2008-11-06

OBAMANIA (items de entendimentos)




2008-11-04

Não aceitamos ser prejudicados, mais uma vez!!!

O Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, vulgarmente conhecido como PIDDAC, apresentado pelo governo do partido socialista segue a tendência dos anteriores. Para 2009 prevê uma redução efectiva do investimento na Península de Setúbal, adiando o investimento em equipamentos e investimentos de máxima importância para a região. Na prática, o governo inscreveu mais 84,7 milhões de euros no PIDDAC em relação ao ano passado, com um total de 180 milhões de euros, mas estes diluem-se em alguns investimentos como: o estabelecimento prisional de Grândola, a ampliação do molhe leste do Porto de Sines, a variante Alcácer- 2ª fase e a ligação “Sines-Grândola Norte”, perfazendo mais de 113 milhões de euros. Este aumento em PIDDAC é muito localizado e específico e apesar de ser muito propagandeado não está orientado para resolver os problemas do distrito. Estudando um pouco mais esta questão, poderemos constatar que estes investimentos poderão ter como objectivo a entrega das actividades portuárias a grupos privados – à GALP e PSA no porto e a entrega das actividades logísticas na plataforma do Poceirão à Mota Engil, que tem na sua administração, Jorge Coelho, ex- ministro, ex-porta voz e “ex-homem do aparelho” do partido socialista.

Nos últimos anos, o Distrito de Setúbal foi o mais penalizado em termos de investimento da Administração Central. De 2002 a 2007 as verbas inscritas neste programa diminuíram em cerca de 60%, com a justificação da crise, mas com um aperto onde o espigão do cinto não encaixava nos mesmos furos, porque nos restantes distritos as verbas foram reduzidas em 20%, cerca de 3 vezes menos. Nestes últimos anos não foram feitos investimentos em áreas fundamentais como a saúde, educação, acessibilidades, associativismo e segurança.

Mas se ao nível do Distrito e da Península de Setúbal as contas foram as referidas, a nível concelhio assistimos nesta proposta a uma verdadeira castração das populações. O concelho da Moita vê reduzido o investimento previsto em 89,1%, o concelho da Alcochete em 88,7%, o do Barreiro em 61,3%, Palmela em 48,4%, Seixal onde as reduções chegam aos 25%, mas pelo contrário a verba prevista para o concelho do Montijo aumenta cinco vezes para obras de cariz essencialmente municipal. São números expressivos, que falam por si, mas que devem ser do conhecimento de todos.

Pode-se dizer que neste governo encarnou o espírito de ajudar os poderosos, porque com o dinheiro do orçamento do estado, ou seja com o dinheiro de todos os portugueses, consegue socorrer a banca com milhões de euros e na mesma leva fechar Centros de Saúde e Escolas e não investir em equipamentos e infra-estruturas essenciais para os portugueses como Hospitais, Escolas, Instalações de Forças de Segurança e Acessibilidades. Sendo já da História da Sociedade e da Economia do século passado, que os períodos e locais em que houve maior prosperidade no mundo corresponderam exactamente aos períodos e locais onde houve uma melhor redistribuição da riqueza, e apesar da crise financeira, económica e social que se nos apresenta, Sócrates e o PS preferem continuar na mesma rota: Tirar aos pobres para dar aos ricos!

Mais uma vez a luta é o caminho! O PCP, não esquecendo uma vez mais e como sempre, as dificuldades por que passam os trabalhadores e o povo português, proporá na Assembleia da República as alterações necessárias para que este instrumento corresponda aos interesses das populações, dos trabalhadores logo, também obrigatoriamente, do desenvolvimento do país.

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP
História muito breve das nacionalizações em Portugal.

1975 - A banca ao serviço do povo.
2008 - O povo ao serviço da banca.

visto em JoaoLuc

2008-11-03


Não percebo a insistência de muitas pessoas em classificar Obama, como sendo negro. Será por tiques de raça pura? Será que ninguém "reparou" que ele tem família branca e negra?

2008-11-02


Jerónimo de Sousa conseguiu sintetizar numa frase toda a política governamental: "Nacionalizar os prejuízos e privatizar os lucros".

2008-11-01

O Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) é usado como uma arma política pelo Governo. Apesar de um aumento das verbas previstas para o Distrito de Setúbal para o próximo ano, mas que mesmo assim continuam a ser inferiores aos valores de 2006 (o primeiro orçamento preparado por esta maioria), para alguns Municípios as reduções são drásticas. Barreiro com menos -61,3%, Alcochete que com uma redução de 88,7% passa a usufruir apenas 17.545 € a Moita, onde a redução é de 89,1%, são os Municípios mais prejudicados.

2008-10-31

2008-10-29

As contradições neste texto são muito interessantes:

“Com a construção de um grande aeroporto, no seu território, Canha vai entrar com a sua construção num novo ciclo da sua história.

A equipa que está a projectar o aeroporto e a Câmara Municipal de Montijo não podem deixar de ter em consideração a importância ambiental que representa o território da freguesia e a centenária história da Vila de Canha.

Penso que as zonas urbanizáveis na alteração do Plano Director Municipal de Montijo devem aumentar para alguns milhares de habitantes e ter em conta a importância do património histórico que representa a Vila de Canha.”



Ou seja, vamos retirar o aeroporto do centro da cidade, e agora já podemos construir uma cidade em volta do aeroporto, mesmo que apartamentos às moscas no concelho do Montijo seja coisa que não falte. É claro que as medidas preventivas previstas na legislação são para ter em conta, mas tudo em nome do “património histórico da freguesia de Canha e o ambiente sem prejudicar o seu desenvolvimento”, uma terra “que estava a morrer aos “poucos”, com uma população muito idosa.”

2008-10-25


Aposto que o Sr. Primeiro Ministro e os Srs. Jornalistas que com ele conversaram se riram muito das patetices do Charlôt mas não viram o filme do Charlie Chaplin. Ou como dizia o outro: "Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara".

2008-10-23

A entrevista que esta semana Maria Filomena Mónica dá à Visão tem algumas partes hilariantes:

Se eu lhe perguntar se sabe cozinhar, por exemplo, soa a esquisito... É uma pergunta que se faz aos homens, já que as mulheres é suposto saberem...
Pois. E é que não sei mesmo. Pertenço a uma classe social e a uma época em que havia as criadas. Nós tínhamos empregadas. A minha mãe não punha os pés na cozinha e nós também não. Depois de casar, resolvi não facilitar. Se eu cozinhasse, iria gastar muito mais tempo do que a parte masculina do casal.

E, a partir daí, não cozinhou, mas por militância
Exacto, por militância!”

(...)

“Há para aí umas três pessoas cultas em Portugal”

(...)

Em que outra época gostava de ter nascido?
Em 1847, para aí... gostava de ter chegado à Regeneração, ao golpe do Duque de Saldanha, em que Fontes subiu a Poder, aí com 6 ou 7 anos...

Isso é a visão de uma historiadora. O que queria era viajar no tempo e observar com os seus olhos um período que lhe interessa...
Não. Gostava de ter vivido nessa época. Foi a época em que houve mais liberdade em Portugal, de expressão, de pensamento: é entre 1852 e 1890, até ao ultimatum.

Mais liberdade do que depois do 25 de Abril?
Sim, mas para um grupo muito pequeno. Eu teria ser da classe média alta ou da aristocracia.

(...)

Embora a condição feminina nessa altura...
Ah pois, esqueci-me de dizer: teria de ser homem! Se fosse mulher só mesmo da alta aristocracia do Paço.”

2008-10-22



Imagens das Obras da REFER na Baixa da Banheira, onde felizmente o mural foi respeitado. Mural esse, que a seu tempo será finalmente restaurado.

2008-10-15











O Prof. Moniz Pereira, aliás o “Sr. Atletismo” como é conhecido, vai estar no dia 16 de Out. pelas 21,00h no auditório da Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça na Moita, no âmbito do Mês do Idoso. Ele vem partilhar connosco alguns episódios graciosos e humorísticos da sua vivência enquanto atleta, treinador (de Carlos Lopes, Fernando Mamede entre outros), dirigente e sócio n.º 2 do Sporting C. P.

2008-10-14

2008-10-12

Porque a Magnum não é um grupo de velhinho a recordar as belas fotografias que faziam há 50 anos, Gilles Peress pode fazer isto.

2008-10-08

2008-10-07

"As decisões que o Congresso tem de tomar neste momento afectarão não só as perspectivas de curto prazo para a economia norte-americana, como também desenharão o tipo de capitalismo que teremos nos próximos 50 anos. Queremos viver num sistema em que os lucros são privados, mas as perdas são colectivizadas, em que o dinheiro dos contribuintes é utilizado para salvar empresas em processo de falência? Ou queremos viver num sistema em que as pessoas são responsabilizadas pelas suas decisões, em que o comportamento imprudente é penalizado e o comportamento prudente é recompensado?

Para quem quer que acredite no mercado livre, o risco mais sério da actual situação é que o interesse de uns quantos financeiros destrua as bases do próprio capitalismo. Chegou a hora de salvar o capitalismo dos capitalistas
." in jornal de negócios online

Quando já se fala assim é óbvio e mais do que certo de que depois do que se está a passar nada vai ser igual. A questão central é o tipo de sistema que queremos. Bipolar, Unipolar, participativo, repressivo, plural, com muito cuidado. Esse sistema depende de nós e da moral da história que retiraremos desta grave crise.

Não adianta agora vir somente com os chavões do costume, é urgente tentar criar mais riqueza e exigir uma distribuição mais justa da mesma. É urgente respeitar a liberdade em todas as suas formas e para tal importa inverter as políticas, valorizando o trabalho, valorizando as pessoas.

É agora a altura de inverter o que foi feito, apostando na produção e em quem produz e negar com muita força os remédios que nos querem apresentar, garantindo o quinhão dos gulosos à conta do povo trabalhador, mantendo tudo na mesma. A justiça não pode ficar à espera e esta, quero crer que tarda mas não falha.

Há muito a fazer agora que a verdade foi revelada.

2008-10-04

Redondo Vocábulo

2008-10-03

"Ser ou não Ser?" é o nome de uma serie sobre Filosofia que passou na rede Globo. Bem podia passar na nossa televisão para além das novelas. Aqui fica o 1º épisódio.



2008-10-01



Está certo...
ver mais em CGTP
Dia do [Sistema] idoso.
Numa altura em que vivemos uma crise de "valores", dificilmente pensamos naqueles que foram os jovens trabalhadores e sonhadores de outros tempos. Outrora, entre nós, a sua maioria vivia para subsistência cujo o sonho estava condicionado à dimensão de um prato. Eram tempos dos Padres, Professores, Doutores e Engenheiros e …do povinho. Nessa altura não havia o problema do idoso, pois na sua esmagadora maioria, morriam cedo devido não só aos "males" de saúde derivados de doenças mortais hoje tratáveis, de anos de trabalho de Sol a Sol, e também de uma atitude não-preventiva, resultado da mentalidade que então havia, trabalhar até cair, como se essa atitude os liberta-se da miséria que os ameaçava constantemente. E deveria… não fosse do outro lado social, estar alguém para quem estes não eram mais do que engrenagens da sua fortuna. Se hoje existem os recibos verdes, nessa altura eram pagos em pratos de sopa e "esmolas". Férias? era o trabalho dos ricos, que consistia em "torrar"  as suas fortunas em casinos e ballet roses. 
Por isso, é de perceber porque muitos anos de trabalho desses jovens de outros tempos, não são hoje contabilizados. Foi assim para muita gente até ao 25 de Abril de 1974. Nesses tempos antecedentes à revolução, os que intentavam em sonhar fora do prato, eram perseguidos pelos bufos cobardes, que eram recrutados entre a classe explorada a troco de uma sobremesa de restos, pensando que dessa forma, inverter a sua própria condição social, não percebendo que também eles eram peças da engrenagem corrupta das classes.
Hoje, temos 34 anos de Liberdade mas, talvez ela também esteja a ficar precocemente idosa. As engrenagens de outrora tentam corromper tudo aquilo que ela nos trouxe. Com a bandeira da globalização tentam inverter o fluxo do lucro que Abril nos trouxe. Os Bufos cobardes, já não são recrutados entre o povinho, mas entre aqueles que ele elege como seus representantes, a quem aliciam com uma "baba de camelo" em forma de um ordenado num cargo numa das empresas ex-públicas. Através de frases feitas, refazem discursos hipócritas jogando com aqueles que não têm "valores" e com aqueles que os têm, pretendendo refazer a engrenagem corrupta de classes. Lavam as mãos com o sabonete da competência, com intuito de tornar a apertar as mãos a quem lhes confiou o futuro não vendo que são eles que fedem a idoso, a velho, a podre Sistema.

2008-09-26


Num passado já distante de 3 décadas, e em condições completamente díspares das actuais, a Baixa da Banheira viu aparecer o Parque Estrela Vermelha como um lugar que fez respirar uma nova área. Aquele espaço defronte da Escola Primária nº2, e onde conviviam as crianças que por ali moravam, brincando nos seus tempos livres entre os baloiços e um diminuto campo de futebol pelado onde muitos deram os seu primeiros pontapés na bola, e onde existia também uma biblioteca pública instalada num antigo eléctrico da Carris alterado para o efeito, fizeram com que se encerrasse ao trânsito automóvel um troço entre a Rua Parque Estrela Vermelha e Rua 5 de Outubro. O percurso encerrado, envolvente à escola, incluía o seu portão, melhorando significativamente a qualidade e a segurança do espaço público.

Anos mais tarde, o Parque José Afonso reconverte toda uma zona degradada junto à margem do Tejo, entregando à população banheirense, e não só, um espaço único de fruição, de convívio e de desporto, numa longa frente de rio, criando um novo ecossistema urbano, sendo hoje um postal por excelência da Baixa da Banheira.

A Rua 1º de Maio, antiga zona central de comércio e de convívio banheirense, entrou há alguns anos num ciclo de declínio. Os motivos serão certamente vários, mas alguns encontram-se entre a brutal desindustrialização que varreu os pólos empresariais que durante décadas favoreceram o crescimento banheirense, empurrando, uns para empregos mais distantes, outros para o desemprego, e muitos ainda para reformas de miséria. Novas ofertas, não só em grandes superfícies comerciais (e atenção porque aqui ao lado, no centro do Barreiro, está a nascer mais uma), ou ainda a deslocalização do centro de convívio local para o Parque Zeca Afonso, poderão ser também outros dos factores que conduziram a que algum comércio passe por dificuldades. No entanto, o aumento do tráfego automóvel é um dos factores que comprovadamente afasta as pessoas dos centros urbanos, e com o aumento do número de automóveis na via pública, a antiga Rua 13 converteu-se num eixo de atravessamento da vila.

As obras que decorrem actualmente na Linha do Sado, e que fomentaram o encerramento das cancelas, forneceram à Baixa da Banheira mais um pretexto para reverter este processo.

Para este efeito, estou convencido de que o encerramento permanente ao tráfego automóvel de uma zona significativa da Rua 1º de Maio será uma ferramenta importante, mas que a qualidade e o tipo de intervenção serão fundamentais para o êxito desta operação. Um espaço agradável, com um sistema de iluminação pública eficiente, bem integrado, com equipamentos que promovam o encontro dos banheirenses, (re)criando uma cultura de espaço público que possa dar alguma resposta a necessidades de sociabilização, motivará uma zona comercial porventura com características diferentes daquelas que até há pouco conhecemos, porque longe vão os tempos em que estabelecimentos como “Os Pereiras” arrastavam clientes das freguesias limítrofes, poderão ser a chave mestra para inverter uma tendência.

Imagine o leitor o prazer que poderá desfrutar ao passar alguns minutos de conversa com um amigo com quem já não se cruza há algum tempo, apesar de continua morar no mesmo sítio de sempre, ali mesmo ao seu lado, e que durante este tempo a vossa conversa não é interrompida por carros que aceleram rua acima, ou que se sentam tranquilamente numa esplanada, enquanto os vossos filhos brincam em segurança. É uma ideia agradável, não é?

Agora importa juntar a população, os comerciantes, as autoridades locais e discutir, para tentar chegar a uma conclusão, que podendo não ser unânime, seja pelo menos do agrado de uma larga maioria.

2008-09-24

A Cooperativa de Consumo da Baixa da Banheira comemorou o seu 50º aniversário.

"Fernando Parreira, presidente da direcção da PLURICOOP, divulgou que estão em marcha novos projectos da cooperativa no concelho da Moita, nomeadamente a abertura de uma nova loja no antigo mercado da Baixa da Banheira"
Um grupo de jovens banheirenses foram a Alhos Vedros provocar desacatos
Mais uma vez, a nossa região é falada pelas piores razões e é um estigma do qual não conseguimos libertar-nos.  Este ajuste de contas, denuncia bem a incapacidade e o absentismo que existe nos pais e nas pessoas das suas comunidades no seu crescimento ético e moral. Muitos desses jovens que crescem entre nós e os nossos filhos, têm vidas familiares complicadas, mas pior que isso, vivem numa comunidade que ignora os seus problemas, deixando-os entregues dias inteiros às suas frustrações. "Como lixo", vão apinhando nas ruas, as quais, passam a ser o local onde encontram o seu semelhante. Como diz a música dos Delfins: "quando alguém nasce, nasce selvagem, não é de ninguém". Também eu acredito que estes jovens nasceram como qualquer um de nós, então o que falhou ou está a falhar? A Educação de um Ser não deve ser como uma linha de montagem onde quem não se encaixa no modelo instituído seja posto de lado, demonstrando dessa forma, a falha do mesmo.
Pelas noticias foram cerca de 30 jovens entre 16 e 20 anos, que se envolveram em desacatos. O que quer dizer que algo correu mal ou foi ignorado na sua formação neste início de milénio. Por este andar, bem podemos ir todos para a policia e andar armados que acabaremos por tornar-nos naquilo que mais tememos, no agressor. Não se pode ambicionar uma sociedade melhor, sob a lei da agressão pela agressão, ignorando as causas para o seu aparecimento. Decerto não será ignorando estes factos e deixando a porta para outros fecharem que iremos inverter a má fama da nossa região que já vem do milénio passado e nos deve deixar envergonhados mas não parados. Cabe ao Estado mas também às instituições públicas regionais e locais e nós próprios uma profunda reflexão sobre este problema. Esta situação é um grito de alerta de uma nova geração dos nossos jovens, que espero que alguém os ouça.

2008-09-21

Posso estar enganado, mas parece-me que passados 100 anos o tirocínio continua sob a mesma forma. Não tenho dúvidas (nem posso) de que, com o apoio de “um Estado pluricontinental e multirracial” e “orgulhosamente só”, a CUF foi uma grande empresa, e não só a nível nacional. O meu lamento vai para o que das comemorações oficiais dos “100 anos da CUF” transpira, e que se centra com tanto afinco na figura e na obra de Alfredo da Silva e muito menos nos milhares de trabalhadores que estiveram na base deste império industrial.

A CUF não pagava melhor por generosidade, mas por necessidade em convencer portugueses a trocar uma miséria rural em que sobreviviam pela miséria urbana em que passaram a viver. Foi assim que o Barreiro cresceu e a Baixa da Banheira nasceu. Os bairros operários, e os não distantes bairros dos engenheiros, foram peças de um ardil de um império que se coseu à base de muito suor, GNR e PIDE em porções empiricamente estudadas, sempre avaliadas ao menor sinal de que o caldo não teria o tempero correcto.

A tão valorizada “obra social” foi também um engenho bem pensado e oleado. A medicina no trabalho e apoio à maternidade porque empregados saudáveis e pais descansados produzem mais, um sistema de ensino pronto a fornecer a mão-de-obra qualificada que a empresa necessitava, e uma despensa onde muitos produtos à disposição permitiam à empresa reaver rapidamente muitos dos valores despendidos em salários. E só é de admirar que passados tantos anos, ainda anda por aí muita gente com responsabilidade, de gestão e não só, que não percebeu isto. Afinal este era o país do Fado, Futebol e Fátima, e se dos dois primeiros (especialmente do segundo) o Barreiro não se podia queixar, para a Baixa da Banheira ainda foi encomendada a terceira, com os resultados que se conhecem.

Eu também estou grato à CUF, basta comparar com as corticeiras que abundavam por aqui e onde a miséria era ainda maior, mas sei o que isso custou a muitos que por lá deixaram anos e saúde. Sei, por exemplo, que alguns dos grevistas de 1943 que foram presos em Caxias, quando foram libertados mais de um ano depois e sem julgamento, ao chegaram a casa já nem os filhos os conheciam, e depois foram anos até arranjar outro emprego, porque a fama de grevista é coisa que se cola com muita facilidade mas não é com sabão que se tira. Sei que alguns trabalhadores não chegaram à reforma porque da química já se sabe que os ácidos e as bases nem sempre se combinam nas proporções correctas, e dentro do pulmão é muito mais difícil contar até 3. Não esqueço o país e a época em que a empresa se desenvolveu e também por isso estou grato à CUF, mas mesmo assim, a herança ainda é pesada.

Na passada época futebolística fui assistir ao grande derby barreirense. À chegada cruzei-me com dois adeptos, cada um com o seu cachecol e cada um com a uma bancada de destino. No "até já" entre dois amigos lá veio a memória de outros tempos: “Não te esqueças de mandar um beijinho ao Engenheiro!”, troçou o de vermelho...

2008-09-20

O jornalismo nacional, e não me refiro ao apenas aos jornalistas ou às suas direcções mais ou menos submissas, mas sim a um sistema que permite concentrações de poderes perniciosas, está podre. O DN afunda-se a cada número, mas é sobre o exemplo do Público que o Nuno Ramos de Almeida escreve.

Sobre o jornalismo, e sobre o modo como se escreve em Portugal, deixei este comentário num blog de um director desportivo de uma TV qualquer:

Eu poderia dizer que a Bola não é o Record, mas que o Record se parece com o Correio da Manha e este com o (cada vez pior) DN; que a Tsf já foi uma rádio com informação, opinião(ões) e música, que o Público parece que é mas não é, que o Primeiro de Janeiro já foi, que o JN parece que tenta ser, que o Jogo mereceria melhor prosa (mas quem sou eu para falar nisso se até agora um parágrafo não acabei, e pontos finais nem vê-los); que na TVI o morangos estão azedos, na SIC não se vendem presidentes nem se ressuscitam hermanias e que na RTP ninguém sabe mais que um miúdo de 10 anos...
Alzheimer diaries

O Capitalismo é um monstro autofágico de reprodução sexuada

2008-09-19

2008-09-18


A Medalha de Honra do Município atribuida a Romanário Ornelas é de uma inteira justiça.







Campanha de ajuda humanitária ao povo de Cuba

As Caraíbas, o México o sul dos EUA foram nas últimas semanas afectados por vários fenómenos naturais extremos que causaram centenas de vítimas mortais e avultados prejuízos materiais ainda difíceis de contabilizar.

Em Cuba, afectada no espaço de uma semana e meia por dois furacões e uma tempestade tropical, e onde o furacão Ike assumiu proporções de grande gravidade, apenas a notável eficiência dos planos de emergência cubanos para este tipo de situações evitou que os violentos fenómenos naturais causassem um drama humano de grandes proporções, existindo contudo 7 vítimas mortais a lamentar.

Mas a destruição provocada é enorme e sem precedentes: Estima-se que 350.000 casas tenham sido afectadas, 30.000 das quais com capacidade de reconstrução bastante limitada. Em algumas províncias esses números significam 80% do total das habitações. Importantes infra-estruturas, como estradas, rede eléctrica e armazéns de reservas estratégicas, foram severamente lesadas. Uma primeira estimativa dos prejuízos causados em Cuba pelos furacões aponta para cerca de 150 milhões de dólares de prejuízos. Particularmente afectadas pela devastação foram as culturas agrícolas, o que já obrigou o governo cubano a recorrer a todas as reservas alimentares para atenuar os efeitos imediatos da escassez de alimentos.

Cuba é sempre o primeiro país a disponibilizar e a prestar auxílio – alimentar, médico e técnico - a todos os povos e países vítimas de catástrofes naturais ou de outras calamidades. Foi o primeiro a oferecer ajuda aos EUA aquando das terríveis inundações provocadas pelo Katrina, apenas para referir um exemplo recente e da mesma natureza. Contudo, mesmo sendo vítima de uma catástrofe natural destas dimensões, Cuba permanece sujeita ao criminoso bloqueio económico imposto pelos EUA – o mais longo da história da humanidade.

À semelhança de muitos outros países e organizações por todo o mundo é tempo de os portugueses furarem o criminoso bloqueio a Cuba e se mobilizarem para enviar para o País que está sempre na primeira linha da solidariedade internacional a amizade, o apoio e a ajuda que o povo de Cuba agora necessita. Cuba está sempre por todos, é altura de todos estarmos por Cuba.

Assim, por iniciativa da Associação de Amizade Portugal-Cuba, a que se associam muitas outras organizações sindicais, do movimento da paz, de variados movimentos sociais e políticos, lança-se em Portugal uma Campanha de Solidariedade com Cuba “Cuba por Todos, Todos por Cuba”, com o objectivo de fazer chegar ao povo cubano géneros alimentares de primeira necessidade (conservas, leite em pó, farinhas, massas e arroz, feijão) e recolher fundos para apoiar a reconstrução em Cuba.

Ao lançar esta campanha a Associação de Amizade Portugal-Cuba e as organizações subscritoras deste apelo apelam à participação de todas as organizações, entidades, públicas e privadas e cidadãos, nesta campanha para apoiar a reconstrução em Cuba.

Brevemente serão disponibilizadas informações sobre outros pontos de recolha dos alimentos para Cuba e o número da conta bancária para recepção de toda a solidariedade com que cada um possa contribuir.

Outras iniciativas de solidariedade com o mesmo objectivo serão em devido tempo comunicadas a todos aqueles que se queiram associar a esta campanha. Todas as informações podem ser obtidas junto do Secretariado Permanente da Campanha “Cuba por todos, todos por Cuba” que funcionará na Casa da Paz, em Lisboa.

As organizações subscritoras:

Associação de Amizade Portugal-Cuba

CGTP/IN

Conselho Português para a Paz e Cooperação

Juventude Comunista Portuguesa

Movimento Democrático das Mulheres

Voz do Operário



CONTACTOS:

Secretariado permanente da Campanha

Casa da Paz

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º – Lisboa (perto do Marquês de Pombal)

Contactos

Telefones: 213 863 375 / 213 863 575

Fax: 213 863 221

Telemóveis: 962 022 207, 962 022 208, 966 342 254, 914 501 963



E-mail: todosporcuba@gmail.com



Centros de Recolha:





Armazém Central de Recolha

Alameda D. Afonso Henriques nº 42 (junto à Fonte Luminosa)

Lisboa

(entrada de viaturas pela Rua do Garrido, lote 748, Lisboa)





Associação de Amizade Portugal-Cuba

Rua Rodrigo da Fonseca 107-r/c-Esq, Lisboa

1070-239 LISBOA

Telefone: 21 385 73 05



Conselho Português para a Paz e Cooperação

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º

1250-193 Lisboa

Telefone: 21 386 33 75 / 21 386 35 75





A Voz do Operário

Rua Voz do Operário, 13

1100-620 LISBOA

Telefone: 21 886 21 55



Movimento Democrático das Mulheres

Avenida Almirante Reis 90,7º-A

1169-161 LISBOA

Telefone: 218 160 980



Junta de Freguesia de São Vicente de Fora

Campo Stª Clara 60

1100-471 LISBOA

Telefone: 21 885 42 60



Juventude Comunista Portuguesa

Av. António Serpa nº 26 – 2º esq

1050-027 Lisboa

Telefone: 21 793 09 73

2008-09-15


Para hoje apenas os parabéns pelos 18 anos do Centro de Atletismo da Baixa da Banheira. Assim que tiver algum tempo mais livre tentarei fazer um apanhado da entrevista a Adriano Encarnação da ultima edição do Jornal da Moita.

2008-09-09

A imprensa livre em Portugal prefere um discurso inócuo da líder do PSD e um arrufo no PP à Festa do Avante!, ou como dizia o José Barata Moura no debate sobre os 160 anos do Manifesto do Partido Comunista, liberdade sim, mas desde que não se meta o capitalismo em causa, que o respeitinho ao patrão é muito bonito...

2008-09-03

2008-09-02

Confesso que tenho uma certa curiosidade em saber que candidaturas a este programa do QREN não foram aprovadas, mesmo tendo chegado a horas, por má qualidade das propostas apresentadas...

2008-09-01

A verdade acima de tudo

Na Terça-Feira, dia 26 de Agosto, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP visitou o concelho de Alcochete e nesta iniciativa, contestou a decisão/intenção do governo de entregar a gestão urbanística em redor ao Novo Aeroporto de Lisboa à ANA – Aeroportos de Portugal, empresa que está na calha para ser privatizada, passando assim, para as mãos de um privado o poder de decisão sobre o Uso do Solo em vários quilómetros quadrados no Distrito de Setúbal. O secretário-geral do PCP afirmou que não é aceitável que se tomem decisões destas à revelia das autarquias, considerando que este facto representa «uma expropriação das competências dos municípios em matéria de ordenamento do território e gestão urbanística». O assunto assume extrema gravidade não só no que respeita à Gestão do Território e ao respeito pelos órgãos eleitos democraticamente, mas também porque surge aliado à vontade de privatizar a ANA, “vendendo” assim mais um pouco da nossa soberania nacional.

O Bloco de Esquerda surge muitas vezes indignado com um suposto ataque do PCP às suas ideias e propostas, deixando de lado a política de direita do PS, mas vejamos na prática como a verdade vem ao de cima.

No meio de posições contraditórias quanto a este tema, António Chora, escreveu um artigo, a que deu o nome de “Agir enquanto é tempo”, onde reconhece a validade das palavras de Jerónimo de Sousa na denúncia do sucedido. No mesmo texto aproveita para fazer “ataques” ao Partido Comunista Português, o seu antigo partido. António Chora escreveu que as autarquias do Distrito de Setúbal privatizaram a “reciclagem das águas fluviais” entregando-as à SIMARSUL (deverá ser uma gralha e onde se lê “fluviais” deverá ler-se “residuais” e onde se lê “reciclagem” deverá ler-se “tratamento”, salvo melhor indicação por parte de António Chora) e a recolha de resíduos domésticos à AMARSUL (também deve ser uma gralha que António Chora poderá esclarecer melhor), o que, segundo a opinião deste nosso ex-deputado à Assembleia da República pelo distrito de Setúbal, resultou no aumento das tarifas de água, das taxas de recolha de resíduos e taxas de saneamento, e que este processo não se pode diferenciar em muito do que o Governo PS pretende fazer com a ANA.

Como isto é falso, importa “informar” António Chora de que para agir é importante conhecer. O PCP foi e é contra este modelo de serviços. Muito antes da criação da AMARSUL o PCP denunciou e lutou para que a filosofia de criação e funcionamento destas empresas fosse diferente, que o capital das autarquias fosse de pelo menos 51%, ao invés dos 49% actuais, para que a última decisão ficasse nas mãos das Autarquias. Se António Chora não sabe disto deveria ler mais, informar-se melhor, ou então apelar à sua própria memória!

No meio desta conversa lá vem novamente com a mesma cassete que de tanto ser passada já está degradada, criticando a Revisão do PDM, as alegadas irregularidades e ilegalidades que nunca são provadas mas que continuam a ser “anunciadas”, e os processos de descentralização em curso pelo governo socialista para as Câmaras Municipais no que compete à aprovação dos PDM´s e delimitação das Reservas Nacionais, quer agrícola, quer ecológica, nunca referindo o principal problema, que consiste na falta de articulação entre os vários Planos de Ordenamento do Território.

Nunca é tarde para lembrar que a Câmara Municipal da Moita foi das primeiras a elaborar um PDM, mesmo antes da legislação que os enquadra e sem um modelo de gestão territorial de âmbito nacional/regional bem definido. Importa também esclarecer que o edifício do ordenamento do território em Portugal prevê uma hierarquia nos Planos, do nível Nacional para o Local, mas que em Portugal se fez a casa pelo telhado, elaborando-se primeiro os PDM´s e só recentemente o Plano Nacional de Ordenamento do Território.

No seu artigo, António Chora critica ainda a aprovação do Plano de Saneamento Financeiro da Câmara Municipal da Moita, passando um atestado de incompetência tanto ao Município como ao Tribunal de Contas, para terminar com um ensaio do tipo Zandinga, sobre os resultados das eleições autárquicas, apelando ao voto dos abstencionistas.

Considera António Chora que todos aqueles que não votam o fazem por estarem desacreditados com a política praticada pela CDU. Se olharmos para os resultados eleitorais em 2005 no Concelho da Moita, verificamos que a CDU conseguiu 49,79% dos votos, aumentando a sua votação em relação a 2001, quer em percentagem passando de 41,4% para os actuais 49,79%, quer em termos absolutos (de 10751 votos em 2001 para 13930 em 2005), isto num acto eleitoral onde o número de votantes aumentou em relação a 2001, em termos percentuais, de 45,94% para 49,52%, (e em termos absolutos de 25968 para 27975 votantes).

Da relação entre os resultados destas duas eleições a única coisa que se pode aferir é que, ao contrário do que insinua António Chora, abstenção não favorece a CDU. Diria mesmo que não favorece ninguém, mas alguns “democratas” assim não o entendem.

Aproveito também para recordar que os eleitores dos concelhos da Moita e do Barreiro, votaram maioritariamente em Jerónimo de Sousa para a Presidência da República, vencendo o Secretário-Geral do PCP as eleições presidenciais nestes dois concelhos, com 30,90% dos votos na Moita e 30,01% no Barreiro.

Com este artigo espero esclarecer que estes argumentos, tantas e tantas vezes usados, não são válidos nem se transformam em “verdades”. Não basta opinar, temos de saber minimamente do que falamos porque se o não fizermos, então sim, estaremos certamente a criar mais abstencionismo e a desacreditar ainda mais a nossa política e os nossos políticos.

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP

2008-08-27









Estranho que a nível local, os partidos que se tem mostrado tão preocupados com “especulação imobiliária”, não tenham reagido a esta intenção/decisão do governo PS:

PCP contesta atribuição à ANA do direito de decisão sobre terrenos municipais em Alcochete


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu esta terça-feira que a atribuição à ANA -Aeroportos de Portugal do direito de decisão sobre a utilização dos terrenos municipais de Alcochete favorece interesses de especulação imobiliária.


Jerónimo de Sousa acusa Governo de tomar decisões sem ter em linha de conta o parecer das autarquias

«A ANA passa a ter o poder de decisão em relação a qualquer decisão autárquica não só aqui em Alcochete como em todos os concelhos circundantes. Há aqui um poder discricionário privado que tem como objectivo o lucro e que não está com certeza a pensar no bem-estar das populações ou nos interesses regionais», afirmou Jerónimo de Sousa.

O líder do PCP falava durante uma visita a Alcochete, durante a qual passou por algumas zonas, como um parque industrial e a zona ribeirinha, que podem vir a ser afectadas pela construção do novo aeroporto internacional de Lisboa naquela localidade.

Jerónimo de Sousa contesta a decisão governamental de atribuir à ANA o direito de decidir sobre projectos e candidaturas municipais para utilização dos terrenos dos municípios, com base nas medidas preventivas decretadas pelo Governo para «proteger» a construção do novo aeroporto.

Para o secretário-geral do PCP não é aceitável que sejam tomadas decisões à revelia das autarquias e considera que este facto representa «uma expropriação das competências dos municípios em matéria de ordenamento do território e gestão urbanística».

«Só para ter uma ideia, a partir daqui nenhuma marquise será construída sem autorização da ANA. Isto permite não só o arbítrio como a especulação imobiliária», declarou.

Jerónimo de Sousa manifestou também a sua preocupação com o eventual agravamento da situação se se confirmar a privatização da ANA.

«Cremos nós que com o afastamento das autarquias e com a ANA ameaçada de privatização estaria aberto o caminho para a especulação imobiliária, para medidas discricionárias com todos os prejuízos para a região e para o país», considerou.

Fonte: TSF



Palavras para quê? Já assistimos aos Planos de Interesse Nacional e à tentativa de destruição do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina!

2008-08-24

A prova de 50 km contou com dois heróis, não dos de ouro mas dos outros, daqueles que rápida e injustamente são esquecidos, se é que alguma vez foram lembrados. António Pereira fez a melhor marca nacional: "Para um trabalhador como eu, que trabalho oito horas por dia como electricista na construção civil, acho que o tempo de 3h48,12m não é para qualquer um. Mas faço o que posso".

Augusto Cardoso, 37 anos, chegou um pouco atrás, na 40ª posição: "Eu trabalho oito horas por dia e depois treino. Pinto gruas e a minha empresa deixou-me treinar para estes Jogos. Pagou-me dois meses de ordenado para eu ir fazer estágio e eu queria agradecer-lhes. Se eu estou aqui é graças a eles". "Foi muito duro" foram as palavras de um atleta que, na noite anterior à prova dormiu poucas horas, teve febre, suores frios e vómitos.

Estes dois atletas representam o que é a generalidade do desporto em Portugal: falta de apoios, dedicação, sacrifício, e esquecimento. E às vezes, quando as coisas correm bem, lá chegam umas palmadinhas nas costas.

2008-08-23

O crescimento económico anual em Portugal é medíocre, pouco ultrapassando, em média, 1% desde o início do novo milénio; o défice externo andará à volta de 11% do PIB no próximo ano e indicia uma inserção internacional crescentemente dependente e que se entregou às forças do mercado sem as procurar governar; a taxa de desemprego arrisca-se a permanecer duradouramente bem acima de 7%, num país com uma rede de protecção social fraca, e constitui-se em poderoso mecanismo disciplinar para forçar uma parte importante dos trabalhadores a aceitar uma continuada redução nos seus níveis de vida; o injustificado nível de desigualdades salariais e de rendimentos, quase sem precedentes na Europa, torna qualquer discurso que defenda o famoso "apertar do cinto" salarial, porque, afinal de contas, "estamos todos no mesmo barco", um exercício que oscila entre o cinismo e a insensibilidade; a taxa de pobreza, elevada e persistente, atinge um segmento importante das classes trabalhadoras, que estão também cada vez mais expostas à precariedade; a lotaria da vida, ou seja, o contexto socio-económico onde se nasce, determina, mais do que em qualquer outro país da Europa, aquilo que os indivíduos vão ser e fazer nas suas vidas, transformando, a par com o escândalo quase invisível da pobreza infantil, todo o discurso sobre a recompensa do mérito e do esforço numa grotesca farsa.

Para todos aqueles que gostam de ver estrelas cadentes.

2008-08-21


foto Thomas Kienzle/AP, sacada do JN.
Dou os meus parabéns ao Carlos Brocas, o que fez foi de homem. Pedir desculpa não é para todos.

2008-08-20

O Carlos (Brocas) escreveu isto no seu blog:

Há muito muito tempo…
from Brocas Vetus by Carlos (Brocas)



…que não faço um post.

São as férias, é a praia etc e tal.

Pilaretes:
Ninguém me faz crer que não foi cunha do Senhor Manuel Madeira.
Se sobraram pilaretes para a loja dele, também sobrariam para os outros. Na realidade aquele cruzamento é um caos e deveria ter em toda a sua extensão.
Não só à porta do Senhor Manuel Madeira.
Questão que levanto:
Quando a CIN vier descarregar tintas para o Sr. Manuel Madeira fornecer “a
quem quiser comprar” coloca-se a camionete em cima do passeio e fronte das
lojas vizinhas?
Fica parada no meio da estrada?
Fica parada junto ao Charlot e trazem os balditos de 20 Litros à lá mão? Ou
colocam a camionete de fronte as lojas vizinhas?




Recebi do meu amigo e camarada Manuel Madeira a digitalização de uma factura de uns pilaretes que passo a publicar, e aproveito para informar que qualquer comerciante, que junto da Câmara solicite a colocação de pilaretes, deverá fazer exactamente o que o Manuel fez: colocar a pretensão à Câmara Municipal. Caso esta seja aprovada/deferida, o comerciante é informado que se comprar os pilaretes estes poderão ser colocados pela CMM. Conclui-se assim facilmente que os pilaretes colocados junto à loja do Manel não sobraram de lado nenhum, nem houve neste caso nenhum tratamento preferencial em relação a qualquer outro comerciante ou munícipe.


















Conheço o Manuel há alguns anos e tenho dele a melhor opinião, não por ser meu camarada, mas por ser sério e se preocupar com os outros.

Quantas e quantas vezes não discutimos procedimentos ou intervenções da Câmara Municipal?

Considero que este post é um atentando ao Manuel, ao seu estabelecimento e, o que ainda é pior, uma tentativa de ataque à CDU/PCP com base numa mentira, e por isso, não ficava nada mal ao Carlos escrever outro post a pedir desculpa.

Mapa de Portugal do ano de 1634 da autoria de Pedro Teixeira onde retirei somente o pormenor da nossa área. O mapa faz parte de uma publicação que a a editora NEREA publicou em 2002. Uma edição de grande valor histórico e artístico, intitulada El Atlas del Rey Planeta. O Atlas é um fascinante documento cartográfico que representa em médias e grandes escalas os principais portos, cidades, barras e paisagens litorais da Península no reinado de Filipe IV (III de Portugal).

Clique para ver o mapa em pormenor.

2008-08-19



Para quem gosta de gadgets da net, o wordle faz umas coisas porreiras.
O mea culpa do António Chora lembra-me aquelas negociatas de que alguns jovens casais se orgulham quando vão passar férias a um qualquer paraíso da contrafacção. Regateiam A+B apenas para baixar o preço de B, e é só quando regressam a casa que reparam que B é apenas mais uma figura de estilo.

Com uma grande diferença: o António Chora não é ingénuo.

2008-08-18

A propósito de alguns comentários que têm surgido na sequência de alguns post’s lembrei-me de um texto do Paulo Querido onde se afirma o seguinte:

O anonimato não significa cobardia — embora alguns cobardes anónimos o usem para tentar insultar e denegrir terceiros.

O anonimato não significa irresponsabilidade ou inimputabilidade — apesar de alguns cobardes anónimos o usarem irresponsavelmente.


Já agora, gostava de perguntar ao António Chora (e se não foi ele que deixou o comentário, peço já as minhas desculpas), se por acaso se quer referir em particular a algum caso de atropelamento, despedimento ou outro, ou se as afirmações das 6:24 P.M. são apenas mais uma “figura de estilo” do discurso bloquista local.

2008-08-17

Par acabar com a pobreza


Swift propôs ironicamente no século XVIII uma solução radical para acabar com a pobreza: os ricos comerem os pobres.

Na Itália de Berlusconi, ao mesmo tempo que se ordena à Justiça que não investigue os métodos usados pelo primeiro-ministro para enriquecer, a solução da direita no poder para resolver o problema da pobreza é… escondê-la debaixo do tapete. Assim, em oito cidades (entre elas Assis, a do "poverello") é agora proibido pedir esmola.

O objectivo é não mostrar aos turistas que a Itália dos ricos é, afinal, a Itália dos pobres, pois, como notava o nosso Garrett, para fazer um só rico é sempre necessário um grande número de pobres.

No Portugal de Salazar, por motivos idênticos, foi proibido o pé descalço. Quem não pudesse comprar sapatos devia manter-se escondido e não andar na rua.

Hoje, para o CDS de Portas, o que está em causa é o Rendimento Social de Inserção. O Estado deve apoiar os ricos (que "criam emprego"; e as estatísticas mostram o número de empregos que têm sido criados pelas escandalosas riquezas que por aí se vêem), não os pobres.

Para estes, há os chás de caridade.


Manuel António Pina

2008-08-16

2008-08-15





Manifestação de Outubro de 2007 com 200 000 trabalhadores







Sobre a polémica lançada por alguns sindicalistas.

Nos últimos tempos, temos lido nos órgãos de comunicação social, textos de sindicalistas criticando os sindicatos. Também temos lido, dos mesmos comentadores, textos louvando as Comissões de Trabalhadores ao mesmo tempo que atacam os sindicatos. A pergunta que surge naturalmente é a quem é que isto interessa?

Na minha opinião não interessa aos trabalhadores, porque a força desta classe reside na sua união. Na minha opinião esta abordagem ao mundo laboral, que já foi utilizada pela classe patronal e que agora já nem precisa de a utilizar, só serve para descredibilizar a luta dos trabalhadores e afirmar o princípio da inevitabilidade e, por isso, só serve aos patrões.

Nos tempos que correm, em vez de discutirmos a luta dos trabalhadores contra uma das maiores ofensivas a esta classe e estarmos a discutir estes assuntos, é perder tempo e dar argumentos à classe dominante.

Deixo-vos um pequeno exemplo, com contraditório, mas também com perda de energia.

Assim não vamos lá, vamos continuar a perder direitos, salários e até a paciência.

Nos últimos dias tive algum tempo para voltar a fotografar um pouco da Baixa da Banheira. Ao fim da tarde de ontem passei pela Baixa da Serra, perto do local onde se realiza actualmente o mercado de rua. Já não é a primeira vez que alguns amigos que moram por ali se queixam do lixo e do barulho. Pude verificar que a área do mercado está razoavelmente limpa, muito por culpa do vento que se tem feito sentir, e que empurra os restos deixados pelos feirantes para junto das habitações.


2008-08-07


Sabe bem encontrarmo-nos entre amigos para uma cerveja e um jogo de damas, e usufruir um belo fim de tarde na Rua 1º de Maio fechada ao trânsito.

2008-08-06

Permitam-me que sugira uma consulta a este link. Trata-se de um filme polémico - Zeitgeist - que deve ser visto por todos...
No Rio, podemos consultar este excelente artigo da autoria de Pedro Garcia, que deixa mail e tudo para quem lhe quiser responder:

Com inverdades não vale...

Pela primeira vez vou entrar nestas pretensas discussões de opinião que se vão fazendo na nossa imprensa regional. Não terei muito jeito para isso mas a forma pouco séria como se aborda o que se passou na última Reunião da Assembleia Municipal, leva-me a fazer alguns reparos, procurando repor a verdade sobre aquilo que realmente se passou.


Primeiro esclarecimento: a verdade é que a Ordem de Trabalhos, para que foi convocada a Sessão Extraordinária da A.M. referia apenas a discussão e consequente votação sobre o PDM apresentado pelo Executivo da Câmara. Não havendo condições para tal se concluir numa Reunião, foi convocada uma segunda Reunião com a mesma Ordem de Trabalhos. Na convocatória da 2ª. Reunião, para uma maior clareza, estavam indicadas três propostas de alteração, da autoria do Sr. Presidente da A.M., (no exercício das suas competências como membro da A.M.). Assim ninguém poderia alegar que era apanhado de surpresa pelo aparecimento das propostas. Portanto é uma inverdade dizer-se que a Ordem de Trabalhos foi alterada.

Também, só por ignorância e má fé é que se poderá dizer que a A.M. não tem competência para alterar uma proposta da Câmara, estão devidamente assinalados na Lei os assuntos que a A.M. não pode alterar e o PDM não está incluído nesses assuntos.

É também uma inverdade dizer-se que houve tratamento discriminatório na condução dos trabalhos, aliás não se apresentam factos concretos onde se apoie tal afirmação.

Outra inverdade é o dizer-se que houve uma proposta escrita que procurava alterar o decorrer normal dos trabalhos. Não houve a apresentação de nenhuma proposta nem, no intervalo entre as duas Reuniões, os Grupos Municipais terão tomado qualquer acção, junto do Sr. Presidente da A.M., que tivesse em vista a alteração ou o modelo em que os trabalhos deveriam decorrer.

Pode-se pois dizer que certas pessoas, quando não têm fundamentos para a discussão, se agarram a todos os meios, as chamadas bóias de salvação, para manter a visibilidade, tenham essas bóias as formas da demagogia, ignorância e mesmo da mentira.

Não acho grave que um munícipe desconheça o Regimento que regula o funcionamento da A.M. ou mesmo que desconheça a Lei. Acho um pouco estranho que um membro da A.M. demonstre não saber que o Regimento, (estatutos???!!!), se apoia na Lei, não se podendo sobrepor a essa mesma Lei. (Este desconhecimento ter-lhe-á tornada a estratégia obsoleta e daí talvez se tenha instalado uma grande confusão que apenas conseguiu ser resolvida com o abandono, adivinhado, da sala).

Poderei opinar que haverá, por parte dos Órgãos Autárquicos do Concelho da Moita, um modelo próprio de gestão que tem por objectivo a melhoria do bem-estar dos seus munícipes. No entanto e dirigindo-me áqueles que procuram obter notoriedade á custa de baixa demagogia, julgo que o modelo de gestão da nossa terra, como é evidente, não copia os modelos de Salvaterra de Magos e Lisboa.

A CDU aprovou o PDM, com as devidas alterações, por considerar que ele é essencial para o desenvolvimento do Concelho. Aliás, refere-se o parecer desfavorável da CCDR, no entanto não é referido que esse parecer, para além de estar de acordo com a maior parte do PDM, refere que há concordância por parte da REN, RAN e D.G.R.F.. Também não é referido que as alterações propostas e aprovadas se destinam a ir ao encontro das objecções com que a CCDR fundamentava o seu parecer desfavorável.

Quem, em vez da verdade, utiliza a demagogia e recorre a inverdades para sustentar as suas posições, não poderá, de modo algum, estar ao lados dos munícipes, estará, quando muito, ao lado de possíveis especuladores imobiliários que ainda não tiveram tempo de fazer alguns chorudos negócios, sendo que o arrastar da aprovação do PDM lhes servirá ás mil maravilhas.

Fico-me por aqui.

Parece-me um texto lúcido de uma pessoa da terra, que conhece os processos e as pessoas e deve ser levado muito a sério. Não é com votos de louvor de quem nunca cá colocou os pés que se faz política, é com os que cá estão e com os que cá estão por bem, que discordam mas respeitam, que criticam mas apresentam alternativas e que simplesmente por isso gostam do concelho e das suas gentes. Não é o que tenho presenciado, parece-me que a nossa oposição anda a reboque quer de notícias quer de uma estratégia definida por não-políticos. Em política, estratégias definidas por não-políticos correm sempre mal, porque não representam apenas se representam.

Espero que na discussão pública que vamos fazer, que se apresentem propostas, que se analise os documentos e que não se pretenda desviar as conversas e as análises para outros interesses que não sejam a aprovação de um novo PDM, que sirva o nosso concelho da melhor forma possível!
Realidade da educação no Brasil que pode vir a ser a nossa!

2008-08-05

Recebi este texto de um amigo:

Reencaminhem para atingir os 140 000 mil professores e educadores
A DERROTA DAS MAIORIAS

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à
Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão. As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder.
É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.
Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS. Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais. Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125.

Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá
3.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco dá
78.125. se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.

À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:

'VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!

Um outro amigo (que não é do PCP), sobre o mesmo texto, escreveu o seguinte:

Lamento, mas não posso reencaminhar esta mensagem tal como ela está formulada.

Concordo que a maioria PS dirigiu uma afronta aos professores, assim como a muitas outras classes profissionais. Foi fenomenal (e justa) a manifestação nacional em Lisboa de docentes vindos de todo o país. Seria justíssima e totalmente merecida uma derrota eleitoral de Sócrates e do PS.

No entanto, não é indiferente votar à esquerda ou à direita. Porque votar PSD ou CDS - a direita - é votar nas mesmíssimas políticas e nos mesmíssimos projectos para a Educação que este governo PS defende, talvez até agravando algumas questões. Votar PSD ou CDS é votar na mesma perda de direitos laborais e democráticos dos professores. É votar na crescente privatização da Educação. É, no fundo, votar outra vez PS.

Votar à esquerda significa romper efectivamente com todas as políticas mesquinhas e economicistas que têm determinado o estado da Educação no nosso país. Votar à esquerda significa devolver a dignidade profissional e social aos professores que tão humilhados têm sido nos últimos tempos. Votar à esquerda significa eleger a Educação como o autêntico pólo de desenvolvimento do nosso país, defendendo o conceito de Escola pública e democrática.

Não basta votar contra o PS. É preciso votar por uma política ALTERNATIVA ao PS. E essa alternativa não está à direita. Os governos sucessivos do PS, do PSD e do CDS são os responsáveis pelo negro cenário que se apresenta aos professores e à Educação em geral. A alternativa passa por quem sempre tem denunciado e combatido este estado de coisas, nomeadamente o PCP e o BE.

VOTA À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!

Concordo com o último texto!

2008-07-29

Triologia deste verão!



2008-07-26

2008-07-17

Podemos ler aqui o que recebi também por mail.


Gostei do que li. Finalmente o CDS-PP mostra preocupação com as gentes do nosso concelho. Ainda bem e em democracia é louvável que assim seja. No entanto, na minha modesta apreciação considero que o Deputado Nuno Magalhães não conhece muito bem o assunto, aliás considero que o Deputado nem deve conhecer muito bem o país, considerando melhor, o Deputado Nuno Magalhães nem deve saber muito bem o que é um PDM. Passo a desenvolver:

1- No quinto considerando, quando afirma que o Processo de Revisão do PDM da Moita está repleto de contradições e decisões polémicas, era de bom tom enunciá-las, só de bom tom, porque eu também posso escrever porque ouvi que o Deputado Nuno Magalhães defende um sistema liberal onde tudo se pode comprar, inclusive direitos de construção;
2- Quando entra na fase das perguntas e mais precisamente na quarta pergunta, em que questiona a CCDR-LT, no sentido de saber se esta instituição considera que o novo PDM defende o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável no concelho, parece-me descabido, demagógico e desconhecedor de toda a estrutura democrática, uma vez que no processo de Revisão do PDM participaram mais de duas dezenas de entidades. É caso para perguntar se o Deputado conhece estes processos ou se considera que a CCDR-LVT ou outra qualquer CCDR deve dispor do ”poder” a seu belo prazer?
3- Na sexta pergunta vai ainda mais longe e pergunta se a Revisão do PDM entra em linha de conta com os novos projectos o que demonstra uma imensa ignorância neste processos porque estes projectos quando em aprovação são acompanhados de medidas preventivas que se sobrepõem aos planos de ordenamento. O próprio BE já tinha formulado esta opinião o que é estranho visto dizerem estar em lados diferentes da barricada.
4- Por último, a ignorância afinal tem um objectivo a de suspender o Processo de Revisão do PDM, continuando a prejudicar as pessoas do concelho e o interesse concelhio.

A Moita foi o primeiro Concelho a ter um PDM.
Os novos PDM´s estão todos em aprovação há tempo demais.
Não é o deputado Magalhães que nos dá lições de democracia e muito menos de moral e como deputado não deveria deixar coisas por dizer e insinuações no ar!

2008-07-16

É sempre bom encontrar banheirenses as subir ao palco do fórum. Esta sexta vou tentar encontrar a Catarina por lá.

2008-07-09

O desbloqueador político



2008-07-08

O Voto contra do Partido Socialista

O Partido Comunista Português apresentou na passada Quinta-Feira, na Assembleia da República, um Projecto de Resolução sobre a Estratégia de Desenvolvimento para o nosso Distrito, depois de este ter sido discutido pelas Instituições da Região. Este projecto parte de um exaustivo diagnóstico que identifica problemas e potencialidades, que serve de base à formulação de objectivos e linhas de desenvolvimento estratégico nas áreas das acessibilidades e transportes, valorização territorial e ambiental, educação e qualificação profissional, reforço da rede de cuidados de saúde, construção e requalificação do parque escolar, desenvolvimento do aparelho produtivo, da inovação e da qualidade, do desenvolvimento turístico, da dinamização do sector primário e da valorização do potencial estuarino. O Partido Socialista votou contra!

A nossa intenção é enquadrar e enraizar no quadro de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável do Distrito as infra-estruturas propostas durante décadas pelo PCP e que sucessivamente eram votadas negativamente ou com a “indiferença da abstenção”, quer pelo PS, quer pelo PSD, e que agora, finalmente o governo do PS anuncia, não sem a luta das populações, não sem recuos governativos e não sem inqualificáveis declarações de elementos do partido socialista - quem não sem lembra do deserto de ideias de Mário Lino ou das preocupações bombistas de Almeida Santos?

Com esta rejeição o partido socialista recusa o debate e a participação democrática das populações, das instituições do distrito, enfim dos maiores interessados.

Para além de tudo o que foi escrito, tenho por imposição moral, condenar a intervenção na Assembleia da República do Sr. Vítor Ramalho, deputado socialista eleito pelo nosso distrito, que a justificar este voto negativo, debitou entre tantas outras alucinações que o PCP, ou melhor a CDU, tem uma maioria conjuntural autárquica devida a uma fraca afluência às urnas, que quando aumenta gera vitórias do PS, como foi o caso em Setúbal com Mata Cáceres e no Barreiro com Emídio Xavier. O “nosso” deputado considerou também que o coração dos cidadãos do Distrito é favorável ao PS e do alto da sua sapiência desconsidera o PSD, CDS-PP e o Bloco de Esquerda, afirmando que os votos nestes partidos são perdidos ou não contam para este campeonato, porque não são capazes de vencer eleições autárquicas. A mim, isto parece-me ligeiramente arrogante e mostra a qualidade da democracia que o Sr. Ramalho defende, e que aliás está bem expressa no processo da Lisnave, conduzido pelo próprio, que o digam os trabalhadores da GESTNAVE. Mas não fica por aqui, para disfarçar, na parte final da sua intervenção, afirma que não é sectário ao contrário dos proponentes, tudo bem, mas quem recusa o debate e a participação democrática das populações, das instituições do distrito, não me parece que seja bem aquilo que afirma ser!

O que o PCP pretende com este projecto é que ao invés da falta de estratégia e de investimento por parte dos sucessivos governos no nosso Distrito, com as parcas justificações de que têm uma estratégia nacional para alegadamente não apresentarem a regional, que o Poder Central se articule com o vasto trabalho desenvolvido pelo Poder Local e pelas Instituições do Distrito, como é exemplo adequado o PEDEPES - Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal, participado por cerca de 300 entidades públicas e privadas, desde empresas a sindicatos, passando por autarquias e associações, o que convenhamos não é bem a linha política de PS e PSD- acabando com a visão caótica, subordinada aos interesses das multinacionais e dos grandes grupos económicos e financeiros, assumindo assim as suas responsabilidades no desenvolvimento da região e na melhoria das condições de vida das populações.

Por último e porque merece a nossa reflexão refiro também que o PSD votou contra, contrariando a lei das probabilidades, que lhe conferia desta feita uma abstenção na jogada. Ainda dizem que na política não existem surpresas.

Nuno Cavaco
Membro da DORS do PCP