2006-04-29


Concerto Comentado!
Foi com agrado que verifiquei no "Maré Cheia" de Maio que a Camerata Municipal do Barreiro vai actuar no nosso Fórum no dia 20. Existe um vazio na nossa terra na promoção deste tipo de música que se reflete nas opções que a maioria dos jovens faz, quando escolhe aprender um instrumento. Penso que estas iniciativas são de congratular. A aprendizagem da música ajuda a organizar melhor o cérebro e há quem a equipare ao ensino da matemática. Como é grátis, apelo a todos aqueles que possam levar os seus filhos, para que os levem. De certeza que eles vão lembrar-se mais tarde, e talvez para a próxima sejam eles a pedir para irem com eles.
Deixo-vos uma amostra do que a Camerata Municipal do Barreiro é capaz de fazer.
site: http://mega.ist.utl.pt/~atflm/index.htm#F

2006-04-28

Depois de uma boa meia hora a rir com o que se escreve num dos blogs de alhos vedros, que com falta de assunto e visitantes se batem no seu melhor assunto, DIZER MAL, surgiu este post.

Frases célebres

O homem que se vende é sempre pago por muito mais do que vale. - Orlando Rios

Ter dinheiro é o sonho dos mendigos, ter amor é o sonho dos reis. - Autor desconhecido

Todo homem tem três personalidades: a que exibe, a que possui e a que julga possuir. - Alphonse Karr (este tem de ter cuidado senão o av1 salta-lhe em cima).

Mas devido ao arrefecimento dos meus neurónios junto algumas giras

A bola roda, mas é porque a chutam.

Chutou com o pé que tinha mais à mão.

Aqui aconteceu cultura.

Lloyd Cole

Actua dia 14 de Maio pelas 22 horas no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
Baixa da Banheira no mapa cultural mundial mas, depois há quem goste de dizer
mal do Fórum, talvez os mesmos que antes criticavam o facto de não haver um
espaço cultural, enfim os eternos "velhos dos marretas".

2006-04-27

1º de Maio de 1974

Em 74, Álvaro Cunhal comemorava o 1º de Maio com o povo. Em 2006, devemos comemorar o dia do trabalhador pensando no futuro e lembrando as lutas que se travaram para melhorar a nossa qualidade de vida. Álvaro Cunhal foi um grande homem e um exemplo de persistência de luta por causas justas. Façamos do 1º de Maio de 2006 um marco na união dos trabalhadores e da luta por eles travada.

2006-04-26

Baixa da Banheira e a linha do comboio

Em conversa com dois amigos e dois banheirenses um pouco mais velhos notei ainda mais o efeito barreira originado pela linha do caminho de ferro. Diziam-me eles, os do lado de lá ... e os do lado de cá ..., referindo-se aos da zona sul e da zona norte. Eu que já morei dos dois lados nunca usei estes termos, mas senti a separação física, mais do que a comportamental. Quando queriamos ir para um dos lados ou o faziamos pela ponte de pedra, ou pelo túnel do apeadeiro ou pela passagem de nível, e aí sim era evidente. Todo o processo de crescimento da Baixa da Banheira foi feito a partir da linha, quer o físico na sua expansão urbana, quer o comportamental nas suas vertentes de grupo ou individuais. Parece-me que as várias gerações sentem o fenómeno de outra forma pelo que é interessante falar com outras pessoas para recolher opiniões.

2006-04-25

25 de Abril

Contra a injustiça
Contra a desigualdade
Contra a pobreza
Contra a opressão
Contra a exploração
Contra quem nos tenta calar
Contra quem nos ataca
cobardemente na escuridão

25 de Abril

Pela Liberdade
Pela Democracia
Pela Justiça
Pela Igualdade

Por um mundo mais humano, livre e justo
Lutar sempre pois os direitos e liberdades
não estão garantidos
Tem que haver educação, cultura, informação isenta e consciencialização do nosso poder, da nossa força
Viva o 25 de Abril
04h26 - O Rádio Clube Português transmite o 1º comunicado do Movimento das Forças Armadas, lido por Joaquim Furtado

00h20 – Nos estúdios da Rádio Renascença, situados na Rua Capelo, ao Chiado, Paulo Coelho, que ignora os compromissos assumidos pelos seus colegas do programa Limite, lê anúncios publicitários. Apesar dos sinais desesperados de Manuel Tomás, que se encontra na cabina técnica acompanhado de Carlos Albino, para sair do ar, o radialista prossegue paulatinamente a sua tarefa. Após 19 segundos de aguda tensão, Tomás dá uma "sapatada" na mão do técnico José Videira, provocando o arranque da bobine com a gravação que continha a célebre senha: a canção Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso.



cronologia do 25 de abril
a primeira senha foi esta, a outra foi o hino


Paulo de Carvalho - E depois do Adeus

2006-04-24

O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo vai receber nos dias 11, 12 e 13 de Maio uma extensão do 3º Festival Internacional de Cinema Independente - Indielisboa 2006.


11 de Maio, às 21h30m "Geminis" de Albertina Carri
12 de Maio, às 21h30m "Workingman's Death" de Michael Glawogger
13 de Maio, às 15h00m - INDIEJÚNIOR: Mostra de Curtas Metragens para crianças a partir do 6 anos

2006-04-23

"Desde que a regulamentação dos monopólios foi posta de lado, a maioria das estações de rádio do país passou para as mãos de grupos poderosos. Em quase toda a parte se podem ouvir programas religiosos de direita, criando uma tremenda base de actuação para os conservadores..."

Mitchell Einsen, psicólogo americano, in Visão nº 685 de 20 de Abril de 2006

Segundo alguns especialistas mundiais o petróleo deve estar próximo do seu pico de exploração, ou seja, a quantidade disponível a partir dos nossos dias será cada vez mais reduzida. Isto leva a guerras por controlo e a uma súbida incomportável de preços. Surge então uma questão- Porque é que as energias renováveis não são mais utilizadas? O que nos leva a outra, com reposta bem mais fácil- Quem ganha com isto?

2006-04-22

E a cantiga foi uma arma.
Carlos Gil
De um nosso vizinho, agora representado por um tal Sr. Vendido, chegou-nos mais uma dose do mesmo veneno, a que infelizmente já nos fomos habituando.

Afirma o tal Sr. Vendido que os meus posts sobre o comércio local (parte I e parte II) se englobam numa acção de campanha, que com uma alusão ao PDM indicia concertada a partir da CMM, e que teria como fim criar a imagem de que as novas superfícies comerciais no concelho não teriam um impacto importante no comercio local.

Meu caro, até hoje escrevi sempre em meu nome, sem fontes, e sem encomendas. Não sei se poderá dizer o mesmo, mas isso é um problema seu.

Outra nota que queria deixar ao Sr. Vendido: o maior ataque que actualmente é feito ao comércio local deve-se à diminuição do poder de compra dos portugueses, e aí a CMM não terá assim tanta responsabilidade.

Quanto ao assunto do post em si, é evidente que o comércio local será afectado, como já o foi com o Feira Nova no Barreiro, com o Carrefour no Montijo, com o Continente no Seixal, e a julgar pelo que escreve um colega seu de blog, um tal de AV1 que por certo conhecerá, até pelo El Corte Inglês de Lisboa, bem como pelos Lidl, Modelo, etc. E como também já foi pelo normal desenvolvimento da nossa sociedade. Já dificilmente encontro um sapateiro, e com muita pena minha, mais difícil ainda é encontrar uma gelataria com gelados caseiros. O que escrevi, e que reafirmo, é que no meu caso, um determinado tipo de comércio local, especializado e com qualidade a preços apetecíveis não será afectado, nem aqueles estabelecimentos cuja proximidade é o factor relevante. A este fenómeno é usual dar-se o nome de concorrência.

Talvez não saiba mas os comunistas não são contra o comércio, nem contra as empresas em geral. Os comunistas não gostam é de patrões que exploram os seus empregados, e é por isso que sempre tiveram uma acção importante nos sindicatos e nas lutas dos trabalhadores. Estas superfícies não são propriamente o exemplo de bem tratar os seus empregados. É verdade. Nem, muitas vezes, o comércio local. O que é necessário é estar atento, não é?

Mas para não ficar a pensar, erradamente, que não utilizo estes espaços das grandes cadeias comerciais, confesso-lhe que sou grande apreciador de alguns gelados do Lidl, de algumas camisas da Springfield, assim como gosto de passar pela Fnac e vasculhar livros e CD’s, por exemplo…

No fundo, e apesar do momento angular algo retorcido, o seu texto foi uma questão de spin.

2006-04-20





"É preciso que a riqueza seja de quem realmente trabalha e não de parasitas e banqueiros" Declarou Mário Soares perante milhares de pessoas, in jornal República, Abril 1974

2006-04-19

Comércio Local (parte II)

Desde que me lembro, o “avio” semanal sempre foi feito na Cooperativa na Rua de Moçambique, a fruta e os legumes vinham de uma pequena mercearia um pouco mais à frente, e a carne vinha do Talho do Chico. Poucas vezes fazíamos uma peregrinação até ao Pão de Açúcar, que normalmente sempre me agradou, não só pela passagem obrigatória no escorrega gigante do parque infantil no bairro Alfredo da Silva, mas também pelas panquecas que mais tarde se transferiram para o Feira Nova. Só com o aparecimento deste espaço é que esta rotina se modificou.

Mesmo assim o comercio local especializado ainda mantém a minha preferência em muitos produtos. Na minha rua existe uma mercearia onde compro o pão, uns bolinhos secos com amêndoa e qualquer outra coisa que momentaneamente falte na dispensa, o Talho do Chico continua a ter a melhor carne, os electrodomésticos foram na sua totalidade comprados na Prolar, em dias de festa o marisco vem sempre do Tejomarisco ali na Praceta dos Algarvios, em frente à Periférica onde comprei o meu computador, a fruta e os legumes passaram a ser comprados no Mercado da Zona Sul, e até o fato do casamento foi comprado nos Pereiras. Não se trata aqui de algum tipo de altruísmo. Os preços são bons e a qualidade também.

As novas superfícies comerciais que se apresentam no Concelho virão concorrer com estas lojas? No meu caso tenho muitas dúvidas. Os principais concorrentes deste espaços serão outras com características semelhantes, nomeadamente o Feira Nova, o Modelo, Dia/Minipreço, o Lidl, e a Cooperativa que, provavelmente devido à sua localização central, continua a sobreviver as estas sucessivas investidas...

À pergunta do Rostos On-line respondo que a futura ponte Barreiro-Chelas deverá ser apenas ferroviária, e com capacidade para suportar o tráfego suburbano simultaneamente com ligações nacionais e tráfego de mercadorias.

Esta é a modernização da Linha do Sado que se impõe.

2006-04-18




Dúvida, ou não.

Com o aumento do combustível, que foi um dos factores para determinar a inflação, que por sua vez é um dos factores para determinar os salários e que agora é revista em alta (cerca de 3,1 para a previsão inicial de 2,5), será que os salários vão ser aumentados. Será que vai haver um aumento intercalar para suportar o aumento do custo de vida?

A+B=C

2006-04-17

O jornal O RIO iniciou na edição passada, a nova colecção “Barcos d’O RIO”, uma reprodução em azulejos dos barcos que navegaram no Tejo, até meados do século XX.
Este coleccionável é constituído por 16 cromos que sairão, quinzenalmente, no Jornal O RIO. Os leitores poderão recortar os cromos e colá-los numa caderneta que, nesta edição, é distribuída gratuitamente, assim como o primeiro cromo.
Ao coleccionar estes cromos e como as cadernetas são numeradas, terá também acesso a um sorteio de três prémios, tendo, então, de apresentar a caderneta cheia com todos os cromos publicados:
1º Prémio: Um painel de 6 azulejos com a Falua e o Catraio, barcos de passageiros, preço estimado de 70 euros; 2º Prémio: Um relógio num azulejo de 30x20 cm, com a Falua, preço estimado em 40 euros; 3º Prémio: Um Azulejo de 20 x 20 cm com a Falua, preço estimado de 20 euros
Todos estes trabalhos foram vidrados e pintados à mão por: Luís Cruz Guerreiro e são oferta da Azulejaria Artística Guerreiro, para este novo coleccionável do jornal “O RIO”. O patrocinador da caderneta é Francisco Guerreiro – “Talhos Nova Era”.
A edição online disponibilizará a caderneta brevemente, mas não será numerada. Apenas as cadernetas da edição impressa dão acesso ao sorteio dos três prémios.

Iniciativa de louvar.
CE ou pura e simplesmente CEE

Pensava eu- porque raio mudaram o nome de Comunidade Económica Europeia para Comunidade Europeia. Até que, click, fez-se luz- é só para disfarçar. A convergência económica é a vontade, concentrar tudo nas mãos dos grandes grupos económicos, acabar com os serviços públicos e o resto da convergência não interessa. Às favas com os salários, com o sistema de saúde e tudo resto. Vivam os capitalistas monopolístas e os partidos democráticos que para isso contribuiram.



Outras das memórias que melhor guardo do periodo revolucionário, são os desenhos do João Abel Manta, provavelmente graças à colecção de selos que há uns anos abandonei a um canto.
Comércio Local (parte I)

Uma dúvida de quem não usa os mercados de rua, nem sabe se quem lá vende é habitante do concelho ou não, mas que usa o comércio local especializado:

Dado que existem 2 Mercados Municipais que servem a freguesia da Baixa da Banheira, e existe comércio local com os mesmos artigos, será que ainda faz sentido existir um mercado de rua?

2006-04-15


Para quem quiser ver o Judas a arder!

Hoje dia 15 Abril às 21.30 em Palmela vai-se realizar no seu centro histórico, mais uma queima do Judas. Organizado pela Câmara Municipal de Palmela com Associações do Concelho entre elas a associação PIA; os grupos de teatro: TELA, ATA, As avozinhas. Decerteza umas boas amendoas para os amantes de fotografia (e não só).

P.S.
começa no largo dos Loureiros

Foi num dia destes (chuvoso) que há acerca de 1973 anos Jesus se encontrava na cruz após ter sido denunciado por Judas Escariote. Este após a morte de Jesus, por remorsos, se enforcou numa árvore. Esta foi a história até esta Páscoa. Agora foi traduzido um papiro que foi encontrado nos desertos do Egipto, que mais não é do que o "Evangelho de Judas". Escrito em língua copta, que era a língua que então se falava no Egipto. Este papiro escrito 180 anos após outros Evangelhos que fazem parte da Bíblia revela entre outras frases que Jesus terá dito a Judas: "Irás superá-los a todos, pois sacrificarás o corpo que me reveste.". Esta frase revela que existia uma conivência entre eles em relação ao facto consequente em que Judas o denuncia aos soldados de Caifás.
O Evangelho de Judas entra em confronto com o que conhecemos que Jesus terá dito quando Judas o Beijou: "Beijas a quem atraiçoas.". Também em relação aos 30 dinheiros, porque é que precisaria pedir dinheiro se o plano era simplesmente denunciá-lo (a Jesus)? Estas e outras perguntas surgirão ao longo do tempo, conforme se vai conhecendo mais sobre o conteúdo do papiro.

Mais informação em:
http://www9.nationalgeographic.com/ngm/gospel/feature.html

2006-04-12

Monte Santa Helena

















O monte de Santa Helena é um vulcão americano mas para mim é uma das maravilhas naturais do mundo. De uma beleza estonteante "encerra" em si riscos naturais tremendos. Em 1980 uma erupção fora do normal, não pelas consequências ou pela sua magnitude, mas pelo mecanismo (que passarei a explicar depois) provocou uma destruição sentida a centenas de quilómetros (se contarmos com as cinzas e a sua movimentação atmosférica-milhares de quilómetros). O mecanismo basicamente consistiu numa erupção dita normal, acrescida de um deslizamento do sector que podemos observar na fotografia, provocando uma libertação rápida dos materiais que se encontravam no cone vulcanico, ampliando a erupção propriamente dita. O deslizamento deu-se devido à existência de uma fractura no cone que devido às pressões e à circulação de material nos espaços livres, provocou a cedência.
Algumas "não pessoas" ou seja nicks, têm insinuado, deixado no ar que eu sou uma nova cara no blog , que apenas quer aparecer para subir. Subir só se for quando faço escalada porque se falarmos das mesquinhices politicas a que essas "não pessoas" se referem, estão muito enganados.
Eu não tenho partido, não quero ter, não sou militante, não quero ser, como tal não tenho para onde subir e não quero.
O que quem lê tem que diferenciar é o seguinte: Nunca me viram defender o Nuno Cavaco politicamente, quem o quiser atacar ou criticar em termos ideológicos e politicos está no seu direito de discordar, desde que o faça com educação.
Nunca me viram defender o Nuno Cavaco politicamente porque ele não precisa, porque se sabe defender desses ataques muito melhor do que eu poderia defendê-lo.
Eu próprio umas vezes concordo com ele, outras discordo mas, digo-lhe sempre a ele, somos amigos não preciso concordar nem discordar no blog.
Agora quando atacam o Nuno Cavaco com mentiras, quando o atacam pessoalmente , especialmente quando o fazem de modo mesquinho e cobarde, eu vou defendê-lo, porque eu defendo os meus amigos, defendo os meus amigos seja de quem for e ainda mais o farei quando os atacantes forem "não pessoas" cobardes com nicks que não têm coragem de assumir o que dizem, que espalham mentiras.
Alguns já me criticaram por defender o Nuno, que como somos amigos que nos defendemos etc...
Eu deduzo que o facto de amigos se defenderem mutuamente possa fazer confusão a certas pessoas, ou não pessoas, porque essa gente não deve saber o significado da amizade, talvez sejam tão mesquinhas, tão pequeninas de carácter que não têm amigos, talvez...
Se assim for tenho pena dessas pessoas porque perdem um dos maiores valores da vida, a Amizade.

2006-04-11

Sebastião Salgado foi mais um dos grandes fotojornalistas que esteve em Portugal em 1974. Então em início de carreira, fotografou militares e povo em manifestações, cooperativas no Alentejo, e mais algumas imagens que normalmente associamos ao período revolucionário. Mas a imagem que destaco, provavelmente feita num período já posterior, aborda uma temática que viria anos mais tarde a resultar num dos seus mais brilhantes trabalhos. Êxodos documenta os fluxos humanos que durante os anos 90 marcaram uma grande parte do mundo.

Os Retornados, nome com que designamos todos os que após a revolução abandonaram as agora ex-Colónias, mesmo àqueles cujas famílias viveram em África durante várias gerações, ou ainda aos que nunca tiveram nada a ver com este pedaço de território europeu, chegaram com o seu modo de falar e os seus hábitos enriquecendo a nossa cultura, espalhado-se pelo país voltado às suas terras de origem ou ficando pelas periferias de Lisboa. Na Baixa da Banheira, o Vale da Amoreira foi por esses dias um depositário das suas angustias, porque arrancar alguém de uma casa que consideram sua deixa sempre marcas. Alguns voltaram apenas com a roupa no corpo, outros nem por isso, mas o que o governo fascista não fez, provocando uma guerra injusta, e que muito consciencializou o povo português para a necessidade de uma revolução, era uma urgência a que o Movimento das Forças Armadas respondeu de imediato, iniciando o processo de descolonização que outras potências coloniais europeias tinham feito nas décadas anteriores.

2006-04-10

Algumas datas importantes da Baixa da Banheira


1403 Primeira referência ao Lugar da Banheira.
1938 Foi fundado o Ginásio Atlético Clube da Baixa da Banheira.
1940 Foi oficializado o topónimo de Baixa da Banheira (terras baixas da Banheira do Tejo).
1943 A 23 de Julho a PVDE/PIDE/DGS prendeu, na Baixa da Banheira, 123 pessoas, em represália pela greve na CUF.
1950 Baixa da Banheira passa a dispor de electricidade.
1959 Realizou-se em 11 de Julho, a primeira Festa em Honra de S. José Operário.
1960 Inaugura-se em 12 de Julho a Igreja de Nª Sr.ª de Fátima. O recenseamento populacional atribui à Baixa da Banheira 12.525 habitantes, sendo assim o 34ª aglomerado populacional do país.
1961 Luta dos operários corticeiros da Socorquex. Grande agitação popular, na Baixa da Banheira, nas comemorações do 1º de Maio.
1965 Luta dos operários da Gazcidla, no Rosário e da Cerâmica Lusitânia, na Moita. A População da Baixa da Banheira descontente com a Câmara da Moita, cria uma comissão para passar para o Barreiro e manifesta-se exuberantemente na comunicação social e nas ruas.
1967 A 26 de Janeiro, o Diário do Governo publicou a criação da Freguesia da Baixa da Banheira.
1969 A 27 de Outubro, o concelho da Moita passa de concelho rural a concelho urbano de 1ª ordem. Grande manifestação popular vinda da Baixa da Banheira a pé até aos paços do concelho, protestando contra a guerra colonial e por eleições livres. A 27 de Outubro, foi também criado o Bairro Administrativo da Baixa da Banheira.
1971 Grande manifestação na Baixa da Banheira com greves nas fábricas de têxteis (GEFA) e dos corticeiros de Alhos Vedros, contra o fascismo e a guerra.
1972 A 8 de Julho é inaugurado o Apiadeiro da CP. Grandes manifestações pela libertação de antifascistas do concelho da Moita, presos pela PIDE/DGS.
1973 A 8 de Abril, foi o 3º Congresso Democrático de Aveiro, no qual a juventude do concelho da Moita participou massivamente.
1974 A 25 de Abril, grande manifestação de alegria popular em todo o concelho. É constituída uma Comissão Administrativa para gerir a Câmara, até às eleições.
1976 A 11 de Abril foi assinado o Protocolo de Geminação com Plaisir. A 12 de Dezembro, realiza-se as primeiras eleições livres para os órgãos autárquicos no concelho, saindo vencedora a FEPU (Frente Eleitoral Povo Unido).
1983 A Câmara, a 11 de Maio, aprova por unanimidade, a declaração do concelho como zona desnuclearizada e adere ao movimento ZLAN.
1984 A 16 de Maio, a Baixa da Banheira passa a Vila, por decisão da Assembleia da República. A 23 de Outubro foi assinado o protocolo de Geminação com Pinhel.
1988 A 11 de Março, é criada a freguesia do Vale da Amoreira, separando-se da Baixa da Banheira.

É ou não é uma terra singular.

Argumentação

Apetece-me partilhar uma conversa que mantive hoje com um amigo. Dizia-me o meu amigo, olha que eles querem é que tu respondas e te passes. E eu respondia, deixa-lá que eu gosto. Então ele dizia parece o gato fedorento. Lembro-me de um que era mais ou menos assim:

- Você é uma grande besta.
- Grande besta é você.
- Não falo mais consigo porque você é mal educado.

Isto já parece as minhas discussões (se é que se pode chamar discussões a isso) com o Av1 e os seus amigos.
França e as semelhanças com a Baixa da Banheira

Em França, bem como na Baixa da Banheira sempre houve um espirito de justiça. Em França, bem como na Baixa da Banheira sempre se lutou por um mundo melhor. Em França, a luta deu resultados mais uma vez. Na Baixa da Banheira lutamos, mas falta trazer outras freguesias para a luta para vivermos melhor. O passado e o presente da Baixa da Banheira surgiu da consciência da sua população e a prova disso é a quantidade de democratas e anti-fascistas banheirenses. Enfim, a Baixa da Banheira é mesmo uma terra singular.
Solidariedade e União Venceram

FRANÇAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

CPE Retirado, a contestação , união e solidariedade entre franceses surtiu efeito.
Ora aí está mais uma prova de que vale a pena lutar pelos nossos direitos. Como não acredito que isto seja um caso arrumado, é necessário estar atento ao que aí vem, não só entre os gauleses, mas essencialmente entre nós.

Dirão uns que é a globalização, eu diria que é apenas capitalismo, porque a globalização pode ser muitas outras coisas...


Existem episódios da história da nossa revolução que só se podem explicar pelas próprias características daqueles dias. Um governo entrar em greve é um destes casos.

2006-04-08

O crescimento urbano na Margem Sul

Sabe-se e comprova-se facilmente com recurso a fotografia aérea que o crescimento urbano aumentou na margem sul muito rápidamente a partir da construção da ponte 25 de Abril, o que fomentou um aumento do preço dos solos na margem sul (mais apetecível a construção) que mesmo assim era muito inferior ao de Lisboa. No Montijo e arredores a ponte Vasco da Gama tem o mesmo efeito. Com este conhecimento sabe-se que uma futura ponte Barreiro-Lisboa erá provocar o mesmo. A situação no nosso concelho, que não é uma ilha, evoluí mediante este quadro conjuntamente com a construção de boas vias de comunicação rodoviárias em detrimento das ferroviárias com uma não aposta na nossa linha do Sado. O quadro é este e preve-se maior crescimento urbano nos próximos tempos. A solução para estancar o crescimento passa pela alteração aos modelos de financiamento das autarquias, bem como no desincentivo por parte do estado no apetecível preço dos solos, isto é tornar os negócios menos rentáveis, balizando os valores do preço dos terrenos, o que faria baixar o preço das habitações bem como dininuir a construção. A par disto podiam entrar benefícios fiscais a quem promove a requalificação urbana, tanto a particulares como a entidades com poder administrativo. Se isso não for feito o caminho é o mesmo de há cerca de 60 anos- o crescimento urbano desmesurado.
Se no velho Oeste Americano os videirinhos foram os proprietários dos bares onde os mineiros, no jogo e nas orgias, «derretiam» o fruto de incalculáveis perigos e sacrifícios, a Baixa da Banheira conheceu tais oportunistas através dos proprietários de autênticas sanzalas, erguidas em pátios exíquos, «moradias» sem ar, sem luz, sem esgotos e algumas sem sol... Barracas, de uma ou duas divisões feitas de tábuas desconjuntadas e telhas mal unidas, e outros tugúrios onde se albergavam famílias de quatro ou mais pessoas, verdadeira armazenagem de carne humana, numa promiscuidade confrangedora, cancros sociais, factores de incestos e estupros que, ao que sabemos, felizmente não aconteceram, mas que não deixaram de marcar nas pessoas, principalmente nas mais jovens, um sentimento de revolta pela sociedade que as sujeitava a um viver irracional.

Para além disto, tal ambiente era bastante propício à propagação de doenças, não só pela falta de espaço suficiente a uma vida salubre, como até pelas condições higiénicas, pois como é óbvio, o destrambelhado crescimento da terra fizera-se sem quaisquer regras urbanísticas, não existiam esgotos nem recolha de lixo ou de dejectos.

Ante a gravidade da situação a Comissão Administrativa da Câmara Municipal do Concelho da Moita, em sua Sessão de 27 de Maio de 1936, segundo conta a Folha 120 do livro de Actas, deliberou não autorizar novas construções de barracas de madeira nem edifícios de prédios sem que, pelo funcionário dos respectivos serviços de fiscalização, lhes fosse indicado o alinhamento competente, e na verdade, na sessão camarária de 17 de Junho do mesmo ano, foram indeferidos os pedidos de José Dias Salgueiro, António Bernardino e João Valente, que pretendiam construir barracas de madeira para habitação.

Contudo, esta disposição não impediu que as barracas se continuassem a construir abusivamente, facto que inexplicavelmente persistiu durante largos anos!

(...)

No entanto eram os pátios que mais contribuíam para a insalubridade e sordidez de aspecto do povoado nascente. Ardilosamente, os proprietários construíam legalmente uma moradia, ou moradias, em cujas traseiras deixavam um quintal com comunicação para a rua. Depois requeriam licença para um telheiro, ou armazéns de arrecadação, que finalmente acabavam como armazenagem daqueles que não podiam pagar renda duma casa de «gente»!

Em 1960 o recenseamento geral da população, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística, dava à Baixa da Banheira a surpreendente soma de 12.525 habitantes, exceptuando outros lugares que hoje constituem o seu termo.

(...) Esta cifra viria colocar a nova povoação na situação de 34º aglomerado populacional do país, portanto com uma densidade demográfica superior a algumas cidades tais como Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Elvas, Vila Real, Portimão, Guarda, Leiria, Portalegre, Bragança, Horta, etc..

in A Baixa da Banheira até aos nossos dias, José Rosa Figueiredo

2006-04-07

Finalmente parece que vai avançar a lei anti-tabaco, erradamente muitos fumadores afirmam que estão a colocar em causa o seu direito a fumar, nada mais errado.Ninguém coloca em causa do direito do fumador ao seu próprio suicidio, o que se pretende é que o fumador não arraste consigo o não fumador, é por isso que se pretende proibir o fumo nos locais públicos, o mais triste na mentalidade de alguns fumadores é que parece que nunca adquiriram consciência de que estão a lesar a saúde de outras pessoas e a colocar a vida dessas pessoas em sério risco, parece que se esquecem que a liberdade ( não a anarquia ) termina quando se coloca em causa a liberdade alheia, neste caso não se trata apenas da liberdade mas, também do direito do não fumador á saúde e á vida. O fumador para saciar seu vicio não tem o direito de prejudicar a vida dos não fumadores, o não fumador não prejudica o fumador, o contrário sim. Alguns fumadores com quem tenho falado utilizam os argumentos mais incriveis e nunca me parecem conseguir admitir que o vicio deles MATA os outros.Durante anos o poder das tabaqueiras , os muitos impostos pagos ao estado sempre funcionaram para não se avançar com esta lei mas, agora parece que se chegou á conclusão de que esses impostos não cobrem as brutais despesas de saúde relacionadas com o tabaco e as muitas doenças graves que provoca. Já para não falar em baixas e população pouco saudável que afectam e muito toda a economia de um país, pesquisem ciclo económico da saúde e vão entender o que estou a dizer, é um esquema muito simples.
Em relação ao que falei sobre fumadores, refiro-me a alguns e não a todos como é óbvio.
Falta de civismo parte II

Mais uma vez vi numa das passadeiras da Baixa da Banheira um peão quase a ser atropelado. Isto não pode continuar.

quem é que ainda se lembra da maioria silenciosa?

2006-04-06


"Não se deixem vencer pelo medo"

Manifesto

Quem já não ouviu isto nas noticias? As multas poderão ir até aos 5000 euros, quem for "apanhado" a roubar músicas da Internet...Pois bem, é altura de acalmar o pânico de milhares de pessoas e de pais preocupados com o que os filhos fazem no computador.
1º - Os chamados "processos" vão ser criados pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) e/ou pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica). Neste ponto, há uma coisa que deve ser clara: nenhuma destas instituições tem autoridade para passar multas a quem quer que seja. O objectivo (imoral) é assustar os utilizadores de Internet e levá-los a pagar uma indemnização até 5000 euros, ou será levado a tribunal. Isto pode ser visto como chantagem, uma vez que ou pagamos, ou levamos com um processo. Estas empresas que vão enviar as tais cartas, não estão a agir através de um processo judicial (pois seria muito dispendioso processar individualmente milhares de pessoas) mas sim através de um processo civil. Que relevância jurídica tem isto? Nenhuma! Simplesmente ameaçam as pessoas e metem medo. Se alguma pagar, melhor. Se ninguém pagar, encolhem os ombros e passam ao próximo.
De facto há leis em Portugal, mas não são estas empresas que as escrevem.
2º - Onde está essa informação, e quem decide que valor é que se vai pagar? Em Portugal só há uma maneira de obrigar as pessoas a pagar multas ou indemnizações: o tribunal! Como o Bill Gates disse: "O nosso computador é tão confidencial como a nossa conta bancária". Sem processo em tribunal, ninguém (nem mesmo estas entidades) podem acusar, vigiar, espiar, exigir, passar multas, pedir indemnização, ter acesso ao vosso computador, ou "consultar" que downloads fazem.
3º - Para os menos entendidos, quem tem ligação à Internet, liga-se através de um IP (ex. 255.255.255.255) e mais nenhuma informação é transmitida (e atenção a isto).Quem mantém o registo a quem pertence cada IP ligado, é apenas a empresa de Internet a quem contraram o serviço (ex. Netcabo, Cabovisão, Sapo, Clix, etc.). Neste caso, só com um processo judicial é que a vossa informação confidencial é disponibilizada. Ou seja: receberam uma carta a pedir uma indemnização. Muito bem, há processo judicial a decorrer em tribunal? Não? Então a carta não vale nada. E se quiserem ir mais além, contactem o vosso fornecedor de Internet e perguntem como é que a determinada instituição obteve os vossos dados, sem autorização do tribunal. E se ainda quiserem ir mais além, iniciem um processo contra o vosso fornecedor de Internet, ou contra a instituição que vos "ameaçou".
4º - Quem faz download de qualquer tipo de ficheiros da Internet (seja musica, filmes, fotografias) é apelidado de "pirata informático" pela comunicação social. Mas há uma grande diferença entre fazer download e desfrutar desse mesmo download no conforto da vossa casa, e de fazer download de filmes e música e ir vender para a feira da ladra, ou qualquer outro local. Quem lucra com estes negócios de downloads para vender posteriormente, é que deve ser apelidado de pirata informático. Ou será que quando se gravava as telenovelas e os filmes da televisão em cassetes, também era chamado de pirata da televisão? É exactamente a mesma coisa. Em vez de copiarem da televisão, copiam da Internet.
5º - Neste momento, em Portugal não há nenhuma lei relativamente à pirataria informática (pelo menos explícita) e em que base se suporta, ou que diferenças existem entre consumo próprio ou para venda. Da mesma maneira que não há qualquer precedente de tal situação. Todos aqueles anúncios no cinema, nunca deram em nada nem nunca ninguém foi preso. Eram só campanhas!
6º - Se estivessem a infringir alguma lei, acham que seriam enviadas cartas para pararem com os downloads e a serem convidados a pagarem de livre vontade? Também ninguém manda cartas a um ladrão para parar de roubar no metro e entregar-se na esquadra mais próxima, ou a um assassino para parar de matar os vizinhos com a caçadeira, e para se dedicar à agricultura. É absurdo! Se neste país nem uma pessoa que viola crianças vai presa, quanto mais nós que nos recusamos a pagar multas! Tirar músicas da Internet dá multa até 5000 euros. E andar a 120km/h dentro de uma localidade dá 500 euros? Passar um sinal vermelho menos que isso? Desencadear um acidente em cadeia na auto-estrada porque se bebeu demais fica-se sem carta? Acham justo? Tirar músicas da Internet é que é mau para a sociedade, e os perigosos somos nós, não?
7º - Recentemente em França foi aberto um processo pelas indústrias e editoras similar a este, e até foi feita uma petição em tribunal para ser criada uma lei que punisse quem fizesse downloads da Internet. No entanto, o Juiz recusou-se alegando que se estaria a violar a divulgação cultural. Temos o direito de experimentar o produto antes de o comprar, ou não?
8º - Quem acham que perde com isto tudo? O terror instala-se, as pessoas começam a parar de fazer downloads, e a Internet em casa passa a ser usada para ver páginas e ler o e-mail. Quem precisa de grandes velocidade para isso? Ninguém...assim os consumidores começam a cancelar a Internet, ou a passar para uma mais barata. E quem sofre? O fornecedor de Internet.
9º - Há vários cantores e grupos de música nacionais que culpam a "pirataria" das baixas vendas que os seus álbuns conseguem no mercado.(...)
10º - Ora vejamos:Fim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Choque Tecnológico por água abaixo –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeuFim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Menos lucros dos ISP's –> PT apresenta prejuízo -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeuFim da Pirataria –> Aumento dos Processos que se acumulam nos tribunais –> Justiça mais lenta –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeuFim da Pirataria –> As pessoas não vão comprar Cd's só porque a pirataria "acaba" ou diminui podendo mesmo criar uma certa "revolta" contra as editoras e afins –> O povo começa a cagar para os artistas –> Menos lucros para editoras e artistas –> Mundo da música e não só com dificuldades –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeuContinuamos...?
11º - Ok, concordo que os direitos de autor têm que ser protegidos. Mas não concordo que um simples CD de música cujo custo de fabrico ronda 1 euro, seja vendido por 15/20 euros, em que apenas cerca de 2 euros vão para os artistas. E ainda têm a lata de chamar piratas a nós?
12º - Concluindo, não se deixem vencer pelo medo. Não digo para olharem para o lado caso recebam essas cartas, mas sim que se informem e que pesquisem as maneiras legais de se fazer o correcto. Informem e mantenham-se informados, pois basta haver um decréscimo dos utilizadores deste tipo para essas empresas pensarem que podem fazer tudo e que podem ganhar.Eu posso considerar-me culpado, mas sou culpado, não por fazer downloads de musicas e filmes mas pelo facto de fazer parte da classe média que mal tem dinheiro para pagar a renda de casa, e ainda faz um sacrifício enorme em pagar 60€ pela Internet, mais não sei quantos euros pela tvcabo, mais não sei quantos euros pelo telefone, mais não sei quantos euros pela assinatura mensal do telefone, e de trabalhar de sol a sol. Mas NÃO SOU CULPADO, pelos roubos de ministros, deputados, e administradores de empresas estatais, pelos buracos financeiros que causaram a empresas estatais. NÃO SOU CULPADO, pelo buraco financeiro em que o pais se encontra, e muito menos pelo valor do défice 6,8.Agora só vos peço para levarem a vossa vida atrás do computador calmamente, não castiguem os vossos filhos por algo que não estão a fazer, e acima de tudo, divulguem toda esta informação, para que essas empresas que vêm do estrangeiro, não pensem que somos uma cambada de saloios e que nos podem meter medo!(...)
Texto integral em XOOSE

Publicado por: Maria em Marinhagrande2006.blogspot.com
Aquilo que começou como um exercício para para um Curso de Artes Plásticas, transformou-se num fenómeno de culto graças à divulgação da SIC Radical. O DVD está à venda, o ficheiro divx circula pela net, tem site, tem crítica nos blogs especializados e está na Internet Movie Database.

Resta ainda dizer que o "primeiro filme ninja português" além de golpes de artes marciais nunca antes vistos e efeitos especiais ao nível do melhor que se pode fazer com um orçamento de 50 €, tem piada e um banheirense como protagonista.
Vivi o 25 de Abril numa espécie de deslumbramento. Fui para o Carmo, andei por aí… Estava de tal modo entusiasmado com o fenómeno político que nem me aprecebi bem, ou não dei nenhuma importância a isso da “Grândola”. Só mais tarde, com o 28 de Setembro, o 11 de Março, etc., quando recomeçaram os ataques fascistas e a “Grândola” era cantada nos momentos de maior perigo ou entusiasmo, me apercebi bem de tudo o que ela significava – e, naturalmente, tive uma certa satisfação.

Zeca Afonso


Gilles Peress

2006-04-05


Semelhanças entre uma piada e a realidade

Paulo Portas teve a brilhante e erudita afirmação esta tarde na Assembleia da República- "... o que nasce torto já mais se endireita". A frase normalissima, eu até já a disse várias vezes, o que não é normal é que este fascista a utilize para se referir à Constituição da República Portuguesa. É uma ofensa a todos os portugueses. Este senhor, adepto da evolução de abril marcelista, não sabe o que é vida, fala para defender meia dúzia e para atacar nove milhões. Sim eu sei, nem sequer merece um post, não merece nada, mas eu desabafo para a blogosfera.

Tendo consciência que a guerra era injusta e sem solução, que o regime era opressivo e sem capacidade de reconversão, que as Forças Armadas tinham conseguido o impossível para garantir ao Poder a capacidade de diálogo que ele recusava, só restava a sublevação, mesmo sabendo os riscos que ela acarretava.

Salgueiro Maia

Eduardo Gageiro

2006-04-04

http://ansol.org/politica/educacao

Secção Educação
por Rui Miguel Silva Seabra — última modificação 2006-03-18 17:46
O Software Livre encaixa-se como uma luva na educação dada a sua riqueza de aplicações de carácter educativo e de investigação, bem como aplicações que permitem a sua documentação.

Todos temos de nos esforçar para tentarmos divulgar o software livre, no entanto alguns especialistas disseram-me que mudar os sistemas de um dia para o outro é impensável, ou seja não é viável mudar uma organização que usa sistemas comerciais para estes softwares. Outro especialista do concelho disse-me que isto se prende com custos e que estes devem ser suportados pelo estado, incluindo autarquias. A nível político esta deve ser uma discussão trazida para a mesa, tanto para divulgação como para experiências. A educação é um bom exemplo. O site é de seguir e de consultar várias vezes. A dúvida persiste o software livre tem futuro ou é uma utopia.
A riqueza cria riqueza e a pobreza cria pobreza

Palavras ditas por um grande banheirense sobre a situação de Portugal.
Má fé

"No futuro, para nosso bem, parece-me importante combatermos com firmeza e determinação a ignorância e o expediente. Armas que nos subjugam e exploram."Manuel Madeira - 1:56 AM, Abril 01, 2006 em Comentário no Banheirense.

Porque será que, com esta conversa, me lembro mais uma vez da Criança que faleceu no Seixal e do buraco junto ao Moitense?- Brocas no seu Blog

Esta demonstração de má fé de usar a desgraça humana e ainda por cima colar esta situação a um senhor (meu amigo) que ele não gosta, é pura e simplesmente uma vergonha. O Brocas não percebe que o aproveitamento que fez de uma situação lamentável (não interessa aqui se a Câmara do Seixal agiu bem ou mal, interessa o uso que o Brocas fez da situação). Um uso lamentável e que mostra que na sua cegueira de bater no P.C.P. e nos seus militantes não tem limites. Aqui o Brocas dá razão a quem se queixa dos incógnitos e dos anónimos. Aqui o Brocas baixa o nível para um lugar sem retorno. Aqui o Brocas devia ter vergonha, mas não a teve colou a situação ao Manuel Madeira que não tem responsabilidade nenhuma sobre isto.

Proponho que se discuta realmente o que é importante e não que se tente descobrir se o Manuel da Esquina afinal também se chama Fialho. Mas as mascaras também servem para outras coisas como para os desfiles de carnaval, para os amigos do alheio. Ontem vandalizaram o carro da minha namorada. Estes senhores ao abrigo do escuro, qual disfarce, fizeram o que lhe apeteceu. Estes senhores são uma afronta à liberdade. Em conversa com 1 elemento da GNR da Baixa da Banheira ele dizia-me que as forças de segurança cada vez têm menos meios, o que não é de estranhar uma vez que todos nós temos menos meios. Lutemos também para que as forças de segurança possam melhorar os seus serviços e aumentar a nossa segurança.

2006-04-03

A culpa é da CMM!
E mai'nada !!!
Culpa do quê ?
De tudo.
Da falta de chuva.
Do excesso de chuva.
Da comichão na virilha.
Do cerol no orelhame.
Das rotundas ao abandono.
Da poeira na Fonte da Prata, agora que não chove.
Da lama, quando chove.
Das bicas mal escaldadas.
Dos penaltys mal assinalados.
Da existência de carrapatos.
Do coiso.
E do outro.
E também daquilo do outro dia.
Para não falar do buraco do ozono.
E acho que da globalização.
Acho não, tenho a certeza.
E do polícia gordinho que gosta muito de lanchar.
E do fiscal que gosta de almoçar.
E do outro que também.
E do prédio que caiu.
E do que nunca mais cai, ora bem.
E das camisas aos quadrados.
E dos coitados.
E dos emigrados.
E dos imigrados.
Não falando dos aleijados.
E drogados.
Malandros.
Os da CMM,claro.

pequena e sentida homenagem ao av1 que acha que a CDU e a CMM têm culpa de todos os males do mundo

Autoria do amigo Cacav
No Bolhetim Municipal de Março, que hoje me chegou às mãos, estão algumas fotografias de que gosto bastante, feitas por um fotógrafo banheirense cujo nome não vejo referido em local nenhum, nem sequer na fotografia da capa, que abaixo reproduzimos, e que se refere à actuação da Companhia Portuguesa de Bailado Comtemporâneo com o espectáculo "A Família Tavares", incluída no ciclo Teatrando 2006, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo.

O autor é o José Júlio Presumido, outro amigo de longa data, e autor de muitas das fotografias publicadas pela Câmara, e onde raramente se refere o seu autor.
Logo após o dia 25 de Abril, vários foram os fotógrafos que rumaram a Portugal. Atrevo-me a dizer que em plena guerra fria, a revolução dos cravos foi para estes homens, observadores do mundo por excelência, um grito de esperança. Entre eles encontramos nomes como Sebastião Salgado, Jean Gaumy, Guy le Querrec e Gilles Peress, que assim se juntaram a portugueses como Eduardo Gageiro, Alfredo Cunha ou Carlos Gil que, com o povo, percorreram as ruas da revolução de objectiva em riste.

Durante este mês vou tentar mostrar algumas das suas imagens.

Alfredo Cunha

2006-04-02

Sobre a manifestação de dia 1 de Abril os jornais de hoje pouco ou nada traziam, mas ainda consegui ver 3 fotografias do Belmiro de Azevedo. As tentativas de silenciamento por vezes saem caras e os trabalhadores portugueses já o demonstraram.
As brincadeiras despreocupadas de criança, numa terra onde a Revolução de Abril foi recebida com uma explosão de alegria, fizeram com que a quase totalidade das minhas primeiras recordações de infância seja bastante felizes.

Os espaços por preencher entre os prédios da minha rua transformavam-se em recreios para jogar ao espeta e ao pião, ou a qualquer outra coisa que eu e os outros miúdos da minha rua, alguns deles hoje amigos para a vida, nos lembrássemos. Mais a baixo estava o que ainda restava da Quinta do Petinga, e que oferecia as velhas figueiras, oliveiras e laranjeiras para treparmos. Logo ali atrás estava o Parque Estrela Vermelha com os seus baloiços e campo de jogos. Junto ao rio, as salinas eram outro mundo que começávamos a explorar.

No meio de toda esta alegria, aquelas que possivelmente serão as primeiras imagens que retive prenderam-se na preocupação e ansiedade, como sempre mal escondida, com que a minha mãe olhava naquele dia as notícias na televisão. O meu pai estava ausente e era por ele que nós procurávamos enquanto uma pequena televisão, emprestada por um amigo, debitava imagens do Parlamento. Passa uma figura magra, de cabeleira farta e óculos que nos acena. Ali estava ele. Voltou algum tempo depois, exausto e de barba por fazer. Anos mais tarde identifiquei este episódio com o cerco à Assembleia Constituinte, em vésperas do golpe de 25 de Novembro.

Hoje não posso assegurar que a tal figura seria efectivamente o meu pai, nem mesmo se a chegada fosse a referente a estes dias, pois também me lembro das vigílias no Centro de Trabalho e das barricadas no 25 de Novembro, mas as memórias são assim, e estas são as minhas.

Faz hoje 30 anos que foi votada e aprovada a Constituição da República Portuguesa, e entre aqueles que colocaram em Lei a nossa jovem democracia estava um jovem de 33 anos, banheirense, eleito no círculo eleitoral de Setúbal, pelas listas do PCP.