2007-10-28

Há muito tempo que as antigas instalações do Mercado da Zona Norte estão fechadas. Em tempos ainda pensei que pudessem ser utilizadas como ateliês de artes, e sei que alguns esfoços foram desenvolvidos nesse sentido. Com o passar dos anos comecei a convencer-me de que aquele espaço seria, devido às dificuldades de estacionamento naquela zona da Vila, facilmente transformado num estacionamento para residentes.

Fiquei hoje a saber que a Pluricoop pretende transferir a sua loja da Rua de Moçambique para as antigas instalações do Mercado da Zona Norte da Baixa da Banheira. É mais uma solução interessante, pois há muito que a actual loja é demasiado pequena para a população que serve.

2007-10-26

Sobre flexisegurança escreve-se assim no Boa Sociedade: É obviamente muito duvidoso que um modelo deste tipo possa ser importado por uma sociedade com características estruturais e históricas bem distintas do modelo dinamarquês. Vejamos alguns contrastes: a) na Dinamarca existe um sindicalismo ultra-forte, em que 80% da população activa está sindicalizada; b) a adesão ao sindicato não é uma escolha política, mas uma questão de bom senso (uma espécie de vocação natural); c) os sindicatos gerem as caixas de subsídios de desemprego, pagam as reformas antecipadas e negoceiam as condições laborais por sector; d) a diferença de rendimentos entre os mais elevados e os mais baixos é das menores da Europa (em Portugal é uma das maiores); e) o sucesso do modelo reside numa cultura de compromisso e consenso entre os actores sociais (ao passo que em Portugal vigora no mundo do trabalho uma cultura de autoritarismo, marcada por sentimentos de medo e laços de dependência).

(...)

Recorde-se, de resto, que o êxito da versão dinamarquesa da flexigurança é o resultado de um longo processo histórico assente numa série de compromissos entre parceiros sociais, na evolução do Estado-Providência e num desenvolvimento gradual de políticas activas para o mercado de trabalho. Em suma, não é a flexigurança que gera por si só o desenvolvimento, mas é sim o desenvolvimento que pode – ou não – exigir maior flexibilidade ou maior segurança. Por isso, mais do que a retórica governamental da flexigurança, o que a sociedade portuguesa exige é um programa de desenvolvimento sustentável para o país, onde os direitos sociais, o bem-estar dos cidadãos e o combate às desigualdades e injustiças na distribuição da riqueza passem do plano das promessas eleitorais para o plano da sua concretização.


via O Grande Zoo
Henry Grimes vem tocar à Baixa da Banheira, numa oportunidade única para conhecer uma figura do jazz renascida ao fim de 35 anos de afastamento completo. Dia 1 de Novembro, às 22 horas, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo.

foto de John Abbott

2007-10-23















Marcas portuguesas em França.

Alguns Franceses dizem que Plaisir foi construída por portugueses.












Se algumas pessoas apanham dejectos de cavalo porque é que outras não apanham os dos cães?







Al Gore e a lenda do nunca

Li um texto no citadino, que alerta que o político elitista Al Gore, que realiza conferências para alguns, à porta fechada, mediante o pagamento de 175 mil dólares, anda a privatizar a questão do clima. O “trabalho de Al Gore” sugere o investimento de grossas fatias do PIB para combater o aquecimento global, baseando-se em estudos que projectam a economia mundial para lá de 2200. Que grande treta!

Um reputado e antigo activista da Greenpeace, Bjorn Lomborg, ataca esta visão em alguns pressupostos duvidosos:

1- O custo social por tonelada de CO2 de 85 US$ é elevado quando comparado com o valor apontado pelo maior especialista da matéria – Wiliam Nordhaus, que o calcula em 2,5 US$.
2- Al Gore usa os cenários mais catastrofistas alimentando estas previsões que permitiram lançar o imposto mundial sobre o aquecimento global.
3- Os últimos dados aferidos sobre a medição da temperatura global (conceito que não merece concordância de muitos), dizem respeito aos recolhidos desde 1979 pelos satélites NOAA que apenas registam um aumento de temperatura de 0,1ºC em vez de os 0,4ºC medidos à superfície, e ainda assim pouco significativos, o que indicam uma estabilização das temperaturas.

Sugiro que Al Gore poupe energia, tanto no seu consumo doméstico como nas suas milionárias intervenções, porque de mentiras já estamos fartos!
"Arlindo Carvalho, regressado à Comissão Política social-democrata, revelou ao "Correio da Manhã" as linhas mestras com que se vai coser o programa do novo PSD. Ficou a saber-se que, na versão Luís Filipe Menezes, o PSD "do ponto de vista social é de esquerda, na economia é de direita". Arlindo Carvalho não o explicitou, mas é provável que o PSD seja ainda, do ponto de vista cultural, de extrema-esquerda e, em matéria de segurança, de extrema-direita. Ficará assim coberto todo o leque partidário, e tornar-se-ão inúteis os restantes partidos. O PS deixará de ser necessário para levar a cabo políticas económicas neo-liberais, o PC para reivindicar Estado Social, o BE para levantar questões "fracturantes" e o CDS para exigir mais polícias e mais Código Penal. Espécie de partido para todo o serviço, o PSD encarregar-se-á de tudo isso e do seu contrário. Às segundas, quartas e sextas, entregará empresas públicas a grandes grupos económicos, às terças, quintas e sábados aumentará salários e reformas e, aos domingos, diminuirá a idade da responsabilidade penal e subsidiará festivais "gays" e lésbicos. É um verdadeiro ovo de Colombo. Como é que ninguém ainda se tinha lembrado disto? Será uma injustiça se o novo PSD não conseguir (pelo menos) 100% de votos."

Manuel António Pina, no JN.

2007-10-22

AS "CORPORAÇÕES" a nova ordem mundial?
Documentário sobre as estratégias das grandes empresas mundiais para o controlo do monopólio, não só do mercado, como também das sociedades. Premiado mundialmente e tendo nota positiva por parte da crítica, este documentário responde a muitas dúvidas sobre uma nova ordem mundial que já não podemos ignorar, as corporações empresariais.



Se quiserem ver o filme completo este está dividido em 23 partes no youtube.

http://www.thecorporation.com/
Gosto de ler livros e faço-o sempre que posso, mas com muito menos frequência do que o que seria desejável. Antes de os comprar, gosto de os folhear, abrir aleatoriamente algumas páginas e ler umas linhas, numa vã tentativa de me certificar da qualidade que deles espero. Escolho-os entre os autores que aprecio ou quero descobrir, ou porque me foram aconselhados, ou porque o assunto me interessa ou, muito raramente, apenas porque naquele momento um livro em particular me despertou um interesse inesperado. A pachorra que me falta para andar de loja em loja à procura de umas calças ou de uma camisa encontro-a toda numa livraria, onde posso passar horas a vasculhar sem dar conta do tempo a passar.

Há poucos dias comprei mais um livro, e o certo é que dificilmente volto a fazer compras no mesmo sítio. A diversidade não é muita e a insistência do vendedor roça o maçador. A gota água chegou na hora do pagamento, quando o mercenário que me atendeu disparou:

- Sabe… gostos são gostos, mas para a próxima escolha autores estrangeiros, porque sempre ficam mais baratos.

2007-10-19

Afinal parece que um tratado tão benéfico para o futuro da Europa estava preso por um lugar. É também muito curioso reparar como, após o chumbo da anterior proposta de tratado nos referendos holandês e francês, os "media" deixaram de falar na Europa dos Cidadãos.

2007-10-16






Não é novo este meu incómodo com a questão do clima. Após várias discussões percebo que o assunto não é muito fácil de entender por quem não tem bases, e entenda-se por bases, conhecimentos de geografia, astronomia e física.

Muitos são aqueles que falam sem pensar, sem recorrer às tais bases, batendo no peito e esgrimindo a palavra ambiente. Mas será que sabem que o que se pensava há 20 anos é diferente do que se pensa agora? Ou, será que sabem que os cientistas estão divididos e a forma mais correcta de clarificar é a investigação?

Só com investigação é que podemos chegar a respostas. Não tenho dúvidas que o homem interfere com sistema climático, só não sei qual a responsabilidade dele nas alterações climáticas, se é que estas realmente estão a acontecer.

Aqui podemos traçar 3 cenários:

1- O do Al Gore que implica começarmos a consumir energia renovável e ponto final, porque ele não ataca os consumos directamente, abrindo caminho para a energia nuclear.
2- Investigar mais e tentarmos produzir energia mais limpa e segura.
3- investigar mais, tentarmos produzir energia mais limpa e segura reduzindo realmente os consumos. Não com a poupança da pinga de água, que também é importante, mas comprando menos bens supérfluos e produzindo de forma mais eficaz e amiga do ambiente.

Os cenários constituem-se como opções que podem ser apresentadas de várias formas:

1- Exagerando, como é o caso do Al Gore que até mente.
2- Informando.
3- Informando e prevenindo.

A minha quezília com o Al Gore, que agora é prémio nobel da paz mas que já esteve envolvido em bombardeamentos e portanto em guerra, tem que ver com o meio escolhido para passar uma ideia que não é má de toda. Mas devemos apresentar a verdade. Fica para a história a mostra da morte de ursos, apontada por Al Gore como uma consequência do aquecimento global mas que afinal foi devida a uma tempestade.
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Sou pouco dado a estas homenagens em datas mais ou menos simbólicas mas, ao menos hoje, o Adriano é recordado.
Os dois milhões de portugueses mais ricos do país têm rendimentos quase sete vezes superiores aos dos dois milhões de pessoas mais pobres

Existe uma «nova classe» de «novos pobres» em Portugal, «pessoas que, embora auferindo de um salário, não têm no final do mês todos os rendimentos de que necessitam para fazer face às necessidades do seu agregado familiar».

Muitos jovens trabalham a recibos verdes, sem possibilidade de pagar a Segurança Social, «que se vêem a braços com situações dramáticas e que muitas vezes têm de pedir apoio a estruturas sociais para poderem sobreviver»

Tem faltado «coragem política» para resolver o problema da pobreza em Portugal. «Não basta pôr soluções de remendos, que ajudam, é certo, mas não resolve. Por isso é preciso coragem política para poder resolver o problema»

2007-10-15

Tanta agitação e tentativas de descredibilização à nossa volta é mais um sinal de que incomodamos.

2007-10-13

O ano de 1983 foi um marco histórico na demografia portuguesa: pela primeira vez o Instituto Nacional de Estatística registou uma taxa abaixo dos 2,1. Mas, apesar deste sinal de alarme quanto à nossa incapacidade de sobrevivência como país - que se foi agravando nos anos seguintes - nada se fez para enfrentar verdadeiramente o problema.

Pelo contrário. Quando, no final dos anos 90 do século passado, o Governo lançou o debate sobre a reforma do sistema de Segurança Social, precisamente por causa da queda da taxa de natalidade e do envelhecimento da população, as soluções desde então propostas pelos especialistas, parceiros sociais e sociedade civil passaram sistematicamente por restrições nas regalias do sistema ou por medidas de engenharia financeira, e nunca por dar prioridade a uma política de família ou a uma estratégia demográfica.


Um artigo que levanta algumas questões muito interessantes.
Menezes avisou que exigirá uma “férrea disciplina e solidariedade” com a liderança do partido. Ele sabe bem do que fala, Marques Medes que o diga.
Resta saber em que condições estão “contratadas” as auxiliares de educação. Eu conheço quem esteja a ser pago a 2,57€ à hora por 4 horas diárias. Ora, ao fim do mês isso dá pouco mais que 200€ mensais, e assim se poupa na contratação efectiva de pessoal, com todos os direitos sociais a que um trabalhador tem direito...
Ó homem, não lhe fica bem duvidar assim da senhora!
Por onde andava Al Gore quando os Estados Unidos não assinaram o Protocolo de Quioto?

2007-10-09

Nos ultimos tempos temos assistido através da comunicação social, a uma grande actividade de inspecções por parte da ASAE, desde restaurantes, bares de hospitais, carrinhas de transporte, chegando agora a vez dos infractores da sportv. Ainda bem que assim é!
Gostava que esta onda chegasse também a outros organismos de fiscalização, nomeadamente à Inspecção Geral do Trabalho. Pois não se ouve falar de nenhuma abordagem às empresas que exploram os seus trabalhadores, fazendo-os trabalhar para além das horas normais sem quaisquer direitos ou então com estes deturpados em beneficío da empresa, devido, não só a precaridade dos contratos como também a uma pressão psicológica do medo de ir para a lista negra! Normalmente só se ouve falar destas inspecções quando existe alguma denuncia ou quando morre algum trabalhador.
Existe uma palavra agora muito em voga a "proactividade" que bem podia ajudar os senhores da Inspecção Geral do Trabalho.
Espero que o Sr. Primeiro-Ministro não se sinta ofendido com isto, senão amanhã cá estará a PSP com um lápiz azul a verificar se o que aqui escrevemos não é "inoportuno"...

Imagem sacada aqui.
As artimanhas do nosso primeiro ministro andam cada vez mais ridículas. Agora, e segundo as suas últimas intervenções, todos os protestos são arranjados pelos comunistas. Como todos sabem:

O poder de compra está a aumentar, o desemprego a diminuir, os trabalhadores são respeitados, o governo oferece computadores, todos os jovens têm acesso a habitação, e ...

Só os comunistas não percebem, só os comunistas
O Sindicato de Professores da Região Centro considera «intimidatória» a visita de agentes da PSP a pedir informações sobre os protestos a realizar, terça-feira, na visita do primeiro-ministro à Covilhã. O ministro da Administração Interna já anunciou que pediu um processo de averiguações a esta situação.

«Não temos dúvidas porque nos foi dito, que sabiam que iríamos estar amanhã numa iniciativa e queriam chamar a atenção para que alguns comportamentos não fossem utilizados, que não podíamos ter escritos, que tivéssemos cuidado, que mantivéssemos a distância»

2007-10-08

O rolo que acabei ainda está a secar. Entretanto deixo aqui uma fotografia feita em Maio, na Rua António Sérgio.

2007-10-03

Direito à Saúde

No passado dia 27 de Setembro de 2007, em Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira, os eleitos da CDU apresentaram uma Moção sobre o Direito à Saúde, onde entre várias considerações, se diagnosticava o estado da saúde no país e na freguesia. A Moção lembra o muito que se ganhou com a Revolução de Abril e com a Constituição da República Portuguesa, que levaram à criação do Serviço Nacional de Saúde há 28 anos, dando alguns exemplos, retratados pela diminuição considerável da taxa de mortalidade infantil (de 39 por 1000 para 5 por 1000) e pelo aumento da esperança de vida à nascença (de 69 para 78 anos).
No final e depois de constatar de que nos últimos anos o Serviço Nacional de Saúde se tem vindo a degradar, exigia ao governo o seguinte:

- A promoção e valorização do Serviço Nacional de Saúde, tendencialmente gratuito;
- A defesa do acesso com igualdade de oportunidades dos portugueses à saúde;
- A dotação do Centro de Saúde da Baixa da Banheira dos Recursos Humanos necessários ao seu bom funcionamento;
- A construção de um novo Centro de Saúde no espaço para ele já reservado pela Câmara Municipal da Moita através da cedência de terreno.

Apresentada a Moção esta foi aceite para discussão por todas as forças políticas presentes, com excepção do Partido Social Democrata (por falta do eleito). Esgrimiram-se argumentos que no geral iam no sentido do documento apresentado, o que ficou expresso pela votação: 13 votos favoráveis (11 da bancada da CDU e 2 do Bloco de Esquerda), 3 abstenções e 1 voto contra da bancada do PS.
A reforçar as exigências ao governo, o Serviço Nacional de Saúde Português foi classificado em 19º lugar, num ranking europeu, entre 29 países, pela Health Consumer Powerhouse, depois de ter sido considerado o 12º melhor do Mundo, há alguns anos atrás, na última classificação da Organização Mundial de Saúde, o que demonstra a degradação que este tem vindo a sofrer, frutos das políticas seguidas pelos sucessivos governos, o que manifestamente demonstra a justeza das exigências desta Moção ao governo, pelo que lamentamos as abstenções e o voto contra da bancada do Partido Socialista.

Os eleitos da CDU da
Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira
Começa hoje no Fórum o ciclo de cinema DOCPROP – Mostra de Cinema Documental Sobre Propaganda:

3 de Outubro - Olympia de Leni Riefenstahl;

10 de Outubro - A Guerrilheira de Frank Poulsen;

17 de Outubro – Super Size Me de Morgan Spurlock;

24 de Outubro - Kuxa Kanema de Margarida Cardoso;

31 de Outubro – A Revolução Não Será Televisionada de Kim Bartley e Donnacha O’Briain.

As sessões começam às 21h30m.

Vamos ver se este fim de semana alargado me dá algum tempo para fazer mais umas fotos.

2007-10-02

A Água Pública na Ordem do Dia

Decorreu na passada Segunda Feira, 1 de Outubro de 2007, no Auditório Municipal Augusto Cabrita no Barreiro, o Seminário - Região de Setúbal, Municípios onde a Água é de Todos. Este seminário decorreu ao mesmo tempo que decorre uma recolha de assinaturas para um manifesto, com o mesmo nome, visando a manutenção da Gestão Pública da Água na nossa Região.

Nos trabalhos foram abordados vários temas, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista técnico-científico e foram anunciadas duas grandes novidades:
- A criação do Observatório da Água para a Península de Setúbal, que terá como Missão, centralizar, estruturar e valorizar a informação sobre as questões relacionadas com a Água na Península de Setúbal. Este Observatório, pioneiro no seu conteúdo, terá uma enorme importância na correcta Gestão da Água uma vez que as suas funções serão: a Gestão dos Dados, a Disponibilização de Informação junto dos agentes e populações e o Apoio à Decisão, com estudos e orientações resultantes de todo o trabalho;
- A intenção da criação de uma Associação de Municípios para Fins Específicos com vista à Gestão Pública da Água em Alta.
Estes dois anúncios, fruto do trabalho desenvolvido pelas Autarquias da Região de Setúbal, são sem sombra de qualquer dúvida excelentes notícias e exemplos da enorme dinâmica que esta Associação de Municípios tem sabido imprimir, inovando e respondendo às aspirações das populações que representa. Não nos esqueçamos que foi na Península de Setúbal que a primeira Associação de Municípios a nível Distrital foi criada, que o primeiro Plano Integrado de Desenvolvimento Distrital foi elaborado, que o primeiro Plano Interconcelhio de Circulação foi produzido, que todos os concelhos elaboraram Planos Directores Municipais e o nosso Município, a Moita, foi o primeiro, a nível nacional, a concluir este importante instrumento de Ordenamento do Território, e que uma visão coerente e integrada dos actores regionais, com vista ao desenvolvimento, produziu o Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal.

A criação do Observatório da Água para a Península de Setúbal, plenamente justificado pela localização do mais produtivo e extenso aquífero do Continente e única origem de água para consumo na nossa região, que urge proteger e gerir de forma integrada e sustentada, será constituído por várias entidades, Câmaras Municipais, Associações, Partidos Políticos, Institutos do Estado, entre outras.

No que respeita à intenção demonstrada pela maioria das Câmaras Municipais da Região em se constituírem numa Associação de Municípios para Fins Específicos para a Gestão Pública da Água em Alta, é mais do que justificada pelos exemplos observados de boa Gestão Pública da Água na Península, com as taxas de cobertura mais elevadas do país, bem como pelo o único exemplo de concessão da Gestão da Água, o do Município de Setúbal. Em 1997 o Executivo Camarário de maioria PS da Câmara de Setúbal concessionou às Águas do Sado a Gestão da Água no Concelho de Setúbal, o que resolveu os problemas de tesouraria do Executivo no curto prazo, mas que brindou os setubalenses com aumentos significativos no preço da água e imputou ao próprio Município elevadas exigências, com a obrigação indirecta de deslocar verbas de outros sectores para investir em áreas integradas no contrato de concessão, que, na opinião dos responsáveis actuais da Câmara de Setúbal muito lesa a Autarquia.
Termino com uma saudação a todos quantos assinaram o manifesto e apelo a quem não o fez para o assinar, o que pode fazer dirigindo-se às colectividades, às Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais ou subscrevendo-o online em www.amrs.pt, lembrando que a Água é de Todos.

Nuno Miguel Fialho Cavaco
Membro da DORS do PCP