2007-09-29


Lá velhos são eles, chochos acho que ainda não














As imagens em cima mostram como a coisa se faz. Nós que não conseguimos prever o tempo a 8 dias fazemos previsões para 2100 (a figura cheia de água). O IPCC pensava de uma forma em 1990 e agora pensa de outra, independentemente dos dados registados e da forma como são registados (gráfico de temperaturas).


Como a ciência não é estanque e o tempo é capaz de ser relativo, vou aflorar aqui uma vez mais, o tema do aquecimento global.

Como sabem a minha posição é de dúvida, para não falar em cepticismo. Os dados científicos não provam o que se afirma um pouco por todo o lado, e nem sempre são mostrados com rigor. Temos o caso do tão afamado “degelo dos pólos” como alguns lhe chamam. O que os dados mostram é que a norte da Gronelândia o gelo está a “derreter” e a norte do Canadá acontece o fenómeno inverso. Em que ficamos? Porque é que a situação a norte do Canadá não é relatada?

Porque é que os valores apontados de aquecimento global não são mencionados, ou são pouco mencionados?

Porque é que se regista um aumento da pressão atmosférica quando se afirma que as temperaturas aumentam, o que deveria induzir a um abaixamento da pressão (a pressão atmosférica é considerada com o peso da coluna de ar sobre um determinado ponto da superfície terrestre- se o ar aquece, este expanda-se e supostamente a pressão diminui)?

São muitas as dúvidas e poucas as certezas, mas no fundo utilizar o medo para fazer aprovar impostos e incentivar o uso e a implementação de energia nuclear são os riscos que se correm em não duvidar, em não pedir esclarecimentos.

Fica aqui uma ligação para uma boa leitura
Saúde

No passado dia 27 de Setembro foi apresentada à Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira uma Moção sobre o Direito à Saúde pela bancada da CDU. Fazia um diagnóstico aos serviços de saúde da freguesia e reivindicava junto do governo melhores condições, com o reforço dos meios financeiros, técnicos e recursos humanos, para além de exigir a construção de um novo Centro de Saúde num terreno já cedido para o efeito pela Câmara Municipal.
Da moção fica um número, o ratio de médicos por 1000 hab na freguesia é semelhante ao dos países do Norte de Africa e muito inferior ao Nacional (o nacional é de cerca de 3,5 médicos por mil habitantes e na freguesia da Baixa da Banheira é de cerca de 1 por 2 000 hab - dados de 2005 do Ministério da Saúde), o que demonstra mau trabalho neste campo.

Esta chamada de atenção teve o apoio da bancada do Bloco de Esquerda, merecendo uma intervenção que muito defende a população. Ao contrário, os elementos do PS na sua maioria abstiveram-se havendo mesmo um voto contra, justificado pelo elemento em questão ao referir-se à Moção como um elogio ao governo. O PSD não esteve representado por falta do seu elemento.

Deixo aqui apenas uma preocupação, o Serviço Nacional de Saúde está a degradar-se fruto das políticas que os sucessivos governos implementaram, em último caso a factura é paga pelas populações e por isso todos devemos enveredar esforços para denunciar as situções desencadeadas e por reivindicar e lutar por mais e melhor saúde. Isso não se passou na referida Assembleia, os elementos do PS apenas defenderam interesses partidários que neste caso não têm qualquer razão de ser e assim, são coniventes por tudo o que vier a acontecer.
Cheguei agora do seminário ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA, e gostei bastante das duas primeiras apresentações. À tarde lá estarei novamente.

2007-09-28

O Brocas lembrou-se deste “episódio” da história banheirense:

Quando alguém pretendeu rebatizar a Baixa da Banheira por Vila Nova de Fátima.

O Governador Civil de Setúbal, dr Miguel Rodrigues Bastos, visitara a Baixa da Banheira a fim de proceder à inauguração da luz eléctrica. Aguardava-o, para além de algumas entidades oficiais, uma comissão banheirense, que muito trabalhara para a instalação da luz neste lugar, composta por António de Almeida Martinho, reformado da Marinha de Guerra; António Pinheiro (Laia), comerciante e proprietário; Alfredo Gomes, proprietário e negociante de gados; José Casimiro, proprietário; António Lázaro, funcionário da C.U.F.; Francisco Carregosa, comerciante; Francisco Ribeiro Moreira da Silva, proprietário e industrial da construção civil; Manuel Ribeiro, proprietário e funcionário da C.U.F. e o Padre José F. Rodrigues Pereira, pároco de Alhos Vedros.

Depois da cerimónia, quando os visitados se despediam daquela comissão, inesperadamente, um dos comissionados, Manuel Ribeiro, membro destacado da extinta Legião Portuguesa, aproveitou o ensejo e, entre sorrisos e apertos de mão, fez votos para que o «senhor Governador Civil voltasse em breve à Baixa da Banheira a fim de instaurar a nova freguesia» (sic) que, propôs, se viesse a chamar Vila Nova de Fátima!

O insólito alvitre fora imprevisto e tão impertinente que desconcertou os presentes. Ninguém incumbira o Ribeiro de «rebatista» duma terra que na altura possuía já à volta de dez mil habitantes, e por isso não o apoiaram. Para além disso o ilogismo era flagrante pois os topónimos devem consubstanciar-se com os lugares onde se aplicam e ninguém descobrira qualquer relação entre esta progressiva terra, de gente operária, com a «aparição da Cova da Iria» em Vila Nova de Ourém.

A intenção bajuladora do Manuel Ribeiro era por demais evidente e então, só numa surdez, quase clandestina, alguns membros dessa comissão manifestaram a sua discordância. Nem o próprio pároco da Freguesia de Alhos Vedros, que estava presente se mostrou entusiasmado com a absurda sugestão do Ribeiro pois talvez, na altura, já fosse sua intenção dar o nome de S. José à paróquia que se forjava e daí a sua frieza.

Contudo esta estultice encontrou logo alguns aderentes que, pretendendo tirar proveitos da adulação do Manuel Ribeiro, a divulgaram sorrateiramente, mas o rebatismo era tão descabido que não encontrou o desejado eco no seio do povo e assim, após a efervescência provocada pelo imprevisto e pela controvérsia das opiniões, acabou por cair no esquecimento.

Quando da criação do «Núcleo dos Amigos da Baixa da Banheira» a toponímia do lugar a oposição de alguns que, mal avisados, se baseavam no picaresco do nome e até a imprensa, ignorando a razão da sua invulgaridade, o depreciava por vezes. O jornal «O Século», em 22 de Fevereiro de 1961, designou-o de «nome infeliz». No entanto, na intenção de esclarecer e dinamizar uma toponímia que na realidade se impunha, o «Núcleo» no primeiro jornal dedicado à Baixa da Banheira, expôs as suas justas razões do seu nome que nada tem de ridículo, grotesco ou infeliz e, aliás, é na realidade aquele que melhor se ajusta ao próprio lugar.

in "A Baixa da Banheira até aos nossos dias", José Rosa Figueiredo, 1979

2007-09-27

A cabo-verdiana Nancy Vieira vem ao Fórum apresentar o seu novo trabalho “Lus”. O espectáculo começa às 22H de sábado, 29, e uma hora antes é inaugurada a exposição "Presencia del Camiño” dos cubanos Niurka Bou e Raonel.
Os Amigos da Histório Local vão apresentar no próximo sábado, dia 29 de Setembro o seminário ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA, com o seguinte programa:


ALHOS VEDROS – PONTO DE ENCONTRO SOBRE A HISTÓRIA
Centro Paroquial de Alhos Vedros - 29 de Setembro de 2007

9:30h - Abertura pela Comissão de Organização

9:45h - Geologia, espaço e ocupação. As primeiras comunidades
António Gonzalez e Tiago do Pereiro

10:15h - Romanos e árabes, um vazio histórico?
Luis Barros e António Gonzalez

10:45h - Intervalo para café

11:10h - A história de Alhos Vedros através dos documentos.
José Vargas

11:40h - Genealogia de Alhos Vedros desde o século XVI.
João Gaspar

12:10h - Debate

12:30h - Intervalo para almoço

14:30h - A Igreja paroquial de Alhos Vedros nas últimas décadas
Padre Carlos Alves

15:00h - Alhos Vedros no contexto económico da margem esquerda do estuário no Antigo Regime.
António Ventura

15:30h - Intervalo para café

16:00h - Projectos Municipais de Valorização e Recuperação do Património.
Vereadora Vivina Nunes

16:30h - Apresentação da nova associação ALIUS VETUS - Associação Cultural História e Património.
Vítor Cabral

17:00h - Recriação Histórica - cultura, turismo e cidadania.
Grupo Passado Vivo

17:30h - Debate e Encerramento

18:30h - Taverna Medieval (feveras assadas e animação, à volta da fogueira)

Organização: Amigos da História Local

Apoios:

Agrupamento de Escuteiros nº 688 do CNE
ALIUSVETUS - Associação Cultural História e Património
Câmara Municipal da Moita
CACAV – Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros
Centro Social Paroquial de S. Lourenço de Alhos Vedros
Junta de Freguesia de Alhos Vedros
Paróquia de S. Lourenço de Alhos Vedros
Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia
Como neste final de verão os dias já se notam mais curtos, foi já com os ares da noite que me encontrei com um amigo para beber um café perto de casa. Há alguns meses que não ia ao Coreto e notei que está mais degradado. A envolvente não é particularmente favorável àquela hora inundada por uma penumbra salpicada da luz de candeeiros de 3 tipos diferentes, e ambos concordámos que a iluminação deveria estar debaixo das arcadas e não fora destas. Não nos demorámos muito, apenas o suficiente para nos sentirmos incomodados com o barulho que a televisão debitava para quem como nós se sentara cá fora, e mais ainda para os poucos, ou nenhuns, que lá dentro se aguentavam.

Poucos dias depois calhou ir a casa de familiares, que por azar, moram num terceiro andar perto da local onde se instalou o karaoke na Rua Padre José Feliciano. Era hora de sessão, e sentado na sala, ouvi perfeitamente os berros esganiçados com que alguém, na certeza de um esforço sincero, assombrava a vizinhança. E estava num terceiro andar.

Mais recentemente descobri que o avô de um amigo meu adquiriu por hábito ouvir fado na varanda, ao abrigo da sombra que pela tarde se estende na fachada do prédio. Com isso inunda de melodias, mais ou menos antigas, todos os vizinhos.



Voltando à noite do Coreto, quando dizia ao meu amigo que raramente ali ia, perguntou-me a razão: é o ruído que me incomoda.

2007-09-26

Recebemos este apelo e por isso publicamos:

Boa tarde,
o meu nome é Sofia e escrevo-lhe porque estou a divulgar o desaparecimento do meu cão.
Ele desapareceu esta noite da Baixa da Banheira e como sou assídua do seu blog resolvi pedir-lhe ajuda porque vive perto de nós.
Se por acaso vir o Skype contacte-nos.
Ficamos-lhe eternamente gratos
Muito obrigada e cumprimentos
Sofia Veiga


Para mais informação consultar o blogue arremacho

2007-09-20

Sondagens...

De acordo com o Barómetro de Setembro da Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, se houvesse agora eleições legislativas o PS voltava a conquistar maioria absoluta, com 45,2% das intenções de voto. Seguem-se-lhe o PSD com 30,3% (registando uma descida de 2,7% em relação ao passado mês de Agosto), a CDU com 9,2% (+1,5%), o BE com 5,5% (-1,4%) e o CDS/PP com 5,0% (+0,2%). O PS é o partido mais votado em todas as faixas etárias e regiões do país. Entre os líderes da oposição, Jerónimo de Sousa é quem mais lucra com o descontentamento popular em relação às medidas de contenção do Governo. Ao insistir no combate ao desemprego, na defesa dos direitos dos trabalhadores face à rígida legislação laboral e na manutenção dos serviços públicos (Educação e Saúde), o secretário-geral do PCP subiu seis pontos percentuais no índice de popularidade, cometendo um efeito inédito entre os comunistas nos últimos anos. Marques Mendes regista um saldo negativo de 2,2% (descendo um ponto percentual no último mês), Paulo Portas apresenta um ligeiríssimo saldo positivo (0,6%), resultante de um crescimento de +1,7% em relação a Agosto, e Francisco Louçã cai a pique na cotação dos inquiridos da Eurosondagem, com um saldo negativo de 1,1% e uma descida de 1,3% nos últimos 30 dias.



Não percebo a maioria absoluta do PS.







Miguel Esteves Cardoso na Festa do Avante (publicado na Revista Sábado de 13-09-2007)

Algumas citações:

“Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante!. Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.
Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.
O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei? ..."

"É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça... Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo... Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história... E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão. ..."

"... Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é minimo e saudável.
Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.
Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados. ..."

"...Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. ..."


"...A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é dificil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.
Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideológicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista. ..."


"... As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. Raios os partam."


A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisiveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca. ...


"...Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.
Nem vale a pena indagar acerca da marca do shampô.
Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.
E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas. ..."


"...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível.A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. ..."

"...Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele?"

Para reflexão
Sobre Aquilino Ribeiro no Panteão escreve, e bem, o Eduardo Pitta. O que eu questiono é se o Aquilino gostaria de ter João de Deus como companhia, mas isso já são contas de outro rosário...

2007-09-15

É importante informar.

Assim muitas das acusações aos comunistas na Câmara de Setúbal caem por terra. Mais uma vez se prova que é necessário deixar correr as investigações e quem anda a correr e a proferir setenças pode não ser tão sério assim.





Já aqui tinha escrito sobre o assunto. Hoje esta calamidade ainda persiste.



Aconselho umas visitas:

Save Darfur

Wiki

darfurgenocide
Dalai Lama

Não sei porque é que esta polémica sobre esta personagem, que diga-se de passagem, me fascina. Sempre tive admiração por este homem e não percebo porque é que a bem da diplomacia, blá, blá, blá, não se recebe o homem.
O que ele nos diz sobre o respeito para com os outros, a paz, não me parece que tenha nada de implicador.

2007-09-14

Grande tarde do fogareiro

Muitas pessoas, um clima muito agradável, foi simplesmente espectacular. Ainda lá vi o João Figueiredo de passagem e lamento por ele, perdeu uma grande festa.

2007-09-13



Foto retirarda do jornal "O Rio"






Pode ser lido no avp a respeito das medalhas de mérito municipal:

“Também foi delicioso ouvir um senhor qualquer que foi “laureado” com a medalhita do município e que não lembro o nome nem o que é que ele fez assim de tão transcendente além de ter sido do executivo e assembleia de freguesia da Baixa da Banheira, associativista e treinador de atletismo na B.B (deve ser brilhante pois a maioria das pessoas interrogava-se que não conheciam o senhor de lado nenhum).
Eu sou franco, ou sou muita bronco ou muita distraído. Claro que não disseram mas a gente sabe, foi autarca do PCP/ CDU. Por acaso, claro. E um homem como foi António Coelho, da mesma B.B., que foi um notável alfabetizador, associativista, anti-fascista, e dissidente do PC, espera há muitos anos que lhe seja dado um simples nome de rua na B.B., como Brito Apolónia, o falecido José Manuel Figueiredo e distintos políticos com passado há muito reclamam. Que raio, o homem já morreu há tantos anos, por que é que os ostracisam tanto?”

Isto a respeito de Adriano Encarnação que a nível desportivo é um dos homens mais respeitados do nosso concelho. Dos ensinamentos dele nasceram atletas olímpicos e muitos jovens aprenderam a ser homens. Adriano é um homem fortemente ligado ao movimento associativo da Baixa da Banheira.

Quanto ao António Coelho, e ao "simples" nome da rua que lhe vai ser atribuído. A Junta de Freguesia da Baixa da Banheira já o propôs. É merecido, é reconhecidamente merecido, mas na Baixa das Banheira não se fazem Ruas todos os dias. E também lembrar António Coelho como dissidente do PCP não é necessariamente um factor a considerar na atribuição de qualquer reconhecimento, só na cabeça de alguns.
Parece-me que o "mata-mata" vai acabar graças a um murro falhado...

2007-09-12

Queria deixar aqui um agradecimento especial ao animal que hoje, perto das 7 da manhã, encharcou todos os que, numa paragem da Rua da Amizade esperavam pelo 8, debaixo de uma chuva intensa. Reconheci imediatamente naquela besta um leitor atento deste blog, especialmente da rubrica que hoje lhe é completamente dedicada.

Espero que o dia te tenha corrido muito bem, e já sabes: amanhã à mesma hora, no mesmo local, e com sorte, com a mesma chuva.

Um abraço sincero.

2007-09-10

Ordenamento do Território em Portugal (II)

Num país onde só agora começamos a ter e muito mal um Plano Nacional de Ordenamento do Território, onde os Planos Regionais de Ordenamento do Território não têm a legitimidade democrática que deveriam ter porque não existem eleições paras as entidades que os produzem e fazem aprovar, onde durante muitos anos o poder local não existiu porque se constituía como uma corrente de transmissão das ideias do regime fascista, onde os sucessivos governos do PS e PSD criaram uma complexíssima teia burocrática e de referências técnicas que tornavam praticamente impossível a elaboração dos Planos Directores Municipais, até que em 1990, o Decreto-Lei n.° 69/90, de 2 de Março foi aprovado, fruto de imposições comunitárias, e que até 1990 apenas 5 Municípios Portugueses tinham Plano Director Municipal (a Moita conta com 1 desde 1982), onde os princípios legislativos que foram aprovados para orientar as produções dos planos, se vergavam à classe dominante de cariz neo-liberal, os primeiros Planos Directores Municipais, os chamados de 1ª geração, serviram na sua maioria para densificar os índices de ocupação, para permitir a contratualização dos mais diversos negócios. O argumento foi o das leis do mercado, da oferta e da procura só que estas não se aplicam aos solos e assim os PDM´s, na sua grande maioria, passaram a ser meras plataformas negociais para captar investimento. Cumpria-se assim o desígnio da direita- Menos Estado, Melhor Estado.
Foram elaborados Planos Directores Municipais que prevêem, na sua vigência de dez anos, um aumento de duas ou três vezes o número da população dos respectivos concelhos. Alguns municípios metropolitanos que aprovaram áreas urbanas ou urbanizáveis onde, a serem edificadas, caberiam por inteiro as populações de algumas regiões do nosso interior desertificado. Alguns estudos realizados afirmam que a soma de todas as áreas urbanas e urbanizáveis, criadas pelos PDM aprovados, permitiriam alojar catorze milhões de pessoas. Reparem no que escrevi e para não haver deturpações, os PDM´s, aqui não são feitas referências a planos em concreto. E isto para um período de dez anos num país que tem uma população de dez milhões de habitantes. Mas porquê?
O solo para construção é agora mais barato? A habitação é mais barata? As políticas habitacionais do estado têm agora solos para se desenvolverem?
Não, não e não.
Existe uma clara necessidade de levantamento de todo o solo disponível para construção e que este seja articulado a nível central, promovendo políticas anti-desertificação do interior, acompanhadas de políticas de ordenamento rural e de promoção do interior, equilibrando assim, por quem de direito, o país. Os nossos governantes têm de perceber que não podem comprometer mais solo e populações do interior à gula especulativa mas, as soluções apresentadas apenas amplificam o problema.
A maior parte das Revisões do PDM só se centram no aspecto das bolsas a urbanizar e nas suas infra-estruturas, poucos são os planos que atendem várias vertentes da realidade, por falha dos municípios em último caso e por falta de enquadramento tanto dos planos superiores como da administração central em primeiro factor a apontar.
A questão das mais valias é só a cereja em cima do bolo. As mais valias são apropriadas por particulares porque assim os governos o entenderam. Em alguns países estas mais valias ficam no estado e servem para regular o mercado habitacional, para contribuir para a oferta de habitações de qualidade a preços controlados mas isso é uma espécie de socialismo o que contraria o Menos Estado, Melhor Estado dos neo-liberais.
Um artigo muito interessante.















A Festa

A 31ª Festa do Avante foi mais bela, mais fraterna, mais completa que as outras. No espírito de cada construtor da Festa está presente esta ideia. Este orgulho individual de trabalhar para um objectivo comum que foi plenamente conseguido, recarrega baterias com esperança e confiança para as lutas futuras.
Foi assim com 30ª Festa e com as que a antecederam. Milhares de camaradas e amigos deram o melhor de si para que as coisas corressem de feição.
Mas a Festa não são só três dias. Inicia-se com a sua concepção, desenvolve-se com a implantação, consolida-se com a sua abertura e funcionamento e termina com a desimplantação, envolvendo milhares de camaradas e amigos.
Nascida do Portugal de Abril, do sonho de uma sociedade melhor, nestes 3 dias o sonho é realidade e cada construtor da festa fica comovido com cada nova edição.
O trabalho voluntário destes milhares de homens e mulheres tem a sua paga na participação e alegria dos milhares de visitantes que usufruem da sua/nossa produção.
Como alguém disse um dia, a riqueza de um partido são os seus militantes, e nós no PCP sabemos isso melhor do que ninguém e é por isso que a cada acorde da Carvalhesa nos sentimos tocados e revigorados.
Mas tudo isto incomoda muita gente. Pessoas mesquinhas e arrogantes que do alto da sua frustração querem acabarem com a festa. Desde atentados terroristas nos primórdios desta festa a leis específicas ou quase específicas para dificultar o trabalho deste partido. A Festa tem resistido e a cada novo ataque têm sabido os comunistas responder com uma nova Festa, mais bela, mais fraterna e mais solidária.
Os ataques à Festa do Avante, que não é uma Festa só dos comunistas, que é de todos os democratas, obedecessem a uma linha com um objectivo específico e cirúrgico, dificultar a acção do PCP na luta por uma sociedade melhor. Mas o que não nos mata, torna-nos mais fortes, e a nossa resposta é a mesma do costume. Uma nova festa ainda mais bela do que a anterior!
Os arautos da desgraça já previram que esta festa terminaria um dia. Nas suas cabeças o trabalho voluntário (só possível porque a consciência dos camaradas e amigos que o fazem é elevada e norteada pelo objectivo comum atrás referido), não faz sentido nos dias de hoje. A forma de como no seu dia a dia tratam os outros leva-os a acreditar nisto mas desenganem-se aqueles que por os mais variados interesses não querem que a festa se faça. Ontem, tal como hoje e amanhã, nós queremos fazer a festa e este nós não é abusivo porque com as baterias carregadas de esperança e confiança só pode ser assim.
Para o ano lá estarei/estaremos para a nossa Festa.

Nuno Miguel Fialho Cavaco
Membro da Direcção de Organização
Regional de Setúbal do PCP

2007-09-05

As políticas de combate ao abandono escolar não estão a funcionar. Em 2006, Portugal não só não conseguiu reduzir essa estatística negra do sistema de ensino, como assistiu mesmo ao seu agravamento: a percentagem de jovens que saíram precocemente da escola e cujo nível de estudos não ultrapassa o 9º ano de escolaridade subiu de 38,6%, em 2005, para 39,2%.

Portugal não é um país no qual à educação seja dado um papel fundamental. Nunca o foi num passado mais longínquo, muito menos noutro não tão distante como isso, nem tem sido nas últimas décadas, apesar das evidentes melhorias. Por isso estes números não admiram ninguém. Portugal continua a ser o país da educação para os mais ricos e os restos para os mais pobres. A moda dos condomínios fechados e colégios particulares não é uma causa, é um sintoma de um país dividido entre ricos e pobres, e com este fosso a alargar-se a cada ano que passa.

Metade dos agregados (familiares), o que se pode traduzir em mais de quatro milhões de portugueses, não paga IRS porque não recebe o suficiente para isso. Somos, portanto, um país pobre e de pobres, já que temos dez milhões de habitantes, dos quais dois milhões de jovens que ainda não estão em idade contributiva e mais quatro milhões que ganham abaixo do mínimo. Destes quatro milhões, dois milhões vivem no limiar da pobreza.

2007-09-02

O Ginásio Atlético Clube da Baixa da Banheira, foi mais uma vez assaltado!
Desta vez os amigos do alheio, deram-se ao luxo de partir o alarme enquanto este tocava. Depois sentaram-se no bar a beber leite com chocolate!!! Roubaram somente o tabaco da sua preferência e andaram noutros compartimentos. No final, depois de terem partido vários vidros (o que não faz barulho nenhum) levaram o objecto mais valioso que encontraram (uma tv a cores). No sábado de manhã às portas do Ginásio estavam os populares indignados com o roubo no clube.
Entre os vários comentários que ouvi, retive um que acho ser esclarecedor do espírito contraditório que graça em algumas pessoas. "Quando a luz do Ginásio fica acesa durante a noite, ninguém os cala (aos moradores vizinhos do Ginásio) de indignados que ficam de não conseguirem dormir por causa dela, agora pelos vistos ninguém ouviu o alarme a tocar e o partir dos vidros!!". Ao termos este tipo de comportamento (não chamar a policia) estamos simplesmente a convidá-los para nossa casa, pois estes acabam por perceber que podem fazer de tudo, que ninguém diz nada!
Assaltar o Ginásio é como assaltassem o espírito banheirense, feito destas colectividades que juntaram várias gentes de sítios diferentes, unindo-os através das diversas modalidades, eventos e escolas, ajudando o enriquecimento cultural e social da nossa gente.