2006-06-29

Alguns dos membros deste blog vão passar uns dias de férias. Como a Clix demora uma eternidade a instalar o ADSL, e porque a NetCabo parece que não gosta de um computador em particular, outros andam com dificuldades nos seus acessos à net. Conjugando-se estes factores, torna-se evidente que este blog corre o risco de entrar em férias forçadas.

Como andam por aí uns energúmenos a insultar uns e outros, somos obrigados a colocar os comentários, temporariamente, sob moderação. Temos pena, não queremos correr o risco de deixar a nossa casa à mercê destes facínoras.

Provavelmente, só daqui a 15 dias O Banheirense voltará à normalidade.
Antes de sair só quero deixar um abraço à equipa da Comissão de Festas de Festas da Baixa da Banheira.

As Festas vão decorrer de 5 a 9 de Julho, e o Silvestre Matos, o Marcos Pires, a Soraia Cristina, a Beatriz Monteiro, a Ercília Paula, o João Lourenço, o Manuel Diniz, a Luísa Pires e o Joaquim Ferrador merecem todo o nosso aplauso por realizarem estas festas para a Baixa da Banheira.

O Programa das Festas está no Rostos-OnLine
O novo “sítio” da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira já está online. Optámos por fazer um “sítio” novo porque o outro era de difícil actualização, facto pelo qual os conteúdos estavam muito desactualizados. Hoje em dia os processos de actualização são muito mais fáceis e esperamos poder ter a página sempre actualizada. O processo de construção foi longo mas foi um trabalho muito gratificante. Como todos sabem, um trabalho deste género nunca está concluído e esperamos que vocês participem com opiniões para melhorar o que hoje existe.
Podem enviar as sugestões para o mail: geral@jfbb.pt
E visitar a página em: www.jfbb.pt
Fica lá em cima, mas o pessoal de cá pode concorrer. Regulamento e outras informações aqui.

2006-06-28

Eu não queria acreditar, mas ...
Uma das coisas que mais me irritam é aquele chico-espertismo nacional que leva o vendedor a tentar impingir um produto estragado, esperando que o cliente não repare.

Como se aproximam uns dias de praia, resolvi passar pela FNAC do Colombo e comprar um ou dois pacotes para a Polaroid. Logo à entrada encontro 4 caixas promocionais de dois pacotes, e a um preço ligeiramente inferior ao que me custariam os 2 isoladamente. Coisa pouca, que atingiria no máximo 4 euros. Estranhei a quantidade de pó e o mau estado das caixas, mas deduzi estariam a acabar o prazo, e esta promoção, com uma "oferta" incluída, fosse um meio de escoar os stocks.

Ao pagar, o preço registado não batia certo com o marcado no produto. Erro de 6o cêntimos para cima, claro.

Resolvida a questão do preço, resolvo, mesmo à saída da loja, verificar a data de validade, pensando que mesmo que estejam um ou dois meses fora de prazo, ainda utilizaria sem qualquer receio. O problema é que os dois pacotes estavam 1 ano fora de prazo!

Voltei imediatamente à loja e dirigi-me ao balcão de fotografia, onde o empregado não se admirou, e avisou mesmo que “é provável que as outras caixas estejam também fora de prazo”, antes de me indicar o serviço de Pós-Venda, onde a minha reclamação seria atendida. Lá resmunguei que, se sabiam que não o produto não estava no prazo não deveria estar à venda, e segui. Cerca de 10 minutos depois, lá fui atendido, e pedi para trocar a caixa. 4 pacotes depois, sempre 1 ano fora de prazo, desisti e pedi o meu dinheiro de volta.

Este é apenas um exemplo. Outro foi-me contado por uma colega que, quando foi trabalhar para o laboratório de uma empresa, descobriu que “produto não conforme, mas de aspecto aceitável” é para vender.

Outro ainda é o de um outro amigo meu, que sentado a um café observou 3 clientes seguidos que reclamaram, porque “a queijada tem bolor!”.

Será que esta gente não percebe que estão a afastar clientes? ou será que os clientes não se importam?

2006-06-25

Resposta ao desafio lançado por AV1, AV2, Brocas, Oliude

No banheirense eu, Nuno Miguel Fialho Cavaco, escrevo sobre o que entender e quando entender, e não indico quais os post que devem entrar ou não nos outros blogs, por isso não admito a estes quatro senhores que me indiquem sobre o que devo ou não escrever. Estes senhores, colocaram seis pontos sobre situações que consideram prioritárias no concelho num comentário a um post que eu fiz. No texto, surgem frases como estas "... é lamentável que o Nuno Cavaco, no "Banheirense",não se pronuncie, neste momento sobre isso e poste estes artigos, concerteza bastante importantes, mas irrelevantes perante a gravidade a que esta gestão ruinosa do concelho da Moita, por parte do seu partido, que durante estes 33 anos de poder, se dedicou a fazer obras de fachada de que é exemplo a marginal empedrada da Moita, que foram feitas para ganhar votos, descurando o restauro de edifícios em risco...", que são opiniões legitimas dos senhores mas, como devem entender, opiniões são opiniões e devem ser fundamentadas. Os Senhores fundamentam-nas com o desenvolvimento do comentário, introduzindo assim as seis situações consideradas por eles prioritárias. A algumas das situações, ou aspectos como lhe chamaram, eu estaria preparado para dar informação e resposta, a outras não, mas entendo que não o devo fazer no blog, até porque no seguimento do texto, os senhores escrevem "Por todos estes motivos e porque representamos a verdadeira oposição política, o que temos a dizer ao poder que contínuamente e sistemáticamente durante 33 anos, tem vindo a desqualificar a nossa qualidade de vida e ainda se atreve a ter como lema, "Bem estar, à beira Tejo", é : Obviamente, Demitam-se !AV1, AV2, Brocas, Oliude" e, pelo que entendo, escrevo que esta minha posição é única e exclusivamente minha, quem deve prestar os esclarecimentos são os eleitos da Câmara Municipal da Moita e para isso existem Reuniões Públicas e vários tipos de atendimento, no entanto, estou na disposição de os esclarecer sobre as matérias que tenho conhecimento, mediante a marcação de um encontro, consoante a minha disponibilidade, em lugar e hora indicada por vós. Tentei fazer o post sem responder ao que considero serem provocações, como esta "Esta resposta é só para o João Figueiredo, porque acho que é a única pessoa deste Blog que a merece."- av, eu ao contrário deste senhor, considero que as questões colocadas numa base civilizada devem ter resposta e é o que assumo quando escrevo este texto, mas, as pessoas devem colocar as questões com educação e respeito e devem saber ouvir, no caso da blogosfera ler, para que o diálogo não se transforme num monólogo. É o meu dever de "eleito", pena é que outros "eleitos" não o façam também, não assumindo as suas responsabilidades.
Os melhores cumprimentos a todos os que lerem este post.

P.S.- Se estes quatro senhores não forem a nenhum atendimento, reunião pública e nem marcarem a conversa comigo, entendo que não querem ser esclarecidos, nem sequer querem participar no processo democrático normal, como até hoje considero que são pessoas preocupados, penso que vão procurar melhorar o que consideram "...esta gestão ruinosa do concelho da Moita...".

Um amigo meu, banheirense, começou recentemente a trabalhar em Paço d’Arcos. Adepto da bicicleta há muitos anos, logo pensou que a poderia integrar no seu percurso diário, reduzindo as despesas e o tempo despendido.

Da Baixa da Banheira ao terminal fluvial do Barreiro, do Terreiro do Paço ao Cais do Sodré e, finalmente, da Estação de Paço d’Arcos ao seu emprego, os trajectos de bicicleta seriam relativamente curtos, mas com bastante trânsito, risco que aceitou correr.

Na Soflusa apareceu o primeiro revés: 2,5 € para transportar a bicicleta. Ainda entrou em contacto com o Dep. Comercial, para saber se existe algum tipo de bilhete especial, ou um passe, que fizesse baixar os custos. Não sei se já tem a resposta. O corte definitivo veio na Linha de Cascais: não é permitido transportar bicicletas nas horas de ponta.

Esta é mais uma prova de que a gestão dos transportes tem que ser coordenada ao nível de uma área metropolitana. Não servirá de nada se as autarquias investirem em ciclovias, e aqui, tal como nos corredores BUS, ainda há muito para fazer, se não existir uma articulação com os sistemas de transportes metropolitanos.

Lisboa, devido ao seu relevo, não é uma cidade que se adeque a uma utilização intensiva da bicicleta, como existe em outras capitais européias, como Amsterdão, Copenhaga, ou mesmo Paris, mas em determinados trajectos junto à linha do rio, por sinal, já bastante congestionados pelo tráfego automóvel, esta poderia ser uma opção viável.

No nosso Concelho, estou certo de que um dia a bicicleta voltará a ser um meio de transporte de massas, como já o foi em tempos.

2006-06-24

O remodelado campo municipal do Vale da Amoreira foi hoje inaugurado. É, neste momento, o único relvado de futebol existente na Baixa da Banheira, enquanto se espera que o Parque Desportivo do União Desportivo e Cultural Banheirense receba o apoio prometido pelo Governo.

Foi recuperado pela Câmara Municipal da Moita, englobado na Operação de Revitalização Urbana da Vila da Baixa da Banheira, custou mais de 600 000 euros, e abarcou a instalação de um relvado sintético, vedação e a iluminação. Numa primeira fase já tinham sido construídas as instalações de apoio.

Eu, e provavelmente alguns de vós, utilizámos aquele campo nas aulas de Educação Física, da Escola Secundária da Baixa da Banheira. Lembro-me de carregarmos as balizas e as bolas, para podermos jogar futebol 11, com um frio tremendo nas manhãs de inverno, num campo em que chutar a bola para fora significava muitas vezes ir buscá-la à vala.

Entretanto, o pavilhão desportivo para a escola, da responsabilidade do Ministério da Educação, e que há mais de 20 anos que é falado, continua por fazer.

2006-06-23










Reconstituição paleogeográfica da parte terminal da Bacia do Baixo Tejo há cerca de 14 milhões de anos


Para quem gosta de certezas, e para quem acredita que as certezas são temporárias. Em cima, na imagem observamos uma realidade, uma certeza à cerca de 14 milhões de anos, hoje as coisas são diferentes, muito diferentes. A Geologia mostra-nos que o chão que pisamos nem sempre foi assim. Onde existia água, hoje existe rocha, mas rocha que guardou as memórias desse tempo aquático. A Geologia escreve as memórias da nossa casa, a terra, no livro da ciência. Por isso, acreditem, as certezas são momentâneas.










Actualidade


Há 14 milhões de anos da parte emersa que conhecemos hoje, só a Arrábida e Sintra se mostravam. A paisagem era muito diferente. Daí para cá temos registo na natureza de muitos episódios. Por exemplo, a Arriba Fóssil da Costa da Caparica mostra-nos que foi o mar que a produziu. Foi ele que fez o degrau que distingue bem o topo da base desta vertente ou encosta.
No nosso concelho aconteceram vários episódios tectónicos que levantaram o "fundo do mar", e depois os rios encarregaram-se de trazer os materiais que hoje são o nosso chão, as areias.
A Lagoa de Albufeira, regista na paisagem episódios de acumulação de areia trazida por parte dos rios e areia transportada por ventos dominantes do quadrante oeste (lado do mar) numa altura em que o nível do mar era bastante mais baixo.
Poderia continuar mas, o que quero dizer com isto é o que alguém já disse melhor que eu, tudo muda até a verdade, a verdade é o momento.

Imagens retiradas de http://www.dct.fct.unl.pt/CEGUNLP/Cienciaviva.html

2006-06-21

A construção do apeadeiro foi um marco na história da Baixa da Banheira.

Adjudicada a 1ª fase a 24 de Junho de 1971, o apeadeiro viria a ser inaugurado na abertura das festas em honra a S. José Operário, a 8 de Julho de 1972, com a paragem do 1º comboio às 18h 37m, com destino a Setúbal.

Na data da abertura, com as obras ainda não concluídas, os acessos eram feitos a Sul pelo mercado, e a Norte por uma abertura provisória na vedação da linha com a Alameda do Povo, onde se situava a bilheteira provisória. O túnel só ficou concluído em 1973, data em que os acessos provisórios fora encerrados.

Como curiosidade fica o facto que, 30 anos depois, os dois acessos provisórios voltaram a ser abertos, provavelmente com o mesmo carácter temporário.
Ao deslocar para as autarquias 5% da receita do IRS que é cobrada no seu território, com a possibilidade dos municípios “oferecerem” um desconto até 3% à sua população, o governo cria uma almofada protectora à sua política fiscal, já aproveitada pelo Ministro António Costa.

Este modelo lembra-me uma a lei de financiamento do Ensino Superior, no qual o Governo apenas decide o valor da propina máxima, ficando as Faculdades com a fava, isto é, decidir o valor das propinas a pagar pelos alunos. Como financiamento é normalmente reduzido, a tendência é a aproximação ao valor máximo. Mas daí o governo já lavou as mãos…

A criação de um Fundo Social Municipal, com verbas a aplicar na transferência de mais competências na educação, na saúde e acção social é outra matéria em que as contas tem que ser muito bem discutidas, porque se o acréscimo de competências é bem vindo, o seu sub-financiamento pode ser uma rosa com mais espinhos do que pétalas.

Do que é apresentado, esta Lei tem ainda algumas ideias interessantes, como a valorização dos municípios com boas práticas ambientais, isto é, em cujos territórios existam áreas protegidas ou incluídas na rede Natura 2000. Uma medida da mais elementar justiça, mas que necessita do devido apoio financiamento, isto se a sua intenção for para ser levada a sério.

Um dos desequilíbrios que se aponta ao actual regime de financiamento local é a excessiva dependência que cria do licenciamento. Não se vislumbrando uma alteração fundamental nesta tendência, diria que se está a perder mais uma grande oportunidade.


2006-06-19














Um homem de sabedoria

Licenciado em Geografia e História em 1932, Orlando Ribeiro doutorou-se em Geografia pela Universidade de Lisboa em 1935, com a tese A Arrábida, esboço geográfico. Em 1937 segue para Paris como Leitor de Português na Sorbonne, onde viria a alargar horizontes com mestres como Marc Bloch, E. de Martonne e A. Demangeon. De regresso a Portugal em 1940, foi sucessivamente nomeado Professor em Coimbra e em Lisboa onde, em 1943, fundou o Centro de Estudos Geográficos. Da sua intensa actividade se destaca, desde 1945, uma das suas obras de síntese mais conhecidas, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, e a criação, em 1966, da revista Finisterra, ainda hoje um dos veículos editoriais mais importantes para a geografia portuguesa, a nível nacional e internacional.
A colaboração científica internacional foi, com efeito, outro aspecto marcante da actividade de Orlando Ribeiro. Em 1949 organizou em Lisboa o que seria, no pós-guerra, o primeiro Congresso da União Geográfica Internacional, organização para que viria a ser nomeado Vice-Presidente em 1952. Ao longo da vida praticou, e estimulou nos seus alunos, o intercâmbio com geógrafos estrangeiros através de estágios e de viagens de investigação a que dedicou grande parte do seu tempo.
São talvez as viagens, e os trabalhos delas resultantes, o melhor testemunho da sua actividade como geógrafo. Mas são também elas, por excelência, os elos que nos revelam as suas preocupações sociais com os territórios e povos estudados, e nos transportam à sua sensibilidade como fotógrafo, ao “fundo mágico da sua personalidade”, à qualidade literária da sua prosa. Viajante incansável, sobretudo em Portugal e Espanha na década de 40, e pelo Mundo fora entre 1950-1965, com destaque para o ultramar português, Orlando Ribeiro oferece-nos leituras de muitos lugares do Mundo em que a observação científica não se desliga da natureza como um todo, dos costumes, da arte e, sobretudo, do elemento humano.
Cidadão interveniente e profícuo prosador sobre muitos outros temas como a ciência, o ensino e a universidade, as reformas educativas ou os problemas coloniais, Orlando Ribeiro usou sempre de uma frontalidade que, se não diminuía o respeito científico que lhe era reconhecido, também nunca facilitou as suas relações com os órgãos de decisão, desde o Estado Novo ao período pós 25 de Abril. Por muito tempo teve, como resposta às suas opiniões, um invariável silêncio. Contrastando com o precoce reconhecimento a nível internacional, a difusão da sua obra e as honras oficiais, no seu próprio país, surgiram muito tardiamente.
É ainda pela própria pena de Orlando Ribeiro que podemos hoje rever toda uma época e experiência de vida através da sua rica prosa memorialística, recolhida e dada à estampa em Orlando Ribeiro: Memórias de um Geógrafo, em 2003. Mas, sobre Orlando Ribeiro e a sua obra, existem também muitos outros testemunhos publicados desde os anos 70.

Fonte: http://www.orlando-ribeiro.info/home.htm
"Se Berlusconi é o expoente da política transformada num permanente espectáculo e num instrumento de gestão delinquente do poder, Chirac é um paradigma de uma parte de tudo isso, mas sobretudo do imobilismo decadente, da transformação da política numa actividade secreta, feita de conspirações palacianas e arranjos de conveniência para manter o poder, sempre e só para isso."

Eduardo Dâmaso, no DN

2006-06-18



As palavras que te envio são interditas

As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas suas curvas claras.
Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.
E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens nuas, desoladas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.

Eugénio de Andrade
O grande poeta, "o poeta da luminosidade", como alguém já lhe chamou. Não só pela poesia, mas também pela luta anti-fascista que travou e por toda a sua militância, merece um espaço nos nossos corações.
Descobri agora que o Troll Urbano conta com a participação do António Chora, banheirense, e deputado na Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda.
Bem diz o povo que "é de pequenino que se torce o pepino"...

2006-06-17

Foi a 17 de Junho de 1984 que Luis Rodrigues, Kira, Rodrigo Freitas, Rosário Silva, Rogério Ribeiro e Luis Coelho (segundo creio, o único banheirense), se juntaram para criar um dos monumentos mais marcantes da nossa terra: o mural alusivo à elevação da Baixa da Banheira a Vila, aprovada a 16 de Maio desse mesmo ano.

Passados 22 anos após a inauguração, e 10 após o último restauro, o mural situado na Alameda do Povo necessita de nova intervenção, dado que são já bem visíveis os efeitos do tempo, não só no mural em si, como também na iluminação que o serve.

Nota: texto retirado de documento original da PIDE


O grande guitarrista, o senhor da guitarra portuguesa também foi anti-fascista

Carlos Paredes foi preso pela PIDE a 26 de Setembro de 1958, e por causa da sua ligação ao Partido Comunista esteve detido no Aljube e na prisão de Caxias. Só saíu em liberdade no dia 21 de Dezembro de 1959. Durante esse tempo continuou a fazer música que imaginava, numa guitarra que mais ninguém via (imaginária- que força de pensamento). Em 1960 foi expulso da função pública. A reintegração no Hospital de São José só aconteceu depois de 25 de Abril de 1974.

Rejeitou sempre a possibilidade de se consagrar músico profissional e de abandonar o emprego, por acreditar na dificuldade de se viver da música em Portugal. É da sua autoria a frase «Amo demasiado a música para viver dela». Somente em 1990 viu ser-lhe atribuído um subsídio de mérito pelo então Secretário de Estado da Cultura Santana Lopes (ainda fez umas coisitas decentes), para dois anos mais tarde ser condecorado com a Ordem Militar de Santiago pelo Presidente da República Mário Soares. Em finais de 93, foi-lhe diagnosticado mielopatia que o impossibilitou de voltar a tocar. Morreu a 23 de Julho de 2004.

Morreu mas nunca será esquecido.

Fonte: http://estudossobrecomunismo.weblog.com.pt

2006-06-16

Opiniões

Cada um tem a sua, eu tenho a minha.
O Av1 veio matar saudades ao banheirense, aliás todos os dias tem cá passado e mostra a sua múltipla identidade, ora assina eu, ora eugénio, ora eu .... É sempre bem vindo, ele e qualquer um. Agradecia era que viesse para participar e não para acusar este ou aquele e o outro, aquele, o tal. Ah, e já agora escolha um nick, apenas um, porque se utilizar muitos nós não percebemos quem você é. Somos limitados, mas esforçados. Venha sempre e traga as suas ideias que nem são más de todo, mas deixe ficar as acusações de férias.

P.S.- peço desculpa a todas as pessoas que vêm ao banheirense por bem, para partilhar o espaço e deixar a sua ideia pelo "clima" que aqui se instalou e lamento os ataques nos vossos blogs.
Uma das pequenas coisas que melhorou a nossa paisagem urbana foram os placares para os cartazes dos diversos partidos. Acabou-se assim com o hábito de colar cartazes em qualquer parede livre, ou não (lembram-se como era o túnel do apeadeiro?), ou numa qualquer superfície nem sempre plana, muitas vezes completamente inapropriada. Esta é a regra, ainda que nem sempre respeitada.

Apesar disto, a falta de espaços similares para a divulgação de eventos não organizados pelas autarquias, que possuem espaços próprios para a divulgação das suas acções, leva a que continuemos a encontrar cartazes de concertos, de touradas e de tudo o que mais for, em algumas paredes, felizmente em número muito mais reduzido. É que o espaço publicitário paga-se, e colar uns cartazes numa parede ou num placar alheio fica muito mais barato. Desta vez a vítima foi o BE, mas para a próxima pode ser um outro qualquer.

Assim, deixo aqui a ideia: criar espaços para publicidade de eventos, em zona visível, e de acesso livre.


Fotografia gentilmente enviada por Pedro Ventura
Porque “a liberdade de um acaba onde começa a liberdade de outro”, neste blog queremos que todos se respeitem!

2006-06-13

Taxas Penalizadoras

O governo quer aumentar, outra vez, as chamadas taxas moderadoras na saúde. Alguém já apelidou as taxas de penalizadoras. Quem está doente e tem dinheiro vai ao privado, quem está doente e não tem dinheiro não vai a lado nenhum, com estes aumentos estar doente é sinónimo de estar lixado. Mais um desrespeito pela Constituição da República Portuguesa e um favorecimento aos Grupos Económicos que dominam a saúde no privado. Aposto que depois da reunião do governo, o ministro da saúde estava satisfeito e a pensar que assim o número de portugueses doentes vai diminuir, graças à penalização. Aposto que o Belmiro de Azevedo e a cambada do costume, Van Zeller e afilhados, vão aparecer no Prós e Contras a dizerem que o governo não foi até onde devia ir, que estar doente é um crime que leva dinheiro dos cofres do estado, leia-se dinheiro da carteira deles, porque o dinheiro do estado, de todos nós, acaba sempre nos bolsos destes senhores.

Enfim, mais uma medida para melhorar a qualidade de vida dos portugueses. Isto é que é política, pena é que seja contra os que menos têm e contra os que menos podem. Felizmente temos o mundial e o arrogante do seleccionador, que ultimamente com a postura que tem, faz passar o Mourinho por um menino humilde. Vou colocar a bandeira na rua, uma vez que não posso fazer isto ao governo…
"Prestar homenagens aos mortos. Valorizar o seu papel. Aprender com os seus ensinamentos e o seu exemplo. Mas não incensar e não endeusar."

Álvaro Cunhal

2006-06-12

és português?
tens a certeza? ...sabes o Hino?
Quaternário na Península de Setúbal

Nos últimos 1,8 milhões de anos (Quaternário) como consequência das glaciações, houve várias oscilações do nível do mar testemunhadas pelos terraços marinhos bem expressos no litoral da Arrábida.

Há cerca de 1,5 milhões de anos, em ambientes litorais, depositaram-se conglomerados, com elementos essencialmente de quartzo e quartzito, de tons esbranquiçados. Na parte superior ocorrem seixos desgastados pelo vento. Alguns foram trabalhados pelo Homem ("pebble culture") o que permite comprovar a sua presença na Estremadura portuguesa desde esses tempos remotos.

Há cerca de 35 000 anos (Plistocénico superior) o clima, bastante frio, provocou a retenção de água nos polos terrestres e nos glaciares de montanha; o mar desceu para cerca de 60 metros abaixo do nível actual. Nas extensas planícies litorais deixadas a descoberto, viviam mamutes, bois selvagens e cabras; constituíam territórios de caça previlegiados para o Homem. Um dos últimos grupos de "Homens de Neanderthal" habitou as grutas da serra da Arrábida.

Mais tarde, no apogeu da última grande transgressão marinha, há cerca de 5 000 anos, as águas salgadas chegaram ao Paúl da ribeira de Muge, 40 km a montante do mar da Palha. Constituíram-se povoados importantes na zona de Muge que aproveitavam os abundantes recursos marinhos e/ou salobros que aí chegavam. São dessa época os célebres "concheiros de Muge", estação arqueológica de enorme importância, muito rica de espólio humano (esqueletos) e restos de alimentação.

Com a retirada do mar, as dunas ganharam grande desenvolvimento na parte terminal da bacia do Baixo Tejo. As dunas de praia são, fundamentalmente, de tipo longitudinal e paralelas à arriba litoral da Costa de Caparica-Lagoa de Albufeira.

Na parte alta da arriba as dunas têm morfologia variada, com destaque para alguns grandes "barkanes".

Em certos locais (Capuchos e Fonte da Telha, p. ex.), existem paleossolos intercalados nas dunas com cerca de 2000 anos. Estes solos podem corresponder ao desenvolvimento das explorações agrícolas em tempos do Império Romano, que se terá prolongado até o início do domínio árabe. O abandono subsequente da agricultura conduziu à remobilização dunar.

Fonte: http://www.dct.fct.unl.pt/CEGUNLP/Geoverao

2006-06-11

Passou agora por aqui um carro sonoro a anunciar uma recolha de sangue, realizada pela Associação de Dadores de Sangue da Baixa da Banheira, nas instalações do Clube União Banheirense "O Chinquilho".

Hoje, das 10h às 15h.

2006-06-10

"Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa,
E onde Febo repousa no Oceano.
Este quis o Céu justo que floresça
Nas armas contra o torpe Mauritano,
Deitando-o de si fora, e lá na ardente
África estar quieto o não consente."

Os Lusíadas , Luis Vaz de Camões (c. 1524 - 10 de Junho de 1580)
Baixa da Banheira, Fev 2004

2006-06-09

O nosso cantinho

Era tão bom que aqui os homens fossem mais justos e solidários. Era tão bom que no Verão as florestas não ardessem da forma que ardem. Mas não é assim, e a culpa também é minha. Ouvimos os portugueses queixarem-se do eles, entidade abstrata que serve para desculpar as nossas frustações. "Eles" não existem, eles somos nós, temos de assumir a responsabilidade de criar um Portugal Melhor, não o Portugal Maior de Cavaco Silva, com mais desemprego, com mais favorecimentos a amigos, com mais condecorações vergonhas, mas sim um Portugal Melhor, onde se defenda a Constituição, onde se lute por uma educação para todos, onde todos possam ter acesso à saúde, onde todos possam ter justiça (sem necessitarem de a comprar), onde todos possam trabalhar e habitar condignamente. Este Portugal, tão grande em desigualdades, não precisa de ser maior, está nas nossas mãos, somos nós quem decidimos o que queremos para Portugal. Não vamos lá só com bandeiras, é necessário muita luta e muito trabalho.

Se alguém ainda tem dúvidas de que o Presidente Cavaco Silva não é um "Homem de Estado", mesmo depois das nomeações para um Conselho de Estado hermético como não se julgava possível, alguns dos 26 nomes que vão ser condecorados amanhã, nas comemorações do Dia de Portugal, a começar por Rui Rio, Presidente da Câmara Municipal do Porto, passando por Arlindo Cunha, Daniel Bessa e Eduardo Catroga (que por acaso foi o angariador de fundos da campanha presidencial), estão aí como mais uma prova.

Ja Óscar Lopes, Professor Catedrático, co-autor da "História da Literatura Portuguesa", o historiador Hélder Pacheco, a Liga Portuguesa de Combate ao Cancro, me parecem mais dentro do espírito do que eu entendo ser uma condecoração de Estado.
Do Destak de ontem retiro estas afirmações do judoca português Nuno Delgado:

"Nos países que atravessam algumas dificuldades económicas, acaba-se por esconder um pouco a realidade, agarrando-se a estes fenómenos desportivos com grandes euforias nacionais. É o caso de Portugal"

Ao que eu apenas acrescento que, no nosso caso, isto só se aplica quando cheira a algum êxito...
Hoje vou fazer um favor a todos os visitantes do banheirense, vou vos indicar um sítio mágico, carregado de esperança e de humanidade, um local onde os pequenos gestos fazem os grandes, não porque se tenham de fazer, mas porque pelo seu significado assim o são. Hoje e sempre :

http://euemmadagascar.blogspot.com/

Vale a pena visitar e ler com atenção.

2006-06-08

Não há FIAR!
Foi com tristeza que recebi a notícia de que este ano não há o FIAR (Festival Internacional de Artes de Rua) em Palmela.
Para mais explicações tem aqui uma petição que pode ler e assinar, dirigida aos orgãos responsáveis pelas verbas.

http://www.petitiononline.com/fiar2006/petition.html

2006-06-07

Um homem chega a casa, liga a televisão porque o jogo está a começar. Depois do jantar, uma mulher liga a televisão porque a novela está a começar. No quarto um filho brinca até ter sono. O caderno dos trabalhos de casa continua aberto, mas vazio, sobre a cama.

Um professor chega a um quarto alugado. Jantou num tasco e prepara-se para telefonar à família. Só mais dois dias e 300 km e tudo isto ficou para trás até à próxima segunda feira. Entretanto os testes estão por corrigir. À mesma hora, um seu colega, sortudo porque colocado perto de casa, folheia a secção de emprego de um jornal. Já passaram 8 anos mas ainda não desistiu de tentar o emprego para que estudou. As aulas são um refúgio que dia a dia se torna mais insuportável.

Um miúdo brinca com os amigos da rua até depois do anoitecer. O tempo está bom e convida os pais ao convívio numa esplanada perto. “As conversas são como as cerejas” já se sabe, mas amanhã é dia de trabalho, e já se vai fazendo tarde. Além disso, os miúdos têm escola.

Aqueles pais não souberam dizer não. Aquela criança nunca ouviu um “não”, nem um “talvez”, mas ouviu um complacente “está bem”. Aquela criança está frustrada na escola, que tem regras, e onde lhe dizem não. Aquela criança não gosta da escola.

O tio daquele está preso. Matou o amante da tia ali mesmo em frente à casa onde todos viviam. Todos sabiam, até o tio. Naquele dia fora apenas uma cerveja a mais que fizera a diferença. O pai também já foi à esquadra, mas foi só porque batia na mãe.

Aquele miúdo chega cansado à escola. Levanta-se 2 horas mais cedo do que os restantes colegas porque a escola onde andava, com mais 8 amigos, fechou. Agora vem para a vila, longe da aldeia onde vive.

A OCDE coloca-nos na cauda de 41 países no que toca à leitura e compreensão de textos e somos os penúltimos no ranking da iliteracia na Europa comunitária.

Isto anda tudo ligado.

A verdade verdadinha, toda, sem nada a ocultar...
Decerto já saberão que muitas vezes não concordo com o que é escrito no Alhos Vedros ao Poder!. Esta discordância, que já nos levou a algumas trocas de comentários mais acaloradas (e muitas mais poderiam ter sido), não me impede de considerar que a suspensão da sua actividades é uma perda. É uma perda porque são uma voz com opinião e que, ao seu modo, tenta promover a discussão sobre a sua terra. Coisa rara e muitas vezes confundida com a pura má lingua.

Meus caros, mesmo não concordando com a vossa opção de "anónimato", nem com a forma agressiva em vários sentidos (e estes sentidos têm mais a ver com a forma do que com a direcção dos disparos) com que infestam os vossos post, vocês marcaram o vosso espaço na blogosfera local, e na minha opinião fazem cá falta.

2006-06-06















Após uma discussão com um amigo, e na qual fui confrontado para apresentar provas, aqui ficam. A prova de que a nossa península já foi um recife de coral.

Imagem- Principais acontecimentos geológicos cenozóicos na parte terminal da Bacia do Baixo Tejo.
Fonte: http://www.dct.fct.unl.pt/CEGnovo/GeoVera01/Arrabida
"Aquela planta alí estava a ficar seca, mas eu e esta senhora durante o verão passado, sempre que por aqui passávamos, fomos regando-a tirando água do lago com uma garrafa. E este ano é a que está mais florida"

Este fim de semana, quando eu e o Luis percorremos o parque, encontrámos estas senhoras que nos mostraram o quanto importante é sermos nós a tomar a iniciativa, e fazer algo pela nossa terra.

Não me lembrei de lhes perguntar os nomes, mas este post aqui fica como forma de agradecimento.

2006-06-05

A Escola dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico de D. João I Baixa da Banheira é uma Eco-Escola, http://www.eb23-d-joao-i.rcts.pt/ecoescolas.php

hoje, no dia do ambiente a Escola, a Câmara Municipal da Moita e a Junta de Freguesia da Baixa da Banheira ultrapassaram as suas competências, "limparam" e deram outra cara ao equipamento. O ministério da educação também foi convidado mas não compareceu, embora seja sua competência não o fez, deveriam andar mais ocupados a planearem tramoias contra professores, funcionários e alunos. A Escola ficou melhor, mas se o Ministério continuar a não fazer o que lhe compete, vai voltar tudo ao mesmo. É caso para dizer a educação é apenas um engate.

2006-06-04

Frases célebres do futebol

"TENHO O MAIOR ORGULHO DE JOGAR NA TERRA ONDE CRISTO NASCEU"(Djair,do Belenenses ao chegar a Belém / Restelo no dia em que assinou contrato com esse clube)

"NEM QUE EU TIVESSE DOIS PULMÕES ALCANÇAVA ESSA BOLA"(Roger, ex-jogador do Benfica)

"EU DISCONCORDO COM O QUE VOCÊ DISSE"(Derlei, ex-Jogador do Porto)

É assim, e mais nada.
Um problema a resolver na nossa freguesia

O União Desportiva e Cultural Banheirense está à espera de uma assinatura, num documento perdido numa secretária, num qualquer gabinete ministerial, enquanto perde dinheiro, enquanto trabalha e enquanto cumpriu o que lhe exigiam. Um secretário de estado do governo socialista não quer saber do União, nem dos Banheirenses, nem da Freguesia da Baixa da Banheira. O União precisa da assinatura para concluir os trabalhos do recinto desportivo, o União merece mais respeito, bem como a população da Baixa da Banheira. Assine o documento homem e resolva este grande problema.

2006-06-02

Ponto de situação

Já por várias vezes que falam na página da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira. A "nova" página está quase pronta e só ainda não foi para "o ar" por pequenos acertos e nós não gostamos de coisas inacabadas. Espera-se que durante o este mês de Junho esteja plenamente concluída. Manterá os mesmos serviços que tinha, por exemplo o Balcão Virtual, mas terá uma nova cara e novos conteúdos. Espero que nos façam chegar opiniões para a melhorar quando esta estiver disponível.

P.S.- O post não foi devido a pressões, nem funcionamos assim, se fosse por isso a página já estava online.
Disseram-me ontem que o Vereador Vitor Cabral já tem um blog em nome próprio. Trata-se de uma iniciativa pessoal que tenho que louvar, e esperar que possa ser seguida por outros agentes políticos locais, eleitos e não só. Estou certo que teríamos todos a ganhar.

Tenho apenas uma nota a acrescentar: preferia que o blog disponibilizasse comentários, apesar de compreender perfeitamente a razão desta opção.

E comentários apenas com pré-aprovação, não?
Um carro patrulha da brigada de transito passa indolente e com indiferença por uma viatura mal estacionada em frente ao Atlantis. Minutos depois a Carreira 14 fica encravada até que o condutor acabe o seu café.

Às 4 da manhã o telefone toca na esquadra e do outro lado da linha uma voz alerta para uma briga conjugal. O agente de serviço, certamente agoniado pelo despertar violento, pede a morada e a raça dos intervenientes. Meia hora mais tarde a briga acalma, e as forças da ordem chegam depois.

No Hospital do Barreiro um toxicodependente agride um familiar a quem tentava extorquir. O enfermeiro de serviço é ameaçado e chama a segurança, que chega já depois da fuga do agressor. Este mesmo segurança ainda na semana passada fora agredido à porta da urgência. Um agente fora de serviço observa a cena com passividade.

Um grupo de miúdos que regressa a casa pouco ante de o sol se levantar, resolve riscar todos os carros que encontra na rua.

À porta do mercado da zona sul, um agente destacado do norte do país, aproveita a folga e comenta com a companheira “este mês acabo de pagar a farda”.

Isto anda tudo ligado

2006-06-01

Conheci o General Vasco, ou melhor o camarada Vasco, perto do fim da sua vida, o homem marcou-me profundamente pela sua educação e cortesia, mas marcou-me mais pelo seu acreditar num Portugal de todos. Lembro-me de o ouvir dizer "...agora é com vocês, basta quererem...". Foi em Serpa, no meu querido Alentejo. Também nesse dia conheci um amigo do outro lado do mundo, um sociólogo americano, professor na Universidade de Chicago com quem aprendi umas coisas que já utilizei milhentas vezes desde então. Grande dia para conhecer um grande homem.

Até sempre Camarada Vasco.

VASCO SEMPRE": LANÇAMENTO EM LISBOA

"Vasco Sempre" será lançado em Lisboa no dia 8, às 18h30, na Casa do Alentejo. É uma obra ilustrada em homenagem ao Gen. Vasco Gonçalves, falecido em Junho do ano passado. Ela inclui mensagens de Fidel Castro e Hugo Chávez à sua viúva. Nela colaboraram personalidades da literatura portuguesa e galega, como César Príncipe, Francisco Duarte Mangas, João Pedro Mésseder, José Casanova, José Viale Moutinho, Maria Teresa Horta, Papiniano Carlos, Urbano Tavares Rodrigues e Xosé Luis Méndez-Ferrín, além de Ilda Figueiredo, Carlos Carvalhas, Alm. Rosa Coutinho e Cor. Varela Gomes. O livro foi editado pela Arca das Letras ( arcadasletras@sapo.pt ) , do Porto.

Fonte: www.resistir.info
Reformas Estupendas e Estúpidas

Ao ver o noticiário fiquei a saber que o governo vai obrigar alguns funcionários públicos a cortarem o vínculo. Efectivamente é uma reforma estúpida, desonesta porque e cobarde, encapota uma forma de despedimento e vai causar certamente problemas mentais a muitas pessoas. É estupenda porque os comentadores de serviço pensam que é corajosa e necessária. Mas dados são dados e os dados mostram que Portugal tem menos funcionários públicos que os países mais desenvolvidos, será por isso que está na cauda da europa?.


Foram estes anormais que hoje, e durante uns bons minutos, resolveram oferecer uma demonstração da pujança do auto-rádio, e acessórios, a tuda a rua.

Obrigado ó pázinhos, mas eu preferia ouvir o telejornal.
Existem algumas definições que alguns poderão considerar que se tratam de questões menores, mas que na minha opinião, por se reflectirem na identidade de uma população, não devem ser menosprezados. Mais ainda quando este aglomerado populacional em que vivemos tende a ser (des)considerado apenas como uma bolsa dormitório, o que não estando totalmente desfasado da realidade, está longe de o caracterizar.

Tenho quase a certeza que o pessoal do Jornal da Moita quando noticia que “Moita acolhe Torneio de Pára-Quedismo” sabe que “Moita” não é sinónimo de “Concelho da Moita”. Mesmo assim, percorrendo o resto da breve referência ao evento, ficamos a saber que se vai realizar no Parque José Afonso na Baixa da Banheira, no próximo sábado às 9h00m, o 1º Torneio de Pára-quedismo em Precisão de Aterragem do Concelho da Moita, e que é organizado pela Associação de Pára-quedistas do Sul, com sede na Baixa da Banheira, e que conta com o apoio da Câmara Municipal da Moita.
Parece que existe mais um blog "com origem na Baixa da Banheira".
Por nós o Longe de Lepanto será sempre bem-vindo, mesmo que o Pedro Ventura esteja convencido do contrário.
São agora 1h40m e a reunião do Executivo da Câmara na Baixa da Banheira acabou há não mais de 15 min. Como não é de admirar, decorreu num tom agradável e com um elevado nível de participação, facto que foi reconhecido pelos vários vereadores.

Como já se vai fazendo tarde, vou tentar nos próximos dias abordar algumas das questões levantadas, como foram os casos dos campos de futebol municipais e da localização dos equipamentos municipais, das taxas de tratamento dos RSU, da ETAR Moita/Barreiro ou Barreiro/Moita, consoante o conselho de residência do orador, da preservação dos pátios na Baixa da Banheira, dos buracos nas estradas e tampas de esgoto sonoras, e sem esquecer o "Pavilhão das Vacas".