2009-06-19

A propósito das eleições no Irão.

2009-06-08

Resultados na Vila da Baixa da Banheira

Baixa da Banheira

CDU................. 3420, 41.87%
PS................... 1640, 20.08%
BE................... 1347, 16.49%
PSD................... 574, 7.03%
CDS-PP............... 326, 3.99%
PCTP/MRPP.......... 153, 1.87%
...

Vale da Amoreira

CDU.................. 639, 24.69%
PS ................... 570, 22.02%
PSD .................. 544, 21.02%
BE ................... 339 13.10%
CDS-PP .............. 209, 8.08%
PCTP/MRPP........... 52, 2.01%
...

Resultados do Concelho da Moita

PCP-PEV 35.31%, 7924 votos
PS 20.71%, 4647 votos
B.E. 16.78%, 3765 votos
PPD/PSD 10.6%, 2379 votos
CDS-PP 4.98%, 1117 votos
PCTP/MRPP 1.98%, 445 votos
MEP 1.04%, 233 votos
MPT 0.67%, 150 votos
P.N.R. 0.63%, 141 votos
P.H. 0.56%, 125 votos
MMS 0.53%, 119 votos
PPM 0.32%, 72 votos
POUS 0.14%, 32 votos

2009-06-01

Encontro de "Os Verdes" sobre Eco-Desenvolvimento

No próximo dia 3 de Junho, quarta-feira, pelas 21.00 h, o Partido Ecologista "Os Verdes" promove um encontro sobre "Eco-Desenvolvimento".

Numa altura em que as catástrofes naturais devastam regiões imensas, em que a pobreza traduz a precariedade do desenvolvimento, as problemáticas ambientais se acentuam a ritmos preocupantes, é tempo de traduzir a sustentabilidade dos processos de crescimento no eco-desenvolvimento.

É com o objectivo de reflectir sobre estas matérias, com o objectivo de ter em cada pessoa um agente de mudança para um mundo e para um país melhor, que “Os Verdes” promovem um encontro subordinado ao tema “ECO-DESENVOLVIMENTO”.

Esta iniciativa terá lugar no Ginásio Atlético Clube, na Baixa Banheira, e contará com a presença de:

Nuno Cavaco
João Pedro Figueiredo
Heloísa Apolónia – Dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes” e Deputada a Assembleia da República

Moderador: Jorge Taylor – Dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes”

Com as eleições europeias surgem avaliações ao trabalho dos eurodeputados. Deixo aqui uma ligação a uma dessas páginas:

Relação entre todos os eurodeputados

Relação entre os eurodeputados portugueses


A Ilda Figueiredo é aqui apontada como a melhor eurodeputada portuguesa.

Também o GUE-NGL o grupo parlamentar europeu que a CDU faz parte apresenta os eurodeputados mais trabalhadores.

2009-05-29


Dia Mundial da Criança e Dia Mundial do Ambiente

2009-05-23





Hoje mais de 85 000 pessoas estiveram juntas com o objectivo de lutar por um Portugal Melhor. Hoje a CDU fez o que mais nenhuma outra força política conseguiria fazer. Hoje é um grande dia. Um dia que lembraremos muitos e muitos dias.

Outro rumo, outra política. Uma política ao serviço do povo e dos trabalhadores. Uma política de esquerda, nacionalista e defensora do interesse nacional.

No dia 7 de Junho na grande sondagem nacional o destino estará nas nossas mãos. No dia 7 de Junho, nas eleições europeias, devemos recordar de que muito do que aqui se faz é decido no parlamento europeu e que alguns, que hoje se arrogam em defensores do povo e dos trabalhadores, lá onde conta, aprovam algumas propostas que não nos defendem.

Fica a confiança e a determinação de mudar, mas mudar para melhor e por isso com a CDU!

2009-05-20

Também concordo com o Rui Garcia: as colectividades na Baixa da Banheira, o Chinquilho em particular por ser uma das mais antigas, confundem-se com a história da própria vila. “Foram homens que, juntando forças com outros homens, com outros amigos, juntaram vontades, tiveram criatividade, e construíram estas casas ao mesmo tempo que construíam a Baixa da Banheira”, disse. “Nas colectividades aprende-se a formação cívica e democrática, a participação, o trabalho voluntário, que são valores que fizeram esta terra e fizeram estas casas”


E com o Chinquilho, esta história partilhada já decorre há 60 anos.
A Comissão de Festas Populares da Baixa da Banheira promovem um «Concurso de Fotografia Antiga», tendo como tema «Nas nossas festas de 1959/2009 – Festas da Baixa da Banheira». As fotos vão ser a motivação para uma exposição que será realizada no decorrer das Festas Populares da Baixa da Banheira, que este ano comemoram o seu 50º aniversário.

A Comissão de Festas Populares da Baixa da Banheira convida todos os banheirenses para que «destapem o baú das suas recordações» e partilhem as suas fotos antigas. As fotos vão ser a motivação para uma exposição que será realizada no decorrer das Festas Populares da Baixa da Banheira, que este ano comemoram o seu 50º aniversário.

Pode contactar a Comissão de Festas Populares da Baixa da Banheira na Rua José Vicente, nº 10, na Baixa da Banheiera, ou pelo e-mail : festaspopularesbb@gmail.com

De referir que às três melhores fotos apresentadas serão oferecidos jantares, assim como lembranças a todos os participantes.

via Rostos On-Line
O Rostos On-Line apresenta-nos uma conversa com João José da Silva sobre o seu/nosso Núcleo Museológico.
BxB-Interface - Plataforma Comunitária Virtual da Baixa da Banheira
“Um elo de comunicar a cultura e identidade da freguesia”

2009-05-10

2009-05-04



Workshop
PREPARANDO AS VISITAÇÕES DA ORDEM DE SANTIAGO

Data: 6 de Maio, 21:00h
Local: Moínho de Maré – Largo do Descarregador em Alhos Vedros
Organização: Alius Vetus - Associação Cultural História e Património
Entrada: livre e aberta a todos

Enquadramento
Vem aí mais um evento de recriação histórica em torno da “feira medieval”, onde se pretende evocar anualmente acontecimentos que tenham marcado a história local ou regional. Em 2008 foi escolhido o tema da decisão histórica tomada por D. João I em Alhos Vedros, de partir para a conquista de Ceuta, dando assim início à epopeia dos Descobrimentos. Em 2009 pretende-se recordar as VISITAÇÕES da ORDEM de SANTIAGO, tema que constitui também um bom pretexto para divulgar o património de Alhos Vedros.

Objectivos
Com este encontro, que decorrerá em formato coloquial de workshop, pretende-se conhecer melhor os que eram as Visitações e criar condições para extrair dos dados históricos elementos que permitam colocar a história local de novo na rua, tornando-a cada vez mais objecto de interesse popular.


PROGRAMA

21:00h
Introdução e moderação: Paula Silva (Pres. Mesa Assembleia Geral)

Apresentação do Programa da feira: Vítor Cabral (Presidente da Direcção)

Introdução à Ordem de Santiago e Visitações
Prof. Doutor António Ventura, investigador em História Local e Regional

Visitações a Alhos Vedros – A visitação que fez D. Jorge, filho d'El Rei D. João II
Victor Manuel Dias da Silva, autor do livro As Visitações da Ordem de Santiago, as Igrejas e Ermidas, Capelas e Confrarias do Concelho de Alhos Vedros e do Concelho da Moita, Edição do próprio, 2008.

Da investigação em história à recriação didáctica
Representante do Serviço Educativo do Museu da Câmara Municipal de Palmela (a confirmar)

Debate

23:00h Encerramento




Sugiro algumas leituras para melhor apreciação do chamado incidente Vital Moreira:

tempo das cerejas

salvo conduto

José Maria Martins

Kantoxipim

2009-05-02

Ponto primeiro: não gostei do que vi hoje no 1º de Maio.


Ponto segundo: as posições de Vital Moreira sobre a acção da CGTP são conhecidas, e as opiniões do PS sobre o sindicalismo, para quem tivesse dúvidas, ficam explícitas num famoso anúncio.

O PS e Vital Moreira lançaram o isco e houve que o mordesse. Com as eleições à porta, a campanha de vitimização do PS deu mais um passo, desta vez de baterias apontadas ao PCP, e com isto se perderão mais uns dias em que a atenção estará desviada da política e da acção deste Governo.

Claro que fui um dos muitos que, ao se aperceberem de que ali estava, despudoradamente, uma comitiva do PS com as suas “figuras de cartaz” para as próximas eleições europeias, os vaiou ruidosamente. Mas as ofensas ficam para quem as lança, e quem ali estava a ofender o protesto dos trabalhadores era a comitiva do PS.

2009-05-01





Sejamos sérios!

Hoje no 1º de Maio assisti de longe aos incidentes. Vital Moreira passeou o seu cinismo pelos manifestantes. Vital Moreira sabia ao que ia e também sabia o que podia trazer. Até o discurso já tinha sido ensaiado. Discurso alusivo a Mário Soares e de todo discordante do que pensava na altura. A conferência de imprensa do Partido Socialista também não foi inocente e Vitalino Canas tentou a todo o custo colar com cuspo alguns votos do Partido Comunista ao Partido Socialista, mas não conseguiu e nem consegue. No 1º de Maio estão sempre muitas pessoas. Na CGTP também.

Factos concretos, algumas coisas que Vital Moreira tem escrito no causa nossa:

Código do Trabalho (3)
Que pretexto é que a CGTP invocará desta vez para rejeitar qualquer compromisso na revisão do Código do Trabalho, apesar das indesmentíveis vantagens que ela traz para os trabalhadores, sobretudo os mais desprotegidos?
Aditamento
Afinal não é necessário pretexto nenhum. O PCP já estabeleceu a "linha justa" --, a da rejeição liminar, obviamente!
Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Intersindical
A recusa de adesão à Confederação Sindical Internacional e a hostilidade em relação à UE mostram que a CGTP continua sob controlo absoluto do PCP.
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

"Correia de transmissão"

Se há questões em que a CGTP não passa de uma duplicata do PCP, entre elas conta-se à cabeça a oposição à UE, mesmo quando é evidente que a central sindical põe a obediência partidária à frente da verdade e da objectividade.
Acusar o Tratado de Lisboa de "falta de dimensão social" e de "desvalorizar o diálogo social" é pura e simplesmente destituído de fundamento. Pelo contrário, como mostrei aqui, o novo tratado constitui um considerável reforço da dimensão social da UE, incluindo a institucionalização do diálogo social.
Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007



Antologia da imaginação política

«Tratado [Europeu] vai implicar perda de direitos sociais, diz CGTP».
Que mais dislates iremos ouvir sobre o Tratado?!
Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Greve (2)
A CGTP faz mal em anunciar grandes números de adesão à greve em actividades que mal foram perturbados por ela (por exemplo, os transportes ferroviários). Pois de duas, uma: ou os números são imaginários, ou a greve provou que essas actividade funcionam perfeitamente com muito menos trabalhadores...
Greve
Uma greve falhada é sempre uma derrota sindical. Tanto maior, quanto maiores eram os objectivos. Manifestamente, a CGTP avaliou mal as condições objectivas e subjectivas da "greve geral". Pagou caro o seu voluntarismo.
Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Diz que é uma espécie de ditadura
A crer em alguns comentadores nos últimos tempos, a liberdade de expressão está seriamente ameaçada entre nós. Outros, mais generalistas, falam mesmo num clima de opressão das liberdades públicas, em geral. Mais focado, o secretário-geral da CGTP afirma que «não há liberdade sindical em Portugal». Na televisão, feirantes apanhados a vender contrafacções gritam contra a repressão da liberdade de comerciar. Os donos das universidades compulsivamente encerradas denunciam veementemente a violação da liberdade de ensino. Todos os dias, os neoliberais proclamam que o intervencionismo do Estado asfixia a liberdade individual.
Decididamente, sem nos apercebermos, devemos estar a caminho da ditadura...
Sexta-feira, 8 de Setembro de 2006

O que resta
Num artigo de hoje no Público, Domingos Lopes defende a hipótese de Carvalho da Silva, o prestigiado secretário-geral da CGTP, para a liderança do PCP. Ainda há quem prefira alimentar ilusões de "aggiornamento" na Soeiro Pereira Gomes! Quando nada mais resta...
Domingo, 17 de Outubro de 2004

E a última que demonstra todo o democrata e independente que existe em Vital Moreira

Coligação negativa
Sem surpresa, o PCP aliou-se à direita para aprovar uma moção de censura da direita contra o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
Quem duvida que sucederia o mesmo na Assembleia da República, para derrubar um Governo do PS, caso o PCP e o PSD fizessem maioria? E, depois de derrubado ao Governo, formariam um governo de coligação "vodka com laranja"?
Segunda-feira, 9 de Março de 2009

GRANDE DEMOCRATA, NADA PROVOCADOR E ATÉ RESPEITADOR.

2009-04-28

O talento não tem preconceito

2009-04-27



FMI confessa, ou como diz o outro, isto anda tudo ligado.

2009-04-22

A pedido da instituição divulgamos esta nota de imprensa

NOTA Á COMUNICAÇÃO SOCIAL



JUNTA DE FREGUESIA DE COINA RETIRA PROPAGANDA DA CPPME

A CPPME foi surpreendida com a retirada de propaganda referente à acção de protesto de Micro, Pequenos e Médios Empresários (MPME´s), junto à residência oficial do Primeiro-Ministro, no próximo dia 23 de Abril, pelas 15h.30. Tal aconteceu na rotunda de Coina, no Concelho do Barreiro, mandada retirar pela Junta de Freguesia de Coina.

A CPPME reagiu de imediato, exigindo que esta Junta de Freguesia proceda, à sua reposição, em tempo útil, findo o qual agirá em conformidade com a Lei.

É lamentável e inadmissível que a poucos dias das comemorações dos 35 anos do 25 de Abril que instaurou a Democracia em Portugal, esta arrogância e prepotência de um Presidente de Junta de Freguesia, abuse do poder democrático para violar os mais elementares direitos de informação e propaganda consagrados na Constituição da República Portuguesa.

Lamentamos, ainda, que uma autarquia que deve estar ao serviço da sua população, da qual os MPME’s são parte integrante, vejam assim as suas reivindicações e protestos silenciados por quem legitimado pelo voto, os devia defender e ser solidário.

2009-04-20

“Bloco de Esquerda da Moita
Apresenta candidatos às autárquicas
. Victor Raminhos candidato à Câmara”


Às vezes surgem, com naturalidade, alguns erros que não deixam de estar carregados de uma certa ironia.

Análise ao trabalho dos deputados portugueses no Parlamento Europeu

Para votar é necessário conhecer o trabalho dos grupos parlamentares. Vou publicar duas tabelas que explicitam este trabalho. A primeira é indicativa das prestações em termos absolutos e a segunda é uma ponderação das prestações com o número de mandatos. Os números falam por si!





Fonte: http://anonimosecxxi.blogspot.com/2009/03/deputados-no-parlamento-europeu.html

Junto também um mapa (um pouco mais antigo e que não é concordante com as tabelas, mas que permite formular uma ideia do trabalho apresentado)com as prestações individuais. Um mapa bastante elucidativo e que demonstra claramente que alguns nomes sonantes, são só isso, nomes sonantes. O pouco trabalho apresentado por algumas dessas pessoas deve-nos fazer reflectir sobre o papel dos eurodeputados portugueses nos últimos tempos.




Fonte: http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2009/03/eleicoes-europeias-2009.html

Muito do que se faz em Portugal é decidido no Parlamento Europeu e por isso devemos ter representantes que nos defendam, que defendam o interesse nacional, o nosso aparelho produtivo e a nossa soberania. Atendendo a estes dados penso que qualquer eleitor consciente deve meditar muito e bem quando exercer o seu direito.

2009-04-19

2009-04-15

Rosalia de Souza - Maria Moita


Zé Pedro, que, diz, até "simpatiza" com o primeiro-ministro José Sócrates, aponta ainda que quando Tim, o vocalista, escreveu o texto para a música de Kalu, tiveram de optar entre "senhor engenheiro" e "senhor doutor": "Optámos por engenheiro por causa do actual primeiro-ministro, mas nunca quisemos fazer um ataque político directo."

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão


Cada um escreve o que quiser, mas depois deve assumir. Já ouvi desculpas melhores, ò Zé Pedro...

2009-04-13

Cada vez mais há que comemorar Abril. Numa altura em que se condecora quem esteve ao lado dos opressores e se pune quem lutou contra a liberdade é urgente afirmar Abril. Afirmar Abril é afirmar a liberdade!

2009-04-10


Recuperação do Convento de S. Paulo

Para quem conhece o Convento de S. Paulo localizado no Parque Natural da Arrábida às portas de Setúbal sabe da beleza existente neste local, zona arborizada com um parque de merendas onde perto do convento existe uma fonte de água. O edifício foi adquirido pela Associação de Municípios da Região de Setúbal durante a década de oitenta mas só agora foi iniciada (esperemos) a recuperação. Este local tem sido ao longo destas três décadas completamente destruído. Conheci o local no início da década de 90 e na altura, ao entrar neste local mesmo em pleno Agosto ressentia-mo-nos da humidade ai existente: a água era distribuída por toda a área em canais em forma de meio-cano; a vegetação era muito diversificada e luxuriante; o edifício era coberto pelas trepadeiras, tanto no exterior como no átrio interior; existiam ainda azulejos nos vários espaços do convento. Passados alguns anos quando regressei, o fogo tinha consumido a área e os canais de agua já não existiam nem a humidade, o edifício tinha sido vandalizado e os azulejos desaparecido. Há pouco tempo tentei visitar o local mas estava interdito. Este fim-de-semana passei por lá e fiquei surpreendido por ver finalmente, embora tarde (mais vale tarde que nunca), que o convento estava finalmente a ser recuperado. Não sei o que está previsto para o local, só espero que continue a ser um local onde a população tenha fácil acesso, pois este é um património que deve ser desfrutado por todos aqueles que gostam de aliar cultura com natureza.
Falar no Diabo…
Foi sentido hoje um sismo na nossa zona às 8:30 desta manhã para nos fazer lembrar a alta probalidade sísmica existente na nossa região. Esperemos que tenha servido para acordar as consciências.

2009-04-07

Quase 20 anos depois do fim, os Ibéria estão de volta!

E se fosse aqui?


Sempre que oiço falar num abalo sismico vem-me sempre à cabeça se estaríamos preparados se este acontecesse na nossa região. Já se fez um simulacro em Lisboa mas não tenho conhecimento se alguma vez se fez aqui deste lado do rio. Talvez relembrados pelo perigo que um sismo representa pelo que aconteceu agora em Itália a protecção civil, lembrou e bem de o fazer. Os Sismos são catástrofes naturais ainda difíceis de prever ao contrario do seu poder destruidor, que infelizmente, todos vemos o resultado através dos média. Essa informação é essencial para perceber o que se deve fazer para tentar minimizar os danos e perdas humanas. Infelizmente quando se trata de cidades antigas de ruas estreitas e desordenadas, cujos edifícios antigos carecem de tecnologia anti-sísmica, como Bam, Agádir e agora Áquila, percebesse que existem limitações de prevenção e socorro que em cidades e vilas modernas já não se tolera, pois existem meios técnicos de construção para minimizar os estragos. Será que nos PDM’s estão previstos pontos obrigatórios que previnem a segurança básica dos cidadãos, quer na construção anti-sísmica, na altura e distancia entre edifícios, espaços abertos, entre outros? Se assim for, estaremos com certeza a prevenir uma catástrofe ainda maior e a fazer da segurança, não um simulacro, mas uma certeza.

2009-04-06

Aparentemente, a necessidade da apresentação de uma candidatura do PS europeu à presidência da Comissão Europeia não nasce de uma diferença de opiniões, tanto que Sócrates e Zapatero já deram o seu apoio a Durão Barroso.

E diz Mário Soares que Durão é uma “cara do passado". Curioso, principalmente vindo de quem vem e tendo em conta que o cabeça de lista do PS português, apesar de cristão-novo, não é propriamente do presente…




CDU – Contacta com Emigrantes

Ilda Figueiredo e Felismina Mendes candidatas CDU ao Parlamento Europeu, visitaram a Freguesia de Vale da Amoreira.

No passado domingo, dia 5 de Abril, Ilda Figueiredo e Felismina Mendes candidatas CDU ao Parlamento Europeu, visitaram a Freguesia de Vale da Amoreira.
Pelas 11h30, as candidatas da CDU ao Parlamento Europeu participaram num Encontro com Associações de Emigrantes nomeadamente, a Associação Moitense dos Amigos de Angola, a Associação de Solidariedade Cabo-Verdiana dos Amigos da Margem Sul do Tejo, a Associação de Emigrantes Guineenses e Amigos do Sul do Tejo, a Associação de Condóminos e Moradores do Vale da Amoreira e a Frente Anti-racista. Participaram ainda o Presidente da Câmara Municipal da Moita - João Lobo, o Presidente da Assembleia Municipal da Moita - Joaquim Gonçalves, o Presidente da Junta de Freguesia de Vale da Amoreira - Jorge Silva, Rosa Rabiais - Membro do CC do PCP e responsável do trabalho sobre Emigração, o responsável concelhio do PCP - Eduardo Vieira e o responsável concelhio do Partido Ecologista “Os Verdes” - Jorge Taylor.
Foram debatidos vários temas e foi apresentado o trabalhado realizado no Parlamento Europeu pela CDU. Discutiu-se a situação da legalização dos imigrantes, enquadrada pela nova lei; o exame de português exigido aos imigrantes oriundos dos PALOP´s; a questão dos vistos e autorizações de residência que representam elevados custos ou que até são factores impeditivos dos imigrantes junto das entidades patronais poderem regularizar a sua situação; e a política de direita da União Europeia para a imigração, que se transformou para uma linha securitária e criminalizadora, materializada na ideia de “Europa Fortaleza”.
Pelas 13.00 h, realizou-se um almoço na antiga Escola 5 do Vale da Amoreira (Rua António Boto, EB1 JI), que contou com a participação de largas dezenas de pessoas, seguido de visita e contacto com a população da freguesia em que interveio Ilda Figueiredo.

2009-03-26

O bom sindicalismo

Os sindicalistas bons, que não são "instrumentalizados" nem fazem greves e manifestações e "aposta(m) na concertação e não no conflito", reuniram-se em congresso, durante o qual o seu "programa de acção" foi aprovado com 90% de votos.

Um dia depois, em resposta a declarações do líder do patronato, segundo as quais um salário mínimo de 500 euros em… 2011 é apenas uma "indicação" e "iremos ver se é possível", o secretário-geral reeleito explicitou em que consiste a "aposta": o sindicalismo bom "espera" que o próximo Governo "seja sensível".

Este tipo de sindicalismo não reivindica, "espera", não reconhece o salário como direito de quem trabalha, mas como prodigalidade. Se o próximo Governo for "sensível", e o patronato também, "darão" em 2011 aos trabalhadores um salário mínimo compatível, como os pedintes dizem, com as suas possibilidades.

Em contrapartida, os sindicatos e os sindicalistas bons continuarão a ser bons, se possível ainda melhores, e a não perturbar o trânsito nem impedir os jornalistas igualmente bons da Antena 1 de chegar a horas às conferências de imprensa da CIP e do Governo.

Manuel António Pina, no JN

2009-03-19

Documentário da BBC no Alentejo


Documentário: "Forest in a Bottle" from EcoLogicalCork.com on Vimeo.
E tudo o que "crise" levou

Alguns estudiosos, outros curiosos e muitos outros beneficiários ou privilegiados, consideram que a “crise” que vivemos é passageira e fruto do sistema neoliberal. À parte de palavras que a maioria de nós não conhece o verdadeiro significado, definem a crise do neoliberalismo como um episódio do capitalismo em que alguns gananciosos se deixaram levar por maus institutos, sob o olhar passivo da maior parte dos governos do mundo. Negam a realidade. Esta crise segue-se a muitas outras e é, mais uma vez, o resultado de um sistema injusto, assente num modelo de desenvolvimento que gera a destruição dos recursos naturais e que leva ao empobrecimento e à dependência da maioria dos seres humanos, ao mesmo tempo que nos afasta das decisões ditas “democráticas”, porque tem como objectivo a concentração de riqueza e poder nas mãos de muito poucos.
Estes estudiosos, curiosos e outros beneficiários, que defendiam um Estado Menor para se conseguir um Estado Melhor, e que acusavam quem defendia um Estado Forte e uma economia baseada na produção e no aparelho produtivo, de ter uma cassete enfiada na cabeça, fazem hoje tábua rasa, dando o dito por não dito e defendem a intervenção do Estado na Economia. Esta mudança de opinião, sem grandes justificações e com grande tranquilidade, surge em boa hora. Mas porquê?
Confundem as pessoas defendendo o que antes combatiam. Por exemplo, quem considerava as “nacionalizações” como um absurdo político, como coisa do passado, defende-as agora, retirando-lhe carga política e colocando-as ao seu dispor, ao serviço dos seus interesses. Estes processos que deveriam servir para colocar ao serviço do povo estes recursos, são agora utilizados para se fazer transfusões de capital, do capital dos estados, do capital de todos nós, para as mãos dos mesmos gananciosos. Porquê?
Para enganar, para continuarem estudiosos, curiosos e beneficiários do mesmo sistema, que de “neo” (novo) nada tem, e que está a morrer de velhice, apesar de nova roupagem e umas quantas operações plásticas.
Nacionalizar para estes senhores é salvar os ricos e poderosos com o dinheiro do povo, privatizando os lucros e nacionalizando os prejuízos, à conta da destruição do aparelho produtivo, da retirada de direitos aos trabalhadores, à custa de baixos salários e reformas de miséria.
Com a “crise”, que em Portugal, já conta com muitos anos, apesar do paraíso descrito pelo governo e pelo partido que o apoia, e que levou a inúmeros sacrifícios do nosso povo sem resultado visível, antes pelo contrário, urge lutar por melhores condições de vida, pelo progresso e pelo desenvolvimento e denunciar esta política, velha e bafienta de direita, que parecendo que muda alguma coisa não muda coisa nenhuma.
A solução passa pelo que mais de 200 000 manifestantes exigiram em Lisboa na passada Sexta-feira. Um Novo Rumo, uma nova política, uma politica para todos e que defenda o aparelho produtivo e os trabalhadores, que se traduza por uma transformação para melhor da nossa sociedade, para uma sociedade mais justa e fraterna. Objectivamente a criação de mais emprego, o combate à precariedade, a melhoria dos salários e a defesa dos direitos de todos, a erradicação da pobreza e injustiça social, passam por uma política de esquerda.
Esperemos que depois das “crises” terem colocado a nu as contradições e as injustiças deste sistema, que se abra um Novo Rumo, tão necessário à melhoria das condições de vida, e que esta “crise das crises” leve também as resistências à verdadeira mudança, já que a vergonha de muitos também foi levada!

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
Vamos ter a 2ª Feira Medieval organizada pelo Agrupamento de Escolas D João I e pela Associação de Pais.



2009-03-18


Convite para sentar e beber uma cerveja ou café com Selton Mello e Seu Jorge. Principalmente para quem gosta dos filmes do Tarantino, uma curta genial.

2009-03-17

No dia em que 200 mil se manifestaram em Lisboa esta música não me saiu da cabeça

2009-03-05


Este património que tanto faz parte da memória colectiva da nossa relação com o rio pode a curto prazo vir a funcionar. Ainda me lembro de ficar fascinado com aqueles montes brancos pra lá as caldeiras de águas rosadas onde no fundo raso, via-se o lodo gretado por onde passeavam os pequenos camarões que apanhávamos com uma serapilheira após abrirmos as comportas vigiando os passos dos marnotos. Embora estas não sejam as nossas salinas, é com mesmo saber e mar que são temperadas. Espero no entanto que as pessoas escolhidas para as dirigir tenham a seriedade, o talento e a sorte para não deixar morrer esta arte que faz parte da cultura, não só alcochetana como também de toda a comunidade desta margem e baía do Tejo.

2009-03-04

Não acredito em bruxas, mas que as há, há!

Após a novidade dos cães pisteiros Ingleses no caso Maddie que acharam vestigios de sangue da criança na bagageira do carro que os Maccann alugaram no Algarve e que os Ingleses por contradição e vaidade não consideraram relevante nesse processo, temos agora da parte dos alemães, para além do Rex (o cão policia), a melhor forma de apelidar um caso que dá muito trabalho investigar e não apetece, o Bruxedo. Sabemos que não passa de um nome adoptado pela policia alemã para os casos sem explicação, mas temo que por ironia, seja essa a justificação para o desfecho de mais um processo, neste caso, do desaparecimento de um jovem com um futuro promissor que teve o azar (neste contexto) de nascer português.

2009-03-02

Obrigado BBC!


A BBC veio a Portugal ensinar os portugueses a olhar para o seu próprio país. Infelizmente com tanta gente formada nas ciências naturais e com a tecnologia dos vários canais existentes no nosso país, "poucos" são os documentários acerca do nosso património natural de produção nacional que passam nos vários canais. De Norte a Sul passando pelo mar e ilhas, o nosso património é desconhecido, ou negligenciado pela maioria. Público existe, senão não eram compradas as series sobre a Natureza que vemos nas tardes dos fins-de-semana. Sabemos que são series que utilizam meios muito dispendiosos, mas se a receita funciona com outros, porque não haveria de funcionar connosco. Como exemplo, podemos mencionar as novelas, também elas eram compradas aos brasileiros até alguém entender que também poderíamos realiza-las. Ganharam os artistas e técnicos, trabalho, e os canais, audiências, chegando inclusive a exportar algumas delas.
No caso dos documentários ganhávamos todos. Aprendia-mos a conhecer melhor o nosso Património para melhor o preservar e seria também a melhor forma para promover o nosso cantinho no exterior.

2009-02-26

A Política do croquete

Ontem no Jornal da Noite da SIC numa reportagem sobre o debate quinzenal na Assembleia da Republica foi-nos demostrado mais uma vez, a forma como alguns políticos continuam a desrespeitar a classe e os seus concidadãos. A CGD comprou 10% da Cimpor a Manuel Fino pagando-lhe mais 25% do valor real das acções. Segundo os dados apresentados ontem por Paulo Rangel, o governo gastou em festas de inauguração 4,5 milhões de euros.
Após apresentação destes pontos o primeiro ministro colocou a cassete do "nunca vi o discurso chegar tão baixo" para desviar o discurso para a baixaria. No final, em entrevista confessou nada saber acerca do assunto CGD/Cimpor e que ficara a saber do caso pela comunicação social enquanto o ministro Mário Lino em resposta a um jornalista dizia que as festas de inauguração eram apenas pequenos berberetes onde se bebiam sumos e comiam croquetes e pasteis de bacalhau.
Estes dois pontos são bem elucidativos da falta de sentido de responsabilidade de estado existente no nosso país. O ministro das finanças, gasta o dinheiro dos contribuintes em tudo aquilo que lhe pensa ser útil para "salvar o país" e não dá cavaco ao primeiro ministro que sabe das suas opções pela comunicação social. Concerteza que Manuel Fino é um cidadão com direitos, mas e os outros portugueses que não conseguem pagar a casa à CGD terão menos direitos? Se o ministro deu autorização para comprar os 10% da Cimpor a um valor 25% mais alto, para ser feita Justiça, a tal que tanta falta nos faz, como irá Teixeira dos Santos resolver o problema das famílias que não conseguem pagar o empréstimo de suas casas? Vai dizer à CGD para comprar-lhes 25% acima do valor do empréstimo contraído? Claro que a Cimpor é muito importante, mas se não houver quem compre casas para que queremos investir em cimento? Só se for para construir Elefantes Brancos onde só entram 150 pessoas importantíssimas para o esforço de cortar a fita e que depois, como recompensa desse esforço, comerem uma sandes e beberem um sumol que quem paga a "continha" é o povinho.

2009-02-18

O valor do voto

Em Democracia o povo é quem mais ordena. As eleições assumem-se como o acto solene e soberano de um povo que escolhe o seu caminho, que escolhe os seus representantes/governantes e consequentemente escolhe o seu futuro. No ano de 2009 vamos participar em três actos eleitorais, as europeias, legislativas e as autárquicas. Numa altura em que assistimos ao agravar da Crise do Sistema Capitalista, onde milhões de pessoas ficam sem emprego, onde milhões de pessoas não têm apoios, onde milhares de empresas encerram, estas eleições assumem-se como fundamentais para o nosso povo e para o interesse nacional. As políticas e o rumo seguido não têm dado bom resultado. Os portugueses viram os seus direitos e o seu poder de compra diminuir e os serviços públicos a encerrar.
É pois em ano de eleições que se devem prestar contas, de se apresentar o que se fez e explicar porque assim foi, de enunciar o que não se fez e referir o porquê. É o mínimo que o respeito impõe e é o mínimo que os representantes de alguém devem fazer. A CDU no Concelho da Moita encontra-se a prestar contas à população, quer nas ruas, quer em salas do nosso concelho, mostrando o que fizemos, explicando o que não fizemos e lançando as bases para o futuro, dando atenção a temas tão diversos como o trabalho desenvolvido nas autarquias, movimento associativo e à defesa do património e valorização das tradições. Assumimos as nossas responsabilidades como sempre o fizemos e recusamos baixar os braços e levantar a bandeira da inevitabilidade, a isso respondemos com confiança e luta por uma vida melhor. Acreditamos ser possível um futuro onde ninguém deixe de aprender ou de ter acesso à saúde por não ter dinheiro, confiamos e lutamos por um futuro onde um trabalhador que viva do fruto do seu trabalho não viva no limiar da pobreza, temos a certeza que um dia Portugal vai vencer os deficits crónicos que os sucessivos governos PS, PSD, com ou sem CDS-PP, criaram, onde se produza, onde se valorize o aparelho produtivo, onde se valorize o trabalho. Esta é a nossa força e aí reside a nossa confiança.
Para o ano de 2009, um ano em que o nosso Primeiro-Ministro fala em investimento público para combater a crise, o governo do partido socialista reduziu em quase 90% o investimento previsto a nível do Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para o Concelho da Moita, seguindo o mesmo caminho de anos anteriores, ao mesmo tempo e, por pura coincidência, para o nosso concelho vizinho, o Montijo, este investimento previsto aumenta cinco vezes. Por esta decisão/votação teremos mais uma vez adiados investimentos importantes e necessários ao desenvolvimento do nosso concelho, ao nível da saúde, da educação, da segurança e do movimento associativo.
Em Democracia exige-se clareza e equidade, exige-se respeito e responsabilidade. A título de exemplo refiro a fiscalização constitucional do Código do Trabalho. Na oposição, o PS, considerava o Código do Trabalho do PSD-CDS/PP um retrocesso, uma malfeitoria, agora como governo não cumpriu mais uma vez o prometido, a alteração dos aspectos negativos do Código de Trabalho, e ainda o piorou, ao arrepio das promessas eleitorais. Para esta fiscalização, que deveria ser também promovida pelo nosso Presidente da República, é necessário que 10% dos deputados a aprovem. O PCP, que continua na luta contra este Código do Trabalho, necessita de solicitar a outros deputados, de outras bancadas, que dêem o seu aval, até 23 deputados manifestarem a sua concordância, correndo o risco de não se chegar a esta meta. Como se costuma dizer, por um voto se ganha e por um voto se perde, e desta situação percebemos bem o que é o voto útil. São nestes exemplos que se percebe o poder de um só voto. Por isso, quando votar pense nisso, quando votar pense em si!

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP

2009-02-15

Ando a nestes últimos dias a tentar ler alguns textos para melhor responder ao desafio que a CM da Moita colocou aos banheirenses sobre o futuro próximo da Rua 1º de Maio. A minha posição é clara: a Rua 1º de Maio deve ficar interdita ao tráfego automóvel, e já aqui tinha sido defendida.

Nesta tentativa de documentação, encontrei no site de Mário Alves, um especialista em Gestão da Mobilidade, um texto magnífico do qual retiro estes excertos:

"A errância, a deriva, o flanar, o jogo, fizeram sempre parte do património sociológico e estético do ser humano e da cidade. Estas formas de procurar o encontro fortuito com o “outro” são os fundamentos da cidade democrática. Ao reduzirmos as deslocações sobre o território a um fenómeno meramente utilitário de ligação entre actividades, estamos a perder algo subtil, mas que nos define como sociedade.

(...)

Com o aumento da presença e velocidade dos automóveis, diminui a presença e circulação dos peões. Dito de outra forma, com a invasão do automóvel, as ruas deixam de ser aquilo para o qual serviram durante séculos — pontos de encontro. Transformadas em “esgotos de tráfego” as ruas transformam-se em patologias. A velocidade dos automóveis (o perigo, e em menor grau o ruído), é o elemento que mais contribui para esterilizar as ruas, transformando-as em meros corredores de passagem"

Errare Humanum est...

2009-02-14

Quem estiver interessado em participar no processo de discussão pública sobre a requalificação da Rua 1º de Maio, poderá fazê-lo online até ao final de Março.

2009-02-13

Quem tem medo do Papão?

O nosso primeiro presidente da República democraticamente eleito, general Ramalho Eanes vem tocar numa das feridas, se não a principal, que tanto tem imobilizado o país, o Medo. Da minha memória de pequeno lembro as imagens do homem que se colocou de pé sobre a capota do carro após ouvir uns disparos e também aquela ida a Timor no “Lusitânia Expresso” como forma de reivindicar aquela parcela de terra aos indonésios. A sua formação militar tornou-o destemido e talvez por isso consiga ver, que o Medo em demasia, é prejudicial a toda a acção humana. Denuncia “…a existência de um clima de medo crónico de criticar para não ser prejudicado e de arriscar.”. Atribui as culpas aos políticos e aos sucessivos governos que os acusa quando diz, “falta noção da realidade na sociedade actual que, perante a « impavidez política dos governos», se entregou à realidade incontornável do consumo”. A solução do general é que os políticos passem a falar a verdade. Infelizmente e devido à forma como a Justiça é tratada neste país, a palavra “verdade” será cada vez mais, confundida com o seu antónimo. O Medo existe porque a justiça não funciona e quando menciono justiça não me refiro somente à das leis mas também à social. Enquanto os culpados permanecerem impunes, a passearem-se perante aqueles que sabem das suas injustiças, estes terão Medo: pelas suas crianças, pelo seu presente e futuro e emprego. No entanto, não será pela consciencialização do status quo que se poderá mudar este estado de coisas, porque dessa forma, estaremos somente a passar essa responsabilidade de mudança aos nossos filhos.

2009-02-11

Será a Homossexualidade a causa do sentido "desviante" de algumas pessoas?

Penso que o governo encontrou uma boa maneira de combater à crise, falar dos direitos dos homossexuais. Este vai ser o grande assunto dos próximos tempos (o tempo que for necessário para distrair as massas). Quais milhões para privatizar o BPN & companhia, qual possível corrupção no licenciamento do Freeport, Quais empresas a fechar, etc. Nada que uma boa novela não resolva. Não é que pense que os direitos dos homossexuais não sejam importantes, qualquer pessoa, como cidadão, tem o direito à sua liberdade seja que natureza for, desde que não imponha aos outros as suas escolhas. Como tal, eu não tenho o direito de impor aos homossexuais a minha escolha. Como cidadãos têm os mesmos deveres tributários para com o estado, não vejo o porquê dos seus direitos. Agora, qual é a relevância deste assunto para a resolução dos problemas do pais? Não sei, talvez o seu “casamento” até seja benéfico para a receita fiscal, visto que juntos podem passar para outro escalão de IRS. No entanto acho que se perde demasiado tempo a debater questões que não resolvem os problemas económicos do pais, mergulhando o pais num “zapping” constante onde os assuntos noticiados servem apenas para dispersar a atenção das questões de fundo. Por falar em fundo, já ninguém se lembra do que aconteceu aos Fundos Comunitários nem como estes foram esbanjados? Uma proposta, deviam fiscalizar as contas de algumas das pessoas que enriqueceram durante esse período. Foi um período que muita gente aproveitou e se aproveitou de um Estado “ingénuo” que continua a ignorar fazer uma investigação profunda a muitos dos intervenientes e vai distraído a sociedade com assuntos de janela. Todos sabemos que a forma muitas vezes utilizada para fugir ao sistema é a de colocar os bens em nome de familiares. Deve-se investigar não só os bens no estrangeiro como também os bens da família e perceber como enriqueceram. Não se tome isto como caça às bruxas, mas como uma imposição de justiça em nome daqueles que votam para serem governados e não desgovernados. Se isso não acontecer, e não deve acontecer, vamos continuando a assistir à entrada na União Europeia de países de Leste, os quais dizemos que são atrasados, para facilmente nos deixarem a milhas em termos económicos, menos no futebol e na homossexualidade à força! (com o devido respeito pelos leitores)

2009-02-06

Descobrir um caminho para sair da crise!


Segundo o nosso primeiro ministro, chegou a altura dos partidos da oposição em vez de atacarem o seu governo, dizerem o que pretendem fazer para a recuperação do país. Não sei porquê mas parece que já ouvimos esta cassete dita anteriormente pelos outros governos. Não sei se é um prenúncio de um vazio de ideias, mas revela o enorme incómodo em que o governo se encontra devido ao descrédito da sua palavra. Talvez a solução esteja gravada na nossa história. Antigamente os portugueses olhavam para o seu território não como um subúrbio da Europa mas como uma porta para o mundo. Hoje, países existem, que no centro da Europa, para os seus residentes e mercadorias poderem deslocar-se até outros países fora da sua área, têm que atravessar por países vizinhos. Nós hoje vemos o mar não como uma estrada que nos liga a todo o mundo mas como uma barreira, e é aqui que percebemos como os tempos mudaram em relação aos nossos antepassados. Porque não temos grandes barcos de transporte para comercializarmos os nossos produtos com o mundo e vice versa? Penso que o aproveitamento do Porto de Sines e outros são muito mal aproveitados em relação a outros portos europeus. A nossa industria naval (estaleiros) que já foi das maiores a nível mundial, hoje não passa de uma sombra. Não percebo como um povo que foi pioneiro na globalização, não tem mais ideia das mais valias que isso pode nos trazer. Sabemos que temos um país pequeno em comparação com outros mas isso não justifica que também tenhamos ideias pequenas, e todos percebemos bem o que significa tê-las. Se no passado com poucos recursos conseguimos fazer aquilo que outros com muitos não conseguiam, porque razão será que hoje vivemos com a consciência restringida aquilo que vemos do exterior e não olhamos para as nossas características pessoais e territoriais para retirarmos o melhor partido? De certeza que não necessitamos somente que outros nos digam o que fazer, pois sabemos muito bem. Um dos elementos que nestes dias temos visto a sua extrema necessidade e que nós negligenciamos é o Sal. Vejam a necessidade que dele têm os países do norte por causa da neve nas estradas. Foi com ele que em 1669 Portugal pagou aos holandeses para saírem do Brasil. Hoje por ironia ainda importamos anualmente algumas toneladas. Ideias para recuperar o pais, todos nós temos, mas alguns é que são eleitos para não as faltar. Temo no entanto que a proposta da regionalização seja só mais uma manobra para "feudapartidalizar" o país do que para resolver os seus problemas.

2009-02-03

Sócrates tem azar

Há gente com muito azar. O caso mais grave que conheço é o do nosso primeiro, Sócrates. Tudo começou no dia que o professor de Inglês Técnico, por pura preguiça, decidiu fazer um teste por correspondência ao agora Primeiro-Ministro. A Planeta DeAgostini também faz e ninguém se queixa.

Passados uns meses, um gajo chateia-se com a mulher, resolve ir trabalhar ao domingo para a universidade e decide passar o Diploma a um Aluno chamado José Sócrates. Por isso é que a Ministra quer mudar as coisas na educação: para proibir as pessoas de trabalhar ao domingo.

Por ser um excelente profissional, Sócrates começa por fazer projectos de cariz social, canis, anexos, e a posteriori, casas. As casas eram de um design tão espectacular que alguns arquitectos invejosos começaram a reclamar que os projectos só eram assinados pelo primeiro apenas porque os mesmos não os podiam assinar por trabalhar na autarquia. O Frank Gehry bem tentou ter uma obra em Portugal, mas com o engenheiro Sócrates cá, quem precisa de contratar estrangeiros?

Depois de ser contratado pela J.P. Sá Couto decide fretar um avião para a Venezuela, chamou todos os Magalhães que conhecia e decidiu vendê-los. Pelo caminho, os Magalhães obrigaram o primeiro a fumar um charro, ele não quis, e como bom anfitrião decidiu fazer companhia com um cigarro. Quem nunca fumou um cigarro num avião que atire a primeira pedra.

Relativamente ao Freeport não vou fazer aproveitamento humorístico, com ZPE´S, tios, primos, reuniões, 4 milhões, offshores...

Pedro Oliveira, 34 anos, designer gráfico, Guimarães

2009-02-02

“No país vizinho, tal como em muitos outros na Europa, os sindicalistas preocuparam-se também com as questões de cariz social, criando cooperativas de habitação, creches, lares da 3ª. Idade, apostando na formação e nos mais variados apoios sociais.

Hoje, confrontados com a crise, os seus filiados tem mais direitos, mais apoios e nem todos são da responsabilidade dos Governos.

(...)

O problema é encarar de frente os novos sistemas de trabalho, a flexibilidade, as novas polivalências, as novas profissões, os novos horários de trabalho respeitando as cargas de trabalho, no princípio de que deve ser o trabalho a adaptar-se ao homem e não o contrário.”

Tenho que humildemente reconhecer que de sindicalismo percebo muito pouco, mas parece-me que esta globalização não fez mais do que trazer ao séc. XXI alguns dos problemas dos trabalhadores dos inícios da Industrialização: um poder excessivo do patronato sobre os assalariados, ou seja: trouxe um aumento das desigualdades sociais.

E no meio de uma crise global, surgida num processo de globalização onde segundo os indicadores económicos, a economia de alguns países cresceu como nunca, mas que ao mesmo tempo criou as tais desigualdades sociais que estiveram na génese da crise, acho estranho que sejam sindicalistas a alinhar num discurso anti-sindical, quando foram precisamente os sindicatos que mais lutaram, ou se o termo não agradar a alguns, chamaram a atenção, para os perigos que se correm quando se retiram direitos e poder de compra às classes mais desfavorecidas.

Quantas cooperativas e associações mutualistas não começaram num tempo em que nem Estado nem Empresas assumiam as suas responsabilidades sociais! Direitos que mais tarde, graças ao esforço dos trabalhadores, e da população em geral, organizados em sindicatos em partidos, foram assumidos pelo Estado, contra uma natural retribuição de quem trabalha. “O que um Estado Social propõe é exactamente que todos paguem conforme os seus rendimentos, para que todos possam usufruir dos mesmos serviços, ao mesmo preço. A justiça social é feita através da fiscalidade.” Foi o que escrevi num comentário há algum tempo.

E já agora, sempre que oiço algumas vozes a falarem de “flexibilidade” com uma certa “leviandade” lembro-me sempre deste filme: “Tempos Modernos” de Chalie Chaplin, É que a precariedade, conduz à falta de liberdade, porque quem não é livre tem que dizer “sim” mesmo que queira dizer “Não!”







A respeito de um artigo da autoria de António Chora, com o título de “Com a Crise Económica que Sindicalismo?”, no jornal “Rostos”, escrevi um comentário no próprio jornal, devidamente assinado. No meu comentário manifestei discordâncias profundas com António Chora, tanto na forma como no conteúdo.
António Chora considera no seu artigo que os Sindicatos de outros países proporcionam aos seus filiados melhores condições, mais direitos e apoios e aponta o mutualismo como a solução. António Chora considera que muitos dos direitos e apoios não são da responsabilidade do governo e refere que em outros países os sindicatos criaram cooperativas de habitação, creches, lares da 3ª idade e apostaram mais na formação, qualificando e requalificando os trabalhadores. Considera também António Chora que os sindicatos em Portugal se transformaram em apêndices dos partidos políticos, calendarizando as suas lutas e ou submissões (esta não percebo), aos interesses dos partidos. A meio do artigo António Chora caracteriza o patronato como o mais retrógrado da Europa e os sindicatos como os mais ideologicamente marcados. Continua António Chora o seu artigo com uma referencia ao inicio da crise que atravessamos, sem a caracterizar e sem apresentar soluções para a mesma e na mesma senda do costume, a das cedências dos trabalhadores sem nada, ou com muito pouco em troca. Por fim até fala numa nova globalização e da adaptação dos sindicatos a este novo quadro, escrevendo até que devemos assim, e por essa via de ideias, criar um sindicalismo de acção mais do que de reacção.

Não concordo com esta linha e penso que facilmente se percebe o porquê? Para mim e para muitos sindicalistas, trabalhadores e estudiosos da evolução humana, a sociedade está dividida por classes e é através da relação entre classes que o mundo evolui. Assim, patronato e trabalhadores constituem-se como 2 classes diferentes e com interesses antagónicos. Não somos todos amigos e muito unidos e nem procuramos o mesmo como alguns querem fazer crer. A realidade é bem mais complexa que o conto de fadas que António Chora contou. A Crise do Capitalismo não surgiu há 4 meses mas é intrínseca ao próprio sistema dominante e só se resolve com a substituição deste sistema injusto e contraditório, com uma aposta forte na produção e na valorização dos salários e do trabalho. Os trabalhadores sabem-no bem já que andam a fazer sacrifícios há muito tempo. A demonstrar ainda mais a veracidade do que escrevi relembro que os muitos dos direitos e apoios que António Chora considerou não serem da responsabilidade do governo, foram conquistados através das lutas, daquelas lutas que António Chora também considerou submissões e outros foram retirados por acções do governo. Nada foi ofertado, nada acontece por acaso e é a luta dos trabalhadores a chave para os processos. Os sindicatos ou afins que cedem, ou melhor que cedem sempre, são os reaccionários, são os que reagem, os que lutam e sempre lutaram por melhores condições de vida são revolucionários e agem sempre em conformidade com o que dizem defender, os interesses dos trabalhadores!

Eu já ouvi da boca do patronato elogios ao António Chora, já li no blogue da JSD os mesmos elogios e não percebo como isto acontece. Quando o adversário nos tece os maiores elogios é sempre de desconfiar…

Rita Red Shoes no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, no dia 6 de Fevereiro, às 22:00h.

2009-02-01


Ontem tive a oportunidade, e o prazer, de ouvir o António Pinho Vargas e o seu piano no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo. Infelizmente não é esse o motivo principal deste meu post, mas sim uma das pequenas intervenções com que foi intercalando a sua música: “Ao vir para cá, e apesar de me dizerem que vinha para a Moita, pareceu-me que estávamos a caminhar em direcção à Baixa da Banheira. Os que aqui estão presentes saberão perfeitamente onde estão.” As palavras terão sido mais ou menos, mas não fogem ao sentido, o mesmo sentido que Jorge Silva Melo quis imprimir às suas quando afirmou que “Gostava que me tivessem dito que isto ficava na Baixa da Banheira, escusava de ter ido dar a volta até à Moita. É que já estive na Baixa da Banheira algumas vezes e sei bem onde fica.”...

É evidente que não é uma distracção mas uma teimosia sem sentido de quem não percebe que, tal como o Fórum Cultural José Manuel Figueiredo é mesmo na Baixa da Banheira, o Moinho de Maré de Alhos Vedros é mesmo em Alhos Vedros, ou que a Capela de Nossa Senhora do Rosário é mesmo no Rosário e que o Campo Municipal de Futebol é mesmo no Vale da Amoreira, é um prazer visitar na Moita, agora sim, a Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, a mesma Moita, Sede de Concelho, onde a 4 de Outubro de 1910 se hasteou a bandeira da República Portuguesa.

E repito o que aqui escrevi, já lá vão quase 3 anos: Acredito que a promoção do Concelho da Moita no exterior só tem a ganhar com a multiplicidade de espaços e culturas, e num concelho heterogéneo como o nosso, esta visão toma ainda mais acerto.