blog de encontro onde se discute a Baixa da Banheira, sem falsas isenções, porque só é isento quem não tem opinião
2009-04-28
2009-04-25
2009-04-22
A pedido da instituição divulgamos esta nota de imprensa
NOTA Á COMUNICAÇÃO SOCIAL
JUNTA DE FREGUESIA DE COINA RETIRA PROPAGANDA DA CPPME
A CPPME foi surpreendida com a retirada de propaganda referente à acção de protesto de Micro, Pequenos e Médios Empresários (MPME´s), junto à residência oficial do Primeiro-Ministro, no próximo dia 23 de Abril, pelas 15h.30. Tal aconteceu na rotunda de Coina, no Concelho do Barreiro, mandada retirar pela Junta de Freguesia de Coina.
A CPPME reagiu de imediato, exigindo que esta Junta de Freguesia proceda, à sua reposição, em tempo útil, findo o qual agirá em conformidade com a Lei.
É lamentável e inadmissível que a poucos dias das comemorações dos 35 anos do 25 de Abril que instaurou a Democracia em Portugal, esta arrogância e prepotência de um Presidente de Junta de Freguesia, abuse do poder democrático para violar os mais elementares direitos de informação e propaganda consagrados na Constituição da República Portuguesa.
Lamentamos, ainda, que uma autarquia que deve estar ao serviço da sua população, da qual os MPME’s são parte integrante, vejam assim as suas reivindicações e protestos silenciados por quem legitimado pelo voto, os devia defender e ser solidário.
NOTA Á COMUNICAÇÃO SOCIAL
JUNTA DE FREGUESIA DE COINA RETIRA PROPAGANDA DA CPPME
A CPPME foi surpreendida com a retirada de propaganda referente à acção de protesto de Micro, Pequenos e Médios Empresários (MPME´s), junto à residência oficial do Primeiro-Ministro, no próximo dia 23 de Abril, pelas 15h.30. Tal aconteceu na rotunda de Coina, no Concelho do Barreiro, mandada retirar pela Junta de Freguesia de Coina.
A CPPME reagiu de imediato, exigindo que esta Junta de Freguesia proceda, à sua reposição, em tempo útil, findo o qual agirá em conformidade com a Lei.
É lamentável e inadmissível que a poucos dias das comemorações dos 35 anos do 25 de Abril que instaurou a Democracia em Portugal, esta arrogância e prepotência de um Presidente de Junta de Freguesia, abuse do poder democrático para violar os mais elementares direitos de informação e propaganda consagrados na Constituição da República Portuguesa.
Lamentamos, ainda, que uma autarquia que deve estar ao serviço da sua população, da qual os MPME’s são parte integrante, vejam assim as suas reivindicações e protestos silenciados por quem legitimado pelo voto, os devia defender e ser solidário.
2009-04-20
“Bloco de Esquerda da Moita
Apresenta candidatos às autárquicas
. Victor Raminhos candidato à Câmara”
Às vezes surgem, com naturalidade, alguns erros que não deixam de estar carregados de uma certa ironia.
Apresenta candidatos às autárquicas
. Victor Raminhos candidato à Câmara”
Às vezes surgem, com naturalidade, alguns erros que não deixam de estar carregados de uma certa ironia.
Análise ao trabalho dos deputados portugueses no Parlamento Europeu
Para votar é necessário conhecer o trabalho dos grupos parlamentares. Vou publicar duas tabelas que explicitam este trabalho. A primeira é indicativa das prestações em termos absolutos e a segunda é uma ponderação das prestações com o número de mandatos. Os números falam por si!


Fonte: http://anonimosecxxi.blogspot.com/2009/03/deputados-no-parlamento-europeu.html
Junto também um mapa (um pouco mais antigo e que não é concordante com as tabelas, mas que permite formular uma ideia do trabalho apresentado)com as prestações individuais. Um mapa bastante elucidativo e que demonstra claramente que alguns nomes sonantes, são só isso, nomes sonantes. O pouco trabalho apresentado por algumas dessas pessoas deve-nos fazer reflectir sobre o papel dos eurodeputados portugueses nos últimos tempos.

Fonte: http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2009/03/eleicoes-europeias-2009.html
Muito do que se faz em Portugal é decidido no Parlamento Europeu e por isso devemos ter representantes que nos defendam, que defendam o interesse nacional, o nosso aparelho produtivo e a nossa soberania. Atendendo a estes dados penso que qualquer eleitor consciente deve meditar muito e bem quando exercer o seu direito.
Para votar é necessário conhecer o trabalho dos grupos parlamentares. Vou publicar duas tabelas que explicitam este trabalho. A primeira é indicativa das prestações em termos absolutos e a segunda é uma ponderação das prestações com o número de mandatos. Os números falam por si!


Fonte: http://anonimosecxxi.blogspot.com/2009/03/deputados-no-parlamento-europeu.html
Junto também um mapa (um pouco mais antigo e que não é concordante com as tabelas, mas que permite formular uma ideia do trabalho apresentado)com as prestações individuais. Um mapa bastante elucidativo e que demonstra claramente que alguns nomes sonantes, são só isso, nomes sonantes. O pouco trabalho apresentado por algumas dessas pessoas deve-nos fazer reflectir sobre o papel dos eurodeputados portugueses nos últimos tempos.

Fonte: http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2009/03/eleicoes-europeias-2009.html
Muito do que se faz em Portugal é decidido no Parlamento Europeu e por isso devemos ter representantes que nos defendam, que defendam o interesse nacional, o nosso aparelho produtivo e a nossa soberania. Atendendo a estes dados penso que qualquer eleitor consciente deve meditar muito e bem quando exercer o seu direito.
2009-04-19
2009-04-15
Zé Pedro, que, diz, até "simpatiza" com o primeiro-ministro José Sócrates, aponta ainda que quando Tim, o vocalista, escreveu o texto para a música de Kalu, tiveram de optar entre "senhor engenheiro" e "senhor doutor": "Optámos por engenheiro por causa do actual primeiro-ministro, mas nunca quisemos fazer um ataque político directo."
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
Cada um escreve o que quiser, mas depois deve assumir. Já ouvi desculpas melhores, ò Zé Pedro...
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
Cada um escreve o que quiser, mas depois deve assumir. Já ouvi desculpas melhores, ò Zé Pedro...
2009-04-13
Cada vez mais há que comemorar Abril. Numa altura em que se condecora quem esteve ao lado dos opressores e se pune quem lutou contra a liberdade é urgente afirmar Abril. Afirmar Abril é afirmar a liberdade!
2009-04-10

Recuperação do Convento de S. Paulo
Para quem conhece o Convento de S. Paulo localizado no Parque Natural da Arrábida às portas de Setúbal sabe da beleza existente neste local, zona arborizada com um parque de merendas onde perto do convento existe uma fonte de água. O edifício foi adquirido pela Associação de Municípios da Região de Setúbal durante a década de oitenta mas só agora foi iniciada (esperemos) a recuperação. Este local tem sido ao longo destas três décadas completamente destruído. Conheci o local no início da década de 90 e na altura, ao entrar neste local mesmo em pleno Agosto ressentia-mo-nos da humidade ai existente: a água era distribuída por toda a área em canais em forma de meio-cano; a vegetação era muito diversificada e luxuriante; o edifício era coberto pelas trepadeiras, tanto no exterior como no átrio interior; existiam ainda azulejos nos vários espaços do convento. Passados alguns anos quando regressei, o fogo tinha consumido a área e os canais de agua já não existiam nem a humidade, o edifício tinha sido vandalizado e os azulejos desaparecido. Há pouco tempo tentei visitar o local mas estava interdito. Este fim-de-semana passei por lá e fiquei surpreendido por ver finalmente, embora tarde (mais vale tarde que nunca), que o convento estava finalmente a ser recuperado. Não sei o que está previsto para o local, só espero que continue a ser um local onde a população tenha fácil acesso, pois este é um património que deve ser desfrutado por todos aqueles que gostam de aliar cultura com natureza.
Falar no Diabo…
Foi sentido hoje um sismo na nossa zona às 8:30 desta manhã para nos fazer lembrar a alta probalidade sísmica existente na nossa região. Esperemos que tenha servido para acordar as consciências.
2009-04-07

A atleta do GAC Patrícia Almeida ficou em 1º lugar na Prova Qualificativa Nacional de Duplo Mini-Trampolim, prova na qual o Ginásio participou com 10 atletas.
E se fosse aqui?


Sempre que oiço falar num abalo sismico vem-me sempre à cabeça se estaríamos preparados se este acontecesse na nossa região. Já se fez um simulacro em Lisboa mas não tenho conhecimento se alguma vez se fez aqui deste lado do rio. Talvez relembrados pelo perigo que um sismo representa pelo que aconteceu agora em Itália a protecção civil, lembrou e bem de o fazer. Os Sismos são catástrofes naturais ainda difíceis de prever ao contrario do seu poder destruidor, que infelizmente, todos vemos o resultado através dos média. Essa informação é essencial para perceber o que se deve fazer para tentar minimizar os danos e perdas humanas. Infelizmente quando se trata de cidades antigas de ruas estreitas e desordenadas, cujos edifícios antigos carecem de tecnologia anti-sísmica, como Bam, Agádir e agora Áquila, percebesse que existem limitações de prevenção e socorro que em cidades e vilas modernas já não se tolera, pois existem meios técnicos de construção para minimizar os estragos. Será que nos PDM’s estão previstos pontos obrigatórios que previnem a segurança básica dos cidadãos, quer na construção anti-sísmica, na altura e distancia entre edifícios, espaços abertos, entre outros? Se assim for, estaremos com certeza a prevenir uma catástrofe ainda maior e a fazer da segurança, não um simulacro, mas uma certeza.
2009-04-06
Aparentemente, a necessidade da apresentação de uma candidatura do PS europeu à presidência da Comissão Europeia não nasce de uma diferença de opiniões, tanto que Sócrates e Zapatero já deram o seu apoio a Durão Barroso.
E diz Mário Soares que Durão é uma “cara do passado". Curioso, principalmente vindo de quem vem e tendo em conta que o cabeça de lista do PS português, apesar de cristão-novo, não é propriamente do presente…
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eleições europeias,
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CDU – Contacta com Emigrantes
Ilda Figueiredo e Felismina Mendes candidatas CDU ao Parlamento Europeu, visitaram a Freguesia de Vale da Amoreira.
No passado domingo, dia 5 de Abril, Ilda Figueiredo e Felismina Mendes candidatas CDU ao Parlamento Europeu, visitaram a Freguesia de Vale da Amoreira.
Pelas 11h30, as candidatas da CDU ao Parlamento Europeu participaram num Encontro com Associações de Emigrantes nomeadamente, a Associação Moitense dos Amigos de Angola, a Associação de Solidariedade Cabo-Verdiana dos Amigos da Margem Sul do Tejo, a Associação de Emigrantes Guineenses e Amigos do Sul do Tejo, a Associação de Condóminos e Moradores do Vale da Amoreira e a Frente Anti-racista. Participaram ainda o Presidente da Câmara Municipal da Moita - João Lobo, o Presidente da Assembleia Municipal da Moita - Joaquim Gonçalves, o Presidente da Junta de Freguesia de Vale da Amoreira - Jorge Silva, Rosa Rabiais - Membro do CC do PCP e responsável do trabalho sobre Emigração, o responsável concelhio do PCP - Eduardo Vieira e o responsável concelhio do Partido Ecologista “Os Verdes” - Jorge Taylor.
Foram debatidos vários temas e foi apresentado o trabalhado realizado no Parlamento Europeu pela CDU. Discutiu-se a situação da legalização dos imigrantes, enquadrada pela nova lei; o exame de português exigido aos imigrantes oriundos dos PALOP´s; a questão dos vistos e autorizações de residência que representam elevados custos ou que até são factores impeditivos dos imigrantes junto das entidades patronais poderem regularizar a sua situação; e a política de direita da União Europeia para a imigração, que se transformou para uma linha securitária e criminalizadora, materializada na ideia de “Europa Fortaleza”.
Pelas 13.00 h, realizou-se um almoço na antiga Escola 5 do Vale da Amoreira (Rua António Boto, EB1 JI), que contou com a participação de largas dezenas de pessoas, seguido de visita e contacto com a população da freguesia em que interveio Ilda Figueiredo.
2009-04-03
2009-03-26
O bom sindicalismo
Manuel António Pina, no JN
Os sindicalistas bons, que não são "instrumentalizados" nem fazem greves e manifestações e "aposta(m) na concertação e não no conflito", reuniram-se em congresso, durante o qual o seu "programa de acção" foi aprovado com 90% de votos.
Um dia depois, em resposta a declarações do líder do patronato, segundo as quais um salário mínimo de 500 euros em… 2011 é apenas uma "indicação" e "iremos ver se é possível", o secretário-geral reeleito explicitou em que consiste a "aposta": o sindicalismo bom "espera" que o próximo Governo "seja sensível".
Este tipo de sindicalismo não reivindica, "espera", não reconhece o salário como direito de quem trabalha, mas como prodigalidade. Se o próximo Governo for "sensível", e o patronato também, "darão" em 2011 aos trabalhadores um salário mínimo compatível, como os pedintes dizem, com as suas possibilidades.
Em contrapartida, os sindicatos e os sindicalistas bons continuarão a ser bons, se possível ainda melhores, e a não perturbar o trânsito nem impedir os jornalistas igualmente bons da Antena 1 de chegar a horas às conferências de imprensa da CIP e do Governo.
Um dia depois, em resposta a declarações do líder do patronato, segundo as quais um salário mínimo de 500 euros em… 2011 é apenas uma "indicação" e "iremos ver se é possível", o secretário-geral reeleito explicitou em que consiste a "aposta": o sindicalismo bom "espera" que o próximo Governo "seja sensível".
Este tipo de sindicalismo não reivindica, "espera", não reconhece o salário como direito de quem trabalha, mas como prodigalidade. Se o próximo Governo for "sensível", e o patronato também, "darão" em 2011 aos trabalhadores um salário mínimo compatível, como os pedintes dizem, com as suas possibilidades.
Em contrapartida, os sindicatos e os sindicalistas bons continuarão a ser bons, se possível ainda melhores, e a não perturbar o trânsito nem impedir os jornalistas igualmente bons da Antena 1 de chegar a horas às conferências de imprensa da CIP e do Governo.
Manuel António Pina, no JN
2009-03-19
E tudo o que "crise" levou
Alguns estudiosos, outros curiosos e muitos outros beneficiários ou privilegiados, consideram que a “crise” que vivemos é passageira e fruto do sistema neoliberal. À parte de palavras que a maioria de nós não conhece o verdadeiro significado, definem a crise do neoliberalismo como um episódio do capitalismo em que alguns gananciosos se deixaram levar por maus institutos, sob o olhar passivo da maior parte dos governos do mundo. Negam a realidade. Esta crise segue-se a muitas outras e é, mais uma vez, o resultado de um sistema injusto, assente num modelo de desenvolvimento que gera a destruição dos recursos naturais e que leva ao empobrecimento e à dependência da maioria dos seres humanos, ao mesmo tempo que nos afasta das decisões ditas “democráticas”, porque tem como objectivo a concentração de riqueza e poder nas mãos de muito poucos.
Estes estudiosos, curiosos e outros beneficiários, que defendiam um Estado Menor para se conseguir um Estado Melhor, e que acusavam quem defendia um Estado Forte e uma economia baseada na produção e no aparelho produtivo, de ter uma cassete enfiada na cabeça, fazem hoje tábua rasa, dando o dito por não dito e defendem a intervenção do Estado na Economia. Esta mudança de opinião, sem grandes justificações e com grande tranquilidade, surge em boa hora. Mas porquê?
Confundem as pessoas defendendo o que antes combatiam. Por exemplo, quem considerava as “nacionalizações” como um absurdo político, como coisa do passado, defende-as agora, retirando-lhe carga política e colocando-as ao seu dispor, ao serviço dos seus interesses. Estes processos que deveriam servir para colocar ao serviço do povo estes recursos, são agora utilizados para se fazer transfusões de capital, do capital dos estados, do capital de todos nós, para as mãos dos mesmos gananciosos. Porquê?
Para enganar, para continuarem estudiosos, curiosos e beneficiários do mesmo sistema, que de “neo” (novo) nada tem, e que está a morrer de velhice, apesar de nova roupagem e umas quantas operações plásticas.
Nacionalizar para estes senhores é salvar os ricos e poderosos com o dinheiro do povo, privatizando os lucros e nacionalizando os prejuízos, à conta da destruição do aparelho produtivo, da retirada de direitos aos trabalhadores, à custa de baixos salários e reformas de miséria.
Com a “crise”, que em Portugal, já conta com muitos anos, apesar do paraíso descrito pelo governo e pelo partido que o apoia, e que levou a inúmeros sacrifícios do nosso povo sem resultado visível, antes pelo contrário, urge lutar por melhores condições de vida, pelo progresso e pelo desenvolvimento e denunciar esta política, velha e bafienta de direita, que parecendo que muda alguma coisa não muda coisa nenhuma.
A solução passa pelo que mais de 200 000 manifestantes exigiram em Lisboa na passada Sexta-feira. Um Novo Rumo, uma nova política, uma politica para todos e que defenda o aparelho produtivo e os trabalhadores, que se traduza por uma transformação para melhor da nossa sociedade, para uma sociedade mais justa e fraterna. Objectivamente a criação de mais emprego, o combate à precariedade, a melhoria dos salários e a defesa dos direitos de todos, a erradicação da pobreza e injustiça social, passam por uma política de esquerda.
Esperemos que depois das “crises” terem colocado a nu as contradições e as injustiças deste sistema, que se abra um Novo Rumo, tão necessário à melhoria das condições de vida, e que esta “crise das crises” leve também as resistências à verdadeira mudança, já que a vergonha de muitos também foi levada!
Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
Alguns estudiosos, outros curiosos e muitos outros beneficiários ou privilegiados, consideram que a “crise” que vivemos é passageira e fruto do sistema neoliberal. À parte de palavras que a maioria de nós não conhece o verdadeiro significado, definem a crise do neoliberalismo como um episódio do capitalismo em que alguns gananciosos se deixaram levar por maus institutos, sob o olhar passivo da maior parte dos governos do mundo. Negam a realidade. Esta crise segue-se a muitas outras e é, mais uma vez, o resultado de um sistema injusto, assente num modelo de desenvolvimento que gera a destruição dos recursos naturais e que leva ao empobrecimento e à dependência da maioria dos seres humanos, ao mesmo tempo que nos afasta das decisões ditas “democráticas”, porque tem como objectivo a concentração de riqueza e poder nas mãos de muito poucos.
Estes estudiosos, curiosos e outros beneficiários, que defendiam um Estado Menor para se conseguir um Estado Melhor, e que acusavam quem defendia um Estado Forte e uma economia baseada na produção e no aparelho produtivo, de ter uma cassete enfiada na cabeça, fazem hoje tábua rasa, dando o dito por não dito e defendem a intervenção do Estado na Economia. Esta mudança de opinião, sem grandes justificações e com grande tranquilidade, surge em boa hora. Mas porquê?
Confundem as pessoas defendendo o que antes combatiam. Por exemplo, quem considerava as “nacionalizações” como um absurdo político, como coisa do passado, defende-as agora, retirando-lhe carga política e colocando-as ao seu dispor, ao serviço dos seus interesses. Estes processos que deveriam servir para colocar ao serviço do povo estes recursos, são agora utilizados para se fazer transfusões de capital, do capital dos estados, do capital de todos nós, para as mãos dos mesmos gananciosos. Porquê?
Para enganar, para continuarem estudiosos, curiosos e beneficiários do mesmo sistema, que de “neo” (novo) nada tem, e que está a morrer de velhice, apesar de nova roupagem e umas quantas operações plásticas.
Nacionalizar para estes senhores é salvar os ricos e poderosos com o dinheiro do povo, privatizando os lucros e nacionalizando os prejuízos, à conta da destruição do aparelho produtivo, da retirada de direitos aos trabalhadores, à custa de baixos salários e reformas de miséria.
Com a “crise”, que em Portugal, já conta com muitos anos, apesar do paraíso descrito pelo governo e pelo partido que o apoia, e que levou a inúmeros sacrifícios do nosso povo sem resultado visível, antes pelo contrário, urge lutar por melhores condições de vida, pelo progresso e pelo desenvolvimento e denunciar esta política, velha e bafienta de direita, que parecendo que muda alguma coisa não muda coisa nenhuma.
A solução passa pelo que mais de 200 000 manifestantes exigiram em Lisboa na passada Sexta-feira. Um Novo Rumo, uma nova política, uma politica para todos e que defenda o aparelho produtivo e os trabalhadores, que se traduza por uma transformação para melhor da nossa sociedade, para uma sociedade mais justa e fraterna. Objectivamente a criação de mais emprego, o combate à precariedade, a melhoria dos salários e a defesa dos direitos de todos, a erradicação da pobreza e injustiça social, passam por uma política de esquerda.
Esperemos que depois das “crises” terem colocado a nu as contradições e as injustiças deste sistema, que se abra um Novo Rumo, tão necessário à melhoria das condições de vida, e que esta “crise das crises” leve também as resistências à verdadeira mudança, já que a vergonha de muitos também foi levada!
Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
2009-03-18
2009-03-05

Este património que tanto faz parte da memória colectiva da nossa relação com o rio pode a curto prazo vir a funcionar. Ainda me lembro de ficar fascinado com aqueles montes brancos pra lá as caldeiras de águas rosadas onde no fundo raso, via-se o lodo gretado por onde passeavam os pequenos camarões que apanhávamos com uma serapilheira após abrirmos as comportas vigiando os passos dos marnotos. Embora estas não sejam as nossas salinas, é com mesmo saber e mar que são temperadas. Espero no entanto que as pessoas escolhidas para as dirigir tenham a seriedade, o talento e a sorte para não deixar morrer esta arte que faz parte da cultura, não só alcochetana como também de toda a comunidade desta margem e baía do Tejo.
2009-03-04
Não acredito em bruxas, mas que as há, há!Após a novidade dos cães pisteiros Ingleses no caso Maddie que acharam vestigios de sangue da criança na bagageira do carro que os Maccann alugaram no Algarve e que os Ingleses por contradição e vaidade não consideraram relevante nesse processo, temos agora da parte dos alemães, para além do Rex (o cão policia), a melhor forma de apelidar um caso que dá muito trabalho investigar e não apetece, o Bruxedo. Sabemos que não passa de um nome adoptado pela policia alemã para os casos sem explicação, mas temo que por ironia, seja essa a justificação para o desfecho de mais um processo, neste caso, do desaparecimento de um jovem com um futuro promissor que teve o azar (neste contexto) de nascer português.
2009-03-02
Obrigado BBC!
A BBC veio a Portugal ensinar os portugueses a olhar para o seu próprio país. Infelizmente com tanta gente formada nas ciências naturais e com a tecnologia dos vários canais existentes no nosso país, "poucos" são os documentários acerca do nosso património natural de produção nacional que passam nos vários canais. De Norte a Sul passando pelo mar e ilhas, o nosso património é desconhecido, ou negligenciado pela maioria. Público existe, senão não eram compradas as series sobre a Natureza que vemos nas tardes dos fins-de-semana. Sabemos que são series que utilizam meios muito dispendiosos, mas se a receita funciona com outros, porque não haveria de funcionar connosco. Como exemplo, podemos mencionar as novelas, também elas eram compradas aos brasileiros até alguém entender que também poderíamos realiza-las. Ganharam os artistas e técnicos, trabalho, e os canais, audiências, chegando inclusive a exportar algumas delas.
No caso dos documentários ganhávamos todos. Aprendia-mos a conhecer melhor o nosso Património para melhor o preservar e seria também a melhor forma para promover o nosso cantinho no exterior.
2009-02-26
A Política do croquete

Ontem no Jornal da Noite da SIC numa reportagem sobre o debate quinzenal na Assembleia da Republica foi-nos demostrado mais uma vez, a forma como alguns políticos continuam a desrespeitar a classe e os seus concidadãos. A CGD comprou 10% da Cimpor a Manuel Fino pagando-lhe mais 25% do valor real das acções. Segundo os dados apresentados ontem por Paulo Rangel, o governo gastou em festas de inauguração 4,5 milhões de euros.
Após apresentação destes pontos o primeiro ministro colocou a cassete do "nunca vi o discurso chegar tão baixo" para desviar o discurso para a baixaria. No final, em entrevista confessou nada saber acerca do assunto CGD/Cimpor e que ficara a saber do caso pela comunicação social enquanto o ministro Mário Lino em resposta a um jornalista dizia que as festas de inauguração eram apenas pequenos berberetes onde se bebiam sumos e comiam croquetes e pasteis de bacalhau.
Estes dois pontos são bem elucidativos da falta de sentido de responsabilidade de estado existente no nosso país. O ministro das finanças, gasta o dinheiro dos contribuintes em tudo aquilo que lhe pensa ser útil para "salvar o país" e não dá cavaco ao primeiro ministro que sabe das suas opções pela comunicação social. Concerteza que Manuel Fino é um cidadão com direitos, mas e os outros portugueses que não conseguem pagar a casa à CGD terão menos direitos? Se o ministro deu autorização para comprar os 10% da Cimpor a um valor 25% mais alto, para ser feita Justiça, a tal que tanta falta nos faz, como irá Teixeira dos Santos resolver o problema das famílias que não conseguem pagar o empréstimo de suas casas? Vai dizer à CGD para comprar-lhes 25% acima do valor do empréstimo contraído? Claro que a Cimpor é muito importante, mas se não houver quem compre casas para que queremos investir em cimento? Só se for para construir Elefantes Brancos onde só entram 150 pessoas importantíssimas para o esforço de cortar a fita e que depois, como recompensa desse esforço, comerem uma sandes e beberem um sumol que quem paga a "continha" é o povinho.
2009-02-18
O valor do voto
Em Democracia o povo é quem mais ordena. As eleições assumem-se como o acto solene e soberano de um povo que escolhe o seu caminho, que escolhe os seus representantes/governantes e consequentemente escolhe o seu futuro. No ano de 2009 vamos participar em três actos eleitorais, as europeias, legislativas e as autárquicas. Numa altura em que assistimos ao agravar da Crise do Sistema Capitalista, onde milhões de pessoas ficam sem emprego, onde milhões de pessoas não têm apoios, onde milhares de empresas encerram, estas eleições assumem-se como fundamentais para o nosso povo e para o interesse nacional. As políticas e o rumo seguido não têm dado bom resultado. Os portugueses viram os seus direitos e o seu poder de compra diminuir e os serviços públicos a encerrar.
É pois em ano de eleições que se devem prestar contas, de se apresentar o que se fez e explicar porque assim foi, de enunciar o que não se fez e referir o porquê. É o mínimo que o respeito impõe e é o mínimo que os representantes de alguém devem fazer. A CDU no Concelho da Moita encontra-se a prestar contas à população, quer nas ruas, quer em salas do nosso concelho, mostrando o que fizemos, explicando o que não fizemos e lançando as bases para o futuro, dando atenção a temas tão diversos como o trabalho desenvolvido nas autarquias, movimento associativo e à defesa do património e valorização das tradições. Assumimos as nossas responsabilidades como sempre o fizemos e recusamos baixar os braços e levantar a bandeira da inevitabilidade, a isso respondemos com confiança e luta por uma vida melhor. Acreditamos ser possível um futuro onde ninguém deixe de aprender ou de ter acesso à saúde por não ter dinheiro, confiamos e lutamos por um futuro onde um trabalhador que viva do fruto do seu trabalho não viva no limiar da pobreza, temos a certeza que um dia Portugal vai vencer os deficits crónicos que os sucessivos governos PS, PSD, com ou sem CDS-PP, criaram, onde se produza, onde se valorize o aparelho produtivo, onde se valorize o trabalho. Esta é a nossa força e aí reside a nossa confiança.
Para o ano de 2009, um ano em que o nosso Primeiro-Ministro fala em investimento público para combater a crise, o governo do partido socialista reduziu em quase 90% o investimento previsto a nível do Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para o Concelho da Moita, seguindo o mesmo caminho de anos anteriores, ao mesmo tempo e, por pura coincidência, para o nosso concelho vizinho, o Montijo, este investimento previsto aumenta cinco vezes. Por esta decisão/votação teremos mais uma vez adiados investimentos importantes e necessários ao desenvolvimento do nosso concelho, ao nível da saúde, da educação, da segurança e do movimento associativo.
Em Democracia exige-se clareza e equidade, exige-se respeito e responsabilidade. A título de exemplo refiro a fiscalização constitucional do Código do Trabalho. Na oposição, o PS, considerava o Código do Trabalho do PSD-CDS/PP um retrocesso, uma malfeitoria, agora como governo não cumpriu mais uma vez o prometido, a alteração dos aspectos negativos do Código de Trabalho, e ainda o piorou, ao arrepio das promessas eleitorais. Para esta fiscalização, que deveria ser também promovida pelo nosso Presidente da República, é necessário que 10% dos deputados a aprovem. O PCP, que continua na luta contra este Código do Trabalho, necessita de solicitar a outros deputados, de outras bancadas, que dêem o seu aval, até 23 deputados manifestarem a sua concordância, correndo o risco de não se chegar a esta meta. Como se costuma dizer, por um voto se ganha e por um voto se perde, e desta situação percebemos bem o que é o voto útil. São nestes exemplos que se percebe o poder de um só voto. Por isso, quando votar pense nisso, quando votar pense em si!
Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
Em Democracia o povo é quem mais ordena. As eleições assumem-se como o acto solene e soberano de um povo que escolhe o seu caminho, que escolhe os seus representantes/governantes e consequentemente escolhe o seu futuro. No ano de 2009 vamos participar em três actos eleitorais, as europeias, legislativas e as autárquicas. Numa altura em que assistimos ao agravar da Crise do Sistema Capitalista, onde milhões de pessoas ficam sem emprego, onde milhões de pessoas não têm apoios, onde milhares de empresas encerram, estas eleições assumem-se como fundamentais para o nosso povo e para o interesse nacional. As políticas e o rumo seguido não têm dado bom resultado. Os portugueses viram os seus direitos e o seu poder de compra diminuir e os serviços públicos a encerrar.
É pois em ano de eleições que se devem prestar contas, de se apresentar o que se fez e explicar porque assim foi, de enunciar o que não se fez e referir o porquê. É o mínimo que o respeito impõe e é o mínimo que os representantes de alguém devem fazer. A CDU no Concelho da Moita encontra-se a prestar contas à população, quer nas ruas, quer em salas do nosso concelho, mostrando o que fizemos, explicando o que não fizemos e lançando as bases para o futuro, dando atenção a temas tão diversos como o trabalho desenvolvido nas autarquias, movimento associativo e à defesa do património e valorização das tradições. Assumimos as nossas responsabilidades como sempre o fizemos e recusamos baixar os braços e levantar a bandeira da inevitabilidade, a isso respondemos com confiança e luta por uma vida melhor. Acreditamos ser possível um futuro onde ninguém deixe de aprender ou de ter acesso à saúde por não ter dinheiro, confiamos e lutamos por um futuro onde um trabalhador que viva do fruto do seu trabalho não viva no limiar da pobreza, temos a certeza que um dia Portugal vai vencer os deficits crónicos que os sucessivos governos PS, PSD, com ou sem CDS-PP, criaram, onde se produza, onde se valorize o aparelho produtivo, onde se valorize o trabalho. Esta é a nossa força e aí reside a nossa confiança.
Para o ano de 2009, um ano em que o nosso Primeiro-Ministro fala em investimento público para combater a crise, o governo do partido socialista reduziu em quase 90% o investimento previsto a nível do Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para o Concelho da Moita, seguindo o mesmo caminho de anos anteriores, ao mesmo tempo e, por pura coincidência, para o nosso concelho vizinho, o Montijo, este investimento previsto aumenta cinco vezes. Por esta decisão/votação teremos mais uma vez adiados investimentos importantes e necessários ao desenvolvimento do nosso concelho, ao nível da saúde, da educação, da segurança e do movimento associativo.
Em Democracia exige-se clareza e equidade, exige-se respeito e responsabilidade. A título de exemplo refiro a fiscalização constitucional do Código do Trabalho. Na oposição, o PS, considerava o Código do Trabalho do PSD-CDS/PP um retrocesso, uma malfeitoria, agora como governo não cumpriu mais uma vez o prometido, a alteração dos aspectos negativos do Código de Trabalho, e ainda o piorou, ao arrepio das promessas eleitorais. Para esta fiscalização, que deveria ser também promovida pelo nosso Presidente da República, é necessário que 10% dos deputados a aprovem. O PCP, que continua na luta contra este Código do Trabalho, necessita de solicitar a outros deputados, de outras bancadas, que dêem o seu aval, até 23 deputados manifestarem a sua concordância, correndo o risco de não se chegar a esta meta. Como se costuma dizer, por um voto se ganha e por um voto se perde, e desta situação percebemos bem o que é o voto útil. São nestes exemplos que se percebe o poder de um só voto. Por isso, quando votar pense nisso, quando votar pense em si!
Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
2009-02-15
Ando a nestes últimos dias a tentar ler alguns textos para melhor responder ao desafio que a CM da Moita colocou aos banheirenses sobre o futuro próximo da Rua 1º de Maio. A minha posição é clara: a Rua 1º de Maio deve ficar interdita ao tráfego automóvel, e já aqui tinha sido defendida.
Nesta tentativa de documentação, encontrei no site de Mário Alves, um especialista em Gestão da Mobilidade, um texto magnífico do qual retiro estes excertos:
"A errância, a deriva, o flanar, o jogo, fizeram sempre parte do património sociológico e estético do ser humano e da cidade. Estas formas de procurar o encontro fortuito com o “outro” são os fundamentos da cidade democrática. Ao reduzirmos as deslocações sobre o território a um fenómeno meramente utilitário de ligação entre actividades, estamos a perder algo subtil, mas que nos define como sociedade.
(...)
Com o aumento da presença e velocidade dos automóveis, diminui a presença e circulação dos peões. Dito de outra forma, com a invasão do automóvel, as ruas deixam de ser aquilo para o qual serviram durante séculos — pontos de encontro. Transformadas em “esgotos de tráfego” as ruas transformam-se em patologias. A velocidade dos automóveis (o perigo, e em menor grau o ruído), é o elemento que mais contribui para esterilizar as ruas, transformando-as em meros corredores de passagem"
Errare Humanum est...
Nesta tentativa de documentação, encontrei no site de Mário Alves, um especialista em Gestão da Mobilidade, um texto magnífico do qual retiro estes excertos:
"A errância, a deriva, o flanar, o jogo, fizeram sempre parte do património sociológico e estético do ser humano e da cidade. Estas formas de procurar o encontro fortuito com o “outro” são os fundamentos da cidade democrática. Ao reduzirmos as deslocações sobre o território a um fenómeno meramente utilitário de ligação entre actividades, estamos a perder algo subtil, mas que nos define como sociedade.
(...)
Com o aumento da presença e velocidade dos automóveis, diminui a presença e circulação dos peões. Dito de outra forma, com a invasão do automóvel, as ruas deixam de ser aquilo para o qual serviram durante séculos — pontos de encontro. Transformadas em “esgotos de tráfego” as ruas transformam-se em patologias. A velocidade dos automóveis (o perigo, e em menor grau o ruído), é o elemento que mais contribui para esterilizar as ruas, transformando-as em meros corredores de passagem"
Errare Humanum est...
2009-02-14
Quem estiver interessado em participar no processo de discussão pública sobre a requalificação da Rua 1º de Maio, poderá fazê-lo online até ao final de Março.
2009-02-13

Quem tem medo do Papão?
O nosso primeiro presidente da República democraticamente eleito, general Ramalho Eanes vem tocar numa das feridas, se não a principal, que tanto tem imobilizado o país, o Medo. Da minha memória de pequeno lembro as imagens do homem que se colocou de pé sobre a capota do carro após ouvir uns disparos e também aquela ida a Timor no “Lusitânia Expresso” como forma de reivindicar aquela parcela de terra aos indonésios. A sua formação militar tornou-o destemido e talvez por isso consiga ver, que o Medo em demasia, é prejudicial a toda a acção humana. Denuncia “…a existência de um clima de medo crónico de criticar para não ser prejudicado e de arriscar.”. Atribui as culpas aos políticos e aos sucessivos governos que os acusa quando diz, “falta noção da realidade na sociedade actual que, perante a « impavidez política dos governos», se entregou à realidade incontornável do consumo”. A solução do general é que os políticos passem a falar a verdade. Infelizmente e devido à forma como a Justiça é tratada neste país, a palavra “verdade” será cada vez mais, confundida com o seu antónimo. O Medo existe porque a justiça não funciona e quando menciono justiça não me refiro somente à das leis mas também à social. Enquanto os culpados permanecerem impunes, a passearem-se perante aqueles que sabem das suas injustiças, estes terão Medo: pelas suas crianças, pelo seu presente e futuro e emprego. No entanto, não será pela consciencialização do status quo que se poderá mudar este estado de coisas, porque dessa forma, estaremos somente a passar essa responsabilidade de mudança aos nossos filhos.
2009-02-11

Será a Homossexualidade a causa do sentido "desviante" de algumas pessoas?
Penso que o governo encontrou uma boa maneira de combater à crise, falar dos direitos dos homossexuais. Este vai ser o grande assunto dos próximos tempos (o tempo que for necessário para distrair as massas). Quais milhões para privatizar o BPN & companhia, qual possível corrupção no licenciamento do Freeport, Quais empresas a fechar, etc. Nada que uma boa novela não resolva. Não é que pense que os direitos dos homossexuais não sejam importantes, qualquer pessoa, como cidadão, tem o direito à sua liberdade seja que natureza for, desde que não imponha aos outros as suas escolhas. Como tal, eu não tenho o direito de impor aos homossexuais a minha escolha. Como cidadãos têm os mesmos deveres tributários para com o estado, não vejo o porquê dos seus direitos. Agora, qual é a relevância deste assunto para a resolução dos problemas do pais? Não sei, talvez o seu “casamento” até seja benéfico para a receita fiscal, visto que juntos podem passar para outro escalão de IRS. No entanto acho que se perde demasiado tempo a debater questões que não resolvem os problemas económicos do pais, mergulhando o pais num “zapping” constante onde os assuntos noticiados servem apenas para dispersar a atenção das questões de fundo. Por falar em fundo, já ninguém se lembra do que aconteceu aos Fundos Comunitários nem como estes foram esbanjados? Uma proposta, deviam fiscalizar as contas de algumas das pessoas que enriqueceram durante esse período. Foi um período que muita gente aproveitou e se aproveitou de um Estado “ingénuo” que continua a ignorar fazer uma investigação profunda a muitos dos intervenientes e vai distraído a sociedade com assuntos de janela. Todos sabemos que a forma muitas vezes utilizada para fugir ao sistema é a de colocar os bens em nome de familiares. Deve-se investigar não só os bens no estrangeiro como também os bens da família e perceber como enriqueceram. Não se tome isto como caça às bruxas, mas como uma imposição de justiça em nome daqueles que votam para serem governados e não desgovernados. Se isso não acontecer, e não deve acontecer, vamos continuando a assistir à entrada na União Europeia de países de Leste, os quais dizemos que são atrasados, para facilmente nos deixarem a milhas em termos económicos, menos no futebol e na homossexualidade à força! (com o devido respeito pelos leitores)
2009-02-06
Descobrir um caminho para sair da crise!

Segundo o nosso primeiro ministro, chegou a altura dos partidos da oposição em vez de atacarem o seu governo, dizerem o que pretendem fazer para a recuperação do país. Não sei porquê mas parece que já ouvimos esta cassete dita anteriormente pelos outros governos. Não sei se é um prenúncio de um vazio de ideias, mas revela o enorme incómodo em que o governo se encontra devido ao descrédito da sua palavra. Talvez a solução esteja gravada na nossa história. Antigamente os portugueses olhavam para o seu território não como um subúrbio da Europa mas como uma porta para o mundo. Hoje, países existem, que no centro da Europa, para os seus residentes e mercadorias poderem deslocar-se até outros países fora da sua área, têm que atravessar por países vizinhos. Nós hoje vemos o mar não como uma estrada que nos liga a todo o mundo mas como uma barreira, e é aqui que percebemos como os tempos mudaram em relação aos nossos antepassados. Porque não temos grandes barcos de transporte para comercializarmos os nossos produtos com o mundo e vice versa? Penso que o aproveitamento do Porto de Sines e outros são muito mal aproveitados em relação a outros portos europeus. A nossa industria naval (estaleiros) que já foi das maiores a nível mundial, hoje não passa de uma sombra. Não percebo como um povo que foi pioneiro na globalização, não tem mais ideia das mais valias que isso pode nos trazer. Sabemos que temos um país pequeno em comparação com outros mas isso não justifica que também tenhamos ideias pequenas, e todos percebemos bem o que significa tê-las. Se no passado com poucos recursos conseguimos fazer aquilo que outros com muitos não conseguiam, porque razão será que hoje vivemos com a consciência restringida aquilo que vemos do exterior e não olhamos para as nossas características pessoais e territoriais para retirarmos o melhor partido? De certeza que não necessitamos somente que outros nos digam o que fazer, pois sabemos muito bem. Um dos elementos que nestes dias temos visto a sua extrema necessidade e que nós negligenciamos é o Sal. Vejam a necessidade que dele têm os países do norte por causa da neve nas estradas. Foi com ele que em 1669 Portugal pagou aos holandeses para saírem do Brasil. Hoje por ironia ainda importamos anualmente algumas toneladas. Ideias para recuperar o pais, todos nós temos, mas alguns é que são eleitos para não as faltar. Temo no entanto que a proposta da regionalização seja só mais uma manobra para "feudapartidalizar" o país do que para resolver os seus problemas.
2009-02-03
Sócrates tem azar
Há gente com muito azar. O caso mais grave que conheço é o do nosso primeiro, Sócrates. Tudo começou no dia que o professor de Inglês Técnico, por pura preguiça, decidiu fazer um teste por correspondência ao agora Primeiro-Ministro. A Planeta DeAgostini também faz e ninguém se queixa.
Passados uns meses, um gajo chateia-se com a mulher, resolve ir trabalhar ao domingo para a universidade e decide passar o Diploma a um Aluno chamado José Sócrates. Por isso é que a Ministra quer mudar as coisas na educação: para proibir as pessoas de trabalhar ao domingo.
Por ser um excelente profissional, Sócrates começa por fazer projectos de cariz social, canis, anexos, e a posteriori, casas. As casas eram de um design tão espectacular que alguns arquitectos invejosos começaram a reclamar que os projectos só eram assinados pelo primeiro apenas porque os mesmos não os podiam assinar por trabalhar na autarquia. O Frank Gehry bem tentou ter uma obra em Portugal, mas com o engenheiro Sócrates cá, quem precisa de contratar estrangeiros?
Depois de ser contratado pela J.P. Sá Couto decide fretar um avião para a Venezuela, chamou todos os Magalhães que conhecia e decidiu vendê-los. Pelo caminho, os Magalhães obrigaram o primeiro a fumar um charro, ele não quis, e como bom anfitrião decidiu fazer companhia com um cigarro. Quem nunca fumou um cigarro num avião que atire a primeira pedra.
Relativamente ao Freeport não vou fazer aproveitamento humorístico, com ZPE´S, tios, primos, reuniões, 4 milhões, offshores...
Pedro Oliveira, 34 anos, designer gráfico, Guimarães
Há gente com muito azar. O caso mais grave que conheço é o do nosso primeiro, Sócrates. Tudo começou no dia que o professor de Inglês Técnico, por pura preguiça, decidiu fazer um teste por correspondência ao agora Primeiro-Ministro. A Planeta DeAgostini também faz e ninguém se queixa.
Passados uns meses, um gajo chateia-se com a mulher, resolve ir trabalhar ao domingo para a universidade e decide passar o Diploma a um Aluno chamado José Sócrates. Por isso é que a Ministra quer mudar as coisas na educação: para proibir as pessoas de trabalhar ao domingo.
Por ser um excelente profissional, Sócrates começa por fazer projectos de cariz social, canis, anexos, e a posteriori, casas. As casas eram de um design tão espectacular que alguns arquitectos invejosos começaram a reclamar que os projectos só eram assinados pelo primeiro apenas porque os mesmos não os podiam assinar por trabalhar na autarquia. O Frank Gehry bem tentou ter uma obra em Portugal, mas com o engenheiro Sócrates cá, quem precisa de contratar estrangeiros?
Depois de ser contratado pela J.P. Sá Couto decide fretar um avião para a Venezuela, chamou todos os Magalhães que conhecia e decidiu vendê-los. Pelo caminho, os Magalhães obrigaram o primeiro a fumar um charro, ele não quis, e como bom anfitrião decidiu fazer companhia com um cigarro. Quem nunca fumou um cigarro num avião que atire a primeira pedra.
Relativamente ao Freeport não vou fazer aproveitamento humorístico, com ZPE´S, tios, primos, reuniões, 4 milhões, offshores...
Pedro Oliveira, 34 anos, designer gráfico, Guimarães
2009-02-02
“No país vizinho, tal como em muitos outros na Europa, os sindicalistas preocuparam-se também com as questões de cariz social, criando cooperativas de habitação, creches, lares da 3ª. Idade, apostando na formação e nos mais variados apoios sociais.
Hoje, confrontados com a crise, os seus filiados tem mais direitos, mais apoios e nem todos são da responsabilidade dos Governos.
(...)
O problema é encarar de frente os novos sistemas de trabalho, a flexibilidade, as novas polivalências, as novas profissões, os novos horários de trabalho respeitando as cargas de trabalho, no princípio de que deve ser o trabalho a adaptar-se ao homem e não o contrário.”
Tenho que humildemente reconhecer que de sindicalismo percebo muito pouco, mas parece-me que esta globalização não fez mais do que trazer ao séc. XXI alguns dos problemas dos trabalhadores dos inícios da Industrialização: um poder excessivo do patronato sobre os assalariados, ou seja: trouxe um aumento das desigualdades sociais.
E no meio de uma crise global, surgida num processo de globalização onde segundo os indicadores económicos, a economia de alguns países cresceu como nunca, mas que ao mesmo tempo criou as tais desigualdades sociais que estiveram na génese da crise, acho estranho que sejam sindicalistas a alinhar num discurso anti-sindical, quando foram precisamente os sindicatos que mais lutaram, ou se o termo não agradar a alguns, chamaram a atenção, para os perigos que se correm quando se retiram direitos e poder de compra às classes mais desfavorecidas.
Quantas cooperativas e associações mutualistas não começaram num tempo em que nem Estado nem Empresas assumiam as suas responsabilidades sociais! Direitos que mais tarde, graças ao esforço dos trabalhadores, e da população em geral, organizados em sindicatos em partidos, foram assumidos pelo Estado, contra uma natural retribuição de quem trabalha. “O que um Estado Social propõe é exactamente que todos paguem conforme os seus rendimentos, para que todos possam usufruir dos mesmos serviços, ao mesmo preço. A justiça social é feita através da fiscalidade.” Foi o que escrevi num comentário há algum tempo.
E já agora, sempre que oiço algumas vozes a falarem de “flexibilidade” com uma certa “leviandade” lembro-me sempre deste filme: “Tempos Modernos” de Chalie Chaplin, É que a precariedade, conduz à falta de liberdade, porque quem não é livre tem que dizer “sim” mesmo que queira dizer “Não!”
Hoje, confrontados com a crise, os seus filiados tem mais direitos, mais apoios e nem todos são da responsabilidade dos Governos.
(...)
O problema é encarar de frente os novos sistemas de trabalho, a flexibilidade, as novas polivalências, as novas profissões, os novos horários de trabalho respeitando as cargas de trabalho, no princípio de que deve ser o trabalho a adaptar-se ao homem e não o contrário.”
Tenho que humildemente reconhecer que de sindicalismo percebo muito pouco, mas parece-me que esta globalização não fez mais do que trazer ao séc. XXI alguns dos problemas dos trabalhadores dos inícios da Industrialização: um poder excessivo do patronato sobre os assalariados, ou seja: trouxe um aumento das desigualdades sociais.
E no meio de uma crise global, surgida num processo de globalização onde segundo os indicadores económicos, a economia de alguns países cresceu como nunca, mas que ao mesmo tempo criou as tais desigualdades sociais que estiveram na génese da crise, acho estranho que sejam sindicalistas a alinhar num discurso anti-sindical, quando foram precisamente os sindicatos que mais lutaram, ou se o termo não agradar a alguns, chamaram a atenção, para os perigos que se correm quando se retiram direitos e poder de compra às classes mais desfavorecidas.
Quantas cooperativas e associações mutualistas não começaram num tempo em que nem Estado nem Empresas assumiam as suas responsabilidades sociais! Direitos que mais tarde, graças ao esforço dos trabalhadores, e da população em geral, organizados em sindicatos em partidos, foram assumidos pelo Estado, contra uma natural retribuição de quem trabalha. “O que um Estado Social propõe é exactamente que todos paguem conforme os seus rendimentos, para que todos possam usufruir dos mesmos serviços, ao mesmo preço. A justiça social é feita através da fiscalidade.” Foi o que escrevi num comentário há algum tempo.
E já agora, sempre que oiço algumas vozes a falarem de “flexibilidade” com uma certa “leviandade” lembro-me sempre deste filme: “Tempos Modernos” de Chalie Chaplin, É que a precariedade, conduz à falta de liberdade, porque quem não é livre tem que dizer “sim” mesmo que queira dizer “Não!”

A respeito de um artigo da autoria de António Chora, com o título de “Com a Crise Económica que Sindicalismo?”, no jornal “Rostos”, escrevi um comentário no próprio jornal, devidamente assinado. No meu comentário manifestei discordâncias profundas com António Chora, tanto na forma como no conteúdo.
António Chora considera no seu artigo que os Sindicatos de outros países proporcionam aos seus filiados melhores condições, mais direitos e apoios e aponta o mutualismo como a solução. António Chora considera que muitos dos direitos e apoios não são da responsabilidade do governo e refere que em outros países os sindicatos criaram cooperativas de habitação, creches, lares da 3ª idade e apostaram mais na formação, qualificando e requalificando os trabalhadores. Considera também António Chora que os sindicatos em Portugal se transformaram em apêndices dos partidos políticos, calendarizando as suas lutas e ou submissões (esta não percebo), aos interesses dos partidos. A meio do artigo António Chora caracteriza o patronato como o mais retrógrado da Europa e os sindicatos como os mais ideologicamente marcados. Continua António Chora o seu artigo com uma referencia ao inicio da crise que atravessamos, sem a caracterizar e sem apresentar soluções para a mesma e na mesma senda do costume, a das cedências dos trabalhadores sem nada, ou com muito pouco em troca. Por fim até fala numa nova globalização e da adaptação dos sindicatos a este novo quadro, escrevendo até que devemos assim, e por essa via de ideias, criar um sindicalismo de acção mais do que de reacção.
Não concordo com esta linha e penso que facilmente se percebe o porquê? Para mim e para muitos sindicalistas, trabalhadores e estudiosos da evolução humana, a sociedade está dividida por classes e é através da relação entre classes que o mundo evolui. Assim, patronato e trabalhadores constituem-se como 2 classes diferentes e com interesses antagónicos. Não somos todos amigos e muito unidos e nem procuramos o mesmo como alguns querem fazer crer. A realidade é bem mais complexa que o conto de fadas que António Chora contou. A Crise do Capitalismo não surgiu há 4 meses mas é intrínseca ao próprio sistema dominante e só se resolve com a substituição deste sistema injusto e contraditório, com uma aposta forte na produção e na valorização dos salários e do trabalho. Os trabalhadores sabem-no bem já que andam a fazer sacrifícios há muito tempo. A demonstrar ainda mais a veracidade do que escrevi relembro que os muitos dos direitos e apoios que António Chora considerou não serem da responsabilidade do governo, foram conquistados através das lutas, daquelas lutas que António Chora também considerou submissões e outros foram retirados por acções do governo. Nada foi ofertado, nada acontece por acaso e é a luta dos trabalhadores a chave para os processos. Os sindicatos ou afins que cedem, ou melhor que cedem sempre, são os reaccionários, são os que reagem, os que lutam e sempre lutaram por melhores condições de vida são revolucionários e agem sempre em conformidade com o que dizem defender, os interesses dos trabalhadores!
Eu já ouvi da boca do patronato elogios ao António Chora, já li no blogue da JSD os mesmos elogios e não percebo como isto acontece. Quando o adversário nos tece os maiores elogios é sempre de desconfiar…
2009-02-01

Ontem tive a oportunidade, e o prazer, de ouvir o António Pinho Vargas e o seu piano no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo. Infelizmente não é esse o motivo principal deste meu post, mas sim uma das pequenas intervenções com que foi intercalando a sua música: “Ao vir para cá, e apesar de me dizerem que vinha para a Moita, pareceu-me que estávamos a caminhar em direcção à Baixa da Banheira. Os que aqui estão presentes saberão perfeitamente onde estão.” As palavras terão sido mais ou menos, mas não fogem ao sentido, o mesmo sentido que Jorge Silva Melo quis imprimir às suas quando afirmou que “Gostava que me tivessem dito que isto ficava na Baixa da Banheira, escusava de ter ido dar a volta até à Moita. É que já estive na Baixa da Banheira algumas vezes e sei bem onde fica.”...
É evidente que não é uma distracção mas uma teimosia sem sentido de quem não percebe que, tal como o Fórum Cultural José Manuel Figueiredo é mesmo na Baixa da Banheira, o Moinho de Maré de Alhos Vedros é mesmo em Alhos Vedros, ou que a Capela de Nossa Senhora do Rosário é mesmo no Rosário e que o Campo Municipal de Futebol é mesmo no Vale da Amoreira, é um prazer visitar na Moita, agora sim, a Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, a mesma Moita, Sede de Concelho, onde a 4 de Outubro de 1910 se hasteou a bandeira da República Portuguesa.
E repito o que aqui escrevi, já lá vão quase 3 anos: Acredito que a promoção do Concelho da Moita no exterior só tem a ganhar com a multiplicidade de espaços e culturas, e num concelho heterogéneo como o nosso, esta visão toma ainda mais acerto.
É evidente que não é uma distracção mas uma teimosia sem sentido de quem não percebe que, tal como o Fórum Cultural José Manuel Figueiredo é mesmo na Baixa da Banheira, o Moinho de Maré de Alhos Vedros é mesmo em Alhos Vedros, ou que a Capela de Nossa Senhora do Rosário é mesmo no Rosário e que o Campo Municipal de Futebol é mesmo no Vale da Amoreira, é um prazer visitar na Moita, agora sim, a Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, a mesma Moita, Sede de Concelho, onde a 4 de Outubro de 1910 se hasteou a bandeira da República Portuguesa.
E repito o que aqui escrevi, já lá vão quase 3 anos: Acredito que a promoção do Concelho da Moita no exterior só tem a ganhar com a multiplicidade de espaços e culturas, e num concelho heterogéneo como o nosso, esta visão toma ainda mais acerto.
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2009-01-29
A Câmara Municipal da Moita vai apresentar, no dia 2 de Fevereiro, pelas 21:00h, na Pluricoop Cooperativa de Consumo, na Baixa da Banheira, o estudo prévio para a revitalização e remodelação da Rua 1º de Maio (antiga Rua 13), na Baixa da Banheira.
Auscultar a opinião da população e recolher as suas sugestões para aquela zona comercial são os objectivos da Câmara Municipal da Moita ao promover esta iniciativa
Se possível, lá estarei a defender esta ideia, que obviamente não é só minha.
Auscultar a opinião da população e recolher as suas sugestões para aquela zona comercial são os objectivos da Câmara Municipal da Moita ao promover esta iniciativa
Se possível, lá estarei a defender esta ideia, que obviamente não é só minha.

Ontem, durante a apresentação o BxB-Inferface surgiram imagens, imagens com pessoas, imagens com histórias, histórias que formam a história colectiva da Baixa da Banheira.
O BxB-Inferface é uma ferramenta que permite um trabalho estruturado de recolha, e que suscita a que se revelem pequenas e grandes histórias, como aquela de um pequeno curso de água que deu origem a uma rua, ou a revelação feita pelo Dr. Raul Coelho sobre os meandros do processo de elevação da Baixa da Banheira a freguesia, ou ainda como tantas outras que se foram contando enquanto a exposição "Pessoas, Memórias e Lugares" foi visitando e crescendo nas colectividades da Baixa da Banheira.
Ao serem percorridas, algumas imagens suscitaram imediatamente o comentário dos presentes. Exemplos? Tantos: as mortes que levaram à construção das antigas cancelas da Rua 13, as praias antigamente existentes por esta "banheira do Tejo", as primeiras escolas, os primeiros professores, as campanhas de alfabetização ou as colectividades. Mas além dos que falaram, foram as conversas paralelas sobre esta ou aquela fotografia, esta ou aquela história, o indicador de que há ainda muito "húmus" por onde crescer.
Este é um processo aberto, participado e que tem todas as condições para crescer, e não só no mundo virtual, mas também lá fora, porque é a falar que estas histórias se revelam. E para tal, nada melhor do que trazer o BxB-Interface para a Rua.
Mas este projecto engloba também uma galeria de artes, onde os banheirenses poderão partilhar os seus trabalhos, e está preparado para incluir contribuições em texto, áudio e vídeo. Quem o visitar agora verá que ainda está em fase se implantação. Mas para já visitem-no, e se puderem contribuam.
O BxB-Inferface é uma ferramenta que permite um trabalho estruturado de recolha, e que suscita a que se revelem pequenas e grandes histórias, como aquela de um pequeno curso de água que deu origem a uma rua, ou a revelação feita pelo Dr. Raul Coelho sobre os meandros do processo de elevação da Baixa da Banheira a freguesia, ou ainda como tantas outras que se foram contando enquanto a exposição "Pessoas, Memórias e Lugares" foi visitando e crescendo nas colectividades da Baixa da Banheira.
Ao serem percorridas, algumas imagens suscitaram imediatamente o comentário dos presentes. Exemplos? Tantos: as mortes que levaram à construção das antigas cancelas da Rua 13, as praias antigamente existentes por esta "banheira do Tejo", as primeiras escolas, os primeiros professores, as campanhas de alfabetização ou as colectividades. Mas além dos que falaram, foram as conversas paralelas sobre esta ou aquela fotografia, esta ou aquela história, o indicador de que há ainda muito "húmus" por onde crescer.
Este é um processo aberto, participado e que tem todas as condições para crescer, e não só no mundo virtual, mas também lá fora, porque é a falar que estas histórias se revelam. E para tal, nada melhor do que trazer o BxB-Interface para a Rua.
Mas este projecto engloba também uma galeria de artes, onde os banheirenses poderão partilhar os seus trabalhos, e está preparado para incluir contribuições em texto, áudio e vídeo. Quem o visitar agora verá que ainda está em fase se implantação. Mas para já visitem-no, e se puderem contribuam.
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O BxB-Interface é uma Plataforma Comunitária Virtual de encontro e partilha de afluentes históricos, culturais e artísticos dos banheirenses.
É um lugar que podendo ser ocupado e construído por cada um de nós, todos o fazem e é de todos.
“À superfície todos nós nos conhecemos. Depois há outra camada, outra depois. Depois um bafo. Ninguém sabe do que é capaz, ninguém se conhece a si próprio, quanto mais aos outros, e só à superfície ou lá para muito fundo é que nos tocamos todos, como as árvores duma floresta – no céu e no interior da terra.”
Em “Húmus” de Raul Brandão
Com o seu “Húmus” próprio, de uma História de trabalho e acção colectiva que singulariza e nos toca, a Baixa da Banheira, encontra no BxB-Interface um instrumento de interacção no tempo, de aprendizagem, de agregação de esforços e vontades, através de registos escritos e fotográficos.
Assim, cada vez que a Plataforma for actualizada, promove-se um efeito histórico estruturante.
O BxB-Interface não está concluído, vai sendo construído.
2009-01-26
Vai um caldinho?

Esta Crise vem mesmo em boa altura para fazer uma "lavagem" à política empresarial. Para combater a Crise, os governos "dão" dinheiro para que os empresários não despeçam os seus trabalhadores. É impressionante como empresas que geram milhões de repente parecem viver como a maioria de nós, em que o ordenado não chega ao fim do mês. Pelos vistos, por mais que se façam as contas concluímos que andamos todos a viver a cima das nossas possibilidades. Se assim for, por ironia, temo que a palavra "injectar" dinheiro faça todo o sentido, pois se não houver uma reformulação profunda deste sistema económico, esta acção não passará duma dose de heroína. Experiência que todos infelizmente sabemos como acaba.
O surto de raiva que assola a capital angolana já provocou a morte a 42 crianças desde Outubro, aliás basta olhar para uma imagem da cidade, como esta recolhida por Paolo Pellegrin, para saber que a catástrofe já chegou à casa de muitos, mas não de todos, claro.
2009-01-25
2009-01-24
Eu, que nesta manhã de sábado tinha sido arrastado até Lisboa pelo pretenso fim da fotografia tradicional, aquela das películas e emulsões, encontro no regresso uma emissão do “Fala com ela” de Inês Menezes, desta vez à conversa com o Fernando Alves, jornalista, homem de rádio, contador de muitas histórias que, sentado ao volante, fui apreciando. Entre outras coisas, falaram do fim da rádio e dos jornais como os conhecemos, que já se vê e já se sente em muitas redacções. O futuro o dirá. Falaram também dos sentimentos que cada vez menos se percebem nas vozes da rádio, e declararam-se felizes pela “tremideira”, sentimento incómodo, que ainda sentem cada vez se sentam em frente a um microfone, e do “cagaço” da primeira vez que em directo se fizeram ouvir.
Quem alguma vez fez rádio sabe bem do que falo. Algures nos anos noventa, enquanto estudava à noite nos Casquilhos, o meu amigo Álvaro, banheirense, técnico de som no então Som do Pinhal Rádio, agora Popular FM, perguntou-me se não queria ir tentar entrar na informação. Precisavam de alguém e eu tinha algum tempo livre. Aceitei com algum receio, e passados uns dias lá me sentei também eu em frente a um microfone, a tremer das pernas à voz, a suar abundantemente e a debitar notícias em excesso de velocidade. Na técnica estava o Álvaro, que desde miúdo andava ligado à rádio, primeiro na Rádio Arremesso, na altura já desaparecida. Alternava os horários matinais com o Rui, naqueles dias em que 3 banheirenses faziam rádio no Pinhal Novo.
O Álvaro ainda hoje continua ligado às rádios locais.
Da Rádio Arremesso restam memórias dos que por lá passaram e aquelas letras na Rua do Alentejo.
Quem alguma vez fez rádio sabe bem do que falo. Algures nos anos noventa, enquanto estudava à noite nos Casquilhos, o meu amigo Álvaro, banheirense, técnico de som no então Som do Pinhal Rádio, agora Popular FM, perguntou-me se não queria ir tentar entrar na informação. Precisavam de alguém e eu tinha algum tempo livre. Aceitei com algum receio, e passados uns dias lá me sentei também eu em frente a um microfone, a tremer das pernas à voz, a suar abundantemente e a debitar notícias em excesso de velocidade. Na técnica estava o Álvaro, que desde miúdo andava ligado à rádio, primeiro na Rádio Arremesso, na altura já desaparecida. Alternava os horários matinais com o Rui, naqueles dias em que 3 banheirenses faziam rádio no Pinhal Novo.
O Álvaro ainda hoje continua ligado às rádios locais.
Da Rádio Arremesso restam memórias dos que por lá passaram e aquelas letras na Rua do Alentejo.
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2009-01-19
O renascimento do Núcleo de Ciclismo da Baixa da Banheira, através de uma secção de triatlo, faz reaparecer um clube e uma modalidade com tradições na nossa terra.
via O Rio
via O Rio
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2009-01-16

Os textos publicados neste segundo tomo resultam da vivência de três períodos distintos de Álvaro Cunhal, o primeiro desde a sua viagem à União Soviética, via Jugoslávia, até à sua prisão em 25 de Março de 1949; outro respeitante aos anos de prisão na Cadeia Penitenciária de Lisboa (na qual deu entrada em 4-4-1949) e na Cadeia do Forte de Peniche (para onde foi transferido em 27-7-1956); e o último, que decorre desde a data da sua evasão, em 3 de Janeiro de 1960, e a publicação de Rumo à Vitória, em Abril de 1964, obra que é um marco do pensamento político marxista-leninista no nosso país, na sua tripla vertente de síntese histórica, de análise conjuntural e de prospectiva do processo revolucionário em Portugal.
2009-01-15
Saí uma " Justiça" para aquele país ali do canto!

Há muito, ou desde sempre neste país…e noutros também, que a palavra "justiça" tem como significado o que cada um entende como tal. Como tal, devíamos ignorar a constituição e por em causa se realmente existe algum país com o nome de Portugal. Pois se realmente as leis servem para estabelecer uma identidade, neste caso, a portuguesa, para a qual pagamos impostos para que o sistema funcione e o país exista, não faz sentido continuar a ver este tipo de notícias, completamente surreais num estado que precisa que a justiça funcione para que se reconheça como tal. Talvez sejamos muito burros, e a solução milagrosa passe pelo anuncio da vinda de juízes e advogados de outros países para que a justiça funcione mas, talvez também precisemos, de políticos competentes para que o pais realmente exista.
2009-01-14
Outro embuste. No debate desta tarde o Primeiro Ministro não debateu. Ora vejamos:
Olha que curioso, parece que não fala com a esquerda. Sim, porque as palavras dirigidas aos Verdes são um insulto.
No frente-a-frente com Francisco Louçã, deputado e líder do Bloco de Esquerda, o chefe do Governo garantiu que o ano de 2008 terá "o menor défice orçamental da democracia portuguesa", mas recusou responder se ultrapassará os três por cento este ano e qual a previsão de crescimento para de crescimento para 2009.
Já o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ficou sem uma resposta clara ao desafio que fez ao Governo para aceitar o alargamento das condições de atribuição do subsídio de desemprego, em debate quinta-feira no Parlamento.
Já o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ficou sem uma resposta clara ao desafio que fez ao Governo para aceitar o alargamento das condições de atribuição do subsídio de desemprego, em debate quinta-feira no Parlamento.
Olha que curioso, parece que não fala com a esquerda. Sim, porque as palavras dirigidas aos Verdes são um insulto.
Na sua opinião, uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
Depende do grau de agressão.
O que é isso do grau de agressão?
Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.
Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso de gravidade suficiente para deixar um homem que a amava.
Depende do grau de agressão.
O que é isso do grau de agressão?
Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.
Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso de gravidade suficiente para deixar um homem que a amava.
As respostas são de Luciano Guerra, Reitor do Santuário de Fátima, a uma entrevista ao DN.
Cuidado com os muçulmanos, mas já sabem, se casarem com um católico, comem e calam!
E o ano de 2009????
Assistimos neste início de ano ao agravamento da crise do sistema capitalista. Crise causada pela natureza do próprio sistema. Rapidamente os líderes mundiais, na sua maioria responsáveis pelo mesmo sistema, teceram grandes considerações sobre a Crise: uns entendem que esta foi causada pela ganância de alguns, outros entendem que foi um ou outro factor que a causou, mas nunca referem a verdadeira causa que é o próprio sistema.
Observamos também à continuação da apresentação dos diagnósticos e das soluções para a “maldita” crise. Incrédulos ouvimos os adeptos do “menos estado, melhor estado” a solicitar a intervenção cada vez maior do tal estado que eles queriam mais pequeno. Também ouvimos várias vezes expressões e palavras que esses mesmos senhores (ditos por eles próprios modernos) consideravam ultrapassadas e bafientas. Palavras e expressões como nacionalizações, intervenção do estado, estado social, entre outras consideradas demasiadas antigas para um mundo que avança no sentido global.
E se isto se passa no nosso planeta azul, em Portugal também constatamos que os nossos representantes voltaram a usar a mesma terminologia antiga e gasta. O Presidente da República converteu-se e agora defende o que não defendia enquanto 1º Ministro, a Constituição da República Portuguesa, ainda que só em parte como se viu no caso do Estatuto dos Açores. Esperemos que este espírito alastre e que passe também a defender a nossa lei fundamental nas questões laborais! O 1º Ministro depois de traçar um rumo para o país durante três anos, inverte agora o discurso apesar de não inverter as políticas. Afirma-se defensor do Estado Social e do emprego, ao mesmo tempo que tenta construir um Código do Trabalho injusto e tendencioso, contra os trabalhadores e depois de ter atacado as funções sociais do Estado.
Na prática, assistimos a uma reconversão nas palavras de alguns ao mesmo tempo que vão fazendo o mesmo de sempre: atacar o estado e os direitos dos cidadãos, em todas as suas vertentes.
Em 2009, as perspectivas agora enunciadas por estes senhores são muito más. Apresentam mais desemprego, mais dificuldades, mais insegurança, mais injustiça, mas nem por isso alteram o seu comportamento ou as suas políticas. Em 2009, o caminho para esses decisores é o mesmo que conduziu a esta crise: desmembramento do aparelho produtivo, desmembramento das funções sociais do estado, redução dos direitos dos portugueses em todos os campos e aumento da dependência portuguesa face ao exterior, colocando em risco por todas estas vias a soberania nacional e, em último caso a própria democracia portuguesa.
Mas como alguém dizia, apesar de não o fazer como devia: “Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!”
Desde sempre o Partido Comunista Português tem se apresentado aos portugueses como um defensor de uma outra política, uma política que quebre com esta, e por isso tem vindo a exigir uma ruptura, em que se valorize o aparelho produtivo, que se cumpra a Constituição e isto é melhorar as funções sociais do estado, criar políticas que fomentem o emprego, que defendam os direitos de quem trabalha e que crie condições para que Portugal reduza os deficits: o produtivo, energético, cultural, educacional e como não poderia deixar de ser o democrático, porque resolvendo estes facilmente se resolve o financeiro.
É neste quadro que nos apresentamos aos portugueses e é neste quadro que os portugueses vão ser chamados a votar em três actos eleitorais, todos eles com uma extraordinária importância, mas que por si só não substituem o papel de cada um de nós no dia a dia.
Em 2009 poderemos criar condições para uma ruptura com estas políticas, podemos e devemos lutar por ela, pela construção de uma sociedade melhor, onde cada um de nós tenha um papel, onde todos sejam válidos e onde se combata a exclusão. Está nas mãos e na consciência de cada um de nós exigir mais e melhor, porque sim, é possível uma vida melhor, basta lutar por isso e exigir um outro rumo, uma nova política.
Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
Assistimos neste início de ano ao agravamento da crise do sistema capitalista. Crise causada pela natureza do próprio sistema. Rapidamente os líderes mundiais, na sua maioria responsáveis pelo mesmo sistema, teceram grandes considerações sobre a Crise: uns entendem que esta foi causada pela ganância de alguns, outros entendem que foi um ou outro factor que a causou, mas nunca referem a verdadeira causa que é o próprio sistema.
Observamos também à continuação da apresentação dos diagnósticos e das soluções para a “maldita” crise. Incrédulos ouvimos os adeptos do “menos estado, melhor estado” a solicitar a intervenção cada vez maior do tal estado que eles queriam mais pequeno. Também ouvimos várias vezes expressões e palavras que esses mesmos senhores (ditos por eles próprios modernos) consideravam ultrapassadas e bafientas. Palavras e expressões como nacionalizações, intervenção do estado, estado social, entre outras consideradas demasiadas antigas para um mundo que avança no sentido global.
E se isto se passa no nosso planeta azul, em Portugal também constatamos que os nossos representantes voltaram a usar a mesma terminologia antiga e gasta. O Presidente da República converteu-se e agora defende o que não defendia enquanto 1º Ministro, a Constituição da República Portuguesa, ainda que só em parte como se viu no caso do Estatuto dos Açores. Esperemos que este espírito alastre e que passe também a defender a nossa lei fundamental nas questões laborais! O 1º Ministro depois de traçar um rumo para o país durante três anos, inverte agora o discurso apesar de não inverter as políticas. Afirma-se defensor do Estado Social e do emprego, ao mesmo tempo que tenta construir um Código do Trabalho injusto e tendencioso, contra os trabalhadores e depois de ter atacado as funções sociais do Estado.
Na prática, assistimos a uma reconversão nas palavras de alguns ao mesmo tempo que vão fazendo o mesmo de sempre: atacar o estado e os direitos dos cidadãos, em todas as suas vertentes.
Em 2009, as perspectivas agora enunciadas por estes senhores são muito más. Apresentam mais desemprego, mais dificuldades, mais insegurança, mais injustiça, mas nem por isso alteram o seu comportamento ou as suas políticas. Em 2009, o caminho para esses decisores é o mesmo que conduziu a esta crise: desmembramento do aparelho produtivo, desmembramento das funções sociais do estado, redução dos direitos dos portugueses em todos os campos e aumento da dependência portuguesa face ao exterior, colocando em risco por todas estas vias a soberania nacional e, em último caso a própria democracia portuguesa.
Mas como alguém dizia, apesar de não o fazer como devia: “Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!”
Desde sempre o Partido Comunista Português tem se apresentado aos portugueses como um defensor de uma outra política, uma política que quebre com esta, e por isso tem vindo a exigir uma ruptura, em que se valorize o aparelho produtivo, que se cumpra a Constituição e isto é melhorar as funções sociais do estado, criar políticas que fomentem o emprego, que defendam os direitos de quem trabalha e que crie condições para que Portugal reduza os deficits: o produtivo, energético, cultural, educacional e como não poderia deixar de ser o democrático, porque resolvendo estes facilmente se resolve o financeiro.
É neste quadro que nos apresentamos aos portugueses e é neste quadro que os portugueses vão ser chamados a votar em três actos eleitorais, todos eles com uma extraordinária importância, mas que por si só não substituem o papel de cada um de nós no dia a dia.
Em 2009 poderemos criar condições para uma ruptura com estas políticas, podemos e devemos lutar por ela, pela construção de uma sociedade melhor, onde cada um de nós tenha um papel, onde todos sejam válidos e onde se combata a exclusão. Está nas mãos e na consciência de cada um de nós exigir mais e melhor, porque sim, é possível uma vida melhor, basta lutar por isso e exigir um outro rumo, uma nova política.
Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
2009-01-13
Durante este mês de Janeiro, o cinema no Fórum Cultural José Figueirdo estará dedicado ao Ciclo “Educação – O Cinema e a Escola”.
2009-01-12
A REFER está a reconstruir vários equipamentos no troço da Linha do Sado compreendido entre o Barreiro e o Pinhal Novo. Na Baixa da Banheira estas alterações afectam o antigo apeadeiro e a antiga passagem de nível, agora a ser transformado em passagem pedonal inferior, obras há muito reclamadas e importantes para a melhoria da qualidade de vida dos banheirenses, apesar dos incómodos causados durante a sua construção.

Maqueta do antigo apeadeiro da Baixa da Banheira
(imagens encontradas nesta página de modelismo ferroviário)
(imagens encontradas nesta página de modelismo ferroviário)

Pormenor da obras na Alameda do Povo, na Baixa da Banheira.
Contrariamente a algumas opiniões que tenho ouvido por aí, não me faz confusão nenhuma de que o material circulante agora a uso na Linha do Sado não seja novo. Se o material é bom e estava disponível seria um desperdício comprar novo.
E é a questão do desperdício que me levanta dúvidas quanto ao volume das obras nas estações do Lavradio, Barreiro A e Barreiro. Não será um desperdício com a nova ponte aí à espreita?
E é a questão do desperdício que me levanta dúvidas quanto ao volume das obras nas estações do Lavradio, Barreiro A e Barreiro. Não será um desperdício com a nova ponte aí à espreita?
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2009-01-06
Ontem não tive a paciência necessária para ouvir a entrevista do Sr Primeiro-Ministro José Sócrates. O homem parecia irritado e para irritações bastam-me as de todos aqueles que ele e o seu governo tem maltratado ao longo deste mandato PS versão Sócrates.
Hoje, o Banco de Portugal retirou muita da relevância ao que o Governo têm vindo a dizer nestes últimos meses em a que crise apertou. A culpa, como sempre, é da situação internacional, como se as políticas nacionais fossem algo de irrelevante ou inócuo. Quem assim pensa não serve para governar.
Hoje, o Banco de Portugal retirou muita da relevância ao que o Governo têm vindo a dizer nestes últimos meses em a que crise apertou. A culpa, como sempre, é da situação internacional, como se as políticas nacionais fossem algo de irrelevante ou inócuo. Quem assim pensa não serve para governar.
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