lei Torricelli (1992) que prejudica gravemente o "regime autoritário cubano". O acesso faz-se por satélite o que significa ainda que é muito lento.
Não sou um defensor do regime cubano, sou apenas solidário com o esforço daquele povo. Considero que temos muito a aprender com eles e se o sistema capitalista fosse realmente justo e pretendesse resolver os problemas da humanidade já há muito tinham adoptado sistemas de ensino e saúde como o cubano. Era o mínimo porque funcionam claramente melhor.
No caso em concreto do ensino, as preocupações cubanas são diferentes das preocupações do regime português, onde escolas são fechadas e onde se arranjam nomes pomposos para pequenos programas que na prática pouco mudam para melhor. Em Cuba o dinheiro está depois das pessoas, em Portugal fecham-se escolas (entre outras aberrações) para poupar algum que depois é entregue a privados, distribuindo assim a riqueza por meia dúzia de ...
Estas contradições do sistema capitalista levam a que este tipo de informação não seja divulgada, diabolizando tudo o que é alternativa mas, estou em crer que se o sistema capitalista fosse o melhor, os bons exemplos de Cuba eram integrados, mas o sistema capitalista apenas visa a concentração de riqueza nas mãos de alguns, não olhando a meios para o conseguir, desde guerras a bloqueios. O próprio sistema capitalista bloqueia países, como é o caso de Portugal onde se fecham escolas, hospitais e maternidades.
Em Cuba ministram-se 146 aulas em paragens remotas das montanhas. O governo construiu escolas que abrem só para uma criança, com um professor e vários instrutores. Estas aulas representam um custo elevado mas justo e necessário para todos os cubanos. Em Cuba existem 1117 onde as salas de aulas têm até cinco alunos. Em todas as escolas existem laboratórios informáticos.
Em Cuba o acesso à Internet custa ao Estado cerca de quatro vezes mais do que em Portugal pura e simplesmente porque o "governo democrático americano" assim o entende e fez aprovar na Lei Torricelli (1992) que prejudica gravemente o "regime autoritário cubano". O acesso faz-se por satélite o que significa ainda que é muito lento.
Não sou um defensor do regime cubano, sou apenas solidário com o esforço daquele povo. Considero que temos muito a aprender com eles e se o sistema capitalista fosse realmente justo e pretendesse resolver os problemas da humanidade já há muito tinham adoptado sistemas de ensino e saúde como o cubano. Era o mínimo porque funcionam claramente melhor.
No caso em concreto do ensino, as preocupações cubanas são diferentes das preocupações do regime português, onde escolas são fechadas e onde se arranjam nomes pomposos para pequenos programas que na prática pouco mudam para melhor. Em Cuba o dinheiro está depois das pessoas, em Portugal fecham-se escolas (entre outras aberrações) para poupar algum que depois é entregue a privados, distribuindo assim a riqueza por meia dúzia de ...
Estas contradições do sistema capitalista levam a que este tipo de informação não seja divulgada, diabolizando tudo o que é alternativa mas, estou em crer que se o sistema capitalista fosse o melhor, os bons exemplos de Cuba eram integrados, mas o sistema capitalista apenas visa a concentração de riqueza nas mãos de alguns, não olhando a meios para o conseguir, desde guerras a bloqueios. O próprio sistema capitalista bloqueia países, como é o caso de Portugal onde se fecham escolas, hospitais e maternidades.
2006-11-13
A blogosfera é rica em opiniões. Todas elas têm um fundo de razão. Algumas parecem que não têm fundamento mas se o procurarmos, encontramos
Vejam este excerto de um post publicado em http://www.fotolog.com/regedor_av
"Hoje o Concelho da Moita é composto por uma população maioritariamente Migrante, fabril, e envelhecida que tudo o que lhes resta do seu sonho de Riqueza Urbana, é o seu apartamento de ma qualidade com uma marquise, rotundas, supermercados. Não é uma população crítica na sua maioria, sendo muito parecida com os seus ascendentes, mantendo o mesmo sistema de poder, medo de mudar, e sempre que lhe perguntam como vai a vida, ela vai mal por culpa de terceiros.!!!
Ora esta população maioritariamente analfabeta ou com a 4ªclasse, é o factor principal de o PCP manter ainda Câmaras neste Pais, ficando a massa critica minoritária no concelho, revoltada com a morte lenta a que somos torturantemente obrigados a assistir da nossa Terra.
O PCP sobrevive porque existe infelizmente hoje ainda pessoas em Portugal com uma vida péssima, e o PCP sabe disso, por isso não pode dar grande qualidade de vida as pessoas, esta provado que hoje quanto maior é a tua sapiência menos te revês no PCP, as mentes brilhantes da Esquerda estão no PS e no Bloco de Esquerda, e as da Direita estão no PSD e no PP." - Regedor de Alhos Vedros
Bem, mesmo num texto destes conseguimos encontrar algum fundamento. Ficámos a saber que:
- Não existe ninguém inteligente no PCP;
- Só nos outros partidos, BE, PS, PSD e PP é que encontramos gente inteligente;
- A população do concelho da Moita é maioritariamente analfabeta ou possui apenas a 4ª classe;
No mesmo post, em posição mais cimeira podemos ler:
“Gostaria de demonstrar a minha opinião relativamente ao momento actual em que o Poder Politico Local de 32 PCP, que tem vindo a destruir por completo o Concelho da Moita, abraça agora um crescente confronto da massa critica do Concelho.
Períodos como este são cíclicos em Portugal, registando – se ao longo de toda a nossa historia, mas mais recentemente temos dois exemplos fortes, 1908/1910 Regicídio e Proclamação da Republica e 1m 1974, com a Revolta dos Capitães de Abril.”
Bem, aqui nem tenho palavras mas poderia começar por relacionar os 32 anos de Poder Local no Concelho com a Peste Negra ou com a Guerra no Iraque. É bem possível que algum comunista pouco inteligente tenha "roubado" as armas de destruição maciça que os homens inteligentes do PSD e PP juraram existir.
Infelizmente o fundo de verdade deste post é que o seu autor, a quem reconheço inteligência, não conhece a realidade e apenas se norteia por princípios anti-comunistas se bem que penso que ele nem sequer os sabe justificar.
Vejam este excerto de um post publicado em http://www.fotolog.com/regedor_av
"Hoje o Concelho da Moita é composto por uma população maioritariamente Migrante, fabril, e envelhecida que tudo o que lhes resta do seu sonho de Riqueza Urbana, é o seu apartamento de ma qualidade com uma marquise, rotundas, supermercados. Não é uma população crítica na sua maioria, sendo muito parecida com os seus ascendentes, mantendo o mesmo sistema de poder, medo de mudar, e sempre que lhe perguntam como vai a vida, ela vai mal por culpa de terceiros.!!!
Ora esta população maioritariamente analfabeta ou com a 4ªclasse, é o factor principal de o PCP manter ainda Câmaras neste Pais, ficando a massa critica minoritária no concelho, revoltada com a morte lenta a que somos torturantemente obrigados a assistir da nossa Terra.
O PCP sobrevive porque existe infelizmente hoje ainda pessoas em Portugal com uma vida péssima, e o PCP sabe disso, por isso não pode dar grande qualidade de vida as pessoas, esta provado que hoje quanto maior é a tua sapiência menos te revês no PCP, as mentes brilhantes da Esquerda estão no PS e no Bloco de Esquerda, e as da Direita estão no PSD e no PP." - Regedor de Alhos Vedros
Bem, mesmo num texto destes conseguimos encontrar algum fundamento. Ficámos a saber que:
- Não existe ninguém inteligente no PCP;
- Só nos outros partidos, BE, PS, PSD e PP é que encontramos gente inteligente;
- A população do concelho da Moita é maioritariamente analfabeta ou possui apenas a 4ª classe;
No mesmo post, em posição mais cimeira podemos ler:
“Gostaria de demonstrar a minha opinião relativamente ao momento actual em que o Poder Politico Local de 32 PCP, que tem vindo a destruir por completo o Concelho da Moita, abraça agora um crescente confronto da massa critica do Concelho.
Períodos como este são cíclicos em Portugal, registando – se ao longo de toda a nossa historia, mas mais recentemente temos dois exemplos fortes, 1908/1910 Regicídio e Proclamação da Republica e 1m 1974, com a Revolta dos Capitães de Abril.”
Bem, aqui nem tenho palavras mas poderia começar por relacionar os 32 anos de Poder Local no Concelho com a Peste Negra ou com a Guerra no Iraque. É bem possível que algum comunista pouco inteligente tenha "roubado" as armas de destruição maciça que os homens inteligentes do PSD e PP juraram existir.
Infelizmente o fundo de verdade deste post é que o seu autor, a quem reconheço inteligência, não conhece a realidade e apenas se norteia por princípios anti-comunistas se bem que penso que ele nem sequer os sabe justificar.
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