De um nosso vizinho, agora representado por um tal
Sr. Vendido, chegou-nos
mais uma dose do mesmo veneno, a que infelizmente já nos fomos habituando.
Afirma o tal
Sr. Vendido que os meus posts sobre o comércio local (
parte I e
parte II) se englobam numa acção de campanha, que com uma alusão ao PDM indicia concertada a partir da CMM, e que teria como fim criar a imagem de que as novas superfícies comerciais no concelho não teriam um impacto importante no comercio local.
Meu caro, até hoje
escrevi sempre em meu nome, sem fontes, e sem encomendas. Não sei se poderá dizer o mesmo, mas isso é um problema seu.
Outra nota que queria deixar ao
Sr. Vendido: o maior ataque que actualmente é feito ao comércio local deve-se à diminuição do poder de compra dos portugueses, e aí a CMM não terá assim tanta responsabilidade.
Quanto ao assunto do post em si, é evidente que o comércio local será afectado, como já o foi com o Feira Nova no Barreiro, com o Carrefour no Montijo, com o Continente no Seixal, e a julgar pelo que escreve um colega seu de blog, um tal de AV1 que por certo conhecerá, até pelo El Corte Inglês de Lisboa, bem como pelos Lidl, Modelo, etc. E como também já foi pelo normal desenvolvimento da nossa sociedade. Já dificilmente encontro um sapateiro, e com muita pena minha, mais difícil ainda é encontrar uma gelataria com gelados caseiros. O que escrevi, e que reafirmo, é que
no meu caso, um determinado tipo de
comércio local, especializado e com qualidade a preços apetecíveis não será afectado, nem aqueles estabelecimentos cuja proximidade é o factor relevante. A este fenómeno é usual dar-se o nome de concorrência.
Talvez não saiba mas os comunistas não são contra o comércio, nem contra as empresas em geral. Os comunistas não gostam é de patrões que exploram os seus empregados, e é por isso que sempre tiveram uma acção importante nos sindicatos e nas lutas dos trabalhadores.
Estas superfícies não são propriamente o exemplo de bem tratar os seus empregados. É verdade. Nem, muitas vezes, o comércio local. O que é necessário é estar atento, não é?
Mas para não ficar a pensar, erradamente, que não utilizo estes espaços das grandes cadeias comerciais, confesso-lhe que sou grande apreciador de alguns gelados do Lidl, de algumas camisas da Springfield, assim como gosto de passar pela Fnac e vasculhar livros e CD’s, por exemplo…
No fundo, e apesar do momento angular algo retorcido, o seu texto foi uma questão de
spin.