
Uma sugestão de leitura
Uma parva
Uma vida linda
Um conselho
blog de encontro onde se discute a Baixa da Banheira, sem falsas isenções, porque só é isento quem não tem opinião
Nos últimos tempos, alguém com nítidas motivações políticas (apesar deste tipo de comportamente estar muito mais ligado ao relacionamento que um indivíduo estabelece consigo próprio e com a sociedade que o rodeia), tem tentado usurpar as identidades, não só de autores deste blog, como de alguns bloggers com quem temos evidentes discordâncias, visando assim criar um clima de agressividade artificial, completamente oposto aos princípios que nos regem.
Diz que é uma espécie de OTArios! Com o fim anunciado dos subsídios de Bruxelas em 2013 e com a entrada de novos países, o governo português sente a pressão de fazer o que ainda não foi feito.
Perceber o que realmente faz falta no país para que este se desenvolva é decerto um grande desafio para aqueles que se designam como “representantes do povo”.
Mais do que ter o subsídio é ter a consciência dos erros cometidos com os subsídios anteriores. Esta deveria ser a prioridade. O erro primordial dos subsídios anteriores foi e é a mesma que mina a nossa democracia, a Impunidade. Esta é que fez com que desde, comissões de estudos e custo geral dos projectos; responsáveis de recrutamento de empresas (sem concursos); falta de fiscalização continua; maus contractos e contractos de obras incumpridos, mas sempre lucrativos para os infractores da obra (sempre com prejuízo para o estado); Quebra das regras de segurança e dos direitos dos trabalhadores, enfim, um colapso dos valores digno de um país do terceiro mundo.
Se reavivarmos a memoria (e nisto a Internet ajuda e muito), no final do ano 1998 o Tribunal de Contas divulgou a auditoria que realizou às contas da Expo98, entre as muitas chamadas de atenção, referiu que o diferencial entre as receitas obtidas e despesas totais do projecto tinha atingido o valor negativo de 238.2 milhões de contos. Valor esse, que seria reduzido através do imobiliário para 96.6 milhões de contos até 2010. A mesma auditoria referiu no ponto
6.32 que “Em suma pode considerar-se que se a gestão desenvolvida para execução do Projecto
global a EXPO’98 se pautou, em geral, por critérios de eficácia, já os critérios da eficiência, da economia e da transparência não foram devidamente acautelados, tendo sido abandonados ou postergados em múltiplas situações. Quer isto dizer que, se há que reconhecer que o projecto EXPO conseguiu alcançar tempestivamente os objectivos fixados, já não se pode concluir que o sucesso na realização dos objectivos tenha sido obtido escolhendo sempre os melhores meios e ao melhor custo e/ou obtendo dos meios escolhidos o máximo rendimento. Igualmente, não foi sistematicamente acautelada a transparência e a eliminação dos riscos objectivos de conflitos de interesses na gestão dos dinheiros públicos confiados ao projecto EXPO.”.
É certo que a ParqueExpo tem divulgado nos seus relatório de contas uma diminuição desse passivo, mas isso não justifica a falta de controlo que se teve neste projecto, porque além de poder já estar a lucrar, perdem-se também outras obras prioritárias.
Outro caso que revela bem, que a quem governa só a obra interessa em desprezo dos dinheiros públicos, foi o Euro2004. Mais uma vez apostaram na velha táctica do “organizadamente desorganizados” para deixar Obra. A saber, o total dos custos tiveram um desvio médio em todos os estádios 230%, menos o de Braga (360%) e do Algarve (154%). Deixou os orçamentos das autarquias empenhados, atingindo de 37% até 89% do valor orçamental destas. Actualmente alguns dos estádios praticamente não têm espectadores. 1000 milhões de euros foi o custo total do euro2004. Se tivessem aprendido com a Expo98, talvez neste caso não teriam um “desvio” tão alto.
Agora vêm aí mais umas grandes Obras!
O valor do TGV inicialmente apresentado em 2003 era de 5,3 mil milhões de euros, em 2005 era de 7,1 mil milhões de euros, e agora?
Qual o valor da OTA?
Penso que em ambos os casos o governo vai aplicar a mesma máxima que aprendeu com a Expo98 e com o Euro2004:
Manda vir que alguém há-de pagar.
ver:
http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2000/43-2000v1.PDF
http://www.mundopt.com/n-tgv-vai-custar-o-dobro-da-ota-8177.html
http://dn.sapo.pt/2005/12/21/desporto/auditoria_critica_excessos_euro.html




Quanto à introdução do modo rodoviário, como referi, a RAVE foi mandatada para desenvolver os estudos de suporte à decisão do Governo, dado que a mesma pode, à partida, ser encarada em duas perspectivas antagónicas.
Por um lado, é atraente a perspectiva de aproveitamento da oportunidade dada pela construção da ponte ferroviária e executar desde já uma ligação rodoviária, em falta na actual rede da AML, em condições eventualmente mais favoráveis, tirando partido do facto do custo marginal da introdução desta componente poder ser inferior à construção em data posterior. Desta forma, seria possível transferir tráfego das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, descongestionando a primeira e, sobretudo, permitindo atenuar algumas das assimetrias hoje existentes na AML em termos de acessibilidade, em especial na margem Sul e concretamente na península do Barreiro.
Noutra perspectiva, numa altura em que os problemas de congestionamento rodoviário são uma realidade quotidiana na AML, em que existe uma subutilização do sistema de transportes colectivos que urge corrigir e em que as questões ambientais estão no topo da agenda mundial, deverá ser ponderada e sustentada a decisão de associar a um projecto que tem como principal propósito a promoção de um modo de transporte colectivo ambientalmente sustentável, uma infra-estrutura que poderá potenciar a utilização do transporte individual.
De referir que os estudos, desenvolvidos entre 2001 e 2002 pela equipa de missão para a TTT, concluíram, com base em análise multicritério, como vantajosa a consideração do modo rodoviário. No entanto, esta conclusão foi determinada fundamentalmente pela componente financeira, já que em todos os restantes critérios técnicos e ambientais as soluções incorporando o modo rodoviário foram sempre pior pontuadas.



Como nasceu o Partido Comunista Português
Terminada a primeira guerra mundial (1914-1918), Portugal mergulhou
numa grave crise económica, com uma vertiginosa subida dos preços e do
desemprego.
O ano de 1919 ficou assinalado pela maior vaga de lutas
reivindicativas dos trabalhadores, face ao agravamento das condições de
vida.
Apoiado na força das suas organizações sindicais, o
proletariado português respondeu ao aumento da exploração,
desencadeando um amplo movimento grevista, para conter a ofensiva do
capital.
Com o apoio da União Operária, cresceram as movimentações
reivindicativas e, no fogo dessas lutas, a classe operária conquistou,
finalmente, a histórica vitória da jornada de 8 horas de trabalho.
Em Setembro de 1919, as organizações sindicais deram um novo
passo para o reforço da sua unidade de acção, criando a CGT -
Confederação Geral do Trabalho, que rapidamente reuniria 100 000
membros.
Mas, sem um programa político, a classe operária não
conseguiria definir uma política de alianças coerente, e encontrava-se
isolada nas suas batalhas contra o patronato.
Entretanto, na linha da repercussão internacional da Revolução
Russa de 1917, desenvolvera-se em Portugal, um entusiástico movimento
de solidariedade e apoio à causa bolchevique.
Haviam-se formado círculos diversos, para popularizar a
experiência do proletariado russo, em 1919, fundou-se a Federação
Maximalista Portuguesa que passou a editar o semanário Bandeira
Vermelha.
A partir de Novembro de 1920, realizaram-se várias reuniões nas
sedes de alguns sindicatos, com o intuito de se construir uma vanguarda
revolucionária da classe operária portuguesa. No mês seguinte,
reuniu-se uma Comissão Organizadora dos trabalhos para a criação do
Partido Comunista Português, que iniciou, em Janeiro de 1921, a
elaboração das bases orgânicas da nova formação política.
De modo diverso ao que ocorrera na generalidade dos países
europeus, o Partido Comunista Português não se formou a partir de uma
cisão no Partido Socialista, mas ergueu-se, essencialmente, com
militantes saídos das fileiras do sindicalismo revolucionário e do
anarco-sindicalismo, que representavam o que havia de mais vivo,
combativo e revolucionário no movimento operário português.
É nesta fase embrionária da vida orgânica dos comunistas que
cedo se colocou a necessidade da criação do Orgão do Partido Comunista
Português. E, volvidos sete meses sobre a fundação, foi dado à estampa
“O Comunista”, em 16 de Outubro de 1921, ao qual sucederia, o «Avante!»
em Fevereiro de 1931.
Instalada a sua primeira sede na Rua Arco do Marquês do
Alegrete nº 3 - 2º Dto, em Lisboa, o PCP abriu, ainda em 1921, os
Centros Comunistas do Porto, Évora e Beja.
A fundação do Partido Comunista Português não foi um acaso nem
fruto de uma decisão arbitrária. Foi a expressão de uma necessidade
histórica da sociedade portuguesa e resultado da evolução do movimento
operário português.
A FUNDAÇÃO DO PCP
A 6 de Março de 1921, na sede da Associação dos Empregados
de Escritório, em Lisboa, realiza-se a Assembleia que elege a direcção
do PCP. Estava fundado o Partido Comunista Português. Nele confluem décadas
de sofrimento e luta da classe operária portuguesa, as lições
das grandes vitórias da classe operária internacional, os ensinamentos
de Marx, Engels e Lénine. Com a fundação do PCP a classe
operária portuguesa encontra a sua firme e segura vanguarda.
Logo após a sua constituição, a «Junta Nacional»
do PCP (designação então dada ao seu organismo dirigente)
realiza uma série de reuniões.
O Partido estabelece a sua sede na Rua do Arco Marquês do Alegrete,
n.° 3, 2.° Dt.°. E aberta uma inscrição para o recrutamento
de novos membros, atingindo-se em breve o milhar de filiados. Num Manifesto
em que faz a sua apresentação pública, o Partido Comunista
Português publica os 21 pontos da Internacional Comunista, que constituem
a sua base política, afirmando assim também a sua adesão
ao Movimento Comunista Internacional. Pouco depois forma-se também a
Juventude Comunista.
Em fins de 1921, numa reunião conjunta do Partido e da Juventude, assenta-se
no início da edição dos primeiros órgãos
comunistas em Portugal. Ainda em 1921, inicia-se a publicação
de O Comunista, órgão do Partido, e de O Jovem Comunista, órgão
da Juventude.
Uma das mais importantes frentes de acção dos comunistas neste
período é a sua luta dentro das organizações sindicais
para dar umajusta orientação à luta dos trabalhadores epara
a adesão do movimento sindical português à Internacional
Sindical Vermelha.
A questão da filiação na ISV é discutida no Congresso
Nacional Operário, em Setembro de 1922, na Covilhã. As propostas
dos partidários da ISV são derrotadas, mas, apesar disso, as suas
posições no movimento sindical continuam a ser muito fortes. Sob
a condução dos comunistas, organizam-se Núcleos Sindicalistas
revolucionários, que obtêm a adesão de muitos sindicatos.
Com a criação e acção do PCP acelera-se a necessária
clarificação das tendências do movimento operário.
Ê dado um importante impulso à consciencialização
e desenvolvimento político das massas trabalhadoras. Mas as dificuldades
desta luta são grandes. O nível de preparação política,
teórica e prática dos militantes é ainda baixo. Falta ainda
ao Partido uma formação marxista-leninista e uma direcção
de militantes politicamente experientes.
Extraído do livro "60 anos de luta"

Confesso que estou curioso para ver como resultam ao vivo as canções do Rodrigo Leão, desde os tempos dos Sétima, passando pelos Madredeus, até aos últimos discos em nome próprio. Amanhã se verá.