2009-02-06

Descobrir um caminho para sair da crise!


Segundo o nosso primeiro ministro, chegou a altura dos partidos da oposição em vez de atacarem o seu governo, dizerem o que pretendem fazer para a recuperação do país. Não sei porquê mas parece que já ouvimos esta cassete dita anteriormente pelos outros governos. Não sei se é um prenúncio de um vazio de ideias, mas revela o enorme incómodo em que o governo se encontra devido ao descrédito da sua palavra. Talvez a solução esteja gravada na nossa história. Antigamente os portugueses olhavam para o seu território não como um subúrbio da Europa mas como uma porta para o mundo. Hoje, países existem, que no centro da Europa, para os seus residentes e mercadorias poderem deslocar-se até outros países fora da sua área, têm que atravessar por países vizinhos. Nós hoje vemos o mar não como uma estrada que nos liga a todo o mundo mas como uma barreira, e é aqui que percebemos como os tempos mudaram em relação aos nossos antepassados. Porque não temos grandes barcos de transporte para comercializarmos os nossos produtos com o mundo e vice versa? Penso que o aproveitamento do Porto de Sines e outros são muito mal aproveitados em relação a outros portos europeus. A nossa industria naval (estaleiros) que já foi das maiores a nível mundial, hoje não passa de uma sombra. Não percebo como um povo que foi pioneiro na globalização, não tem mais ideia das mais valias que isso pode nos trazer. Sabemos que temos um país pequeno em comparação com outros mas isso não justifica que também tenhamos ideias pequenas, e todos percebemos bem o que significa tê-las. Se no passado com poucos recursos conseguimos fazer aquilo que outros com muitos não conseguiam, porque razão será que hoje vivemos com a consciência restringida aquilo que vemos do exterior e não olhamos para as nossas características pessoais e territoriais para retirarmos o melhor partido? De certeza que não necessitamos somente que outros nos digam o que fazer, pois sabemos muito bem. Um dos elementos que nestes dias temos visto a sua extrema necessidade e que nós negligenciamos é o Sal. Vejam a necessidade que dele têm os países do norte por causa da neve nas estradas. Foi com ele que em 1669 Portugal pagou aos holandeses para saírem do Brasil. Hoje por ironia ainda importamos anualmente algumas toneladas. Ideias para recuperar o pais, todos nós temos, mas alguns é que são eleitos para não as faltar. Temo no entanto que a proposta da regionalização seja só mais uma manobra para "feudapartidalizar" o país do que para resolver os seus problemas.

2009-02-03

Sócrates tem azar

Há gente com muito azar. O caso mais grave que conheço é o do nosso primeiro, Sócrates. Tudo começou no dia que o professor de Inglês Técnico, por pura preguiça, decidiu fazer um teste por correspondência ao agora Primeiro-Ministro. A Planeta DeAgostini também faz e ninguém se queixa.

Passados uns meses, um gajo chateia-se com a mulher, resolve ir trabalhar ao domingo para a universidade e decide passar o Diploma a um Aluno chamado José Sócrates. Por isso é que a Ministra quer mudar as coisas na educação: para proibir as pessoas de trabalhar ao domingo.

Por ser um excelente profissional, Sócrates começa por fazer projectos de cariz social, canis, anexos, e a posteriori, casas. As casas eram de um design tão espectacular que alguns arquitectos invejosos começaram a reclamar que os projectos só eram assinados pelo primeiro apenas porque os mesmos não os podiam assinar por trabalhar na autarquia. O Frank Gehry bem tentou ter uma obra em Portugal, mas com o engenheiro Sócrates cá, quem precisa de contratar estrangeiros?

Depois de ser contratado pela J.P. Sá Couto decide fretar um avião para a Venezuela, chamou todos os Magalhães que conhecia e decidiu vendê-los. Pelo caminho, os Magalhães obrigaram o primeiro a fumar um charro, ele não quis, e como bom anfitrião decidiu fazer companhia com um cigarro. Quem nunca fumou um cigarro num avião que atire a primeira pedra.

Relativamente ao Freeport não vou fazer aproveitamento humorístico, com ZPE´S, tios, primos, reuniões, 4 milhões, offshores...

Pedro Oliveira, 34 anos, designer gráfico, Guimarães

2009-02-02

“No país vizinho, tal como em muitos outros na Europa, os sindicalistas preocuparam-se também com as questões de cariz social, criando cooperativas de habitação, creches, lares da 3ª. Idade, apostando na formação e nos mais variados apoios sociais.

Hoje, confrontados com a crise, os seus filiados tem mais direitos, mais apoios e nem todos são da responsabilidade dos Governos.

(...)

O problema é encarar de frente os novos sistemas de trabalho, a flexibilidade, as novas polivalências, as novas profissões, os novos horários de trabalho respeitando as cargas de trabalho, no princípio de que deve ser o trabalho a adaptar-se ao homem e não o contrário.”

Tenho que humildemente reconhecer que de sindicalismo percebo muito pouco, mas parece-me que esta globalização não fez mais do que trazer ao séc. XXI alguns dos problemas dos trabalhadores dos inícios da Industrialização: um poder excessivo do patronato sobre os assalariados, ou seja: trouxe um aumento das desigualdades sociais.

E no meio de uma crise global, surgida num processo de globalização onde segundo os indicadores económicos, a economia de alguns países cresceu como nunca, mas que ao mesmo tempo criou as tais desigualdades sociais que estiveram na génese da crise, acho estranho que sejam sindicalistas a alinhar num discurso anti-sindical, quando foram precisamente os sindicatos que mais lutaram, ou se o termo não agradar a alguns, chamaram a atenção, para os perigos que se correm quando se retiram direitos e poder de compra às classes mais desfavorecidas.

Quantas cooperativas e associações mutualistas não começaram num tempo em que nem Estado nem Empresas assumiam as suas responsabilidades sociais! Direitos que mais tarde, graças ao esforço dos trabalhadores, e da população em geral, organizados em sindicatos em partidos, foram assumidos pelo Estado, contra uma natural retribuição de quem trabalha. “O que um Estado Social propõe é exactamente que todos paguem conforme os seus rendimentos, para que todos possam usufruir dos mesmos serviços, ao mesmo preço. A justiça social é feita através da fiscalidade.” Foi o que escrevi num comentário há algum tempo.

E já agora, sempre que oiço algumas vozes a falarem de “flexibilidade” com uma certa “leviandade” lembro-me sempre deste filme: “Tempos Modernos” de Chalie Chaplin, É que a precariedade, conduz à falta de liberdade, porque quem não é livre tem que dizer “sim” mesmo que queira dizer “Não!”







A respeito de um artigo da autoria de António Chora, com o título de “Com a Crise Económica que Sindicalismo?”, no jornal “Rostos”, escrevi um comentário no próprio jornal, devidamente assinado. No meu comentário manifestei discordâncias profundas com António Chora, tanto na forma como no conteúdo.
António Chora considera no seu artigo que os Sindicatos de outros países proporcionam aos seus filiados melhores condições, mais direitos e apoios e aponta o mutualismo como a solução. António Chora considera que muitos dos direitos e apoios não são da responsabilidade do governo e refere que em outros países os sindicatos criaram cooperativas de habitação, creches, lares da 3ª idade e apostaram mais na formação, qualificando e requalificando os trabalhadores. Considera também António Chora que os sindicatos em Portugal se transformaram em apêndices dos partidos políticos, calendarizando as suas lutas e ou submissões (esta não percebo), aos interesses dos partidos. A meio do artigo António Chora caracteriza o patronato como o mais retrógrado da Europa e os sindicatos como os mais ideologicamente marcados. Continua António Chora o seu artigo com uma referencia ao inicio da crise que atravessamos, sem a caracterizar e sem apresentar soluções para a mesma e na mesma senda do costume, a das cedências dos trabalhadores sem nada, ou com muito pouco em troca. Por fim até fala numa nova globalização e da adaptação dos sindicatos a este novo quadro, escrevendo até que devemos assim, e por essa via de ideias, criar um sindicalismo de acção mais do que de reacção.

Não concordo com esta linha e penso que facilmente se percebe o porquê? Para mim e para muitos sindicalistas, trabalhadores e estudiosos da evolução humana, a sociedade está dividida por classes e é através da relação entre classes que o mundo evolui. Assim, patronato e trabalhadores constituem-se como 2 classes diferentes e com interesses antagónicos. Não somos todos amigos e muito unidos e nem procuramos o mesmo como alguns querem fazer crer. A realidade é bem mais complexa que o conto de fadas que António Chora contou. A Crise do Capitalismo não surgiu há 4 meses mas é intrínseca ao próprio sistema dominante e só se resolve com a substituição deste sistema injusto e contraditório, com uma aposta forte na produção e na valorização dos salários e do trabalho. Os trabalhadores sabem-no bem já que andam a fazer sacrifícios há muito tempo. A demonstrar ainda mais a veracidade do que escrevi relembro que os muitos dos direitos e apoios que António Chora considerou não serem da responsabilidade do governo, foram conquistados através das lutas, daquelas lutas que António Chora também considerou submissões e outros foram retirados por acções do governo. Nada foi ofertado, nada acontece por acaso e é a luta dos trabalhadores a chave para os processos. Os sindicatos ou afins que cedem, ou melhor que cedem sempre, são os reaccionários, são os que reagem, os que lutam e sempre lutaram por melhores condições de vida são revolucionários e agem sempre em conformidade com o que dizem defender, os interesses dos trabalhadores!

Eu já ouvi da boca do patronato elogios ao António Chora, já li no blogue da JSD os mesmos elogios e não percebo como isto acontece. Quando o adversário nos tece os maiores elogios é sempre de desconfiar…

Rita Red Shoes no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, no dia 6 de Fevereiro, às 22:00h.

2009-02-01


Ontem tive a oportunidade, e o prazer, de ouvir o António Pinho Vargas e o seu piano no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo. Infelizmente não é esse o motivo principal deste meu post, mas sim uma das pequenas intervenções com que foi intercalando a sua música: “Ao vir para cá, e apesar de me dizerem que vinha para a Moita, pareceu-me que estávamos a caminhar em direcção à Baixa da Banheira. Os que aqui estão presentes saberão perfeitamente onde estão.” As palavras terão sido mais ou menos, mas não fogem ao sentido, o mesmo sentido que Jorge Silva Melo quis imprimir às suas quando afirmou que “Gostava que me tivessem dito que isto ficava na Baixa da Banheira, escusava de ter ido dar a volta até à Moita. É que já estive na Baixa da Banheira algumas vezes e sei bem onde fica.”...

É evidente que não é uma distracção mas uma teimosia sem sentido de quem não percebe que, tal como o Fórum Cultural José Manuel Figueiredo é mesmo na Baixa da Banheira, o Moinho de Maré de Alhos Vedros é mesmo em Alhos Vedros, ou que a Capela de Nossa Senhora do Rosário é mesmo no Rosário e que o Campo Municipal de Futebol é mesmo no Vale da Amoreira, é um prazer visitar na Moita, agora sim, a Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, a mesma Moita, Sede de Concelho, onde a 4 de Outubro de 1910 se hasteou a bandeira da República Portuguesa.

E repito o que aqui escrevi, já lá vão quase 3 anos: Acredito que a promoção do Concelho da Moita no exterior só tem a ganhar com a multiplicidade de espaços e culturas, e num concelho heterogéneo como o nosso, esta visão toma ainda mais acerto.

2009-01-29


Ontem, durante a apresentação o BxB-Inferface surgiram imagens, imagens com pessoas, imagens com histórias, histórias que formam a história colectiva da Baixa da Banheira.

O BxB-Inferface é uma ferramenta que permite um trabalho estruturado de recolha, e que suscita a que se revelem pequenas e grandes histórias, como aquela de um pequeno curso de água que deu origem a uma rua, ou a revelação feita pelo Dr. Raul Coelho sobre os meandros do processo de elevação da Baixa da Banheira a freguesia, ou ainda como tantas outras que se foram contando enquanto a exposição "Pessoas, Memórias e Lugares" foi visitando e crescendo nas colectividades da Baixa da Banheira.

Ao serem percorridas, algumas imagens suscitaram imediatamente o comentário dos presentes. Exemplos? Tantos: as mortes que levaram à construção das antigas cancelas da Rua 13, as praias antigamente existentes por esta "banheira do Tejo", as primeiras escolas, os primeiros professores, as campanhas de alfabetização ou as colectividades. Mas além dos que falaram, foram as conversas paralelas sobre esta ou aquela fotografia, esta ou aquela história, o indicador de que há ainda muito "húmus" por onde crescer.

Este é um processo aberto, participado e que tem todas as condições para crescer, e não só no mundo virtual, mas também lá fora, porque é a falar que estas histórias se revelam. E para tal, nada melhor do que trazer o BxB-Interface para a Rua.

Mas este projecto engloba também uma galeria de artes, onde os banheirenses poderão partilhar os seus trabalhos, e está preparado para incluir contribuições em texto, áudio e vídeo. Quem o visitar agora verá que ainda está em fase se implantação. Mas para já visitem-no, e se puderem contribuam.




O BxB-Interface é uma Plataforma Comunitária Virtual de encontro e partilha de afluentes históricos, culturais e artísticos dos banheirenses.
É um lugar que podendo ser ocupado e construído por cada um de nós, todos o fazem e é de todos.

“À superfície todos nós nos conhecemos. Depois há outra camada, outra depois. Depois um bafo. Ninguém sabe do que é capaz, ninguém se conhece a si próprio, quanto mais aos outros, e só à superfície ou lá para muito fundo é que nos tocamos todos, como as árvores duma floresta – no céu e no interior da terra.”
Em “Húmus” de Raul Brandão

Com o seu “Húmus” próprio, de uma História de trabalho e acção colectiva que singulariza e nos toca, a Baixa da Banheira, encontra no BxB-Interface um instrumento de interacção no tempo, de aprendizagem, de agregação de esforços e vontades, através de registos escritos e fotográficos.

Assim, cada vez que a Plataforma for actualizada, promove-se um efeito histórico estruturante.

O BxB-Interface não está concluído, vai sendo construído.

2009-01-26

Vai um caldinho?


Esta Crise vem mesmo em boa altura para fazer uma "lavagem" à política empresarial. Para combater a Crise, os governos "dão" dinheiro para que os empresários não despeçam os seus trabalhadores. É impressionante como empresas que geram milhões de repente parecem viver como a maioria de nós, em que o ordenado não chega ao fim do mês. Pelos vistos, por mais que se façam as contas concluímos que andamos todos a viver a cima das nossas possibilidades. Se assim for, por ironia, temo que a palavra "injectar" dinheiro faça todo o sentido, pois se não houver uma reformulação profunda deste sistema económico, esta acção não passará duma dose de heroína. Experiência que todos infelizmente sabemos como acaba.
O surto de raiva que assola a capital angolana já provocou a morte a 42 crianças desde Outubro, aliás basta olhar para uma imagem da cidade, como esta recolhida por Paolo Pellegrin, para saber que a catástrofe já chegou à casa de muitos, mas não de todos, claro.

2009-01-24

Eu, que nesta manhã de sábado tinha sido arrastado até Lisboa pelo pretenso fim da fotografia tradicional, aquela das películas e emulsões, encontro no regresso uma emissão do “Fala com ela” de Inês Menezes, desta vez à conversa com o Fernando Alves, jornalista, homem de rádio, contador de muitas histórias que, sentado ao volante, fui apreciando. Entre outras coisas, falaram do fim da rádio e dos jornais como os conhecemos, que já se vê e já se sente em muitas redacções. O futuro o dirá. Falaram também dos sentimentos que cada vez menos se percebem nas vozes da rádio, e declararam-se felizes pela “tremideira”, sentimento incómodo, que ainda sentem cada vez se sentam em frente a um microfone, e do “cagaço” da primeira vez que em directo se fizeram ouvir.

Quem alguma vez fez rádio sabe bem do que falo. Algures nos anos noventa, enquanto estudava à noite nos Casquilhos, o meu amigo Álvaro, banheirense, técnico de som no então Som do Pinhal Rádio, agora Popular FM, perguntou-me se não queria ir tentar entrar na informação. Precisavam de alguém e eu tinha algum tempo livre. Aceitei com algum receio, e passados uns dias lá me sentei também eu em frente a um microfone, a tremer das pernas à voz, a suar abundantemente e a debitar notícias em excesso de velocidade. Na técnica estava o Álvaro, que desde miúdo andava ligado à rádio, primeiro na Rádio Arremesso, na altura já desaparecida. Alternava os horários matinais com o Rui, naqueles dias em que 3 banheirenses faziam rádio no Pinhal Novo.

O Álvaro ainda hoje continua ligado às rádios locais.

Da Rádio Arremesso restam memórias dos que por lá passaram e aquelas letras na Rua do Alentejo.

2009-01-19

O renascimento do Núcleo de Ciclismo da Baixa da Banheira, através de uma secção de triatlo, faz reaparecer um clube e uma modalidade com tradições na nossa terra.

via O Rio
Contrariamente ao que se vai ouvindo nas notícias, em particular nas entrevistas a cidadão americanos, Obama tem muito mais a recear do interior o seu país do que do exterior. É a história que o prova.

Longe vão os tempos d"a noite" e dos Sitiados, mas João Aguardela nunca desistiu de procurar novos caminhos para musica portuguesa em projectos como Linha da Frente ou Megafone, e nos últimos tempos com A Naifa.

Acabou hoje numa cama de hospital.

2009-01-15

Saí uma " Justiça" para aquele país ali do canto!

Há muito, ou desde sempre neste país…e noutros também, que a palavra "justiça" tem como significado o que cada um entende como tal. Como tal, devíamos ignorar a constituição e por em causa se realmente existe algum país com o nome de Portugal. Pois se realmente as leis servem para estabelecer uma identidade, neste caso, a portuguesa, para a qual pagamos impostos para que o sistema funcione e o país exista, não faz sentido continuar a ver este tipo de notícias, completamente surreais num estado que precisa que a justiça funcione para que se reconheça como tal. Talvez sejamos muito burros, e a solução milagrosa passe pelo anuncio da vinda de juízes e advogados de outros países para que a justiça funcione mas, talvez também precisemos, de políticos competentes para que o pais realmente exista.

2009-01-14

Outro embuste. No debate desta tarde o Primeiro Ministro não debateu. Ora vejamos:



Olha que curioso, parece que não fala com a esquerda. Sim, porque as palavras dirigidas aos Verdes são um insulto.


Na sua opinião, uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
Depende do grau de agressão.
O que é isso do grau de agressão?
Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.
Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso de gravidade suficiente para deixar um homem que a amava.

As respostas são de Luciano Guerra, Reitor do Santuário de Fátima, a uma entrevista ao DN.

Cuidado com os muçulmanos, mas já sabem, se casarem com um católico, comem e calam!

Então o Sr. Primeiro Ministro não tem mais nada para dizer sobre embustes? assim de repente lembrei-me de 150.000 empregos...
E o ano de 2009????

Assistimos neste início de ano ao agravamento da crise do sistema capitalista. Crise causada pela natureza do próprio sistema. Rapidamente os líderes mundiais, na sua maioria responsáveis pelo mesmo sistema, teceram grandes considerações sobre a Crise: uns entendem que esta foi causada pela ganância de alguns, outros entendem que foi um ou outro factor que a causou, mas nunca referem a verdadeira causa que é o próprio sistema.
Observamos também à continuação da apresentação dos diagnósticos e das soluções para a “maldita” crise. Incrédulos ouvimos os adeptos do “menos estado, melhor estado” a solicitar a intervenção cada vez maior do tal estado que eles queriam mais pequeno. Também ouvimos várias vezes expressões e palavras que esses mesmos senhores (ditos por eles próprios modernos) consideravam ultrapassadas e bafientas. Palavras e expressões como nacionalizações, intervenção do estado, estado social, entre outras consideradas demasiadas antigas para um mundo que avança no sentido global.
E se isto se passa no nosso planeta azul, em Portugal também constatamos que os nossos representantes voltaram a usar a mesma terminologia antiga e gasta. O Presidente da República converteu-se e agora defende o que não defendia enquanto 1º Ministro, a Constituição da República Portuguesa, ainda que só em parte como se viu no caso do Estatuto dos Açores. Esperemos que este espírito alastre e que passe também a defender a nossa lei fundamental nas questões laborais! O 1º Ministro depois de traçar um rumo para o país durante três anos, inverte agora o discurso apesar de não inverter as políticas. Afirma-se defensor do Estado Social e do emprego, ao mesmo tempo que tenta construir um Código do Trabalho injusto e tendencioso, contra os trabalhadores e depois de ter atacado as funções sociais do Estado.
Na prática, assistimos a uma reconversão nas palavras de alguns ao mesmo tempo que vão fazendo o mesmo de sempre: atacar o estado e os direitos dos cidadãos, em todas as suas vertentes.
Em 2009, as perspectivas agora enunciadas por estes senhores são muito más. Apresentam mais desemprego, mais dificuldades, mais insegurança, mais injustiça, mas nem por isso alteram o seu comportamento ou as suas políticas. Em 2009, o caminho para esses decisores é o mesmo que conduziu a esta crise: desmembramento do aparelho produtivo, desmembramento das funções sociais do estado, redução dos direitos dos portugueses em todos os campos e aumento da dependência portuguesa face ao exterior, colocando em risco por todas estas vias a soberania nacional e, em último caso a própria democracia portuguesa.
Mas como alguém dizia, apesar de não o fazer como devia: “Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!”
Desde sempre o Partido Comunista Português tem se apresentado aos portugueses como um defensor de uma outra política, uma política que quebre com esta, e por isso tem vindo a exigir uma ruptura, em que se valorize o aparelho produtivo, que se cumpra a Constituição e isto é melhorar as funções sociais do estado, criar políticas que fomentem o emprego, que defendam os direitos de quem trabalha e que crie condições para que Portugal reduza os deficits: o produtivo, energético, cultural, educacional e como não poderia deixar de ser o democrático, porque resolvendo estes facilmente se resolve o financeiro.
É neste quadro que nos apresentamos aos portugueses e é neste quadro que os portugueses vão ser chamados a votar em três actos eleitorais, todos eles com uma extraordinária importância, mas que por si só não substituem o papel de cada um de nós no dia a dia.
Em 2009 poderemos criar condições para uma ruptura com estas políticas, podemos e devemos lutar por ela, pela construção de uma sociedade melhor, onde cada um de nós tenha um papel, onde todos sejam válidos e onde se combata a exclusão. Está nas mãos e na consciência de cada um de nós exigir mais e melhor, porque sim, é possível uma vida melhor, basta lutar por isso e exigir um outro rumo, uma nova política.

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP

2009-01-13

Durante este mês de Janeiro, o cinema no Fórum Cultural José Figueirdo estará dedicado ao Ciclo “Educação – O Cinema e a Escola”.

Ao longo dos anos ouvi muita música, alguns albuns verdadeiramente magníficos e outros que marcaram as suas épocas.

Os Xutos, naquela fase que durou 3 albuns e algumas migalhas, eram mais do que isso.


A partir de hoje são trintões.

2009-01-12

A REFER está a reconstruir vários equipamentos no troço da Linha do Sado compreendido entre o Barreiro e o Pinhal Novo. Na Baixa da Banheira estas alterações afectam o antigo apeadeiro e a antiga passagem de nível, agora a ser transformado em passagem pedonal inferior, obras há muito reclamadas e importantes para a melhoria da qualidade de vida dos banheirenses, apesar dos incómodos causados durante a sua construção.




Maqueta do antigo apeadeiro da Baixa da Banheira
(imagens encontradas nesta página de modelismo ferroviário)



Pormenor da obras na Alameda do Povo, na Baixa da Banheira.

Contrariamente a algumas opiniões que tenho ouvido por aí, não me faz confusão nenhuma de que o material circulante agora a uso na Linha do Sado não seja novo. Se o material é bom e estava disponível seria um desperdício comprar novo.

E é a questão do desperdício que me levanta dúvidas quanto ao volume das obras nas estações do Lavradio, Barreiro A e Barreiro. Não será um desperdício com a nova ponte aí à espreita?

2009-01-06

Ontem não tive a paciência necessária para ouvir a entrevista do Sr Primeiro-Ministro José Sócrates. O homem parecia irritado e para irritações bastam-me as de todos aqueles que ele e o seu governo tem maltratado ao longo deste mandato PS versão Sócrates.

Hoje, o Banco de Portugal retirou muita da relevância ao que o Governo têm vindo a dizer nestes últimos meses em a que crise apertou. A culpa, como sempre, é da situação internacional, como se as políticas nacionais fossem algo de irrelevante ou inócuo. Quem assim pensa não serve para governar.

2009-01-01

Bom ano Novo de 2009 sempre com a mesma música!

2008-12-28

Em 1927, Fritz Lang filmou Metropolis, uma cidade do futuro em que duas classes de homens viviam completamente separadas...

2008-12-26


Segundo os dados do Governo, 5 milhões de pessoas vivem com o salário mínimo, isto é, em 2009, 5 milhões de pessoas sobreviverão em Portugal com 450 € por mês. No entanto, existe um compromisso do governo português em aumentar o salário mínimo para 500€ em 2011. Para o governo português cumprir com a sua palavra este aumento terá que se situar, em média, nos 25 € por ano (muito perto dos 24 € de aumento para 2009).

Aqui ao lado, em Espanha, o salário mínimo chegará aos 624 € em 2009, e em 2012, também segundo um compromisso governamental, atingirá aos 800.

Fazendo as contas, em 2009, o salário mínimo nacional corresponderá a 72,1% do salário mínimo espanhol. Em 2012, para que a diferença percentual se mantenha (já que a diferença efectiva aumentaria de 174 para 223,1 €) o salário mínimo em Portugal teria de chegar aos 576,9 €...

... acreditam no Pai Natal?

2008-12-20

2008-12-18



Torre de Las Vegas, Night club Exotic Spa Resort BPN (Bora Pá Night), PIA (Putos ÍA) house.

Rosas o careta, que só quer lêr e "chibar" a malta em vez de vir assistir a uma table dance!

2008-12-17

O que alguns dizem


Eu sou céptico … O aquecimento global transformou-se numa religião" – Ivar Giaever , Prémio Nobel da Física.

"Desde que deixei de fazer parte de qualquer organização e de receber algum financiamento [para investigação], falo com toda a franqueza … Como cientista continuo céptica" – Dra. Joanne Simpson , cientista da [Física da] Atmosfera, primeira mulher, a nível mundial, a receber o título de Ph. D. [Doutorada] em Meteorologia e ex-colaboradora da NASA, autora de mais de 190 estudos e designada como "pertencente aos mais proeminentes cientistas dos últimos cem anos".

O pânico climático é o "maior escândalo científico da história … Quando as pessoas souberem qual é a verdade, elas ficarão decepcionadas com a Ciência e com os cientistas" – Dr. Kiminori Itoh , colaborador japonês do IPCC, galardoado como Ph. D. da físico-química ambiental.

"O IPCC , actualmente, transformou-se numa organização fechada que não ouve mais ninguém. Não têm mentes abertas [os membros do IPCC] … Estou realmente espantado como foi atribuído o Prémio Nobel da Paz sobre conclusões cientificamente falsas que foram ditas por pessoas que não são geólogos" – Dr. Arun D. Ahluwalia , geólogo indiano da Universidade do Punjab, membro do comité da ONU do Ano Internacional do Planeta.

"Os modelos [informáticos do clima] e as previsões do IPCC são incorrectos porque se baseiam em modelos matemáticos e apresentam resultados baseados em cenários que não incluem, por exemplo, a actividade solar" – Victor Manuel Velasco Herrera , investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Autónoma de México.

"É uma mentira descarada erguer a voz na comunicação social para afirmar que apenas uma franja de cientistas não reconhece o aquecimento global de origem antropogénica" – Stanley B. Goldenberg , cientista estatal da Hurricane Research Division , da NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration [equivalente ao Instituto de Meteorologia dos EUA].

"Mesmo a duplicação ou a triplicação da quantidade de dióxido de carbono [na atmosfera] teria pouco impacto [climático], já que o vapor de água e a água condensada em partículas das nuvens [existentes na atmosfera] são e continuarão a ser dominantes na cena mundial [isto é, no estado do temo e no clima a nível mundial]" – Geoffrey G. Duffy , Prof. do Departamento de Química e Engenharia de Materiais da Universidade de Auckland, Nova Zelândia.

"Depois de ler o comentário asinino de Rajendra Pachauri (Chairman do IPCC) sobre os Flat Earthers (ao considerar os cépticos como tal), é difícil manter-me calado" – Dr. William M. Briggs , estatístico do clima, especialista em previsões estatísticas, trabalha no Comité de Estatísticas e Probabilidades da Associação Americana de Meteorologia, editor associado da Monthly Review Weather

"Quantos anos deve o planeta arrefecer até percebermos que ele não está a aquecer? Quantos anos mais deve continuar o arrefecimento do planeta [que entrou numa fase de arrefecimento depois de 1998, até nos inteirarmos disso]? – Dr. David Gee , geólogo, Chairman do Comité do Congresso Internacional de Geologia de 2008, publicou mais de 130 artigos científicos em revistas com revisão pelos pares, lecciona actualmente na Universidade de Uppsala, Suécia.

"Gore incitou-me a [realizar] uma investigação científica profunda que me levou rápida e solidamente para o campo dos cépticos … Os modelos climáticos, na melhor das hipóteses, podem servir para explicar as alterações climáticas depois delas terem sucedido" – Hajo Smit , meteorologista holandês, inverteu a sua crença no aquecimento antropogénico para se tornar num céptico, ex-membro do Comité Holandês junto do IPCC.

"Muitos (cientistas) estão a tentar regressar a uma vida pacata (depois de promoverem o pânico climático) sem arruinar as suas carreiras profissionais" – James A. Peden , Físico da Atmosfera, ex-colaborador do Centro de Coordenação de Investigações Espaciais, em Pittsburgh, Pensilvânia.

"É um perigoso disparate criar uma ideologia suportada no dióxido de carbono … O alarmismo actual das alterações climáticas é um instrumento de controlo social, um pretexto para grandes negócios e para o combate político. Transformou-se numa ideologia preocupante" – Prof. Delgado Domingos [Instituto Superior Técnico, Lisboa], Portugal, fundador do grupo de Previsão Meteorológica Numérica, tem mais de 150 artigos científicos publicados.

"As emissões de CO 2 não causam absolutamente qualquer problema … Qualquer cientista sabe isso, mas não lhe pagam para dizê-lo … [A alguns pagam para dizer o contrário!] O aquecimento global, como veículo político, mantém os europeus sentados no veículo e os países em desenvolvimento a andarem descalços" – Dr. Takeda Kunihiko , vice-reitor do Instituto de Ciências e Tecnologia da Universidade de Chubu, Japão.

"O alarmismo (do aquecimento global) tem a sua justificação no facto de que é algo que gera fundos [para investigação]" – Dr. Eduardo Tonni , Paleontólogo premiado, membro do Comité de Investigação Científica de Buenos Aires, chefe do Departamento de Paleontologia da Universidade de La Plata.

2008-12-16



Para esta campanha de Natal "salvar os ricos" estar completa, precisávamos de uma mascote. Sugiro está!
O pirilampo que se cuide!
Esta campanha de Natal para salvar os ricos, é já o maior sucesso feito até hoje! Os portugueses já aderiram em massa e com a massa dos impostos. É esta solidariedade que nos orgulha de ser portufregueses.

2008-12-15

“Mais duvidosa será uma eventual convergência quanto à criação de uma imaginada frente eleitoral ou de um qualquer programa político alternativo. Mas, a manterem-se estes canais de diálogo, e caso o PS venha a perder a maioria absoluta (e precise dos deputados do BE para governar), será mais fácil isso acontecer com M. Alegre no PS do que fora dele. Ele pode continuar a ser uma importante força de pressão dentro do partido, uma voz de peso da esquerda socialista (capaz de pressionar o governo pelo menos em algumas áreas) e nesse caso assumir-se como elemento mediador entre o BE e o PS. Mas importa ainda saber da estratégia, da prática e do discurso do BE até aos próximos actos eleitorais...” in BoaSociedade de Esílio Estanque que foi um dos promotores do Fórum das Esquerdas.

Este discurso permitiu um esgrimir de argumentos no próprio blogue e também em muitos outros como o anti-trollurbano.

Apesar de o PCP não ter sido convidado a estar presente, muita da discussão passa por este partido, pelo meu partido, e assim, considero que a nossa posição é mais que justa ao afirmarmos este encontro como sectário e fechado. Não se pode falar de esquerda em Portugal sem referir o PCP, mesmo sem ser explícito, todos o reconhecem. Para o comprovar basta lembrar as comemorações dos 100 anos da CUF feitas pelo Bloco de Esquerda, lá estavam os Avantes, lá estavam os depoimentos de comunistas. Se a luta não é propriedade de um partido, convenhamos que em Portugal esta tem muito do PCP e este país era pior se os comunistas não lutassem.

Por último, a ser verdade o que Elísio Estanque escreveu no seu blogue, anunciam-se tempos muito difíceis para Portugal. Se o Partido Socialista convergir para com o Bloco de Esquerda pela mão de Manuel Alegre, caso não tenha maioria absoluta, o cenário político não mudará muito. Os próprios socialistas consideram que Alegre o que quer é ser candidato presidencial com o apoio do Partido Socialista.Anunciar uma convergência de esquerda sem uma parte importância da esquerda e para servir interesses de uma ou duas personalidades de esquerda, pode sair caro à esquerda e fortalecer a direita.
Com o tempo não se brinca

Aferidas as temperaturas em Novembro de 2008, este apresenta o 3º valor mais baixo desde 1931 com uma anomalia de -3,2ºC em relação à normal de 1971-2000. Fazendo daqui a ponte para o mundo, assistimos a situações tremendas em que se gastam milhões para travar um aquecimento, registado em alguns meses com valores de temperatura muito baixos, dinheiro esse que poderia servir para outras acções, um pouco mais úteis e mais bem estudadas.

Os dados falam por si!

2008-12-13

"O capitalismo vai gerar certamente novas linguagens e irá adocicar os velhos termos para continuar este sistema cruel que se reproduz através das suas crises periódicas, como demonstrou há 150 anos o tão denegido Karl Marx" afirma Vicente Romano, espanhol, Catedrático de Comunicação, numa interessante entrevista à Visão.

2008-12-04

Kanye West - Diamonds from Sierra Leone

2008-12-03

O mail que anda a circular pelos professores

Avaliação de Professores no Mundo / Avaliação de Professores em Portugal

Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático?
Em declarações ao órgão de propaganda do PS a ministra da educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008).
Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores
semelhanças tem com o português é o chileno, mas seja mesmo assim menos
burocrático. Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do
mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo nas escolas. Não admira que
ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar
para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade
de modelos e de critérios de avaliação no país.

Consultas:

Avaliação de Professores na Alemanha

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.
2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.
3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de interrupção de actividades ou de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas.
Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os
alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe
essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13
ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00
ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.
7. Máximo de alunos por turma: 22

Avaliação de Professores na Suíça

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de
escalão.
3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .
4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.
5. Máxima de alunos por turma: 22.

Avaliação de Professores na Bélgica

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem
quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.
3. Avaliação das Escolas.
A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se
o trabalho da escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas
exercem a sua actividade.

Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales

1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos
em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida
em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).
2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação
contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo eos 'avaliadores de 'performance'.

Avaliação de Professores na França

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.
3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.

Avaliação dos Professores em Espanha

1.Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada 'Comunidade Autonómica' estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.
3. Avaliação.
Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são
feitas com base na antiguidade.

Avaliação de Professores nos EUA

1. Descentralização.. Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios
critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de
pagamento.
2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.
3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.

Avaliação de Professores no Chile ( A grande inspiração)

O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação ?. ( Consultar ) .
Estes modelos foram já objecto de uma comparação muito elucidativa das suas semelhanças e diferenças.
Comparação Modelo de Avaliação Português / Modelo de Avaliação Chileno

Periodicidade

Portugal:
1. A avaliação global é feita de 2 em 2 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para contagem de serviço para a progressão na carreira (existem cotas para a categoria de titulares).

Chile:
1. A avaliação é feita de 4 em 4 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para premiar financeiramente os melhores desempenhos, os quais pode ir até 25% do salário mínimo nacional chileno (não existem cotas para estes prémios).
Instrumentos de Avaliação

Portugal:
1. Fichas de auto-avaliação do professor;
2. Ficha dos objectivos individuais de cada professor;
3. Ficha de avaliação dos objectivos individuais do professor;
4. Portefólio do professor
5. Avaliação do portefólio do professor avaliado;
6. Entrevista pelo professor avaliador. Implica o preenchimento de ficha de
avaliação.
7. Avaliação pelo coordenador do Departamento Curricular. Implicando o preenchimento de ficha de avaliação).
8. Avaliação pela Comissão Executiva (Director). Implica o preenchimento de ficha de
avaliação).
9. Assistência do avaliador a pelo menos 3 aulas em cada ano lectivo. Implica o preenchimento de 3 fichas de avaliação.

Chile:
1. Fichas de Auto-avaliação;
2. Entrevista pelo professor avaliador;
3. Avaliação do director ou do chefe técnico da escola;
4. Portfólio, que inclui a gravação em vídeo de uma aula, de 4 em quatro anos.

Níveis de Desempenho e Resultados da Avaliação

Portugal:
1. Excelente (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para acesso à categoria de titular; Quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho.
2. Muito Bom (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz 2 anos o tempo;
3. Bom. Classificação mínima necessária para progredir.
4. Regular. Não progride. Proposta de acção de formação contínua;
5. Insuficiente. Não progride. Pode determinar a reconversão profissional.

Chile:
1. Destacado ou Competente. Recebe um abono suplementar mensal. O abono dura três e quatro anos.
2. Insatisfatório. Repete a avaliação no ano seguinte. Se na segunda avaliação tiver o mesmo resultado deixa de dar aulas, durante um ano. Se tiver uma terceira avaliação negativa
sai da carreira, mas recebe um abono.

Nota: Esta informação é a verdade, sem demagogias e não serve para caçar votos. Envia-a ao maior número de colegas possível, seguindo o princípio que indivíduo informado vale por
dois.
Não nos podemos deixar enganar !!!

2008-12-01






IMAGENS DO XVIII CONGRESSO DO PCP

2008-11-22


Vale a pena ir até aquela serra que se vê ao longe das nossas casas.
Esta foto foi tirada pelo meu irmão num dos seus passeios pela Arrábida.
I Fórum do Movimento Associativo da Baixa da Banheira subordinado ao tema “O Papel das Associações na sua Relação com as Escolas, as Famílias, os Jovens e os seus Associados”.


PROGRAMA



10:00h – Mesa de Abertura

Câmara Municipal da Moita
ICE – Instituto das Comunidades Educativas
Junta de Freguesia da Baixa da Banheira
11:00h – Início dos Trabalhos de Discussão e Reflexão

O Papel das Associações na sua Relação com as Escolas

O Papel das Associações na sua Relação com as Famílias

12:30h – Almoço

14:30h – Continuação dos Trabalhos de Discussão e Reflexão

O Papel das Associações na sua Relação com os Jovens

O Papel das Associações na sua Relação com os Associados

17:00h – Apresentação das Conclusões

18:00h – Encerramento com Grupos Artísticos e Culturais da Freguesia
"A PSP reviu para 20 mil a 25 mil o número de funcionários públicos que se manifestaram hoje, em Lisboa, por aumentos salariais, depois de ter avançado com uma participação de três mil a quatro mil. Estes números continuam longe dos avançados pela organização do protesto, segundo a qual foram perto de 50 mil os que desfilaram entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República."

É só mais uma ironia...
Os ouvidos têm paredes

A ironia é uma arte perigosa (eu que o diga!), pois exige do leitor ou ouvinte mais do que ele às vezes está em condições de dar. A edição 'online' do "Público" abria ontem com um título prometedor: "Ferreira Leite pergunta se 'não seria bom haver seis meses sem democracia' para pôr 'tudo na ordem'". A notícia, da Lusa, citava críticas da líder do PSD às reformas do actual Governo, acusado de procurar fazê-las atacando as respectivas classes profissionais e virando a opinião pública contra elas.

Só que o contexto era o de recentes afirmações suas defendendo que não deve caber aos media decidir o que publicam. Apesar do seu fácies mais severo que o de Buster Keaton, Manuela Ferreira Leite não é propriamente famosa pelo espírito de humor, e isso também não ajudou. Meteu-se a gracejar e estragou tudo. A blogosfera encheu-se imediatamente das mais estratosféricas denúncias e acusações. Aprenda com quem sabe, dra. Manuela: quando disser uma piada diante de jornalistas, distribua antecipadamente um manual de instruções a explicá-la. Como se eles fossem muito burros (ou muito mal intencionados).

Manuel António Pina

2008-11-06

OBAMANIA (items de entendimentos IV)




OBAMANIA (items de entendimentos III)




Obamania (items de entendimentos II)




OBAMANIA (items de entendimentos)




2008-11-04

Não aceitamos ser prejudicados, mais uma vez!!!

O Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, vulgarmente conhecido como PIDDAC, apresentado pelo governo do partido socialista segue a tendência dos anteriores. Para 2009 prevê uma redução efectiva do investimento na Península de Setúbal, adiando o investimento em equipamentos e investimentos de máxima importância para a região. Na prática, o governo inscreveu mais 84,7 milhões de euros no PIDDAC em relação ao ano passado, com um total de 180 milhões de euros, mas estes diluem-se em alguns investimentos como: o estabelecimento prisional de Grândola, a ampliação do molhe leste do Porto de Sines, a variante Alcácer- 2ª fase e a ligação “Sines-Grândola Norte”, perfazendo mais de 113 milhões de euros. Este aumento em PIDDAC é muito localizado e específico e apesar de ser muito propagandeado não está orientado para resolver os problemas do distrito. Estudando um pouco mais esta questão, poderemos constatar que estes investimentos poderão ter como objectivo a entrega das actividades portuárias a grupos privados – à GALP e PSA no porto e a entrega das actividades logísticas na plataforma do Poceirão à Mota Engil, que tem na sua administração, Jorge Coelho, ex- ministro, ex-porta voz e “ex-homem do aparelho” do partido socialista.

Nos últimos anos, o Distrito de Setúbal foi o mais penalizado em termos de investimento da Administração Central. De 2002 a 2007 as verbas inscritas neste programa diminuíram em cerca de 60%, com a justificação da crise, mas com um aperto onde o espigão do cinto não encaixava nos mesmos furos, porque nos restantes distritos as verbas foram reduzidas em 20%, cerca de 3 vezes menos. Nestes últimos anos não foram feitos investimentos em áreas fundamentais como a saúde, educação, acessibilidades, associativismo e segurança.

Mas se ao nível do Distrito e da Península de Setúbal as contas foram as referidas, a nível concelhio assistimos nesta proposta a uma verdadeira castração das populações. O concelho da Moita vê reduzido o investimento previsto em 89,1%, o concelho da Alcochete em 88,7%, o do Barreiro em 61,3%, Palmela em 48,4%, Seixal onde as reduções chegam aos 25%, mas pelo contrário a verba prevista para o concelho do Montijo aumenta cinco vezes para obras de cariz essencialmente municipal. São números expressivos, que falam por si, mas que devem ser do conhecimento de todos.

Pode-se dizer que neste governo encarnou o espírito de ajudar os poderosos, porque com o dinheiro do orçamento do estado, ou seja com o dinheiro de todos os portugueses, consegue socorrer a banca com milhões de euros e na mesma leva fechar Centros de Saúde e Escolas e não investir em equipamentos e infra-estruturas essenciais para os portugueses como Hospitais, Escolas, Instalações de Forças de Segurança e Acessibilidades. Sendo já da História da Sociedade e da Economia do século passado, que os períodos e locais em que houve maior prosperidade no mundo corresponderam exactamente aos períodos e locais onde houve uma melhor redistribuição da riqueza, e apesar da crise financeira, económica e social que se nos apresenta, Sócrates e o PS preferem continuar na mesma rota: Tirar aos pobres para dar aos ricos!

Mais uma vez a luta é o caminho! O PCP, não esquecendo uma vez mais e como sempre, as dificuldades por que passam os trabalhadores e o povo português, proporá na Assembleia da República as alterações necessárias para que este instrumento corresponda aos interesses das populações, dos trabalhadores logo, também obrigatoriamente, do desenvolvimento do país.

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
História muito breve das nacionalizações em Portugal.

1975 - A banca ao serviço do povo.
2008 - O povo ao serviço da banca.

visto em JoaoLuc

2008-11-03


Não percebo a insistência de muitas pessoas em classificar Obama, como sendo negro. Será por tiques de raça pura? Será que ninguém "reparou" que ele tem família branca e negra?

2008-11-02


Jerónimo de Sousa conseguiu sintetizar numa frase toda a política governamental: "Nacionalizar os prejuízos e privatizar os lucros".

2008-11-01

O Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) é usado como uma arma política pelo Governo. Apesar de um aumento das verbas previstas para o Distrito de Setúbal para o próximo ano, mas que mesmo assim continuam a ser inferiores aos valores de 2006 (o primeiro orçamento preparado por esta maioria), para alguns Municípios as reduções são drásticas. Barreiro com menos -61,3%, Alcochete que com uma redução de 88,7% passa a usufruir apenas 17.545 € a Moita, onde a redução é de 89,1%, são os Municípios mais prejudicados.