blog de encontro onde se discute a Baixa da Banheira, sem falsas isenções, porque só é isento quem não tem opinião
2007-10-13
Menezes avisou que exigirá uma “férrea disciplina e solidariedade” com a liderança do partido. Ele sabe bem do que fala, Marques Medes que o diga.
Resta saber em que condições estão “contratadas” as auxiliares de educação. Eu conheço quem esteja a ser pago a 2,57€ à hora por 4 horas diárias. Ora, ao fim do mês isso dá pouco mais que 200€ mensais, e assim se poupa na contratação efectiva de pessoal, com todos os direitos sociais a que um trabalhador tem direito...
2007-10-09
Nos ultimos tempos temos assistido através da comunicação social, a uma grande actividade de inspecções por parte da ASAE, desde restaurantes, bares de hospitais, carrinhas de transporte, chegando agora a vez dos infractores da sportv. Ainda bem que assim é!Gostava que esta onda chegasse também a outros organismos de fiscalização, nomeadamente à Inspecção Geral do Trabalho. Pois não se ouve falar de nenhuma abordagem às empresas que exploram os seus trabalhadores, fazendo-os trabalhar para além das horas normais sem quaisquer direitos ou então com estes deturpados em beneficío da empresa, devido, não só a precaridade dos contratos como também a uma pressão psicológica do medo de ir para a lista negra! Normalmente só se ouve falar destas inspecções quando existe alguma denuncia ou quando morre algum trabalhador.
Existe uma palavra agora muito em voga a "proactividade" que bem podia ajudar os senhores da Inspecção Geral do Trabalho.
Espero que o Sr. Primeiro-Ministro não se sinta ofendido com isto, senão amanhã cá estará a PSP com um lápiz azul a verificar se o que aqui escrevemos não é "inoportuno"...Imagem sacada aqui.
As artimanhas do nosso primeiro ministro andam cada vez mais ridículas. Agora, e segundo as suas últimas intervenções, todos os protestos são arranjados pelos comunistas. Como todos sabem:
O poder de compra está a aumentar, o desemprego a diminuir, os trabalhadores são respeitados, o governo oferece computadores, todos os jovens têm acesso a habitação, e ...
Só os comunistas não percebem, só os comunistas
O poder de compra está a aumentar, o desemprego a diminuir, os trabalhadores são respeitados, o governo oferece computadores, todos os jovens têm acesso a habitação, e ...
Só os comunistas não percebem, só os comunistas
2007-10-08
O rolo que acabei ainda está a secar. Entretanto deixo aqui uma fotografia feita em Maio, na Rua António Sérgio.
Etiquetas:
Baixa da Banheira em imagens
2007-10-05
2007-10-03
Direito à Saúde
No passado dia 27 de Setembro de 2007, em Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira, os eleitos da CDU apresentaram uma Moção sobre o Direito à Saúde, onde entre várias considerações, se diagnosticava o estado da saúde no país e na freguesia. A Moção lembra o muito que se ganhou com a Revolução de Abril e com a Constituição da República Portuguesa, que levaram à criação do Serviço Nacional de Saúde há 28 anos, dando alguns exemplos, retratados pela diminuição considerável da taxa de mortalidade infantil (de 39 por 1000 para 5 por 1000) e pelo aumento da esperança de vida à nascença (de 69 para 78 anos).
No final e depois de constatar de que nos últimos anos o Serviço Nacional de Saúde se tem vindo a degradar, exigia ao governo o seguinte:
- A promoção e valorização do Serviço Nacional de Saúde, tendencialmente gratuito;
- A defesa do acesso com igualdade de oportunidades dos portugueses à saúde;
- A dotação do Centro de Saúde da Baixa da Banheira dos Recursos Humanos necessários ao seu bom funcionamento;
- A construção de um novo Centro de Saúde no espaço para ele já reservado pela Câmara Municipal da Moita através da cedência de terreno.
Apresentada a Moção esta foi aceite para discussão por todas as forças políticas presentes, com excepção do Partido Social Democrata (por falta do eleito). Esgrimiram-se argumentos que no geral iam no sentido do documento apresentado, o que ficou expresso pela votação: 13 votos favoráveis (11 da bancada da CDU e 2 do Bloco de Esquerda), 3 abstenções e 1 voto contra da bancada do PS.
A reforçar as exigências ao governo, o Serviço Nacional de Saúde Português foi classificado em 19º lugar, num ranking europeu, entre 29 países, pela Health Consumer Powerhouse, depois de ter sido considerado o 12º melhor do Mundo, há alguns anos atrás, na última classificação da Organização Mundial de Saúde, o que demonstra a degradação que este tem vindo a sofrer, frutos das políticas seguidas pelos sucessivos governos, o que manifestamente demonstra a justeza das exigências desta Moção ao governo, pelo que lamentamos as abstenções e o voto contra da bancada do Partido Socialista.
Os eleitos da CDU da
Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira
No passado dia 27 de Setembro de 2007, em Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira, os eleitos da CDU apresentaram uma Moção sobre o Direito à Saúde, onde entre várias considerações, se diagnosticava o estado da saúde no país e na freguesia. A Moção lembra o muito que se ganhou com a Revolução de Abril e com a Constituição da República Portuguesa, que levaram à criação do Serviço Nacional de Saúde há 28 anos, dando alguns exemplos, retratados pela diminuição considerável da taxa de mortalidade infantil (de 39 por 1000 para 5 por 1000) e pelo aumento da esperança de vida à nascença (de 69 para 78 anos).
No final e depois de constatar de que nos últimos anos o Serviço Nacional de Saúde se tem vindo a degradar, exigia ao governo o seguinte:
- A promoção e valorização do Serviço Nacional de Saúde, tendencialmente gratuito;
- A defesa do acesso com igualdade de oportunidades dos portugueses à saúde;
- A dotação do Centro de Saúde da Baixa da Banheira dos Recursos Humanos necessários ao seu bom funcionamento;
- A construção de um novo Centro de Saúde no espaço para ele já reservado pela Câmara Municipal da Moita através da cedência de terreno.
Apresentada a Moção esta foi aceite para discussão por todas as forças políticas presentes, com excepção do Partido Social Democrata (por falta do eleito). Esgrimiram-se argumentos que no geral iam no sentido do documento apresentado, o que ficou expresso pela votação: 13 votos favoráveis (11 da bancada da CDU e 2 do Bloco de Esquerda), 3 abstenções e 1 voto contra da bancada do PS.
A reforçar as exigências ao governo, o Serviço Nacional de Saúde Português foi classificado em 19º lugar, num ranking europeu, entre 29 países, pela Health Consumer Powerhouse, depois de ter sido considerado o 12º melhor do Mundo, há alguns anos atrás, na última classificação da Organização Mundial de Saúde, o que demonstra a degradação que este tem vindo a sofrer, frutos das políticas seguidas pelos sucessivos governos, o que manifestamente demonstra a justeza das exigências desta Moção ao governo, pelo que lamentamos as abstenções e o voto contra da bancada do Partido Socialista.
Os eleitos da CDU da
Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira
Começa hoje no Fórum o ciclo de cinema DOCPROP – Mostra de Cinema Documental Sobre Propaganda:
3 de Outubro - Olympia de Leni Riefenstahl;
10 de Outubro - A Guerrilheira de Frank Poulsen;
17 de Outubro – Super Size Me de Morgan Spurlock;
24 de Outubro - Kuxa Kanema de Margarida Cardoso;
31 de Outubro – A Revolução Não Será Televisionada de Kim Bartley e Donnacha O’Briain.
As sessões começam às 21h30m.
3 de Outubro - Olympia de Leni Riefenstahl;
10 de Outubro - A Guerrilheira de Frank Poulsen;
17 de Outubro – Super Size Me de Morgan Spurlock;
24 de Outubro - Kuxa Kanema de Margarida Cardoso;
31 de Outubro – A Revolução Não Será Televisionada de Kim Bartley e Donnacha O’Briain.
As sessões começam às 21h30m.
2007-10-02
A Água Pública na Ordem do Dia
Decorreu na passada Segunda Feira, 1 de Outubro de 2007, no Auditório Municipal Augusto Cabrita no Barreiro, o Seminário - Região de Setúbal, Municípios onde a Água é de Todos. Este seminário decorreu ao mesmo tempo que decorre uma recolha de assinaturas para um manifesto, com o mesmo nome, visando a manutenção da Gestão Pública da Água na nossa Região.
Nos trabalhos foram abordados vários temas, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista técnico-científico e foram anunciadas duas grandes novidades:
- A criação do Observatório da Água para a Península de Setúbal, que terá como Missão, centralizar, estruturar e valorizar a informação sobre as questões relacionadas com a Água na Península de Setúbal. Este Observatório, pioneiro no seu conteúdo, terá uma enorme importância na correcta Gestão da Água uma vez que as suas funções serão: a Gestão dos Dados, a Disponibilização de Informação junto dos agentes e populações e o Apoio à Decisão, com estudos e orientações resultantes de todo o trabalho;
- A intenção da criação de uma Associação de Municípios para Fins Específicos com vista à Gestão Pública da Água em Alta.
Estes dois anúncios, fruto do trabalho desenvolvido pelas Autarquias da Região de Setúbal, são sem sombra de qualquer dúvida excelentes notícias e exemplos da enorme dinâmica que esta Associação de Municípios tem sabido imprimir, inovando e respondendo às aspirações das populações que representa. Não nos esqueçamos que foi na Península de Setúbal que a primeira Associação de Municípios a nível Distrital foi criada, que o primeiro Plano Integrado de Desenvolvimento Distrital foi elaborado, que o primeiro Plano Interconcelhio de Circulação foi produzido, que todos os concelhos elaboraram Planos Directores Municipais e o nosso Município, a Moita, foi o primeiro, a nível nacional, a concluir este importante instrumento de Ordenamento do Território, e que uma visão coerente e integrada dos actores regionais, com vista ao desenvolvimento, produziu o Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal.
A criação do Observatório da Água para a Península de Setúbal, plenamente justificado pela localização do mais produtivo e extenso aquífero do Continente e única origem de água para consumo na nossa região, que urge proteger e gerir de forma integrada e sustentada, será constituído por várias entidades, Câmaras Municipais, Associações, Partidos Políticos, Institutos do Estado, entre outras.
No que respeita à intenção demonstrada pela maioria das Câmaras Municipais da Região em se constituírem numa Associação de Municípios para Fins Específicos para a Gestão Pública da Água em Alta, é mais do que justificada pelos exemplos observados de boa Gestão Pública da Água na Península, com as taxas de cobertura mais elevadas do país, bem como pelo o único exemplo de concessão da Gestão da Água, o do Município de Setúbal. Em 1997 o Executivo Camarário de maioria PS da Câmara de Setúbal concessionou às Águas do Sado a Gestão da Água no Concelho de Setúbal, o que resolveu os problemas de tesouraria do Executivo no curto prazo, mas que brindou os setubalenses com aumentos significativos no preço da água e imputou ao próprio Município elevadas exigências, com a obrigação indirecta de deslocar verbas de outros sectores para investir em áreas integradas no contrato de concessão, que, na opinião dos responsáveis actuais da Câmara de Setúbal muito lesa a Autarquia.
Termino com uma saudação a todos quantos assinaram o manifesto e apelo a quem não o fez para o assinar, o que pode fazer dirigindo-se às colectividades, às Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais ou subscrevendo-o online em www.amrs.pt, lembrando que a Água é de Todos.
Nuno Miguel Fialho Cavaco
Membro da DORS do PCP
Decorreu na passada Segunda Feira, 1 de Outubro de 2007, no Auditório Municipal Augusto Cabrita no Barreiro, o Seminário - Região de Setúbal, Municípios onde a Água é de Todos. Este seminário decorreu ao mesmo tempo que decorre uma recolha de assinaturas para um manifesto, com o mesmo nome, visando a manutenção da Gestão Pública da Água na nossa Região.
Nos trabalhos foram abordados vários temas, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista técnico-científico e foram anunciadas duas grandes novidades:
- A criação do Observatório da Água para a Península de Setúbal, que terá como Missão, centralizar, estruturar e valorizar a informação sobre as questões relacionadas com a Água na Península de Setúbal. Este Observatório, pioneiro no seu conteúdo, terá uma enorme importância na correcta Gestão da Água uma vez que as suas funções serão: a Gestão dos Dados, a Disponibilização de Informação junto dos agentes e populações e o Apoio à Decisão, com estudos e orientações resultantes de todo o trabalho;
- A intenção da criação de uma Associação de Municípios para Fins Específicos com vista à Gestão Pública da Água em Alta.
Estes dois anúncios, fruto do trabalho desenvolvido pelas Autarquias da Região de Setúbal, são sem sombra de qualquer dúvida excelentes notícias e exemplos da enorme dinâmica que esta Associação de Municípios tem sabido imprimir, inovando e respondendo às aspirações das populações que representa. Não nos esqueçamos que foi na Península de Setúbal que a primeira Associação de Municípios a nível Distrital foi criada, que o primeiro Plano Integrado de Desenvolvimento Distrital foi elaborado, que o primeiro Plano Interconcelhio de Circulação foi produzido, que todos os concelhos elaboraram Planos Directores Municipais e o nosso Município, a Moita, foi o primeiro, a nível nacional, a concluir este importante instrumento de Ordenamento do Território, e que uma visão coerente e integrada dos actores regionais, com vista ao desenvolvimento, produziu o Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal.
A criação do Observatório da Água para a Península de Setúbal, plenamente justificado pela localização do mais produtivo e extenso aquífero do Continente e única origem de água para consumo na nossa região, que urge proteger e gerir de forma integrada e sustentada, será constituído por várias entidades, Câmaras Municipais, Associações, Partidos Políticos, Institutos do Estado, entre outras.
No que respeita à intenção demonstrada pela maioria das Câmaras Municipais da Região em se constituírem numa Associação de Municípios para Fins Específicos para a Gestão Pública da Água em Alta, é mais do que justificada pelos exemplos observados de boa Gestão Pública da Água na Península, com as taxas de cobertura mais elevadas do país, bem como pelo o único exemplo de concessão da Gestão da Água, o do Município de Setúbal. Em 1997 o Executivo Camarário de maioria PS da Câmara de Setúbal concessionou às Águas do Sado a Gestão da Água no Concelho de Setúbal, o que resolveu os problemas de tesouraria do Executivo no curto prazo, mas que brindou os setubalenses com aumentos significativos no preço da água e imputou ao próprio Município elevadas exigências, com a obrigação indirecta de deslocar verbas de outros sectores para investir em áreas integradas no contrato de concessão, que, na opinião dos responsáveis actuais da Câmara de Setúbal muito lesa a Autarquia.
Termino com uma saudação a todos quantos assinaram o manifesto e apelo a quem não o fez para o assinar, o que pode fazer dirigindo-se às colectividades, às Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais ou subscrevendo-o online em www.amrs.pt, lembrando que a Água é de Todos.
Nuno Miguel Fialho Cavaco
Membro da DORS do PCP
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Água de todos com a participação de todos
2007-09-29

As imagens em cima mostram como a coisa se faz. Nós que não conseguimos prever o tempo a 8 dias fazemos previsões para 2100 (a figura cheia de água). O IPCC pensava de uma forma em 1990 e agora pensa de outra, independentemente dos dados registados e da forma como são registados (gráfico de temperaturas).
Como a ciência não é estanque e o tempo é capaz de ser relativo, vou aflorar aqui uma vez mais, o tema do aquecimento global.
Como sabem a minha posição é de dúvida, para não falar em cepticismo. Os dados científicos não provam o que se afirma um pouco por todo o lado, e nem sempre são mostrados com rigor. Temos o caso do tão afamado “degelo dos pólos” como alguns lhe chamam. O que os dados mostram é que a norte da Gronelândia o gelo está a “derreter” e a norte do Canadá acontece o fenómeno inverso. Em que ficamos? Porque é que a situação a norte do Canadá não é relatada?
Porque é que os valores apontados de aquecimento global não são mencionados, ou são pouco mencionados?
Porque é que se regista um aumento da pressão atmosférica quando se afirma que as temperaturas aumentam, o que deveria induzir a um abaixamento da pressão (a pressão atmosférica é considerada com o peso da coluna de ar sobre um determinado ponto da superfície terrestre- se o ar aquece, este expanda-se e supostamente a pressão diminui)?
São muitas as dúvidas e poucas as certezas, mas no fundo utilizar o medo para fazer aprovar impostos e incentivar o uso e a implementação de energia nuclear são os riscos que se correm em não duvidar, em não pedir esclarecimentos.
Fica aqui uma ligação para uma boa leitura
Saúde
No passado dia 27 de Setembro foi apresentada à Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira uma Moção sobre o Direito à Saúde pela bancada da CDU. Fazia um diagnóstico aos serviços de saúde da freguesia e reivindicava junto do governo melhores condições, com o reforço dos meios financeiros, técnicos e recursos humanos, para além de exigir a construção de um novo Centro de Saúde num terreno já cedido para o efeito pela Câmara Municipal.
Da moção fica um número, o ratio de médicos por 1000 hab na freguesia é semelhante ao dos países do Norte de Africa e muito inferior ao Nacional (o nacional é de cerca de 3,5 médicos por mil habitantes e na freguesia da Baixa da Banheira é de cerca de 1 por 2 000 hab - dados de 2005 do Ministério da Saúde), o que demonstra mau trabalho neste campo.
Esta chamada de atenção teve o apoio da bancada do Bloco de Esquerda, merecendo uma intervenção que muito defende a população. Ao contrário, os elementos do PS na sua maioria abstiveram-se havendo mesmo um voto contra, justificado pelo elemento em questão ao referir-se à Moção como um elogio ao governo. O PSD não esteve representado por falta do seu elemento.
Deixo aqui apenas uma preocupação, o Serviço Nacional de Saúde está a degradar-se fruto das políticas que os sucessivos governos implementaram, em último caso a factura é paga pelas populações e por isso todos devemos enveredar esforços para denunciar as situções desencadeadas e por reivindicar e lutar por mais e melhor saúde. Isso não se passou na referida Assembleia, os elementos do PS apenas defenderam interesses partidários que neste caso não têm qualquer razão de ser e assim, são coniventes por tudo o que vier a acontecer.
No passado dia 27 de Setembro foi apresentada à Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira uma Moção sobre o Direito à Saúde pela bancada da CDU. Fazia um diagnóstico aos serviços de saúde da freguesia e reivindicava junto do governo melhores condições, com o reforço dos meios financeiros, técnicos e recursos humanos, para além de exigir a construção de um novo Centro de Saúde num terreno já cedido para o efeito pela Câmara Municipal.
Da moção fica um número, o ratio de médicos por 1000 hab na freguesia é semelhante ao dos países do Norte de Africa e muito inferior ao Nacional (o nacional é de cerca de 3,5 médicos por mil habitantes e na freguesia da Baixa da Banheira é de cerca de 1 por 2 000 hab - dados de 2005 do Ministério da Saúde), o que demonstra mau trabalho neste campo.
Esta chamada de atenção teve o apoio da bancada do Bloco de Esquerda, merecendo uma intervenção que muito defende a população. Ao contrário, os elementos do PS na sua maioria abstiveram-se havendo mesmo um voto contra, justificado pelo elemento em questão ao referir-se à Moção como um elogio ao governo. O PSD não esteve representado por falta do seu elemento.
Deixo aqui apenas uma preocupação, o Serviço Nacional de Saúde está a degradar-se fruto das políticas que os sucessivos governos implementaram, em último caso a factura é paga pelas populações e por isso todos devemos enveredar esforços para denunciar as situções desencadeadas e por reivindicar e lutar por mais e melhor saúde. Isso não se passou na referida Assembleia, os elementos do PS apenas defenderam interesses partidários que neste caso não têm qualquer razão de ser e assim, são coniventes por tudo o que vier a acontecer.
Cheguei agora do seminário ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA, e gostei bastante das duas primeiras apresentações. À tarde lá estarei novamente.
2007-09-28
O Brocas lembrou-se deste “episódio” da história banheirense:
Quando alguém pretendeu rebatizar a Baixa da Banheira por Vila Nova de Fátima.
O Governador Civil de Setúbal, dr Miguel Rodrigues Bastos, visitara a Baixa da Banheira a fim de proceder à inauguração da luz eléctrica. Aguardava-o, para além de algumas entidades oficiais, uma comissão banheirense, que muito trabalhara para a instalação da luz neste lugar, composta por António de Almeida Martinho, reformado da Marinha de Guerra; António Pinheiro (Laia), comerciante e proprietário; Alfredo Gomes, proprietário e negociante de gados; José Casimiro, proprietário; António Lázaro, funcionário da C.U.F.; Francisco Carregosa, comerciante; Francisco Ribeiro Moreira da Silva, proprietário e industrial da construção civil; Manuel Ribeiro, proprietário e funcionário da C.U.F. e o Padre José F. Rodrigues Pereira, pároco de Alhos Vedros.
Quando alguém pretendeu rebatizar a Baixa da Banheira por Vila Nova de Fátima.
O Governador Civil de Setúbal, dr Miguel Rodrigues Bastos, visitara a Baixa da Banheira a fim de proceder à inauguração da luz eléctrica. Aguardava-o, para além de algumas entidades oficiais, uma comissão banheirense, que muito trabalhara para a instalação da luz neste lugar, composta por António de Almeida Martinho, reformado da Marinha de Guerra; António Pinheiro (Laia), comerciante e proprietário; Alfredo Gomes, proprietário e negociante de gados; José Casimiro, proprietário; António Lázaro, funcionário da C.U.F.; Francisco Carregosa, comerciante; Francisco Ribeiro Moreira da Silva, proprietário e industrial da construção civil; Manuel Ribeiro, proprietário e funcionário da C.U.F. e o Padre José F. Rodrigues Pereira, pároco de Alhos Vedros.
Depois da cerimónia, quando os visitados se despediam daquela comissão, inesperadamente, um dos comissionados, Manuel Ribeiro, membro destacado da extinta Legião Portuguesa, aproveitou o ensejo e, entre sorrisos e apertos de mão, fez votos para que o «senhor Governador Civil voltasse em breve à Baixa da Banheira a fim de instaurar a nova freguesia» (sic) que, propôs, se viesse a chamar Vila Nova de Fátima!
O insólito alvitre fora imprevisto e tão impertinente que desconcertou os presentes. Ninguém incumbira o Ribeiro de «rebatista» duma terra que na altura possuía já à volta de dez mil habitantes, e por isso não o apoiaram. Para além disso o ilogismo era flagrante pois os topónimos devem consubstanciar-se com os lugares onde se aplicam e ninguém descobrira qualquer relação entre esta progressiva terra, de gente operária, com a «aparição da Cova da Iria» em Vila Nova de Ourém.
A intenção bajuladora do Manuel Ribeiro era por demais evidente e então, só numa surdez, quase clandestina, alguns membros dessa comissão manifestaram a sua discordância. Nem o próprio pároco da Freguesia de Alhos Vedros, que estava presente se mostrou entusiasmado com a absurda sugestão do Ribeiro pois talvez, na altura, já fosse sua intenção dar o nome de S. José à paróquia que se forjava e daí a sua frieza.
Contudo esta estultice encontrou logo alguns aderentes que, pretendendo tirar proveitos da adulação do Manuel Ribeiro, a divulgaram sorrateiramente, mas o rebatismo era tão descabido que não encontrou o desejado eco no seio do povo e assim, após a efervescência provocada pelo imprevisto e pela controvérsia das opiniões, acabou por cair no esquecimento.
Quando da criação do «Núcleo dos Amigos da Baixa da Banheira» a toponímia do lugar a oposição de alguns que, mal avisados, se baseavam no picaresco do nome e até a imprensa, ignorando a razão da sua invulgaridade, o depreciava por vezes. O jornal «O Século», em 22 de Fevereiro de 1961, designou-o de «nome infeliz». No entanto, na intenção de esclarecer e dinamizar uma toponímia que na realidade se impunha, o «Núcleo» no primeiro jornal dedicado à Baixa da Banheira, expôs as suas justas razões do seu nome que nada tem de ridículo, grotesco ou infeliz e, aliás, é na realidade aquele que melhor se ajusta ao próprio lugar.
in "A Baixa da Banheira até aos nossos dias", José Rosa Figueiredo, 1979
2007-09-27
A cabo-verdiana Nancy Vieira vem ao Fórum apresentar o seu novo trabalho “Lus”. O espectáculo começa às 22H de sábado, 29, e uma hora antes é inaugurada a exposição "Presencia del Camiño” dos cubanos Niurka Bou e Raonel.
Os Amigos da Histório Local vão apresentar no próximo sábado, dia 29 de Setembro o seminário ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA, com o seguinte programa:
ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA
Centro Paroquial de Alhos Vedros - 29 de Setembro de 2007
9:30h - Abertura pela Comissão de Organização
9:45h - Geologia, espaço e ocupação. As primeiras comunidades
António Gonzalez e Tiago do Pereiro
10:15h - Romanos e árabes, um vazio histórico?
Luis Barros e António Gonzalez
10:45h - Intervalo para café
11:10h - A história de Alhos Vedros através dos documentos.
José Vargas
11:40h - Genealogia de Alhos Vedros desde o século XVI.
João Gaspar
12:10h - Debate
12:30h - Intervalo para almoço
14:30h - A Igreja paroquial de Alhos Vedros nas últimas décadas
Padre Carlos Alves
15:00h - Alhos Vedros no contexto económico da margem esquerda do estuário no Antigo Regime.
António Ventura
15:30h - Intervalo para café
16:00h - Projectos Municipais de Valorização e Recuperação do Património.
Vereadora Vivina Nunes
16:30h - Apresentação da nova associação ALIUS VETUS - Associação Cultural História e Património.
Vítor Cabral
17:00h - Recriação Histórica - cultura, turismo e cidadania.
Grupo Passado Vivo
17:30h - Debate e Encerramento
18:30h - Taverna Medieval (feveras assadas e animação, à volta da fogueira)
Organização: Amigos da História Local
Apoios:
Agrupamento de Escuteiros nº 688 do CNE
ALIUSVETUS - Associação Cultural História e Património
Câmara Municipal da Moita
CACAV – Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros
Centro Social Paroquial de S. Lourenço de Alhos Vedros
Junta de Freguesia de Alhos Vedros
Paróquia de S. Lourenço de Alhos Vedros
Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia
ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA
Centro Paroquial de Alhos Vedros - 29 de Setembro de 2007
9:30h - Abertura pela Comissão de Organização
9:45h - Geologia, espaço e ocupação. As primeiras comunidades
António Gonzalez e Tiago do Pereiro
10:15h - Romanos e árabes, um vazio histórico?
Luis Barros e António Gonzalez
10:45h - Intervalo para café
11:10h - A história de Alhos Vedros através dos documentos.
José Vargas
11:40h - Genealogia de Alhos Vedros desde o século XVI.
João Gaspar
12:10h - Debate
12:30h - Intervalo para almoço
14:30h - A Igreja paroquial de Alhos Vedros nas últimas décadas
Padre Carlos Alves
15:00h - Alhos Vedros no contexto económico da margem esquerda do estuário no Antigo Regime.
António Ventura
15:30h - Intervalo para café
16:00h - Projectos Municipais de Valorização e Recuperação do Património.
Vereadora Vivina Nunes
16:30h - Apresentação da nova associação ALIUS VETUS - Associação Cultural História e Património.
Vítor Cabral
17:00h - Recriação Histórica - cultura, turismo e cidadania.
Grupo Passado Vivo
17:30h - Debate e Encerramento
18:30h - Taverna Medieval (feveras assadas e animação, à volta da fogueira)
Organização: Amigos da História Local
Apoios:
Agrupamento de Escuteiros nº 688 do CNE
ALIUSVETUS - Associação Cultural História e Património
Câmara Municipal da Moita
CACAV – Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros
Centro Social Paroquial de S. Lourenço de Alhos Vedros
Junta de Freguesia de Alhos Vedros
Paróquia de S. Lourenço de Alhos Vedros
Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia
Como neste final de verão os dias já se notam mais curtos, foi já com os ares da noite que me encontrei com um amigo para beber um café perto de casa. Há alguns meses que não ia ao Coreto e notei que está mais degradado. A envolvente não é particularmente favorável àquela hora inundada por uma penumbra salpicada da luz de candeeiros de 3 tipos diferentes, e ambos concordámos que a iluminação deveria estar debaixo das arcadas e não fora destas. Não nos demorámos muito, apenas o suficiente para nos sentirmos incomodados com o barulho que a televisão debitava para quem como nós se sentara cá fora, e mais ainda para os poucos, ou nenhuns, que lá dentro se aguentavam.
Poucos dias depois calhou ir a casa de familiares, que por azar, moram num terceiro andar perto da local onde se instalou o karaoke na Rua Padre José Feliciano. Era hora de sessão, e sentado na sala, ouvi perfeitamente os berros esganiçados com que alguém, na certeza de um esforço sincero, assombrava a vizinhança. E estava num terceiro andar.
Mais recentemente descobri que o avô de um amigo meu adquiriu por hábito ouvir fado na varanda, ao abrigo da sombra que pela tarde se estende na fachada do prédio. Com isso inunda de melodias, mais ou menos antigas, todos os vizinhos.
…
Voltando à noite do Coreto, quando dizia ao meu amigo que raramente ali ia, perguntou-me a razão: é o ruído que me incomoda.
Poucos dias depois calhou ir a casa de familiares, que por azar, moram num terceiro andar perto da local onde se instalou o karaoke na Rua Padre José Feliciano. Era hora de sessão, e sentado na sala, ouvi perfeitamente os berros esganiçados com que alguém, na certeza de um esforço sincero, assombrava a vizinhança. E estava num terceiro andar.
Mais recentemente descobri que o avô de um amigo meu adquiriu por hábito ouvir fado na varanda, ao abrigo da sombra que pela tarde se estende na fachada do prédio. Com isso inunda de melodias, mais ou menos antigas, todos os vizinhos.
…
Voltando à noite do Coreto, quando dizia ao meu amigo que raramente ali ia, perguntou-me a razão: é o ruído que me incomoda.
2007-09-26
Recebemos este apelo e por isso publicamos:
Boa tarde,
o meu nome é Sofia e escrevo-lhe porque estou a divulgar o desaparecimento do meu cão.
Ele desapareceu esta noite da Baixa da Banheira e como sou assídua do seu blog resolvi pedir-lhe ajuda porque vive perto de nós.
Se por acaso vir o Skype contacte-nos.
Ficamos-lhe eternamente gratos
Muito obrigada e cumprimentos
Sofia Veiga
Para mais informação consultar o blogue arremacho
Boa tarde,
o meu nome é Sofia e escrevo-lhe porque estou a divulgar o desaparecimento do meu cão.
Ele desapareceu esta noite da Baixa da Banheira e como sou assídua do seu blog resolvi pedir-lhe ajuda porque vive perto de nós.
Se por acaso vir o Skype contacte-nos.
Ficamos-lhe eternamente gratos
Muito obrigada e cumprimentos
Sofia Veiga
Para mais informação consultar o blogue arremacho
2007-09-21
2007-09-20
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De acordo com o Barómetro de Setembro da Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, se houvesse agora eleições legislativas o PS voltava a conquistar maioria absoluta, com 45,2% das intenções de voto. Seguem-se-lhe o PSD com 30,3% (registando uma descida de 2,7% em relação ao passado mês de Agosto), a CDU com 9,2% (+1,5%), o BE com 5,5% (-1,4%) e o CDS/PP com 5,0% (+0,2%). O PS é o partido mais votado em todas as faixas etárias e regiões do país. Entre os líderes da oposição, Jerónimo de Sousa é quem mais lucra com o descontentamento popular em relação às medidas de contenção do Governo. Ao insistir no combate ao desemprego, na defesa dos direitos dos trabalhadores face à rígida legislação laboral e na manutenção dos serviços públicos (Educação e Saúde), o secretário-geral do PCP subiu seis pontos percentuais no índice de popularidade, cometendo um efeito inédito entre os comunistas nos últimos anos. Marques Mendes regista um saldo negativo de 2,2% (descendo um ponto percentual no último mês), Paulo Portas apresenta um ligeiríssimo saldo positivo (0,6%), resultante de um crescimento de +1,7% em relação a Agosto, e Francisco Louçã cai a pique na cotação dos inquiridos da Eurosondagem, com um saldo negativo de 1,1% e uma descida de 1,3% nos últimos 30 dias.
Não percebo a maioria absoluta do PS.
De acordo com o Barómetro de Setembro da Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, se houvesse agora eleições legislativas o PS voltava a conquistar maioria absoluta, com 45,2% das intenções de voto. Seguem-se-lhe o PSD com 30,3% (registando uma descida de 2,7% em relação ao passado mês de Agosto), a CDU com 9,2% (+1,5%), o BE com 5,5% (-1,4%) e o CDS/PP com 5,0% (+0,2%). O PS é o partido mais votado em todas as faixas etárias e regiões do país. Entre os líderes da oposição, Jerónimo de Sousa é quem mais lucra com o descontentamento popular em relação às medidas de contenção do Governo. Ao insistir no combate ao desemprego, na defesa dos direitos dos trabalhadores face à rígida legislação laboral e na manutenção dos serviços públicos (Educação e Saúde), o secretário-geral do PCP subiu seis pontos percentuais no índice de popularidade, cometendo um efeito inédito entre os comunistas nos últimos anos. Marques Mendes regista um saldo negativo de 2,2% (descendo um ponto percentual no último mês), Paulo Portas apresenta um ligeiríssimo saldo positivo (0,6%), resultante de um crescimento de +1,7% em relação a Agosto, e Francisco Louçã cai a pique na cotação dos inquiridos da Eurosondagem, com um saldo negativo de 1,1% e uma descida de 1,3% nos últimos 30 dias.
Não percebo a maioria absoluta do PS.

Miguel Esteves Cardoso na Festa do Avante (publicado na Revista Sábado de 13-09-2007)
Algumas citações:
“Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante!. Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.
Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.
O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei? ..."
"É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça... Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo... Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história... E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão. ..."
"... Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é minimo e saudável.
Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.
Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados. ..."
"...Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. ..."
"...A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é dificil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.
Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideológicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista. ..."
"... As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. Raios os partam."
A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisiveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca. ...
"...Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.
Nem vale a pena indagar acerca da marca do shampô.
Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.
E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas. ..."
"...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível.A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. ..."
"...Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele?"
Para reflexão
Sobre Aquilino Ribeiro no Panteão escreve, e bem, o Eduardo Pitta. O que eu questiono é se o Aquilino gostaria de ter João de Deus como companhia, mas isso já são contas de outro rosário...
2007-09-15
É importante informar.
Assim muitas das acusações aos comunistas na Câmara de Setúbal caem por terra. Mais uma vez se prova que é necessário deixar correr as investigações e quem anda a correr e a proferir setenças pode não ser tão sério assim.
Assim muitas das acusações aos comunistas na Câmara de Setúbal caem por terra. Mais uma vez se prova que é necessário deixar correr as investigações e quem anda a correr e a proferir setenças pode não ser tão sério assim.

Já aqui tinha escrito sobre o assunto. Hoje esta calamidade ainda persiste.
Aconselho umas visitas:
Save Darfur
Wiki
darfurgenocide
Dalai Lama
Não sei porque é que esta polémica sobre esta personagem, que diga-se de passagem, me fascina. Sempre tive admiração por este homem e não percebo porque é que a bem da diplomacia, blá, blá, blá, não se recebe o homem.
O que ele nos diz sobre o respeito para com os outros, a paz, não me parece que tenha nada de implicador.
Não sei porque é que esta polémica sobre esta personagem, que diga-se de passagem, me fascina. Sempre tive admiração por este homem e não percebo porque é que a bem da diplomacia, blá, blá, blá, não se recebe o homem.
O que ele nos diz sobre o respeito para com os outros, a paz, não me parece que tenha nada de implicador.
2007-09-14
2007-09-13

Foto retirarda do jornal "O Rio"
Pode ser lido no avp a respeito das medalhas de mérito municipal:
“Também foi delicioso ouvir um senhor qualquer que foi “laureado” com a medalhita do município e que não lembro o nome nem o que é que ele fez assim de tão transcendente além de ter sido do executivo e assembleia de freguesia da Baixa da Banheira, associativista e treinador de atletismo na B.B (deve ser brilhante pois a maioria das pessoas interrogava-se que não conheciam o senhor de lado nenhum).
Eu sou franco, ou sou muita bronco ou muita distraído. Claro que não disseram mas a gente sabe, foi autarca do PCP/ CDU. Por acaso, claro. E um homem como foi António Coelho, da mesma B.B., que foi um notável alfabetizador, associativista, anti-fascista, e dissidente do PC, espera há muitos anos que lhe seja dado um simples nome de rua na B.B., como Brito Apolónia, o falecido José Manuel Figueiredo e distintos políticos com passado há muito reclamam. Que raio, o homem já morreu há tantos anos, por que é que os ostracisam tanto?”
Isto a respeito de Adriano Encarnação que a nível desportivo é um dos homens mais respeitados do nosso concelho. Dos ensinamentos dele nasceram atletas olímpicos e muitos jovens aprenderam a ser homens. Adriano é um homem fortemente ligado ao movimento associativo da Baixa da Banheira.
Quanto ao António Coelho, e ao "simples" nome da rua que lhe vai ser atribuído. A Junta de Freguesia da Baixa da Banheira já o propôs. É merecido, é reconhecidamente merecido, mas na Baixa das Banheira não se fazem Ruas todos os dias. E também lembrar António Coelho como dissidente do PCP não é necessariamente um factor a considerar na atribuição de qualquer reconhecimento, só na cabeça de alguns.
Parece-me que o "mata-mata" vai acabar graças a um murro falhado...
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desabafos de um benfiquista de sofá
2007-09-12
Queria deixar aqui um agradecimento especial ao animal que hoje, perto das 7 da manhã, encharcou todos os que, numa paragem da Rua da Amizade esperavam pelo 8, debaixo de uma chuva intensa. Reconheci imediatamente naquela besta um leitor atento deste blog, especialmente da rubrica que hoje lhe é completamente dedicada.
Espero que o dia te tenha corrido muito bem, e já sabes: amanhã à mesma hora, no mesmo local, e com sorte, com a mesma chuva.
Um abraço sincero.
Espero que o dia te tenha corrido muito bem, e já sabes: amanhã à mesma hora, no mesmo local, e com sorte, com a mesma chuva.
Um abraço sincero.
2007-09-10
Ordenamento do Território em Portugal (II)
Num país onde só agora começamos a ter e muito mal um Plano Nacional de Ordenamento do Território, onde os Planos Regionais de Ordenamento do Território não têm a legitimidade democrática que deveriam ter porque não existem eleições paras as entidades que os produzem e fazem aprovar, onde durante muitos anos o poder local não existiu porque se constituía como uma corrente de transmissão das ideias do regime fascista, onde os sucessivos governos do PS e PSD criaram uma complexíssima teia burocrática e de referências técnicas que tornavam praticamente impossível a elaboração dos Planos Directores Municipais, até que em 1990, o Decreto-Lei n.° 69/90, de 2 de Março foi aprovado, fruto de imposições comunitárias, e que até 1990 apenas 5 Municípios Portugueses tinham Plano Director Municipal (a Moita conta com 1 desde 1982), onde os princípios legislativos que foram aprovados para orientar as produções dos planos, se vergavam à classe dominante de cariz neo-liberal, os primeiros Planos Directores Municipais, os chamados de 1ª geração, serviram na sua maioria para densificar os índices de ocupação, para permitir a contratualização dos mais diversos negócios. O argumento foi o das leis do mercado, da oferta e da procura só que estas não se aplicam aos solos e assim os PDM´s, na sua grande maioria, passaram a ser meras plataformas negociais para captar investimento. Cumpria-se assim o desígnio da direita- Menos Estado, Melhor Estado.
Foram elaborados Planos Directores Municipais que prevêem, na sua vigência de dez anos, um aumento de duas ou três vezes o número da população dos respectivos concelhos. Alguns municípios metropolitanos que aprovaram áreas urbanas ou urbanizáveis onde, a serem edificadas, caberiam por inteiro as populações de algumas regiões do nosso interior desertificado. Alguns estudos realizados afirmam que a soma de todas as áreas urbanas e urbanizáveis, criadas pelos PDM aprovados, permitiriam alojar catorze milhões de pessoas. Reparem no que escrevi e para não haver deturpações, os PDM´s, aqui não são feitas referências a planos em concreto. E isto para um período de dez anos num país que tem uma população de dez milhões de habitantes. Mas porquê?
O solo para construção é agora mais barato? A habitação é mais barata? As políticas habitacionais do estado têm agora solos para se desenvolverem?
Não, não e não.
Existe uma clara necessidade de levantamento de todo o solo disponível para construção e que este seja articulado a nível central, promovendo políticas anti-desertificação do interior, acompanhadas de políticas de ordenamento rural e de promoção do interior, equilibrando assim, por quem de direito, o país. Os nossos governantes têm de perceber que não podem comprometer mais solo e populações do interior à gula especulativa mas, as soluções apresentadas apenas amplificam o problema.
A maior parte das Revisões do PDM só se centram no aspecto das bolsas a urbanizar e nas suas infra-estruturas, poucos são os planos que atendem várias vertentes da realidade, por falha dos municípios em último caso e por falta de enquadramento tanto dos planos superiores como da administração central em primeiro factor a apontar.
A questão das mais valias é só a cereja em cima do bolo. As mais valias são apropriadas por particulares porque assim os governos o entenderam. Em alguns países estas mais valias ficam no estado e servem para regular o mercado habitacional, para contribuir para a oferta de habitações de qualidade a preços controlados mas isso é uma espécie de socialismo o que contraria o Menos Estado, Melhor Estado dos neo-liberais.
Num país onde só agora começamos a ter e muito mal um Plano Nacional de Ordenamento do Território, onde os Planos Regionais de Ordenamento do Território não têm a legitimidade democrática que deveriam ter porque não existem eleições paras as entidades que os produzem e fazem aprovar, onde durante muitos anos o poder local não existiu porque se constituía como uma corrente de transmissão das ideias do regime fascista, onde os sucessivos governos do PS e PSD criaram uma complexíssima teia burocrática e de referências técnicas que tornavam praticamente impossível a elaboração dos Planos Directores Municipais, até que em 1990, o Decreto-Lei n.° 69/90, de 2 de Março foi aprovado, fruto de imposições comunitárias, e que até 1990 apenas 5 Municípios Portugueses tinham Plano Director Municipal (a Moita conta com 1 desde 1982), onde os princípios legislativos que foram aprovados para orientar as produções dos planos, se vergavam à classe dominante de cariz neo-liberal, os primeiros Planos Directores Municipais, os chamados de 1ª geração, serviram na sua maioria para densificar os índices de ocupação, para permitir a contratualização dos mais diversos negócios. O argumento foi o das leis do mercado, da oferta e da procura só que estas não se aplicam aos solos e assim os PDM´s, na sua grande maioria, passaram a ser meras plataformas negociais para captar investimento. Cumpria-se assim o desígnio da direita- Menos Estado, Melhor Estado.
Foram elaborados Planos Directores Municipais que prevêem, na sua vigência de dez anos, um aumento de duas ou três vezes o número da população dos respectivos concelhos. Alguns municípios metropolitanos que aprovaram áreas urbanas ou urbanizáveis onde, a serem edificadas, caberiam por inteiro as populações de algumas regiões do nosso interior desertificado. Alguns estudos realizados afirmam que a soma de todas as áreas urbanas e urbanizáveis, criadas pelos PDM aprovados, permitiriam alojar catorze milhões de pessoas. Reparem no que escrevi e para não haver deturpações, os PDM´s, aqui não são feitas referências a planos em concreto. E isto para um período de dez anos num país que tem uma população de dez milhões de habitantes. Mas porquê?
O solo para construção é agora mais barato? A habitação é mais barata? As políticas habitacionais do estado têm agora solos para se desenvolverem?
Não, não e não.
Existe uma clara necessidade de levantamento de todo o solo disponível para construção e que este seja articulado a nível central, promovendo políticas anti-desertificação do interior, acompanhadas de políticas de ordenamento rural e de promoção do interior, equilibrando assim, por quem de direito, o país. Os nossos governantes têm de perceber que não podem comprometer mais solo e populações do interior à gula especulativa mas, as soluções apresentadas apenas amplificam o problema.
A maior parte das Revisões do PDM só se centram no aspecto das bolsas a urbanizar e nas suas infra-estruturas, poucos são os planos que atendem várias vertentes da realidade, por falha dos municípios em último caso e por falta de enquadramento tanto dos planos superiores como da administração central em primeiro factor a apontar.
A questão das mais valias é só a cereja em cima do bolo. As mais valias são apropriadas por particulares porque assim os governos o entenderam. Em alguns países estas mais valias ficam no estado e servem para regular o mercado habitacional, para contribuir para a oferta de habitações de qualidade a preços controlados mas isso é uma espécie de socialismo o que contraria o Menos Estado, Melhor Estado dos neo-liberais.
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instrumentos de ordenamento do território
A Festa
A 31ª Festa do Avante foi mais bela, mais fraterna, mais completa que as outras. No espírito de cada construtor da Festa está presente esta ideia. Este orgulho individual de trabalhar para um objectivo comum que foi plenamente conseguido, recarrega baterias com esperança e confiança para as lutas futuras.
Foi assim com 30ª Festa e com as que a antecederam. Milhares de camaradas e amigos deram o melhor de si para que as coisas corressem de feição.
Mas a Festa não são só três dias. Inicia-se com a sua concepção, desenvolve-se com a implantação, consolida-se com a sua abertura e funcionamento e termina com a desimplantação, envolvendo milhares de camaradas e amigos.
Nascida do Portugal de Abril, do sonho de uma sociedade melhor, nestes 3 dias o sonho é realidade e cada construtor da festa fica comovido com cada nova edição.
O trabalho voluntário destes milhares de homens e mulheres tem a sua paga na participação e alegria dos milhares de visitantes que usufruem da sua/nossa produção.
Como alguém disse um dia, a riqueza de um partido são os seus militantes, e nós no PCP sabemos isso melhor do que ninguém e é por isso que a cada acorde da Carvalhesa nos sentimos tocados e revigorados.
Mas tudo isto incomoda muita gente. Pessoas mesquinhas e arrogantes que do alto da sua frustração querem acabarem com a festa. Desde atentados terroristas nos primórdios desta festa a leis específicas ou quase específicas para dificultar o trabalho deste partido. A Festa tem resistido e a cada novo ataque têm sabido os comunistas responder com uma nova Festa, mais bela, mais fraterna e mais solidária.
Os ataques à Festa do Avante, que não é uma Festa só dos comunistas, que é de todos os democratas, obedecessem a uma linha com um objectivo específico e cirúrgico, dificultar a acção do PCP na luta por uma sociedade melhor. Mas o que não nos mata, torna-nos mais fortes, e a nossa resposta é a mesma do costume. Uma nova festa ainda mais bela do que a anterior!
Os arautos da desgraça já previram que esta festa terminaria um dia. Nas suas cabeças o trabalho voluntário (só possível porque a consciência dos camaradas e amigos que o fazem é elevada e norteada pelo objectivo comum atrás referido), não faz sentido nos dias de hoje. A forma de como no seu dia a dia tratam os outros leva-os a acreditar nisto mas desenganem-se aqueles que por os mais variados interesses não querem que a festa se faça. Ontem, tal como hoje e amanhã, nós queremos fazer a festa e este nós não é abusivo porque com as baterias carregadas de esperança e confiança só pode ser assim.
Para o ano lá estarei/estaremos para a nossa Festa.
Nuno Miguel Fialho Cavaco
Membro da Direcção de Organização
Regional de Setúbal do PCP
2007-09-09
Para quem não visa atingir pessoas, mas antes, processsos, não está nada mal...
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da honestidade e outras estórias
2007-09-05
As políticas de combate ao abandono escolar não estão a funcionar. Em 2006, Portugal não só não conseguiu reduzir essa estatística negra do sistema de ensino, como assistiu mesmo ao seu agravamento: a percentagem de jovens que saíram precocemente da escola e cujo nível de estudos não ultrapassa o 9º ano de escolaridade subiu de 38,6%, em 2005, para 39,2%.
Portugal não é um país no qual à educação seja dado um papel fundamental. Nunca o foi num passado mais longínquo, muito menos noutro não tão distante como isso, nem tem sido nas últimas décadas, apesar das evidentes melhorias. Por isso estes números não admiram ninguém. Portugal continua a ser o país da educação para os mais ricos e os restos para os mais pobres. A moda dos condomínios fechados e colégios particulares não é uma causa, é um sintoma de um país dividido entre ricos e pobres, e com este fosso a alargar-se a cada ano que passa.
Metade dos agregados (familiares), o que se pode traduzir em mais de quatro milhões de portugueses, não paga IRS porque não recebe o suficiente para isso. Somos, portanto, um país pobre e de pobres, já que temos dez milhões de habitantes, dos quais dois milhões de jovens que ainda não estão em idade contributiva e mais quatro milhões que ganham abaixo do mínimo. Destes quatro milhões, dois milhões vivem no limiar da pobreza.
Portugal não é um país no qual à educação seja dado um papel fundamental. Nunca o foi num passado mais longínquo, muito menos noutro não tão distante como isso, nem tem sido nas últimas décadas, apesar das evidentes melhorias. Por isso estes números não admiram ninguém. Portugal continua a ser o país da educação para os mais ricos e os restos para os mais pobres. A moda dos condomínios fechados e colégios particulares não é uma causa, é um sintoma de um país dividido entre ricos e pobres, e com este fosso a alargar-se a cada ano que passa.
Metade dos agregados (familiares), o que se pode traduzir em mais de quatro milhões de portugueses, não paga IRS porque não recebe o suficiente para isso. Somos, portanto, um país pobre e de pobres, já que temos dez milhões de habitantes, dos quais dois milhões de jovens que ainda não estão em idade contributiva e mais quatro milhões que ganham abaixo do mínimo. Destes quatro milhões, dois milhões vivem no limiar da pobreza.
2007-09-04
2007-09-02
O Ginásio Atlético Clube da Baixa da Banheira, foi mais uma vez assaltado!Desta vez os amigos do alheio, deram-se ao luxo de partir o alarme enquanto este tocava. Depois sentaram-se no bar a beber leite com chocolate!!! Roubaram somente o tabaco da sua preferência e andaram noutros compartimentos. No final, depois de terem partido vários vidros (o que não faz barulho nenhum) levaram o objecto mais valioso que encontraram (uma tv a cores). No sábado de manhã às portas do Ginásio estavam os populares indignados com o roubo no clube.
Entre os vários comentários que ouvi, retive um que acho ser esclarecedor do espírito contraditório que graça em algumas pessoas. "Quando a luz do Ginásio fica acesa durante a noite, ninguém os cala (aos moradores vizinhos do Ginásio) de indignados que ficam de não conseguirem dormir por causa dela, agora pelos vistos ninguém ouviu o alarme a tocar e o partir dos vidros!!". Ao termos este tipo de comportamento (não chamar a policia) estamos simplesmente a convidá-los para nossa casa, pois estes acabam por perceber que podem fazer de tudo, que ninguém diz nada!
Assaltar o Ginásio é como assaltassem o espírito banheirense, feito destas colectividades que juntaram várias gentes de sítios diferentes, unindo-os através das diversas modalidades, eventos e escolas, ajudando o enriquecimento cultural e social da nossa gente.
2007-08-30

Li o artigo do Sr. António Chora no Jornal da Moita e no Rostos e fiquei sem palavras.
Em primeiro lugar entendo tecer aqui algumas considerações sobre o Jornal "O Rio" e depois darei a minha opinião sobre o artigo de António Chora.
Sou colaborador do Rio. Comecei a escrever para o Rio há alguns anos. Considero que por ser o único jornal da "Vila" da Baixa da Banheira se deve manter. Também considero que todos aqueles que defendem a sua terra se devem bater para manter os órgãos de comunicação social locais a funcionar e de boa saúde. Esta é a minha posição independentemente de um ou outro desacordo com o seu director, pessoa com quem falo quando posso e com o maior respeito.
Quanto ao artigo penso que António Chora ao escrever aquelas linhas e daquela forma deveria provar o que insinuou. O que eu sei é que o jornal se mantem a funcionar porque tem alguns apoios financeiros que foram mantidos em segredo pelo seu director. António Chora provavelmente saberá mais do que eu, mas se o sabe deveria escrever no seu artigo quem são os remes e quem são os caciques. Não o fazendo deixa no ar insinuações (até prova em contrário não passam disso) e isso não me parece correcto.
Por outro lado, parece-me que António Chora, deveria se colocar do lado da solução e não do lado do problema. Como resolveremos (sim, todos os colaboradores) o problema do Rio? Isso é que é importante porque nem tudo deve servir para atingir objectivos partidários.
O que me preocupa seriamente é saber que o único jornal da Vila da Baixa da Banheira tem problemas. O que me preocupa seriamente é saber o que fazer para ajudar a resolver a situação.
2007-08-28
2007-08-27

Clima, uma vez mais
Os incansáveis preguiçosos continuam a apontar situações por eles consideradas anómalas para se pronunciarem a favor da pseudo-teoria do aquecimento global. Qualquer percepção de alteração ao clima é apontada como evidência, seja mais fria ou seja mais quente.
Junho e Julho foram meses mais frios do que a média considerada no nosso país. Isto quer dizer alguma coisa? Estaremos a “arrefecer”?
A massa de gelo na Antárctica aumentou este ano. Quer dizer alguma coisa?
Vários são os especialistas que apontam o estudo, e não a especulação, para responder a estas perguntas. Tudo o resto são devaneios, quer sejam do Al Gore ou de outro qualquer.
P.S.- Segundo alguns especialistas da Universidade de Bremen, este ano, a Antártica engordou e o Ártico emagreceu.
2007-08-24
Seara da controvérsia

A entrevista desta semana da revista Visão feita a Fernando Seara (presidente da Camara de Sintra) tem alguns comentários interessantes.
O entrevistado começa por falar nas suas raízes Beirãs donde provém de uma familia das mais tradi€ionais, passando por uma formação no Colégio Militar, um percurso digno de um menino de direita onde previsívelmente se viria a filiar no CDS passando mais tarde para o PSD. Entre muitas coisas dignas de revista de coração, em que de "coração aberto", o entrevistado foi expondo da sua vida privada, chegou-se à parte em que levado pela onda de humildade das perguntas disse algo que realmente devemos de reter; quando questionado sobre as razões que levaram ao estado em que se encontra o seu partido, entre outras coisas respondeu que "há uma serie de actores políticos que deixaram de viver no T1 e passaram a habitar no T4. E que, para continuarem a morar no T4, não podem largar a vida política. Os partidos são isto. No PSD, nas questões centrais como, por exemplo, a privatização da água, qual é a posição partidária? Muita gente será a favor, eu sou contra.".
Não conheço a pessoa do entrevistado, mas concordo plenamente e acho que este exemplo não se limita só ao seu partido. Cada vez mais nos damos conta, alguns mais que outros, que a dependência dos políticos pelos lobbies de grupos económicos, não só significa uma transmutação de valores morais para valores económicos, como também a total inutilidade da existência do Estado, passando este a uma extensão não dos seus cidadãos mas sim, de grandes empresas.

A entrevista desta semana da revista Visão feita a Fernando Seara (presidente da Camara de Sintra) tem alguns comentários interessantes.
O entrevistado começa por falar nas suas raízes Beirãs donde provém de uma familia das mais tradi€ionais, passando por uma formação no Colégio Militar, um percurso digno de um menino de direita onde previsívelmente se viria a filiar no CDS passando mais tarde para o PSD. Entre muitas coisas dignas de revista de coração, em que de "coração aberto", o entrevistado foi expondo da sua vida privada, chegou-se à parte em que levado pela onda de humildade das perguntas disse algo que realmente devemos de reter; quando questionado sobre as razões que levaram ao estado em que se encontra o seu partido, entre outras coisas respondeu que "há uma serie de actores políticos que deixaram de viver no T1 e passaram a habitar no T4. E que, para continuarem a morar no T4, não podem largar a vida política. Os partidos são isto. No PSD, nas questões centrais como, por exemplo, a privatização da água, qual é a posição partidária? Muita gente será a favor, eu sou contra.".
Não conheço a pessoa do entrevistado, mas concordo plenamente e acho que este exemplo não se limita só ao seu partido. Cada vez mais nos damos conta, alguns mais que outros, que a dependência dos políticos pelos lobbies de grupos económicos, não só significa uma transmutação de valores morais para valores económicos, como também a total inutilidade da existência do Estado, passando este a uma extensão não dos seus cidadãos mas sim, de grandes empresas.
Este ano não houve escapatória possível. Agosto foi-me imposto com o mesmo ímpeto com que uma carraça se agarra ao pêlo de um cão. Ainda não refeito da desfeita, no início do mês rumei a Sul, A2 abaixo, apesar da revolta que me provocam os 17€ de portagens. Perto do fim da viagem deixei de ser ultrapassado pelos bólides que habitualmente usam o asfalto para desafiar não só as leis da estrada, mas até as leis da física, por mais estúpido que tal comportamento possa ser. Antes já deixara de ultrapassar aqueles que se fazem ao caminho com mais cautelas do que eu, mas mesmo então acreditei que uma ordem universal estivesse a comandar todos os veículos à mesma velocidade, e a distâncias que tornassem nos tornassem invisíveis uns aos outros.
Entrei e saí da serra, segui pela A22, N125 e nem no centro da Vila se via um carro. Às 5 da tarde, o café fechado, um sino que não badalava à passagem de um cão vadio e um gato que miava a uma osga na parede receberam-me com indiferença. A cobertura da rede de telemóveis sempre foi má por estas bandas, agora é inexistente. Percorri as ruas mais próximas na companhia do cão, pequeno, preto e silencioso, que parecia apreciar a calmaria que me começava a perturbar. Entrei no carro e segui em direcção a Silves, depois Monchique, Aljezur, Lagos, Portimão e regressei já com a noite por companhia. Só aquela brisa de mar, normalmente ofuscada pelo buliço das gentes, perturbava o odor ao estio algarvio. Perto da meia-noite o cão já se chamava Bohr e o gato trincava a osga. Pouco depois o cansaço da viagem fez-me dormir no quintal, torcido numa cadeira de baloiço que me embalou para um sono pesado até aos primeiros minutos da aurora. Levantei-me num sobressalto sempre com o Bohr por companhia e com ele meti caminho rumo a Norte, seguindo o caminho inverso ao da véspera. N125, A22, e enquanto atravesso a Serra, a curiosidade faz-me voar até Messines, em vão.
Poucas horas depois, e já confortavelmente sentado no sofá de casa, consegui apresentar o Bohr à sua nova família. Foi notícia à escala mundial: naqueles dias, inexplicavelmente, estive sozinho no Algarve.
Entrei e saí da serra, segui pela A22, N125 e nem no centro da Vila se via um carro. Às 5 da tarde, o café fechado, um sino que não badalava à passagem de um cão vadio e um gato que miava a uma osga na parede receberam-me com indiferença. A cobertura da rede de telemóveis sempre foi má por estas bandas, agora é inexistente. Percorri as ruas mais próximas na companhia do cão, pequeno, preto e silencioso, que parecia apreciar a calmaria que me começava a perturbar. Entrei no carro e segui em direcção a Silves, depois Monchique, Aljezur, Lagos, Portimão e regressei já com a noite por companhia. Só aquela brisa de mar, normalmente ofuscada pelo buliço das gentes, perturbava o odor ao estio algarvio. Perto da meia-noite o cão já se chamava Bohr e o gato trincava a osga. Pouco depois o cansaço da viagem fez-me dormir no quintal, torcido numa cadeira de baloiço que me embalou para um sono pesado até aos primeiros minutos da aurora. Levantei-me num sobressalto sempre com o Bohr por companhia e com ele meti caminho rumo a Norte, seguindo o caminho inverso ao da véspera. N125, A22, e enquanto atravesso a Serra, a curiosidade faz-me voar até Messines, em vão.
Poucas horas depois, e já confortavelmente sentado no sofá de casa, consegui apresentar o Bohr à sua nova família. Foi notícia à escala mundial: naqueles dias, inexplicavelmente, estive sozinho no Algarve.
2007-08-22
2007-08-21
O problema dos edifícios devolutos
Nos últimos dois anos tenho tomado conhecimento desta problemática. Na Freguesia da Baixa da Banheira, onde sou eleito, quase todos os meses efectuamos diligências no sentido de contactar proprietários para tomarem medidas que atenuem ou resolvam estas situações.
Como todos sabem este problema não é novo e parece que actuamente se acentua com enorme rapidez, seja por dificuldades económicas dos proprietários, seja por inércia das autoridades competentes e aqui, é clara a falta de uma política nacional.
Sem querer deixar de responsabilizar os proprietários é minha opinião e conhecimento, de que alguns pura e simplesmente não conseguem intervir nos seus edifícios por falta de capacidade financeira, pelo que, à semelhança de alguns projectos piloto, que agora deveriam ser estendidos a todo o país, deveria ser criado um fundo para apoio nesse sentido.
Muitos edifícios estão em risco, colocando as pessoas que fazem as suas vidas na envolvente em constante sobressalto e contribuindo para um mau clima urbano (principalmente).
Um caso específico, na Baixa da Banheira, que agora "despachei" é sintomático dos problemas que um edifício em estado degradado origina:
1- Coloca em risco os outros edifícios;
2- Coloca em risco pessoas e veículos na via pública;
3- Permite o desenvolvimento de actividades ilícitas: tráfico de droga, consumo de droga, prostituição e vandalismo;
4- Cria mau ambiente urbano;
5- Coloca em causa a saúde pública porque se constitui um foco de doenças;
Por isso, todos somos poucos para a resolução do problema e todos devemos ser parte da solução.
Por último, mesmo com bases de dados robustas e com os sistemas de informação, por vezes é muito difícil identificar os proprietários e a criação de um sistema que agilizasse esta tarefa, já era uma grande coisa.
Nos últimos dois anos tenho tomado conhecimento desta problemática. Na Freguesia da Baixa da Banheira, onde sou eleito, quase todos os meses efectuamos diligências no sentido de contactar proprietários para tomarem medidas que atenuem ou resolvam estas situações.
Como todos sabem este problema não é novo e parece que actuamente se acentua com enorme rapidez, seja por dificuldades económicas dos proprietários, seja por inércia das autoridades competentes e aqui, é clara a falta de uma política nacional.
Sem querer deixar de responsabilizar os proprietários é minha opinião e conhecimento, de que alguns pura e simplesmente não conseguem intervir nos seus edifícios por falta de capacidade financeira, pelo que, à semelhança de alguns projectos piloto, que agora deveriam ser estendidos a todo o país, deveria ser criado um fundo para apoio nesse sentido.
Muitos edifícios estão em risco, colocando as pessoas que fazem as suas vidas na envolvente em constante sobressalto e contribuindo para um mau clima urbano (principalmente).
Um caso específico, na Baixa da Banheira, que agora "despachei" é sintomático dos problemas que um edifício em estado degradado origina:
1- Coloca em risco os outros edifícios;
2- Coloca em risco pessoas e veículos na via pública;
3- Permite o desenvolvimento de actividades ilícitas: tráfico de droga, consumo de droga, prostituição e vandalismo;
4- Cria mau ambiente urbano;
5- Coloca em causa a saúde pública porque se constitui um foco de doenças;
Por isso, todos somos poucos para a resolução do problema e todos devemos ser parte da solução.
Por último, mesmo com bases de dados robustas e com os sistemas de informação, por vezes é muito difícil identificar os proprietários e a criação de um sistema que agilizasse esta tarefa, já era uma grande coisa.
"Fernando Santos agarrou-se aos números na hora da despedida, mas era mais do que evidente a ruptura, primeiro com os adeptos e, mais grave, com Luís Filipe Vieira, surgindo agora Camacho por entre o nevoeiro que tem assombrado este início de época dos encarnados". Convém não esquecer que do nevoeiro nunca regressou D. Sebastião, e para o seu lugar não tardaram os Filipes de Espanha.
Se há alguma característica marcadamente portuguesa que detesto é essa estúpida necessidade de se criarem mitos em redor de “homens providenciais”.
Se há alguma característica marcadamente portuguesa que detesto é essa estúpida necessidade de se criarem mitos em redor de “homens providenciais”.
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desabafos de um benfiquista de sofá
2007-08-20
Resposta a António Ângelo
No seguimento do desafio/provocação, lançado no seu blogue, venho responder que não entro no jogo. Não jogo o mesmo jogo porque considero que você, António Ângelo, não respeita as regras básicas de convivência democrática e que a sua forma de agir é contrária ao que defendo.
Reconheço que qualquer cidadão tem o direito de questionar e participar na vida pública, não posso é aceitar que o faça como você o faz, acusando, denegrindo, lançando boatos. Para si tudo serve para atingir o PCP na Moita e os seus eleitos e por isso, não me coloco à sua beira nem para debates, nem para qualquer outra coisa.
Repare que não assino como Res Publica, ou com outro nome qualquer, assino com o meu nome e assumo o que escrevi, só não o vou voltar a repetir.
No entanto e para que fique escrito, também não reconheço legitimidade nenhuma a outros que o criticam da mesma forma que você faz. Mas também não me sinto vocacionado, nem com vontade de andar a esgrimir argumentos a seu favor, até porque não os tenho e até penso que nem você ...
No seguimento do desafio/provocação, lançado no seu blogue, venho responder que não entro no jogo. Não jogo o mesmo jogo porque considero que você, António Ângelo, não respeita as regras básicas de convivência democrática e que a sua forma de agir é contrária ao que defendo.
Reconheço que qualquer cidadão tem o direito de questionar e participar na vida pública, não posso é aceitar que o faça como você o faz, acusando, denegrindo, lançando boatos. Para si tudo serve para atingir o PCP na Moita e os seus eleitos e por isso, não me coloco à sua beira nem para debates, nem para qualquer outra coisa.
Repare que não assino como Res Publica, ou com outro nome qualquer, assino com o meu nome e assumo o que escrevi, só não o vou voltar a repetir.
No entanto e para que fique escrito, também não reconheço legitimidade nenhuma a outros que o criticam da mesma forma que você faz. Mas também não me sinto vocacionado, nem com vontade de andar a esgrimir argumentos a seu favor, até porque não os tenho e até penso que nem você ...
A força do hálito
A força do hálito é como o que tem que ser.
E o que tem que ser tem muita força.
Vai (ou vem) um sujeito, abre a boca e eis que a gente,
que no fundo é sempre a mesma,
desmonta a tenda e vai halitar-se para outro lado,
que no fundo é sempre o mesmo.
Sovacos pompeando vinagres e bafios,
não são nada --bah...-- em comparação
com certos hálitos que até parece que sobem do coração.
"Ai onde transpira agora
o bom sovaco de outrora!"
Virilhas colaborando com parentesis ou cedilhas
são autênticas (e sem hálito) maravirilhas.
Quando muito alguns pingos nos refegos, nas braguilhas,
amoniacal bafor que suporta sem dor
aquele que está ao rés de tal teor.
Mas o mau hálito é pior que a palavra
sobretudo se não for da tua lavra.
Da malvada, da cárie ou, meu deus, do infinito,
o mau hálito é sempre, na narina,
como o baudelaireano, desesperado grito
da "charogne" que apodrecer não queria.
Alexandre O'Neill
A força do hálito é como o que tem que ser.
E o que tem que ser tem muita força.
Vai (ou vem) um sujeito, abre a boca e eis que a gente,
que no fundo é sempre a mesma,
desmonta a tenda e vai halitar-se para outro lado,
que no fundo é sempre o mesmo.
Sovacos pompeando vinagres e bafios,
não são nada --bah...-- em comparação
com certos hálitos que até parece que sobem do coração.
"Ai onde transpira agora
o bom sovaco de outrora!"
Virilhas colaborando com parentesis ou cedilhas
são autênticas (e sem hálito) maravirilhas.
Quando muito alguns pingos nos refegos, nas braguilhas,
amoniacal bafor que suporta sem dor
aquele que está ao rés de tal teor.
Mas o mau hálito é pior que a palavra
sobretudo se não for da tua lavra.
Da malvada, da cárie ou, meu deus, do infinito,
o mau hálito é sempre, na narina,
como o baudelaireano, desesperado grito
da "charogne" que apodrecer não queria.
Alexandre O'Neill
Quando fazemos as nossas férias estivais no Algarve temos por hábito convidar alguns amigos e familiares para passarem uns dias connosco. Tunes fica ali ao lado e habitualmente cabe-me a função de os ir buscar e levar alguns dias depois. Com o passar dos anos noto que apesar da elevada afluência, tanto nos comboios pendulares como nos intercidades, fora os jovens turistas de mochila e chinelo, poucos são os passageiros que utilizam a Linha do Algarve como ligação ao seu destino final. Tal como eu, muitos são os que ali acorrem a recolher passageiros. A explicação é simples: a Via do Infante é muito mais eficiente do que uma velha ferrovia servida por material circulante obsoleto e com estações afastadas da costa, que já se sabe, é destino preferencial nesta altura do ano.
Bizarro é o horário das ligações dos comboios de longo curso à linha do Sado. Imaginemos que apesar das férias sou obrigado a vir à Baixa da Banheira. O preço da gasolina, e das portagens se optar pela rapidez e comodidade da A2, aliado a um gosto particular por viajar de comboio, faz-me optar pela ferrovia. O bilhete compro-o no multibanco mais próximo, e desta vez sou eu quem agradece a boleia até Tunes, porque à porta da velha estação existe uma paragem de autocarros que sempre vi deserta. Duas horas e meia depois, supondo que utilizo o pendular que alterna a velocidade entre os 240 e os 80 km/h dependendo do troço de via em que circula, e já no Pinhal Novo, sou obrigado a uma espera de quase uma hora pelo comboio de ligação à Baixa da Banheira. Estranho não é? É, e para o trajecto inverso a espera é da mesma magnitude. Na prática o que acontece é que quase todos temos um familiar ou um amigo que se disponibiliza a ir buscar-nos, e 15-20 minutos depois já estamos em casa. Assim é natural que a Linha do Sado vá perdendo mais alguns utentes, e a CP sabe-o.
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atira-me água fria,
Linha do Sado
2007-08-18
Quando era criança lembro-me de sair de casa pela mão da minha mãe, e atravessar o mercado de rua que duas vezes por semana se instalava à nossa porta na Rua de Moçambique. Para mim era uma alegria andar pela rua com o reboliço matinal semeado de cheiros a frutas, legumes, galinhas, pintos e coelhos. Passados uns anos este mercado mudou-se para uma zona mais ampla na Rua de Diu, mas o meu trajecto matinal continuou a cruzar-se com um mercado de rua, desta vez na Rua Fernando Pessoa.
Estas memorias foram puxadas pelo novo blog barreirense mercado de rua "marquês de pombal", onde o seu autor propõe a mudança do Mercado de Levante da Verderena para aquela zona do Barreiro velho, e tenho que reconhecer que o romantismo da ideia me agrada.
É claro que tal mudança não pode ser feita, como o autor reconhece, com a transposição do mercado de um lugar para outro. É necessário acautelar várias premissas e aproveitar a ocasião para reformular o modelo de funcionamento destes mercados. É para mim insuportável que se permita a um qualquer mercado de levante a sua transformação de um lugar de escoamento de produtos agrícolas para um mercado de material contrafeito. A agricultura já não ocupa o lugar que ocupou em tempos na economia local (e nacional) mas, a meu ver, nada impede que um espaço novo mantenha este segmento como um dos seus pilares. Volto às minhas recordações de infância para relembrar o Mercado da Fruta das Caldas da Rainha onde, além dos produtos da terra já referidos, também se encontram bancas com flores (tão presentes por essa Europa fora), com bolos e doçarias da região, o artesanato (incluindo os mais famosos artefactos das Caldas) ou ainda uma banca (entretanto já desaparecida) onde se comercializavam aves (mais ou menos) exóticas, e que naturalmente fazia as minhas delicias. Não recordo exactamente a ultima vez que lá estive, mas creio que foi no ultimo inverno, e estas características mantêm-se. Terão provavelmente reparado que não referi a venda de roupa ou de cd’s e dvd’s. Não foi esquecimento. Este tipo de produtos não tem ali lugar. E continuando a referir o exemplo das Caldas, nos últimos anos apercebi-me da existência de um mercado de velharias no Parque D. Carlos I, se não estou em erro, aos domingos de manhã, ou voltando a memorias passadas, foram várias as vezes que me desloquei ao mercado de coleccionismo que se realizava em Lisboa, na Praça do Comercio, por baixo das arcadas junto à antiga Bolsa (e mais recentemente se transferiu para a zona da expo, onde desconheço se ainda se mantém).
Como é simples de ver, são muitos os produtos que se podem incorporar numa feira com estas características, mas necessariamente com um conjunto de regras e condições logísticas bem diferentes das que se encontram actualmente na Verderena. E como diz Cabós Gonçalves, numa entrevista ao Jornal do Barreiro, “quer estejamos a falar de ciganos, feirantes, tendeiros, doutores ou engenheiros, seja qual for a raça ou etnia, julgo que a única coisa que se deve exigir é que cumpram as regras. Não cumpri-las obriga a que sejam sancionados”.
Desta actividade de cidadania (vida de um conhecido militante socialista), o ponto que mais me despertou a atenção foi que, até à data, os moradores ainda não foram ouvidos e, como bem questiona Carlos Humberto no Rostos Online, “Qual é a aceitação da população, ali residente, de ser instalado um Mercado destes, naquele espaço?”
A discussão ainda agora está no início, a Câmara Municipal está disponível para discutir alternativas com regras, as dificuldades para instalar um mercado no Barreiro Velho não serão poucas, e vou aguardar com muita curiosidade este processo, também porque me parece que o mercado de rua da Baixa da Banheira está a precisar de ser reformulado, e convém aprender com os exemplos dos outros.
Estas memorias foram puxadas pelo novo blog barreirense mercado de rua "marquês de pombal", onde o seu autor propõe a mudança do Mercado de Levante da Verderena para aquela zona do Barreiro velho, e tenho que reconhecer que o romantismo da ideia me agrada.
É claro que tal mudança não pode ser feita, como o autor reconhece, com a transposição do mercado de um lugar para outro. É necessário acautelar várias premissas e aproveitar a ocasião para reformular o modelo de funcionamento destes mercados. É para mim insuportável que se permita a um qualquer mercado de levante a sua transformação de um lugar de escoamento de produtos agrícolas para um mercado de material contrafeito. A agricultura já não ocupa o lugar que ocupou em tempos na economia local (e nacional) mas, a meu ver, nada impede que um espaço novo mantenha este segmento como um dos seus pilares. Volto às minhas recordações de infância para relembrar o Mercado da Fruta das Caldas da Rainha onde, além dos produtos da terra já referidos, também se encontram bancas com flores (tão presentes por essa Europa fora), com bolos e doçarias da região, o artesanato (incluindo os mais famosos artefactos das Caldas) ou ainda uma banca (entretanto já desaparecida) onde se comercializavam aves (mais ou menos) exóticas, e que naturalmente fazia as minhas delicias. Não recordo exactamente a ultima vez que lá estive, mas creio que foi no ultimo inverno, e estas características mantêm-se. Terão provavelmente reparado que não referi a venda de roupa ou de cd’s e dvd’s. Não foi esquecimento. Este tipo de produtos não tem ali lugar. E continuando a referir o exemplo das Caldas, nos últimos anos apercebi-me da existência de um mercado de velharias no Parque D. Carlos I, se não estou em erro, aos domingos de manhã, ou voltando a memorias passadas, foram várias as vezes que me desloquei ao mercado de coleccionismo que se realizava em Lisboa, na Praça do Comercio, por baixo das arcadas junto à antiga Bolsa (e mais recentemente se transferiu para a zona da expo, onde desconheço se ainda se mantém).
Como é simples de ver, são muitos os produtos que se podem incorporar numa feira com estas características, mas necessariamente com um conjunto de regras e condições logísticas bem diferentes das que se encontram actualmente na Verderena. E como diz Cabós Gonçalves, numa entrevista ao Jornal do Barreiro, “quer estejamos a falar de ciganos, feirantes, tendeiros, doutores ou engenheiros, seja qual for a raça ou etnia, julgo que a única coisa que se deve exigir é que cumpram as regras. Não cumpri-las obriga a que sejam sancionados”.
Desta actividade de cidadania (vida de um conhecido militante socialista), o ponto que mais me despertou a atenção foi que, até à data, os moradores ainda não foram ouvidos e, como bem questiona Carlos Humberto no Rostos Online, “Qual é a aceitação da população, ali residente, de ser instalado um Mercado destes, naquele espaço?”
A discussão ainda agora está no início, a Câmara Municipal está disponível para discutir alternativas com regras, as dificuldades para instalar um mercado no Barreiro Velho não serão poucas, e vou aguardar com muita curiosidade este processo, também porque me parece que o mercado de rua da Baixa da Banheira está a precisar de ser reformulado, e convém aprender com os exemplos dos outros.
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Baixa da Banheira,
blogosfera local
Conversa de WC sem qualquer semelhança com a realidade:
- Como é que isso funciona?
- É simples: vamos ao blog dos gajos e insultamos o primeiro nome que nos aparecer mais a jeito. De vez em quando os gajos apagam um comentário e é aí que nós lhes chamamos fascistas.
- E os gajos não nos apanham?
- Não porque eles não tem aquelas cenas para controlar quem por lá passa.
- Como é que isso funciona?
- É simples: vamos ao blog dos gajos e insultamos o primeiro nome que nos aparecer mais a jeito. De vez em quando os gajos apagam um comentário e é aí que nós lhes chamamos fascistas.
- E os gajos não nos apanham?
- Não porque eles não tem aquelas cenas para controlar quem por lá passa.
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da honestidade e outras estórias
2007-08-17
“sai da frente senão és atropelado pelo comboio” é uma coisa que me soa mal...
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da honestidade e outras estórias
2007-08-16
2007-08-14

Mais uma vez os nossos vizinhos desatam a desancar no banheirense. Isto acontece ciclicamente, tal e qual as alterações climáticas, mas para não fugir à questão central que é a facilidade com que se acusam os membros deste blogue e especialmente o autor deste texto, vou responder a duas ou três coisitas:
1- O banheirense é um blogue com comentários abertos e por isso todos podem participar, tal e qual o avp. No banheirense como nos outros blogues registam-se ataques pessoais, se bem que nunca vi nenhum post a atacar pessoas no banheirense (estes sim, são da responsabilidade dos autores). É portanto falsa a continuada e repetia insinuação de que aqui se fomenta o ataque baixo. No entanto e ao contrário de outros, já nos insurgimos contra palavras dirigidas a adversários políticos. É que para os autores do banheirense são todos merecedores de respeito, até quem não nos respeita;
2- É do conhecimento geral dos “blogonautas” que o banheirense não é isento, é pró-pcp, se bem que nem todos os membros do blogue são do partido. Também é do conhecimento geral que alguns são dirigentes do partido. Não o escondemos e temos orgulho nisso.
3- Quanto ao cerne da questão. Nos últimos dias surgiu um blogue o António do Telhado que nos primeiros dias publicou textos sobre António Angelo. Textos fortes com situações de ataque pessoal à pessoa, que eu discordo, mas também muitos textos de resposta a este homem que considero que também não usa de melhor forma a intervenção, não porque não tenha o direito de questionar, mas porque o faz de forma que roça (para não escrever outra coisa) o ataque pessoal, com insinuações e calúnias. Insinua que o PCP é um partido de mafiosos, que a direcção política da Câmara faz negociatas… Isto não são modos de estar em democracia e já o escrevi por várias vezes. Para mim é tão condenável a postura de António do Telhado como a de António Ângelo.
4- A oposição política democrática no concelho segue as linhas escritas por estes blogues e por vezes nas suas intervenções até os cita, sem se preocupar se o que referem é verdade ou mentira. E os blogues são isto que se está a ver, servem para tudo e até para propósitos menos claros.
Não vou terminar com gritos de guerra, nem com palavras de ordem, apenas com uma recomendação a quem anda por bem: é preciso discutir e criticar de forma elevada, os pequenos ataques levam a outros ataques e estes a grandes ataques e como já viu, neste concelho existem muitas pessoas que gostam de se informar pelos blogues, o que significa que pelos menos 500 mãos digitam comentários nas caixas de comentários dos blogues da Moita e muitos só com o intuito de achincalhar.
2007-08-09
Depois de se lançar o pânico afirmando que os últimos anos tinham sido os mais quentes, o GISS (Goddar Institute for Space Studies), reconheceu a existência de erros na avaliação do ranking dos 10 anos mais quentes nos EUA.
Assim a lista que era: 1998, 1934, 2006, 1921, 1931, 1999, 1953, 2001, 1990, 1938, passou a ser: 1934, 1998, 1921, 2006, 1931, 1999, 1953, 1990, 1938, 1939 e pode ser consultada aqui.
Assim começam a cair por terra as teses que apontam um clima cada vez mais severo, e perante esta evidência, demonstrada no ranking dos dez anos mais quentes nos EUA, em que 50 % pertencem à primeira metade do século XX e o mais quente foi o de 1934, ficamos sem palavras e com muitas dúvidas.
Já agora e porque vi um post no a-sul sobre a utilização de biocombustivel deixo duas notas:
1ª Uma boa parte da Amazónia está a ser destruída para permitir a produção de Etanol, que lança uma quantidade enorme de gases para a atmosfera, contraditório e curioso;
2ª Quando destinamos parte da produção agrícola para a produção de energia/combustível estamos a encarecer os preços dos produtos agrícolas e a utilizar "comida" de uma forma absurda quando milhões de pessoas não têm comida para dar aos filhos;
A solução não passa por novas formas de combustível baseadas na exploração intensiva da terra. Passa por uma redução nos consumos e pela utilização de energias realmente renováveis e como sabem, o solo não é renovável à escala humana e muito menos finito.
É curioso verificar que os mesmos que são contra a ciência, os seguidores das verdades incovenientes, têm muitas certezas.
Assim a lista que era: 1998, 1934, 2006, 1921, 1931, 1999, 1953, 2001, 1990, 1938, passou a ser: 1934, 1998, 1921, 2006, 1931, 1999, 1953, 1990, 1938, 1939 e pode ser consultada aqui.
Assim começam a cair por terra as teses que apontam um clima cada vez mais severo, e perante esta evidência, demonstrada no ranking dos dez anos mais quentes nos EUA, em que 50 % pertencem à primeira metade do século XX e o mais quente foi o de 1934, ficamos sem palavras e com muitas dúvidas.
Já agora e porque vi um post no a-sul sobre a utilização de biocombustivel deixo duas notas:
1ª Uma boa parte da Amazónia está a ser destruída para permitir a produção de Etanol, que lança uma quantidade enorme de gases para a atmosfera, contraditório e curioso;
2ª Quando destinamos parte da produção agrícola para a produção de energia/combustível estamos a encarecer os preços dos produtos agrícolas e a utilizar "comida" de uma forma absurda quando milhões de pessoas não têm comida para dar aos filhos;
A solução não passa por novas formas de combustível baseadas na exploração intensiva da terra. Passa por uma redução nos consumos e pela utilização de energias realmente renováveis e como sabem, o solo não é renovável à escala humana e muito menos finito.
É curioso verificar que os mesmos que são contra a ciência, os seguidores das verdades incovenientes, têm muitas certezas.
2007-08-08
2007-08-04
A paranóia do clima em Português
O nosso Instituto responsável pelo estudo e previsão do tempo/clima (são distintos, muito distintos) apresenta e muito bem, relatórios mensais onde entre muitas coisas se refere à comparação entre as médias dos valores registados e a média das normais climatológicas.
Curiosamente, quando num mês se registam valores inferiores aos das normais o tipo de escrita é diferente de quando ocorre o inverso. Porquê?
Vejamos:
- Para um mês mais quente
"O mês de Maio de 2007 caracterizou-se por valores médios da temperatura média do ar superiores aos valores médios em todo o território.
Referência para os períodos de 7 a 12 e 16 a 19, com valores altos da temperatura do ar; e para os primeiros dias do mês, com valores da temperatura do ar muito baixos, muito inferiores aos respectivos valores médios.
Quanto à quantidade de precipitação, o mês de Maio classificou-se como chuvoso nas regiões do interior Norte e em parte da região do Alentejo e normal a seco no restante território.
Em 31 de Maio de 2007 mantém-se a situação de seca fraca em parte da região Sul."
- Para um mês mais frio
"O mês de Junho de 2007 caracterizou-se por valores médios da temperatura média do ar inferiores em cerca de 0.5 °C em relação ao valor médio no período de referência.
De referir que valores médios da temperatura média do ar inferiores aos de Junho 2007 ocorreram em cerca de 20% dos anos.
De realçar que dos 10 Junhos mais quentes 6 ocorreram desde 2000 (2004, 2005, 2003, 2000,2006 e 2001); Junho de 2004 foi o mais quente, seguido de Junho 2005; Junho 2003 o 5º, Junho 2000 o 8º, Junho 2006 o 9º e Junho 2001 o 10º.Em Portugal Continental, os valores da quantidade de precipitação ocorridos no mês de Junho de 2007 permitem classificá-lo como chuvoso (150 % em relação à média de 1961-1990).
Junho 2007 foi, em Portugal Continental, o 11º mais chuvoso desde 1931 (depois de 1974, 1988, 1939, 1970, 1971, 1964, 1958, 1963, 1935 e 1977). Em termos de totais médios do território pode assim afirmar-se que este é o Junho mais chuvoso dos últimos 20 anos.
De referir, no entanto, que os valores agora observados estão longe dos maiores valores anteriormente observados em Junho de 1974 e de 1988.
Em 30 de Junho de 2007 mantém-se a situação de seca fraca em parte da região Sul."
Porque tanta justificação. Junho foi um mês mais frio que o habitual, é normal. Não é normal é não se justificar os meses mais quentes como o que é demonstrado neste exemplo.
Será que anda tudo maluco, ou é só o tempo? Espero de que a ideia de se tentar passar que todos os meses são mais quentes do que a média seja apenas por incompetência e não por...
O nosso Instituto responsável pelo estudo e previsão do tempo/clima (são distintos, muito distintos) apresenta e muito bem, relatórios mensais onde entre muitas coisas se refere à comparação entre as médias dos valores registados e a média das normais climatológicas.
Curiosamente, quando num mês se registam valores inferiores aos das normais o tipo de escrita é diferente de quando ocorre o inverso. Porquê?
Vejamos:
- Para um mês mais quente
"O mês de Maio de 2007 caracterizou-se por valores médios da temperatura média do ar superiores aos valores médios em todo o território.
Referência para os períodos de 7 a 12 e 16 a 19, com valores altos da temperatura do ar; e para os primeiros dias do mês, com valores da temperatura do ar muito baixos, muito inferiores aos respectivos valores médios.
Quanto à quantidade de precipitação, o mês de Maio classificou-se como chuvoso nas regiões do interior Norte e em parte da região do Alentejo e normal a seco no restante território.
Em 31 de Maio de 2007 mantém-se a situação de seca fraca em parte da região Sul."
- Para um mês mais frio
"O mês de Junho de 2007 caracterizou-se por valores médios da temperatura média do ar inferiores em cerca de 0.5 °C em relação ao valor médio no período de referência.
De referir que valores médios da temperatura média do ar inferiores aos de Junho 2007 ocorreram em cerca de 20% dos anos.
De realçar que dos 10 Junhos mais quentes 6 ocorreram desde 2000 (2004, 2005, 2003, 2000,2006 e 2001); Junho de 2004 foi o mais quente, seguido de Junho 2005; Junho 2003 o 5º, Junho 2000 o 8º, Junho 2006 o 9º e Junho 2001 o 10º.Em Portugal Continental, os valores da quantidade de precipitação ocorridos no mês de Junho de 2007 permitem classificá-lo como chuvoso (150 % em relação à média de 1961-1990).
Junho 2007 foi, em Portugal Continental, o 11º mais chuvoso desde 1931 (depois de 1974, 1988, 1939, 1970, 1971, 1964, 1958, 1963, 1935 e 1977). Em termos de totais médios do território pode assim afirmar-se que este é o Junho mais chuvoso dos últimos 20 anos.
De referir, no entanto, que os valores agora observados estão longe dos maiores valores anteriormente observados em Junho de 1974 e de 1988.
Em 30 de Junho de 2007 mantém-se a situação de seca fraca em parte da região Sul."
Porque tanta justificação. Junho foi um mês mais frio que o habitual, é normal. Não é normal é não se justificar os meses mais quentes como o que é demonstrado neste exemplo.
Será que anda tudo maluco, ou é só o tempo? Espero de que a ideia de se tentar passar que todos os meses são mais quentes do que a média seja apenas por incompetência e não por...
2007-08-03

Num comentário a um post do Alhos Vedros ao Poder (e para que fique escrito nenhum dos av´s teve nada a ver com isso uma vez que o post era sobre outra temática), pode ler-se:
"Que giro, esta lógica de recebedores-pagadores de benesses.
As Festas de Alhos Vedros, este ano, tiveram o apoio em força de propmotores imobiliários.
A FADESA, depois de vários anos a não aopiar os eventos em a.vedros voltou atrás.
E a MACLE, muito bem!
Porque terá havido esta onda de solidariedade perante AV?
Poder-se-ia escolher:
1- Reconhecimento do valor dos eventos locais
2- Aposta na terra onde estão a investir
3- Pagamento a "favores" ao Departamento do Urbanismo da CMM
4- "obrigados a colaborar" em resultado de telefonemas e mensagens do sr. Vice
5- "obrigados a colaborar" em resultado de telefonemas e mensagens do sr. Presidente
# posted by Anónimo : 12:02 PM"
Isto é mesmo mesquinho e muito baixo. As festas de Alhos Vedros excederam em muito as expectativas da maior parte das pessoas que eu conheço, fruto do trabalho da Comissão de Festas, da Junta de Freguesia, da Câmara Municipal da Moita, da Paróquia, das colectividades, dos apoios das empresas e de pessoas em nome individual. Foi feito um trabalho notável no que respeita aos apoios uma vez que conseguiram de forma inteligente rentabilizar espaços e ao mesmo tempo conseguir financiamento para os mesmos. O cartaz era bom, tendo em atenção que não se pode agradar a gregos e troianos. O número de pessoas presentes foi sem sombra de dúvida muito elevado.
Por isto penso que todos nós devemos estar satisfeitos e esperar que para o ano se festeje ainda de melhor forma. Por isso e por saber que o que está escrito no comentário é pura maldade, não podia de deixar de escrever este texto.
As festas foram um sucesso. Parabéns a Alhos Vedros
2007-08-01
Acordos de Lisboa
Ao que parece Bloco de Esquerda e Partido Socialista têm acordo para governar a Câmara de Lisboa. O Bloco de Esquerda, com legitimidade política, porque não escondeu durante a campanha eleitoral que estava aberto a negociações com o vencedor desde que este não fosse o PSD, CDS ou Carmona Rodrigues, coloca no acordo condições que do ponto vista legal estão a levantar dúvidas. Apontam que parte dos empreendimentos imobiliários deverá ser feita tendo em atenção a habitação a custos controlados, mais baixos e por isso mais apelativos no sentido de 20% das casas novas da capital sejam vendidas (ou arrendadas) a preços sociais, ou seja, abaixo dos valores praticados no mercado, o que esbarra nas funções da EPUL e nos direitos já adquiridos de promotores. A segunda diz respeito a novos empreendimentos ribeirinhos, que segundo o Bloco devem ser reduzidos, para além de uma passagem de responsabilidades do Porto de Lisboa em locais que não se prendam com assuntos de exclusiva competência técnica deste, o que claramente não cabe nas funções da Câmara Municipal.
O que me parece é que o Bloco ao colocar estas condições ao Partido Socialista vai além do que António Costa Presidente da Câmara Municipal de Lisboa poderia comprometer-se e entra na esfera do que António Costa como ex-membro do Governo poderia fazer, ou melhor como ministro. Mas se o Bloco considera António Costa desta forma também sabe que Costa foi o responsável pela Lei das Finanças Locais e que Costa é um dos responsáveis pelas políticas de direita praticadas desde Fevereiro de 2005 (pelo menos).
Segundo a opinião de Gil Garcia, da Ruptura-FER — corrente que, aliada a um movimento de independentes e sindicalistas, elegeu no último congresso do BE 12 elementos em 80 , em declarações à Agência Lusa, o acordo "vai no sentido contrário à orientação política" aprovada na convenção do Bloco de Esquerda de Junho.
"Com este acordo, o Bloco cedeu ao PS e não se afirma como alternativa socialista ao Governo de Sócrates. Este acordo com António Costa, que foi o número dois do Governo, representa indirectamente um apoio ao Governo do PS.
O ponto do acordo sobre o plano e orçamento camarários foi o que mereceu mais dúvidas por parte dos críticos. Gil Garcia afirmou recear que o BE não tenha garantido a liberdade de voto em relação àqueles instrumentos."
Isabel Faria, sindicalista, de acordo com nota publicada na tsfonline, fez uma leitura nacional do acordo em Lisboa, mostrou incompreensão quanto à posição de Sá Fernandes e afirmou que não entende a disponibilidade por parte do Bloco para este tipo de acordos com o PS de António Costa. Questionando: Como é que em 2009 nos afirmamos como alternativa socialista ao Governo do PS se na Câmara de Lisboa apoiamos um presidente da câmara que foi o número dois do Governo PS?
Louvo a postura de Ruben de Carvalho e do Partido Comunista Português que continuam a afirmar que não entram em coligações, tendo em atenção que não se pode criticar o governo à segunda, quarta e sexta-feira e à terça-feira fazer parte de uma coligação governativa na maior autarquia do país com o antigo número dois do governo.
De positivo, a imposição do corredor verde de Ribeiro Telles, vamos ver, se o conseguirem ganhamos todos, lisboetas e não só.
Ao que parece Bloco de Esquerda e Partido Socialista têm acordo para governar a Câmara de Lisboa. O Bloco de Esquerda, com legitimidade política, porque não escondeu durante a campanha eleitoral que estava aberto a negociações com o vencedor desde que este não fosse o PSD, CDS ou Carmona Rodrigues, coloca no acordo condições que do ponto vista legal estão a levantar dúvidas. Apontam que parte dos empreendimentos imobiliários deverá ser feita tendo em atenção a habitação a custos controlados, mais baixos e por isso mais apelativos no sentido de 20% das casas novas da capital sejam vendidas (ou arrendadas) a preços sociais, ou seja, abaixo dos valores praticados no mercado, o que esbarra nas funções da EPUL e nos direitos já adquiridos de promotores. A segunda diz respeito a novos empreendimentos ribeirinhos, que segundo o Bloco devem ser reduzidos, para além de uma passagem de responsabilidades do Porto de Lisboa em locais que não se prendam com assuntos de exclusiva competência técnica deste, o que claramente não cabe nas funções da Câmara Municipal.
O que me parece é que o Bloco ao colocar estas condições ao Partido Socialista vai além do que António Costa Presidente da Câmara Municipal de Lisboa poderia comprometer-se e entra na esfera do que António Costa como ex-membro do Governo poderia fazer, ou melhor como ministro. Mas se o Bloco considera António Costa desta forma também sabe que Costa foi o responsável pela Lei das Finanças Locais e que Costa é um dos responsáveis pelas políticas de direita praticadas desde Fevereiro de 2005 (pelo menos).
Segundo a opinião de Gil Garcia, da Ruptura-FER — corrente que, aliada a um movimento de independentes e sindicalistas, elegeu no último congresso do BE 12 elementos em 80 , em declarações à Agência Lusa, o acordo "vai no sentido contrário à orientação política" aprovada na convenção do Bloco de Esquerda de Junho.
"Com este acordo, o Bloco cedeu ao PS e não se afirma como alternativa socialista ao Governo de Sócrates. Este acordo com António Costa, que foi o número dois do Governo, representa indirectamente um apoio ao Governo do PS.
O ponto do acordo sobre o plano e orçamento camarários foi o que mereceu mais dúvidas por parte dos críticos. Gil Garcia afirmou recear que o BE não tenha garantido a liberdade de voto em relação àqueles instrumentos."
Isabel Faria, sindicalista, de acordo com nota publicada na tsfonline, fez uma leitura nacional do acordo em Lisboa, mostrou incompreensão quanto à posição de Sá Fernandes e afirmou que não entende a disponibilidade por parte do Bloco para este tipo de acordos com o PS de António Costa. Questionando: Como é que em 2009 nos afirmamos como alternativa socialista ao Governo do PS se na Câmara de Lisboa apoiamos um presidente da câmara que foi o número dois do Governo PS?
Louvo a postura de Ruben de Carvalho e do Partido Comunista Português que continuam a afirmar que não entram em coligações, tendo em atenção que não se pode criticar o governo à segunda, quarta e sexta-feira e à terça-feira fazer parte de uma coligação governativa na maior autarquia do país com o antigo número dois do governo.
De positivo, a imposição do corredor verde de Ribeiro Telles, vamos ver, se o conseguirem ganhamos todos, lisboetas e não só.
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