blog de encontro onde se discute a Baixa da Banheira, sem falsas isenções, porque só é isento quem não tem opinião
2006-08-16
1- Qualquer ambientalista ou "homem" preocupado com o ambiente sabe que os resíduos devem ser aproveitados poupando assim o meio ambiente;
2- A não se conseguir o seu aproveitamento ou reaproveitamento, a sua produção deve ser reduzida ao mais possível;
3- Todos nós temos ideia de que os resíduos devem ser tratados na fonte;
E o que é o governo socialista faz, esquece estas permissas. Vou dar um pequeno exemplo, a co-incineração de óleos e solventes é um crime ambiental e um crime económico. Com o aumento do preço do petróleo existem muitas empresas a solicitarem vendas de óleos a muito bom preço, mas o governo socialista prefere queimar este recurso (recurso e não resíduo neste caso). Porque é que o governo socialista não cria Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos (CIRVER)? Se calhar porque quanto mais a cimenteira queimar mais ganha não é? É, mas quem perde são as populações e o ambiente.
Por último e em destaque queria agradecer os mails que tenho recebido relativamente a esta questão e afirmar mais uma vez que a minha abordagem a este assunto apenas está a começar.
1º Acusaram-me de transmitir a posição do Partido Comunista Português o que é considero muito elegante uma vez que sou militante e dirigente do P.C.P., afinal a minha opção política é acertada;
2º Não comentaram o assunto e desviaram a atenção para outros problemas, estratégia muito usada em Portugal mas que comigo não funciona porque não é de agora que ando a escrever sobre isto;
3º Brincaram com as palavras do Manuel Madeira quando este referia que o problema da poluição do Tejo não é local, mas sim da própria Bacia Hidrográfica. Aqui reina a falta de conhecimento e a rasteira política;
Mas voltemos à co-incineração:
1- O governo quer fazer co-incineração num Parque Natural;
2- Todos os partidos políticos à excepção do Partido Socialista consideram a situação uma aberração;
3- As associações ambientais são contrárias ao pretendido;
4- É dispensado o estudo de impacto ambiental com base em outro realizado à 3 anos;
5- É dispensada uma avaliação à saúde da população antes, durante e depois do processo;
6- A Comissão Científica Independente é favorável ao processo;
7- A Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública considera que a Comissão Científica Independente não teve meios nem tempo para chegar às brilhantes conclusões a que chegou- http://www.co-incineracao.online.pt/ANMSPublica.html ;
Podia continuar mas deixo para outra altura porque vou voltar ao assunto, quer queiram quer não.
2006-08-14
O azar do nosso desporto é termos, de tempos a tempos, uma estrela de grande dimensão. A estrela aparece e ofusca a falta de apoio que este País oferece ao desporto. Não fora o nosso Óbiquoelu e teríamos ficado com a Prata da Naide e o Bronze do João. Como País pequeno que somos, duas medalhitas já é melhor que nada, ainda mais que ainda deu para recordes e tudo. Mas não! O sacana do rapaz que treina em Espanha, nasceu na Nigéria, e que já perto da vintena de anos foi adoptado por Portugal (e ainda bem!) ganha duas medalhitas de Ouro para o Atletismo português, que tão sequioso de resultados brilhantes tem andado nos últimos tempos. Afinal somos os maiores e nem foi preciso muita coisa. E só não foi porque ainda existe quem se dedique ao desporto como se da vida se tratasse, e lá agarraram aquele rapaz que tinha o destino da construção ao lombo e dele fugiu como quem corre para a vitória. Assim já ninguém fala da falta que faz o desporto escolar. Não aquele desporto do futebol de rua, ou do andebol num campo abaulado e basquetebol em tabelas rombas, mas daquele com ginásios, equipamentos, pistas, piscinas e campos a sério. E professores, claro. Não é por acaso que nas modalidades “amadoras” com melhores resultados, como o andebol ou o voleibol, os treinadores juntam o conhecimento da modalidade ao conhecimento académico. No futebol a coisa parece que, lentamente, lá entra pelo mesmo esquema.
No Médio Oriente a situação tem as suas semelhanças. Durante uns tempos fazem-se tréguas ofuscantes, mas nada de muito sólido. Nem que para isso seja necessário assassinar um ou outro governante. O caldo vai ardendo em banho-maria, com uns colonatos aqui, uma estrada acolá mesmo a separar povoações palestinianas, um muro para tentar evitar (inutilmente) as misturas explosivas do outro lado, até que todos se vão esquecendo dos massacres em campos de refugiados, da asfixia económica aos “territórios independentes”, ou dos bombardeamentos e invasões a Países vizinhos. (fotografia de Paolo Pellegrin)
2006-08-12
2006-08-11
Um lamentável desrespeito pela comunidade cientifica portuguesa, que em duas ocasiões, na CCI e no Grupo de Trabalho Médico, e por decisão do Parlamento, foi chamada a dar o seu contributo sobre esta matéria, com acrescidas responsabilidades, enfrentando uma campanha hostil e sistemática de desinformação, numerosas tentativas de descrédito, nalguns casos claramente caluniosas. O mesmo poder político que utilizou a CCI para evitar assumir responsabilidades numa decisão impopular, vem agora, sem qualquer fundamentação credível, desprezar todo o trabalho produzido, tentando afastar os seus autores;- escrito pela CCI (Comissão Científica Independente, não sabemos é de quem é dependente); este ponto é engraçado, os senhores falam em nome de toda a comunidade científica portuguesa, mesmo em nome daqueles que consideram este processo errado. Já no caso dos médicos que dizer do compromisso do governo de avaliar do estado de saúde antes, durante e depois da co-incineração, que agora é esquecido? Boa fé ...
-Significando o desrespeito pela Convenção de Estocolmo, que recomenda que os Estados signatários devem dispor de processo de destruição das moléculas que constituem os Poluentes Orgânicos Persistentes; esta é mais engraçada - Convenção de Estocolmo, Anexo C, Parte 2, alínea b- http://www.co-incineracao.online.pt/Stockholm%20Convention.pdf , que diz exactamente o contrário.
-Violando o Princípio da Precaução, continuando a arriscar a Saúde Pública pela manutenção duma situação perigosa resultante da inexistência duma forma de tratamento adequada para o enorme passivo de RIP espalhados pelo país;- Que eu saiba não fazer os exames para saber qual o estado de saúde da população antes do processo, durante e depois, como o governo quer é que é arriscar a saúde pública. Também foram propostas outras soluções o governo é não ouve ninguém.
Isto é mais sério do que parece, no Norte de Itália e na Grã-Bretanha crianças em redor de locais que praticam a co-incineração têm duas vezes mais problemas realativamente a doenças pulmonares e da tiróide do que as outras que vivem em locais onde a co-incineração não se faz.
Peguei em poucos pontos do documento da CCI, mas pareceu-me o bastante para mostrar que estes senhores ou se têm muito em conta ou têm os outros em muito pouca conta.
Até quarta.
Algumas notas sobre as consequências dos resultados dos testes de Co-incineração no Outão
- Não há emissões acrescidas na co-incineração: os resultados comprovam que o uso de combustível normal origina emissões idênticas às resultantes do tratamento de resíduos industriais perigosos (RIP).
- Os testes decorreram durante 21 dias, sendo tratadas cerca de 1100 toneladas de combustível alternativo contendo até 62% de resíduos. As condições de laboração foram as normais, em que se registaram paragens, necessidade de calibração de componentes do sistema de monitorização, etc. Mesmo nas condições mais desfavoráveis as emissões respeitam a legislação europeia em vigor.
- A co-incineração em cimenteira permite valorizar os resíduos aproveitando a 100% o seu poder calorífico. Face aos limites impostos pelo protocolo de Kyoto e às directivas comunitárias, é de prever uma utilização crescente de resíduos como fonte energética.
- Os resíduos destinados à co-incineração exigem uma caracterização prévia exaustiva. Contrariamente ao que se passa com outras alternativas de fim de linha (por ex. nos processos de precipitação físico-química e inertização).
- O Pesgri (Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Industriais), actualizado em 2000, embora com algumas lacunas, permite traçar um quadro estratégico para os resíduos industriais, desde logo dominado pela necessidade de resolver um enorme passivo ambiental resultante da acumulação de resíduos perigosos em cerca de 1500 locais identificados.
- O conhecimento aprofundado da produção de resíduos só será possível com a implementação dum sistema adequado de tratamento e da obrigatoriedade de encaminhar os RIP para os destinos mais adequados. Enquanto tal sistema não existir apenas será possível fazer estimativas com base em declarações não verificáveis.
- A queima improvisada de resíduos ou a sua deposição sem controlo é a pior das alternativas. Por exemplo, as dioxinas produzidas durante os 21 dias dos testes do Outão, correspondentes ao tratamento de 1100 toneladas de combustível contendo resíduos, são equivalentes às resultantes da queima de cerca de 3 kg de resíduos sólidos urbanos numa fogueira.
- A introdução do processo de co-incineração implicará o respeito por limites mais baixos de emissão para o NOx, SO2 e partículas, para além de implicar um controlo mais regular do funcionamento das unidades industriais.
A proibição da realização dos testes em Souselas e a intenção de acabar com o processo de co-incineração é entendida pela CCI como:
- Desprezo pelo método científico, assente na verificação rigorosa, comprovável e repetível das suas afirmações e conclusões; evitando um teste, a expensas da empresa Cimpor, procurou-se evitar que a evidencia dos factos pusesse em causa preconceitos difusos, sem sustentação;
- Um lamentável desrespeito pela comunidade cientifica portuguesa, que em duas ocasiões, na CCI e no Grupo de Trabalho Médico, e por decisão do Parlamento, foi chamada a dar o seu contributo sobre esta matéria, com acrescidas responsabilidades, enfrentando uma campanha hostil e sistemática de desinformação, numerosas tentativas de descrédito, nalguns casos claramente caluniosas. O mesmo poder político que utilizou a CCI para evitar assumir responsabilidades numa decisão impopular, vem agora, sem qualquer fundamentação credível, desprezar todo o trabalho produzido, tentando afastar os seus autores;
- Constituindo um grave precedente de tomada de decisões importantes para o País e para a Saúde Pública, ao arrepio da racionalidade científica e técnica e com desrespeito pelo rigor que a matéria devia exigir. A componente científica e técnica é cada vez mais indispensável para preparar decisões políticas num mundo altamente dominado pela tecnologia e pela ciência, como é esta transição do século XX para o XXI;
- Constituindo um claro sinal de fraqueza da autoridade do Estado, pois premeia todos quantos tiveram oportunidade de acompanhar todo o processo através da participação em comissões de acompanhamento local e sempre o recusaram, usando como alternativa a desinformação, o boato destinado a lançar o pânico entre as populações e outras formas ilegais de actuação, chegando inclusive ao boicote eleitoral;
- Indiciando a ignorância da directiva comunitária 76/CE/2000, que apresenta a co-incineração com as limitações técnicas devidamente regulamentadas como um instrumento de redução drástica da emissão de poluentes atmosféricos perigosos;
- Desprezando as recomendações explicitas da OCDE, que recomenda que Portugal ponha em pratica a co-incineração;
- Significando o desrespeito pela Convenção de Estocolmo, que recomenda que os Estados signatários devem dispor de processo de destruição das moléculas que constituem os Poluentes Orgânicos Persistentes;
- Violando o Princípio da Precaução, continuando a arriscar a Saúde Pública pela manutenção duma situação perigosa resultante da inexistência duma forma de tratamento adequada para o enorme passivo de RIP espalhados pelo país;
- Contrariando o espírito do acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, que face a um pedido de suspensão do processo, como agora o Governo decidiu, em que são invocadas idênticas razões, considerou ".. que, ao invés do que sustenta a requerente, o deferimento do pedido de suspensão por esta formulado implicaria manter a ausência de tratamento adequado de resíduos industriais perigosos e a proliferação de lixeiras e locais contaminado, onde são depositados clandestinamente, o que seria gravemente atentatório da saúde pública. (...)".
A CCI face ao mandato recebido da Assembleia da República vai manter-se em funções, até que o Parlamento decida alterar o actual quadro legislativo.
A CCI tentará informar os senhores deputados e a opinião pública sobre a evolução do processo da co-incineração, não só resultante do trabalho desenvolvido, como da evolução da legislação internacional.
2006-08-08

Imaginem que chegamos a Saturno e que neste planeta existem recursos para garantir a sobrevivência com um nível elevado de conforto a toda a população humana. O que aconteceria?
Cenário a- Todos viviamos em harmonia respeitanto o equilibrio do planeta que nos recebeu e para isso tinhamos consciência que o planeta não era nosso, apenas servia de suporte à comunidade humana. Ninguém possuia nada do anfitrião e todos o respeitavámos.
Cenário b- Uns espertos tratavam de dizer que tudo era deles e que todos nós só tinhamos direito a trabalhar os recursos e devolve-los a estes senhores que faziam o favor de nos explorar. Mais ou menos o que se passa na Terra.
Cenário c- Um misto em que metade do planeta funcionava pelo cenário b e a outra metade pelo cenário a.
Conseguem? Eu não mas, estou certo que existe muito mais gente a imaginar o cenário b e isso é muito preocupante.
2006-08-07
Falemos do processo.
1) O regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNA) exige a avaliação de impacte ambiental para qualquer nova actividade industrial, sendo a co-incineração uma actividade industrial esta, deve ser precedida da avaliação;
2) A Câmara Municipal de Setúbal deve ser parte integrante do processo de licenciamento das actividades industriais no territóri do concelho de Setúbal pelo que no processo da co-incineração o mesmo deve ocorrer;
3) O governo definiu que iria fazer um rastreio à população (estudos para aferir a "saúde") antes, durante e depois e não quer fazer o antes;
4) Ao preço do petróleo, os óleos a serem queimados são muito menos rentáveis do que se forem reciclados, havendo empresas espanholas interessadas neste processo e que do ponto vista ambiental nem se fala;
5) Mesmo a nível da eliminação de resíduos industriais perigosos os CIRVER (Centros Integrados de Recuperação e Valorização de Resíduos Perigosos) são considerados como uma boa alternativa e com menos riscos;
Depois de recentemente a Comissão Europeia ameaçar o Estado Português com uma queixa no Tribunal de Justiça da CE por o governo desconhecer a quantidade e o tipo de resíduos produzidos em portugal, este governo autoritário, resolve tentar fazer aprovar um processo, sem ouvir as população e as entidades competentes. Afronta o Poder Local Democrático e as Populações de uma forma fascista e castigadora para além de ir contra um documento que assinou, onde defendia a abolição da co-incineração (Convenção de Estocolmo).
As populações da Península de Setúbal devem fazer-se ouvir. Demonstrar indignação com esta total falta de respeito e vergonha.
2006-08-04
Para quem já viu a IDADE DO GELO (desenhos animados), UMA VERDADE INCONVINIENTE (AN INCONVENIENT TRUTH), bem pode demonstrar que essa ficção mesmo animada, pode estar bastante actual e real, mas desta vez com personagens reais…nós.
Já muito se ouviu e falou sobre o assunto. Ouvimos como o buraco na camada está a alargar e que se os polos derretessem o nível da água subia 80mt, a temperatura subia e haveriam mais fogos, menos ar, enfim coisas que nós só vemos nos filmes ou quando alguém nos diz "isto cada vez faz mais calor" etc, etc…
Al Gore depois de ter perdido as eleicções de 2000 para Bush após uns escassos e duvidosos votos no estado da Flórida. OZONE MAN como apelidou Bush, voltou à carga trazendo ao assunto um documentário. Neste documentário ele fala do que já está a acontecer e como caminhamos para o "suícidio global". Depois de Bush em 2000 o ter acusado de querer colocar os americanos no desemprego com teórias catastrofistas. Al Gore saíu da cena política e dedicou-se à causa que talvez fez com que perdesse as eleicções mas talvez lhe dê as próximas. Durante este longo período andou a juntar dados junto de cientistas sobre o que aconteceu desde então com a camada e como isso prejudicou os americanos e o mundo. Para isso não lhe faltaram armas: a visão da américa perante o mundo devido ao autismo como tratou o tratado de Kyoto (quando até a china assinou), a depêndencia de petróleo (que faz com que a america ande em guerra) e principalmente o Katrina (telhados de vidro).
O documentário (filme), apesar de toda a politiquice que daquí advém, não nos tornemos também autistas.
Será que podemos considerar um núcleo antigo/histórico (como queiram chamar) na Baixa da Banheira?
Será que os proprietários, técnicos e políticos deste país estão habilitados e interessados em defender o património que foi legado nas gerações anteriores no que respeita a localidades recentes?
Deixo a minha opinião e gostava de ler a vossa.
1ª pergunta- A Baixa da Banheira é uma localidade recente (+- 70 anos) e, na minha opinião, não deve ter ainda um núcleo histórico, deve é ter referências (património) das diferentes fases de evolução da localidade e essas devem ser preservadas com a colaboração de todos. Na Câmara desenvolveu-se um trabalho deste tipo, ainda que seja complicado "manter" os traços nesta vila, exactamente porque é de tenra idade mas, o trabalho já é um começo.
2ª Pergunta- Nem os proprietários, nem os técnicos e políticos tem essa consciência. Mesmo nas faculdades o interesse é bastante reduzido, surge agora. Durante muito tempo o homem aproveitava edifícios antigos para fazer novos (em Alhos Vedros temos muitos exemplos disso, como o Moinho de Maré). A partir do séc. XIX o paradigma muda e a reabilitação e a preservação de monumentos começa a ser exigida, no entanto estas acções esbarravam com o fazer de novo ou enquadrar o novo com o antigo. Só hoje, é que o valor partimonial de simples edifícios de habitação começa a ser discutido. Como o aspecto da janela ou do telhado mas, esbate no núcleo antigo para preservar traços, o que saí desta área não é reconhecido como património histórico e isso eu não concordo. Aqui surge o caso que o João apresenta com aquela casa que nos mostra como já foi a tipologia de construção na Baixa da Banheira, terra recente mas com marcas visíveis de toda a evolução arquitectónica.
2006-08-03
Foi por acaso que passei ontem na Rua Alves Redol. Mesmo em frente às instalações do União, deparei com esta casa que ostentava 3 ou 4 anúncios à sua demolição hoje, dia 3. Comecei de imediato a fotografá-la e logo veio ter comigo um rapaz, para as minhas idades, que ali tinha morado. “A casa já está muito velha”, “Não tem condições” foram duas das afirmações que demonstram a sua concordância para com a demolição.
Encaro esta demolição como mais uma destruição do património da Vila. Não como um castigo divino imposto a partir da sede de concelho, mas primeiramente como falta de consciencialização por parte dos próprios habitantes para a necessidade da preservação deste traço que nos identifica, pela nossa cultura.
Uma construção deste tipo poderia ser facilmente adaptada de modo a, mantendo o aspecto exterior, incorporar todas as comodidades das construções actuais. Em vez de 3 famílias, passaria a ser ocupada por 1, talvez 2, mas custa caro, e um prédio de 2 andares rende muito mais a quem constrói.
Creio não estar enganado se disser que, lamentavelmente, já não existe na Vila da Baixa da Banheira nenhuma rua em que pelo menos uma das casas originais não tenha sido substituída por uma construção mais recente, e normalmente mais alta. É aqui que entra o papel da edilidade municipal, e neste caso por omissão ...
2006-08-02
2006-08-01
Começou hoje mais uma hipocrisia da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa. Durante 11 meses, os habitantes da Margem Sul que vão trabalhar para Lisboa, pagam portagem à entrada da Ponte 25 de Abril. Durante o mês de Agosto, os Lisboetas podem frequentar as praias da Costa da Azul sem pagar portagem.foto retirada de www.globosapiens.net
Se a memória não me atraiçoa, esta não é uma ideia nova no nosso município. Mas como a qualidade não se mede exclusivamente pela originalidade, aqui fica também:Não será possível colocar nos jardins uma placa com os nomes (comum e científico) junto às respectivas árvores?
Quando era miúdo e ia brincar para o que restava da Quinta do Petinga, lembro-me que ainda alí resistiam umas oliveiras e umas figueiras, para os lados da Fonte das Ratas existiam pinheiros e sobreiros, e de eucaliptos lembro-me de uns na Quinta do Facho e de um pequeno eucaliptal junto à Estrada da Amizade, onde hoje termina a Rua Cidade de Pinhel. Hoje em dia, tirando as laranjeiras do Jardim das Laranjeiras (onde suspeito também existirem uns loureiros), uma ou outra palmeira do Parque, e um jacarandá que me mostraram num destes dias, não conheço o nome das árvores. É certo que também não conheço o nome dos pássaros, mas gostava de saber, apenas por curiosidade, e as arvores dão menos trabalho observar. É que são muito menos fugidias...
2006-07-31
2006-07-29
2006-07-27
1- Foi realizado um estudo na Inglaterra em que as conclusões apontam para que 91% das pessoas inquiridas não sabem quem é o ocupado ou o ocupante;
2- Os termos usados na cobertura são reveladores de tendências contra os palestinianos e libaneses;
3- O Rui Pereira considera que a maior parte dos jornalistas portugueses não aprofunda as questões. Considera que algumas manchetes não informam, mas sim, são propaganda política. Considerou também que um programa, que se intitula “Toda a Verdade”, nunca deveria ter passado um documentário produzido pelo exército israelita;
4- Não me recordo o ano, mas foi referido pelo Pedro Pezarat Correia que num ano em que o LIKUD ganhou as eleições, estes senhores referiram que não reconheciam o estado palestino e a Comunidade Internacional nada fez, ao contrário do que fez recentemente ao governo palestino.
É assim, dois pesos e duas medidas. A chamada “Democratização” do Médio Oriente, ou seja, colocar nas posições de gestão os amigos dos americanos e ingleses, os que defendem os seus interesses, não os do povo inglês e americano. Isto é obtido a todo o custo, por exemplo, o assassinato dos observadores da ONU dificulta um cessar-fogo imediato. Repito o assassinato e não o dano colateral.
Concluíram assim, que em todas as guerras existe dissimetrias e assimetrias, dissimetrias porque os meios usados são diferentes (armas, comunicação, enfim, o potencial é muito desigual, os israelitas têm muito mais meios, quer deles quer de quem os apoia) e assimetrias, devido ao tipo de guerra, que no caso do conflito actual se traduz por uma guerrilha por parte dos adversários dos israelitas, devido à desproporção de meios entre as duas partes.
Só não se percebe como mais à frente afirma “O Governo está a tomar muitas medidas justas e adequadas, embora ainda tenha que fazer mais”, mas pronto, o que interessa é a primeira parte...
2006-07-26
“21 de Setembro de 1945. Essa foi a noite em que eu morri”. É assim que começa o Túmulo dos Pirilampos. A história passa-se nos últimos dias da II Guerra Mundial. Os bombardeamentos americanos vão arrasando o Japão (numa só noite em Tóquio morreram 100 mil japoneses, tantos quantos os que morreram logo a 6 de Agosto em Hiroxima), e Truman avisa: "Que ninguém se engane. (...) Se não aceitarem agora as nossas condições, podem esperar uma chuva de ruína que lhes cairá do céu, uma chuva jamais vista na nossa Terra."É neste cenário que duas crianças perdem a mãe, e depois de maltratados por uma tia, decidem tentar sobreviver sozinhos, habitando um abrigo junto ao rio. Seita, de 14 anos tenta cuidar da irmã, Setsuko de 4, comprando os poucos alimentos que encontra com o dinheiro que a mãe lhes deixou, ou roubando nas quintas mais próximas. A menina não sobrevive à subnutrição, e poucos dias depois é também Seita quem sucumbe, numa estação de comboios, rodeado de outros corpos também sem vida.
O filme de Isao Takahata baseia-se num livro semi-biográfico de Akiyuki Nosaka, que também viu a sua irmã de 4 anos morrer de subnutrição durante os bombardeamentos de 1945, e é o mais belo e pungente filme que já alguma vez vi.
2006-07-25
2006-07-24
Os bombardeamentos constantes e diários levados a cabo por Israel sobre o Líbano, que se sucedem à violenta ofensiva contra o povo palestiniano em Gaza, são verdadeiros crimes e representam uma nova e perigosa escalada belicista no Próximo e Médio Oriente que só podem merecer a nossa mais firme condenação. Os bombardeamentos já causaram centenas de mortos, entre os quais mulheres e crianças, e a destruição de importantes infra-estruras vitais daquele país e que bem demonstram quão falaciosa é a procura dos soldados israelitas.
Nada justifica estas acções bélicas contra as populações civis. Trata-se de uma acção belicista absolutamente desproporcional, tendo em conta o desequilíbrio da correlação da força militar...
Convém ter presente que Israel continua a ocupar territórios palestinianos, do Libano e da Síria, sendo – à luz do direito internacional – legítima a luta contra os ocupantes. As acções bélicas de Israel só são possíveis com a cobertura dos EUA e com a cumplicidade da União Europeia, incluindo a do governo português. Consideram
insuportável o silêncio da ONU.
As organizações subscritoras:
Apelam a todos os portugueses para que se solidarizem com o povo libanês e palestiniano vítimas destas agressões e exigem do governo português uma posição de condenação dos ataques israelitas e de defesa
uma política que conduza à paz na região, com base no respeito dos direitos nacionais de cada povo.
Convocam para o próximo dia 26 de Julho, às 18.30, uma concentração em frente à Embaixada de Israel a fim de exigir o fim dos bombardeamentos e uma paz justa no Médio Oriente.
— Reafirmam a sua solidariedade com a luta do povo palestiniano pela edificação de um Estadoindependente e viável, com a capital em Jerusalem Leste, e com o povo libanês na defesa do seu país e com todos os povos do Médio Oriente, vitimas de agressão ou ocupação.
— Desde já condenam a possível extensão do conflito. Em particular qualquer agressão à Síria ou ao Irão, seja qual for o pretexto que vier a ser invocado.
— Apelam à ONU para intervir no sentido de pôr termo aos bombardeamentos, nos exactos termos da Carta, que estatui como filosofia da organização a resolução política dos conflitos.
— Saúdam todas as organizações que em Israel se opõem à guerra e defendem a paz justa e duradoura para toda a região.
Organizações Subscritoras
PAZ NO MÉDIO ORIENTE!
26 JULHO • 18H30
FIM AOS MASSACRES NO LÍBANO E PALESTINA!
PAZ NO MÉDIO ORIENTE!
APD – Associação Portuguesa dos Deficientes
Associação Amizade Portugal – Cuba ATTAC Portugal
Bloco de Esquerda
CCPC – Conselho Português Para a Paz
CESP – Sindicato do Comércio e Serviços
CGTP-IN
Colectivo Múmia Abud Jamal
FEQUIMETAL – Fed. Metalúrgica, Metalo-Mec., Minas, Química,Farm., Petróleo e Gás. Intervenção Democrática
Juventude Comunista Portuguesa
Movimento Democrático das Mulheres Núcleo de Almada do CPPC – Almada pela Paz Núcleo do Seixal do CPPC
Opus Gay
Partido Comunista Português
SNTCT – Sind. Nac. Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações
Sociedade “Os Penicheiros”
STAL – Sindicato dos Trabalhadores da Administração
Local URAP – União de Resistentes Anti-fascistas Portugueses
USL – União de Sindicatos de Lisboa
http://resistir.info/moriente/convocatoria_26jul06.pdf
2006-07-20
“Continuo convencida da necessidade do marxismo e nem só um dia essa minha convicção enfraqueceu. Pelo contrário, tornou-se mais sólida com o passar do tempo.”Vanessa Redgrave
2006-07-19

Um grupo extremista Judeu, que decerto conta com o apoio de outros Países Sionistas da região, num acto de retaliação à ofensiva palestina contra um governo de Israel, democraticamente eleito, raptou 8 soldados Libaneses. Este foi o despoletar de uma explosão raivosa do governo libanês contra o povo israelita, que dura já uma semana e que já originou a deslocação de aproximadamente um milhão de refugiados, bem como à retirada dos estrangeiros do País.
As Nações Unidas reuniram de emergência o seu Conselho de Segurança, e decidiram enviar uma força de paz com capacidade para por termo a este conflito, com o apoio dos esforços diplomáticos das principais potências europeias, mas especialmente dos Estados Unidos, cujo Presidente tomo a seu cargo um largo esforço para a resolução do conflito.
Hã?
2006-07-18
O Presidente Cavaco Silva pediu aos autarcas algarvios para que resistam à pressão dos construtores. Como o Algarve é, de uma ponta a outra, um exemplo de boa gestão urbanística, e não só, podemos estar descansados.Podemos estar descansados também porque as receitas ficais de milhares de camas ilegais ficam longe da Tesouraria Nacional, assim como os de cada um dos pequenos comerciantes que vive 10 meses à sombra do roubo que faz ao turista no pico a época estival.
A agricultura é outra das mais valias da região. Os relvados de golfe reproduzem-se bem, assim como os pomares e vinhas abandonados, à espera de mais um subsídio europeu. Tanto assim é que até aquela senhora, já com mais de 70 anos vividos, prefere a amendoa espanhola para usar nos seus doces regionais.
Salva-se aquele turista que não vê um algarvio. Aquele que sai do avião e é empacotado numa carrinha directamente para um daqueles resorts onde não se fala português, e que de nacional apenas a areia da praia, já que do sol se diz que é de todos. Esse paga, e bem!
Mas não aprendem.
Ouvi eu, não foi ninguem que me contou, da boca de uma senhora que tem várias casas alugadas, que se constroi demais; ouvi da boca do outro que gosta de falar da história da terra, que "isto havia mais pescadores e muita gente rica" e que "andam a acabar com isto tudo", mas dele sei que já são duas casas, uma delas forrada azulejo sanitário. Também se queixam das pensões, que são baixas. Já se sabe, foi uma vida de trabalho, mas descontar nunca houve, nem haverá.
Agora é so começar a subir pelo País e descobrir as diferenças.
2006-07-16
2006-07-13
2006-07-06

No século XVI, Thomas Moore escreveu a Ilha da Utopia. Homem religioso, hoje é considerado santo. A Ilha da Utopia tem várias particulariedades interessantes. O narrador é um navegador português que descreve uma ilha, no mundo novo, com um sistema político muito diferente das sociedades europeias da época. Na ilha corre o rio Anhydris (sem água), governa o Ademus (príncipe sem povo), e lá habitam os Aleopolis (cidadãos sem cidade).
No livro, o autor faz uma aproximação à abolição da propriedade privada, uma condenação ao dinheiro, e um elogio ao trabalho igualitário e à paz. Declara o princípio da tolerância religiosa – nenhum homem poderá ser condenado pela defesa da sua religião.
É um livro a ler para quem não o fez. É um dos meus preferidos.
Para além da obra literária fica a vida. Thomas Moore foi condenado à morte pelo rei Henrique VIII não ceder os seus princípios e permitir o divórcio real. Só por aí se vê a integridade e o carácter do homem que escreveu pela primeira vez a palavra UTOPIA.
Por vezes, o que consideramos menor, tem uma importância de tal ordem que acaba, mais cedo ou mais tarde, por se revelar significativo para a nossa vida. As filosofias orientais apontam neste sentido, na relação entre todas as coisas, muito bem expressas naquela ideia do que o que fazes mais cedo ou mais tarde regressa a ti. A sabedoria popular do nosso povo, à sua maneira, também o afirma com o cá se fazem, cá se pagam. Mas será que pagam? Será que temos de dar um jeitinho para que efectivamente se possa cumprir a sabedoria dos povos? E ao fazer isto não estamos nós também arriscados a que o jeitinho se volte contra nós? Bem, não sei, o que sei é que por vezes mais vale deixar acontecer sem retirar significado aos pequenos gestos, afinal as coisas só têm a importância que nós lhe damos, independentemente do seu significado.
2006-07-03
2006-06-29
Como andam por aí uns energúmenos a insultar uns e outros, somos obrigados a colocar os comentários, temporariamente, sob moderação. Temos pena, não queremos correr o risco de deixar a nossa casa à mercê destes facínoras.
Provavelmente, só daqui a 15 dias O Banheirense voltará à normalidade.
As Festas vão decorrer de 5 a 9 de Julho, e o Silvestre Matos, o Marcos Pires, a Soraia Cristina, a Beatriz Monteiro, a Ercília Paula, o João Lourenço, o Manuel Diniz, a Luísa Pires e o Joaquim Ferrador merecem todo o nosso aplauso por realizarem estas festas para a Baixa da Banheira.
O Programa das Festas está no Rostos-OnLine
Podem enviar as sugestões para o mail: geral@jfbb.pt
E visitar a página em: www.jfbb.pt
2006-06-28
Como se aproximam uns dias de praia, resolvi passar pela FNAC do Colombo e comprar um ou dois pacotes para a Polaroid. Logo à entrada encontro 4 caixas promocionais de dois pacotes, e a um preço ligeiramente inferior ao que me custariam os 2 isoladamente. Coisa pouca, que atingiria no máximo 4 euros. Estranhei a quantidade de pó e o mau estado das caixas, mas deduzi estariam a acabar o prazo, e esta promoção, com uma "oferta" incluída, fosse um meio de escoar os stocks.
Ao pagar, o preço registado não batia certo com o marcado no produto. Erro de 6o cêntimos para cima, claro.
Resolvida a questão do preço, resolvo, mesmo à saída da loja, verificar a data de validade, pensando que mesmo que estejam um ou dois meses fora de prazo, ainda utilizaria sem qualquer receio. O problema é que os dois pacotes estavam 1 ano fora de prazo!
Voltei imediatamente à loja e dirigi-me ao balcão de fotografia, onde o empregado não se admirou, e avisou mesmo que “é provável que as outras caixas estejam também fora de prazo”, antes de me indicar o serviço de Pós-Venda, onde a minha reclamação seria atendida. Lá resmunguei que, se sabiam que não o produto não estava no prazo não deveria estar à venda, e segui. Cerca de 10 minutos depois, lá fui atendido, e pedi para trocar a caixa. 4 pacotes depois, sempre 1 ano fora de prazo, desisti e pedi o meu dinheiro de volta.
Este é apenas um exemplo. Outro foi-me contado por uma colega que, quando foi trabalhar para o laboratório de uma empresa, descobriu que “produto não conforme, mas de aspecto aceitável” é para vender.
Outro ainda é o de um outro amigo meu, que sentado a um café observou 3 clientes seguidos que reclamaram, porque “a queijada tem bolor!”.
2006-06-25
No banheirense eu, Nuno Miguel Fialho Cavaco, escrevo sobre o que entender e quando entender, e não indico quais os post que devem entrar ou não nos outros blogs, por isso não admito a estes quatro senhores que me indiquem sobre o que devo ou não escrever. Estes senhores, colocaram seis pontos sobre situações que consideram prioritárias no concelho num comentário a um post que eu fiz. No texto, surgem frases como estas "... é lamentável que o Nuno Cavaco, no "Banheirense",não se pronuncie, neste momento sobre isso e poste estes artigos, concerteza bastante importantes, mas irrelevantes perante a gravidade a que esta gestão ruinosa do concelho da Moita, por parte do seu partido, que durante estes 33 anos de poder, se dedicou a fazer obras de fachada de que é exemplo a marginal empedrada da Moita, que foram feitas para ganhar votos, descurando o restauro de edifícios em risco...", que são opiniões legitimas dos senhores mas, como devem entender, opiniões são opiniões e devem ser fundamentadas. Os Senhores fundamentam-nas com o desenvolvimento do comentário, introduzindo assim as seis situações consideradas por eles prioritárias. A algumas das situações, ou aspectos como lhe chamaram, eu estaria preparado para dar informação e resposta, a outras não, mas entendo que não o devo fazer no blog, até porque no seguimento do texto, os senhores escrevem "Por todos estes motivos e porque representamos a verdadeira oposição política, o que temos a dizer ao poder que contínuamente e sistemáticamente durante 33 anos, tem vindo a desqualificar a nossa qualidade de vida e ainda se atreve a ter como lema, "Bem estar, à beira Tejo", é : Obviamente, Demitam-se !AV1, AV2, Brocas, Oliude" e, pelo que entendo, escrevo que esta minha posição é única e exclusivamente minha, quem deve prestar os esclarecimentos são os eleitos da Câmara Municipal da Moita e para isso existem Reuniões Públicas e vários tipos de atendimento, no entanto, estou na disposição de os esclarecer sobre as matérias que tenho conhecimento, mediante a marcação de um encontro, consoante a minha disponibilidade, em lugar e hora indicada por vós. Tentei fazer o post sem responder ao que considero serem provocações, como esta "Esta resposta é só para o João Figueiredo, porque acho que é a única pessoa deste Blog que a merece."- av, eu ao contrário deste senhor, considero que as questões colocadas numa base civilizada devem ter resposta e é o que assumo quando escrevo este texto, mas, as pessoas devem colocar as questões com educação e respeito e devem saber ouvir, no caso da blogosfera ler, para que o diálogo não se transforme num monólogo. É o meu dever de "eleito", pena é que outros "eleitos" não o façam também, não assumindo as suas responsabilidades.
Os melhores cumprimentos a todos os que lerem este post.
P.S.- Se estes quatro senhores não forem a nenhum atendimento, reunião pública e nem marcarem a conversa comigo, entendo que não querem ser esclarecidos, nem sequer querem participar no processo democrático normal, como até hoje considero que são pessoas preocupados, penso que vão procurar melhorar o que consideram "...esta gestão ruinosa do concelho da Moita...".

Da Baixa da Banheira ao terminal fluvial do Barreiro, do Terreiro do Paço ao Cais do Sodré e, finalmente, da Estação de Paço d’Arcos ao seu emprego, os trajectos de bicicleta seriam relativamente curtos, mas com bastante trânsito, risco que aceitou correr.
Na Soflusa apareceu o primeiro revés: 2,5 € para transportar a bicicleta. Ainda entrou em contacto com o Dep. Comercial, para saber se existe algum tipo de bilhete especial, ou um passe, que fizesse baixar os custos. Não sei se já tem a resposta. O corte definitivo veio na Linha de Cascais: não é permitido transportar bicicletas nas horas de ponta.
Esta é mais uma prova de que a gestão dos transportes tem que ser coordenada ao nível de uma área metropolitana. Não servirá de nada se as autarquias investirem em ciclovias, e aqui, tal como nos corredores BUS, ainda há muito para fazer, se não existir uma articulação com os sistemas de transportes metropolitanos.
Lisboa, devido ao seu relevo, não é uma cidade que se adeque a uma utilização intensiva da bicicleta, como existe em outras capitais européias, como Amsterdão, Copenhaga, ou mesmo Paris, mas em determinados trajectos junto à linha do rio, por sinal, já bastante congestionados pelo tráfego automóvel, esta poderia ser uma opção viável.
No nosso Concelho, estou certo de que um dia a bicicleta voltará a ser um meio de transporte de massas, como já o foi em tempos.
2006-06-24
O remodelado campo municipal do Vale da Amoreira foi hoje inaugurado. É, neste momento, o único relvado de futebol existente na Baixa da Banheira, enquanto se espera que o Parque Desportivo do União Desportivo e Cultural Banheirense receba o apoio prometido pelo Governo.Foi recuperado pela Câmara Municipal da Moita, englobado na Operação de Revitalização Urbana da Vila da Baixa da Banheira, custou mais de 600 000 euros, e abarcou a instalação de um relvado sintético, vedação e a iluminação. Numa primeira fase já tinham sido construídas as instalações de apoio.
Eu, e provavelmente alguns de vós, utilizámos aquele campo nas aulas de Educação Física, da Escola Secundária da Baixa da Banheira. Lembro-me de carregarmos as balizas e as bolas, para podermos jogar futebol 11, com um frio tremendo nas manhãs de inverno, num campo em que chutar a bola para fora significava muitas vezes ir buscá-la à vala.
Entretanto, o pavilhão desportivo para a escola, da responsabilidade do Ministério da Educação, e que há mais de 20 anos que é falado, continua por fazer.
2006-06-23

Reconstituição paleogeográfica da parte terminal da Bacia do Baixo Tejo há cerca de 14 milhões de anos
Para quem gosta de certezas, e para quem acredita que as certezas são temporárias. Em cima, na imagem observamos uma realidade, uma certeza à cerca de 14 milhões de anos, hoje as coisas são diferentes, muito diferentes. A Geologia mostra-nos que o chão que pisamos nem sempre foi assim. Onde existia água, hoje existe rocha, mas rocha que guardou as memórias desse tempo aquático. A Geologia escreve as memórias da nossa casa, a terra, no livro da ciência. Por isso, acreditem, as certezas são momentâneas.

Actualidade
Há 14 milhões de anos da parte emersa que conhecemos hoje, só a Arrábida e Sintra se mostravam. A paisagem era muito diferente. Daí para cá temos registo na natureza de muitos episódios. Por exemplo, a Arriba Fóssil da Costa da Caparica mostra-nos que foi o mar que a produziu. Foi ele que fez o degrau que distingue bem o topo da base desta vertente ou encosta.
No nosso concelho aconteceram vários episódios tectónicos que levantaram o "fundo do mar", e depois os rios encarregaram-se de trazer os materiais que hoje são o nosso chão, as areias.
A Lagoa de Albufeira, regista na paisagem episódios de acumulação de areia trazida por parte dos rios e areia transportada por ventos dominantes do quadrante oeste (lado do mar) numa altura em que o nível do mar era bastante mais baixo.
Poderia continuar mas, o que quero dizer com isto é o que alguém já disse melhor que eu, tudo muda até a verdade, a verdade é o momento.
Imagens retiradas de http://www.dct.fct.unl.pt/CEGUNLP/Cienciaviva.html
2006-06-21
A construção do apeadeiro foi um marco na história da Baixa da Banheira.Adjudicada a 1ª fase a 24 de Junho de 1971, o apeadeiro viria a ser inaugurado na abertura das festas em honra a S. José Operário, a 8 de Julho de 1972, com a paragem do 1º comboio às 18h 37m, com destino a Setúbal.
Na data da abertura, com as obras ainda não concluídas, os acessos eram feitos a Sul pelo mercado, e a Norte por uma abertura provisória na vedação da linha com a Alameda do Povo, onde se situava a bilheteira provisória. O túnel só ficou concluído em 1973, data em que os acessos provisórios fora encerrados.
Como curiosidade fica o facto que, 30 anos depois, os dois acessos provisórios voltaram a ser abertos, provavelmente com o mesmo carácter temporário.
Este modelo lembra-me uma a lei de financiamento do Ensino Superior, no qual o Governo apenas decide o valor da propina máxima, ficando as Faculdades com a fava, isto é, decidir o valor das propinas a pagar pelos alunos. Como financiamento é normalmente reduzido, a tendência é a aproximação ao valor máximo. Mas daí o governo já lavou as mãos…
A criação de um Fundo Social Municipal, com verbas a aplicar na transferência de mais competências na educação, na saúde e acção social é outra matéria em que as contas tem que ser muito bem discutidas, porque se o acréscimo de competências é bem vindo, o seu sub-financiamento pode ser uma rosa com mais espinhos do que pétalas.
Do que é apresentado, esta Lei tem ainda algumas ideias interessantes, como a valorização dos municípios com boas práticas ambientais, isto é, em cujos territórios existam áreas protegidas ou incluídas na rede Natura 2000. Uma medida da mais elementar justiça, mas que necessita do devido apoio financiamento, isto se a sua intenção for para ser levada a sério.
Um dos desequilíbrios que se aponta ao actual regime de financiamento local é a excessiva dependência que cria do licenciamento. Não se vislumbrando uma alteração fundamental nesta tendência, diria que se está a perder mais uma grande oportunidade.
2006-06-19

Um homem de sabedoria
Licenciado em Geografia e História em 1932, Orlando Ribeiro doutorou-se em Geografia pela Universidade de Lisboa em 1935, com a tese A Arrábida, esboço geográfico. Em 1937 segue para Paris como Leitor de Português na Sorbonne, onde viria a alargar horizontes com mestres como Marc Bloch, E. de Martonne e A. Demangeon. De regresso a Portugal em 1940, foi sucessivamente nomeado Professor em Coimbra e em Lisboa onde, em 1943, fundou o Centro de Estudos Geográficos. Da sua intensa actividade se destaca, desde 1945, uma das suas obras de síntese mais conhecidas, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, e a criação, em 1966, da revista Finisterra, ainda hoje um dos veículos editoriais mais importantes para a geografia portuguesa, a nível nacional e internacional.
A colaboração científica internacional foi, com efeito, outro aspecto marcante da actividade de Orlando Ribeiro. Em 1949 organizou em Lisboa o que seria, no pós-guerra, o primeiro Congresso da União Geográfica Internacional, organização para que viria a ser nomeado Vice-Presidente em 1952. Ao longo da vida praticou, e estimulou nos seus alunos, o intercâmbio com geógrafos estrangeiros através de estágios e de viagens de investigação a que dedicou grande parte do seu tempo.
São talvez as viagens, e os trabalhos delas resultantes, o melhor testemunho da sua actividade como geógrafo. Mas são também elas, por excelência, os elos que nos revelam as suas preocupações sociais com os territórios e povos estudados, e nos transportam à sua sensibilidade como fotógrafo, ao “fundo mágico da sua personalidade”, à qualidade literária da sua prosa. Viajante incansável, sobretudo em Portugal e Espanha na década de 40, e pelo Mundo fora entre 1950-1965, com destaque para o ultramar português, Orlando Ribeiro oferece-nos leituras de muitos lugares do Mundo em que a observação científica não se desliga da natureza como um todo, dos costumes, da arte e, sobretudo, do elemento humano.
Cidadão interveniente e profícuo prosador sobre muitos outros temas como a ciência, o ensino e a universidade, as reformas educativas ou os problemas coloniais, Orlando Ribeiro usou sempre de uma frontalidade que, se não diminuía o respeito científico que lhe era reconhecido, também nunca facilitou as suas relações com os órgãos de decisão, desde o Estado Novo ao período pós 25 de Abril. Por muito tempo teve, como resposta às suas opiniões, um invariável silêncio. Contrastando com o precoce reconhecimento a nível internacional, a difusão da sua obra e as honras oficiais, no seu próprio país, surgiram muito tardiamente.
É ainda pela própria pena de Orlando Ribeiro que podemos hoje rever toda uma época e experiência de vida através da sua rica prosa memorialística, recolhida e dada à estampa em Orlando Ribeiro: Memórias de um Geógrafo, em 2003. Mas, sobre Orlando Ribeiro e a sua obra, existem também muitos outros testemunhos publicados desde os anos 70.
Fonte: http://www.orlando-ribeiro.info/home.htm
Eduardo Dâmaso, no DN
2006-06-18

se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas suas curvas claras.
Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.
E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens nuas, desoladas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.
2006-06-17
Foi a 17 de Junho de 1984 que Luis Rodrigues, Kira, Rodrigo Freitas, Rosário Silva, Rogério Ribeiro e Luis Coelho (segundo creio, o único banheirense), se juntaram para criar um dos monumentos mais marcantes da nossa terra: o mural alusivo à elevação da Baixa da Banheira a Vila, aprovada a 16 de Maio desse mesmo ano.Passados 22 anos após a inauguração, e 10 após o último restauro, o mural situado na Alameda do Povo necessita de nova intervenção, dado que são já bem visíveis os efeitos do tempo, não só no mural em si, como também na iluminação que o serve.
Nota: texto retirado de documento original da PIDEO grande guitarrista, o senhor da guitarra portuguesa também foi anti-fascista
Carlos Paredes foi preso pela PIDE a 26 de Setembro de 1958, e por causa da sua ligação ao Partido Comunista esteve detido no Aljube e na prisão de Caxias. Só saíu em liberdade no dia 21 de Dezembro de 1959. Durante esse tempo continuou a fazer música que imaginava, numa guitarra que mais ninguém via (imaginária- que força de pensamento). Em 1960 foi expulso da função pública. A reintegração no Hospital de São José só aconteceu depois de 25 de Abril de 1974.
Rejeitou sempre a possibilidade de se consagrar músico profissional e de abandonar o emprego, por acreditar na dificuldade de se viver da música em Portugal. É da sua autoria a frase «Amo demasiado a música para viver dela». Somente em 1990 viu ser-lhe atribuído um subsídio de mérito pelo então Secretário de Estado da Cultura Santana Lopes (ainda fez umas coisitas decentes), para dois anos mais tarde ser condecorado com a Ordem Militar de Santiago pelo Presidente da República Mário Soares. Em finais de 93, foi-lhe diagnosticado mielopatia que o impossibilitou de voltar a tocar. Morreu a 23 de Julho de 2004.
Morreu mas nunca será esquecido.
Fonte: http://estudossobrecomunismo.weblog.com.pt
2006-06-16
Cada um tem a sua, eu tenho a minha.
O Av1 veio matar saudades ao banheirense, aliás todos os dias tem cá passado e mostra a sua múltipla identidade, ora assina eu, ora eugénio, ora eu .... É sempre bem vindo, ele e qualquer um. Agradecia era que viesse para participar e não para acusar este ou aquele e o outro, aquele, o tal. Ah, e já agora escolha um nick, apenas um, porque se utilizar muitos nós não percebemos quem você é. Somos limitados, mas esforçados. Venha sempre e traga as suas ideias que nem são más de todo, mas deixe ficar as acusações de férias.
P.S.- peço desculpa a todas as pessoas que vêm ao banheirense por bem, para partilhar o espaço e deixar a sua ideia pelo "clima" que aqui se instalou e lamento os ataques nos vossos blogs.
Uma das pequenas coisas que melhorou a nossa paisagem urbana foram os placares para os cartazes dos diversos partidos. Acabou-se assim com o hábito de colar cartazes em qualquer parede livre, ou não (lembram-se como era o túnel do apeadeiro?), ou numa qualquer superfície nem sempre plana, muitas vezes completamente inapropriada. Esta é a regra, ainda que nem sempre respeitada.Apesar disto, a falta de espaços similares para a divulgação de eventos não organizados pelas autarquias, que possuem espaços próprios para a divulgação das suas acções, leva a que continuemos a encontrar cartazes de concertos, de touradas e de tudo o que mais for, em algumas paredes, felizmente em número muito mais reduzido. É que o espaço publicitário paga-se, e colar uns cartazes numa parede ou num placar alheio fica muito mais barato. Desta vez a vítima foi o BE, mas para a próxima pode ser um outro qualquer.
Assim, deixo aqui a ideia: criar espaços para publicidade de eventos, em zona visível, e de acesso livre.
2006-06-13
O governo quer aumentar, outra vez, as chamadas taxas moderadoras na saúde. Alguém já apelidou as taxas de penalizadoras. Quem está doente e tem dinheiro vai ao privado, quem está doente e não tem dinheiro não vai a lado nenhum, com estes aumentos estar doente é sinónimo de estar lixado. Mais um desrespeito pela Constituição da República Portuguesa e um favorecimento aos Grupos Económicos que dominam a saúde no privado. Aposto que depois da reunião do governo, o ministro da saúde estava satisfeito e a pensar que assim o número de portugueses doentes vai diminuir, graças à penalização. Aposto que o Belmiro de Azevedo e a cambada do costume, Van Zeller e afilhados, vão aparecer no Prós e Contras a dizerem que o governo não foi até onde devia ir, que estar doente é um crime que leva dinheiro dos cofres do estado, leia-se dinheiro da carteira deles, porque o dinheiro do estado, de todos nós, acaba sempre nos bolsos destes senhores.
Enfim, mais uma medida para melhorar a qualidade de vida dos portugueses. Isto é que é política, pena é que seja contra os que menos têm e contra os que menos podem. Felizmente temos o mundial e o arrogante do seleccionador, que ultimamente com a postura que tem, faz passar o Mourinho por um menino humilde. Vou colocar a bandeira na rua, uma vez que não posso fazer isto ao governo…
2006-06-12
Nos últimos 1,8 milhões de anos (Quaternário) como consequência das glaciações, houve várias oscilações do nível do mar testemunhadas pelos terraços marinhos bem expressos no litoral da Arrábida.
Há cerca de 1,5 milhões de anos, em ambientes litorais, depositaram-se conglomerados, com elementos essencialmente de quartzo e quartzito, de tons esbranquiçados. Na parte superior ocorrem seixos desgastados pelo vento. Alguns foram trabalhados pelo Homem ("pebble culture") o que permite comprovar a sua presença na Estremadura portuguesa desde esses tempos remotos.
Há cerca de 35 000 anos (Plistocénico superior) o clima, bastante frio, provocou a retenção de água nos polos terrestres e nos glaciares de montanha; o mar desceu para cerca de 60 metros abaixo do nível actual. Nas extensas planícies litorais deixadas a descoberto, viviam mamutes, bois selvagens e cabras; constituíam territórios de caça previlegiados para o Homem. Um dos últimos grupos de "Homens de Neanderthal" habitou as grutas da serra da Arrábida.
Mais tarde, no apogeu da última grande transgressão marinha, há cerca de 5 000 anos, as águas salgadas chegaram ao Paúl da ribeira de Muge, 40 km a montante do mar da Palha. Constituíram-se povoados importantes na zona de Muge que aproveitavam os abundantes recursos marinhos e/ou salobros que aí chegavam. São dessa época os célebres "concheiros de Muge", estação arqueológica de enorme importância, muito rica de espólio humano (esqueletos) e restos de alimentação.
Com a retirada do mar, as dunas ganharam grande desenvolvimento na parte terminal da bacia do Baixo Tejo. As dunas de praia são, fundamentalmente, de tipo longitudinal e paralelas à arriba litoral da Costa de Caparica-Lagoa de Albufeira.
Na parte alta da arriba as dunas têm morfologia variada, com destaque para alguns grandes "barkanes".
Em certos locais (Capuchos e Fonte da Telha, p. ex.), existem paleossolos intercalados nas dunas com cerca de 2000 anos. Estes solos podem corresponder ao desenvolvimento das explorações agrícolas em tempos do Império Romano, que se terá prolongado até o início do domínio árabe. O abandono subsequente da agricultura conduziu à remobilização dunar.
Fonte: http://www.dct.fct.unl.pt/CEGUNLP/Geoverao
2006-06-11
2006-06-10
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa,
E onde Febo repousa no Oceano.
Este quis o Céu justo que floresça
Nas armas contra o torpe Mauritano,
Deitando-o de si fora, e lá na ardente
África estar quieto o não consente."
Os Lusíadas , Luis Vaz de Camões (c. 1524 - 10 de Junho de 1580)
2006-06-09
O nosso cantinho
Era tão bom que aqui os homens fossem mais justos e solidários. Era tão bom que no Verão as florestas não ardessem da forma que ardem. Mas não é assim, e a culpa também é minha. Ouvimos os portugueses queixarem-se do eles, entidade abstrata que serve para desculpar as nossas frustações. "Eles" não existem, eles somos nós, temos de assumir a responsabilidade de criar um Portugal Melhor, não o Portugal Maior de Cavaco Silva, com mais desemprego, com mais favorecimentos a amigos, com mais condecorações vergonhas, mas sim um Portugal Melhor, onde se defenda a Constituição, onde se lute por uma educação para todos, onde todos possam ter acesso à saúde, onde todos possam ter justiça (sem necessitarem de a comprar), onde todos possam trabalhar e habitar condignamente. Este Portugal, tão grande em desigualdades, não precisa de ser maior, está nas nossas mãos, somos nós quem decidimos o que queremos para Portugal. Não vamos lá só com bandeiras, é necessário muita luta e muito trabalho.
Ja Óscar Lopes, Professor Catedrático, co-autor da "História da Literatura Portuguesa", o historiador Hélder Pacheco, a Liga Portuguesa de Combate ao Cancro, me parecem mais dentro do espírito do que eu entendo ser uma condecoração de Estado.
"Nos países que atravessam algumas dificuldades económicas, acaba-se por esconder um pouco a realidade, agarrando-se a estes fenómenos desportivos com grandes euforias nacionais. É o caso de Portugal"
Ao que eu apenas acrescento que, no nosso caso, isto só se aplica quando cheira a algum êxito...
http://euemmadagascar.blogspot.com/
Vale a pena visitar e ler com atenção.
2006-06-08
2006-06-07
Um professor chega a um quarto alugado. Jantou num tasco e prepara-se para telefonar à família. Só mais dois dias e 300 km e tudo isto ficou para trás até à próxima segunda feira. Entretanto os testes estão por corrigir. À mesma hora, um seu colega, sortudo porque colocado perto de casa, folheia a secção de emprego de um jornal. Já passaram 8 anos mas ainda não desistiu de tentar o emprego para que estudou. As aulas são um refúgio que dia a dia se torna mais insuportável.
Um miúdo brinca com os amigos da rua até depois do anoitecer. O tempo está bom e convida os pais ao convívio numa esplanada perto. “As conversas são como as cerejas” já se sabe, mas amanhã é dia de trabalho, e já se vai fazendo tarde. Além disso, os miúdos têm escola.
Aqueles pais não souberam dizer não. Aquela criança nunca ouviu um “não”, nem um “talvez”, mas ouviu um complacente “está bem”. Aquela criança está frustrada na escola, que tem regras, e onde lhe dizem não. Aquela criança não gosta da escola.
O tio daquele está preso. Matou o amante da tia ali mesmo em frente à casa onde todos viviam. Todos sabiam, até o tio. Naquele dia fora apenas uma cerveja a mais que fizera a diferença. O pai também já foi à esquadra, mas foi só porque batia na mãe.
Aquele miúdo chega cansado à escola. Levanta-se 2 horas mais cedo do que os restantes colegas porque a escola onde andava, com mais 8 amigos, fechou. Agora vem para a vila, longe da aldeia onde vive.
A OCDE coloca-nos na cauda de 41 países no que toca à leitura e compreensão de textos e somos os penúltimos no ranking da iliteracia na Europa comunitária.
Isto anda tudo ligado.
Meus caros, mesmo não concordando com a vossa opção de "anónimato", nem com a forma agressiva em vários sentidos (e estes sentidos têm mais a ver com a forma do que com a direcção dos disparos) com que infestam os vossos post, vocês marcaram o vosso espaço na blogosfera local, e na minha opinião fazem cá falta.
2006-06-06

Após uma discussão com um amigo, e na qual fui confrontado para apresentar provas, aqui ficam. A prova de que a nossa península já foi um recife de coral.
Imagem- Principais acontecimentos geológicos cenozóicos na parte terminal da Bacia do Baixo Tejo.
Fonte: http://www.dct.fct.unl.pt/CEGnovo/GeoVera01/Arrabida
"Aquela planta alí estava a ficar seca, mas eu e esta senhora durante o verão passado, sempre que por aqui passávamos, fomos regando-a tirando água do lago com uma garrafa. E este ano é a que está mais florida"Este fim de semana, quando eu e o Luis percorremos o parque, encontrámos estas senhoras que nos mostraram o quanto importante é sermos nós a tomar a iniciativa, e fazer algo pela nossa terra.
Não me lembrei de lhes perguntar os nomes, mas este post aqui fica como forma de agradecimento.
2006-06-05
hoje, no dia do ambiente a Escola, a Câmara Municipal da Moita e a Junta de Freguesia da Baixa da Banheira ultrapassaram as suas competências, "limparam" e deram outra cara ao equipamento. O ministério da educação também foi convidado mas não compareceu, embora seja sua competência não o fez, deveriam andar mais ocupados a planearem tramoias contra professores, funcionários e alunos. A Escola ficou melhor, mas se o Ministério continuar a não fazer o que lhe compete, vai voltar tudo ao mesmo. É caso para dizer a educação é apenas um engate.
2006-06-04
"TENHO O MAIOR ORGULHO DE JOGAR NA TERRA ONDE CRISTO NASCEU"(Djair,do Belenenses ao chegar a Belém / Restelo no dia em que assinou contrato com esse clube)
"NEM QUE EU TIVESSE DOIS PULMÕES ALCANÇAVA ESSA BOLA"(Roger, ex-jogador do Benfica)
"EU DISCONCORDO COM O QUE VOCÊ DISSE"(Derlei, ex-Jogador do Porto)
É assim, e mais nada.
O União Desportiva e Cultural Banheirense está à espera de uma assinatura, num documento perdido numa secretária, num qualquer gabinete ministerial, enquanto perde dinheiro, enquanto trabalha e enquanto cumpriu o que lhe exigiam. Um secretário de estado do governo socialista não quer saber do União, nem dos Banheirenses, nem da Freguesia da Baixa da Banheira. O União precisa da assinatura para concluir os trabalhos do recinto desportivo, o União merece mais respeito, bem como a população da Baixa da Banheira. Assine o documento homem e resolva este grande problema.
2006-06-03
2006-06-02
Já por várias vezes que falam na página da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira. A "nova" página está quase pronta e só ainda não foi para "o ar" por pequenos acertos e nós não gostamos de coisas inacabadas. Espera-se que durante o este mês de Junho esteja plenamente concluída. Manterá os mesmos serviços que tinha, por exemplo o Balcão Virtual, mas terá uma nova cara e novos conteúdos. Espero que nos façam chegar opiniões para a melhorar quando esta estiver disponível.
P.S.- O post não foi devido a pressões, nem funcionamos assim, se fosse por isso a página já estava online.
Tenho apenas uma nota a acrescentar: preferia que o blog disponibilizasse comentários, apesar de compreender perfeitamente a razão desta opção.
E comentários apenas com pré-aprovação, não?
Às 4 da manhã o telefone toca na esquadra e do outro lado da linha uma voz alerta para uma briga conjugal. O agente de serviço, certamente agoniado pelo despertar violento, pede a morada e a raça dos intervenientes. Meia hora mais tarde a briga acalma, e as forças da ordem chegam depois.
No Hospital do Barreiro um toxicodependente agride um familiar a quem tentava extorquir. O enfermeiro de serviço é ameaçado e chama a segurança, que chega já depois da fuga do agressor. Este mesmo segurança ainda na semana passada fora agredido à porta da urgência. Um agente fora de serviço observa a cena com passividade.
Um grupo de miúdos que regressa a casa pouco ante de o sol se levantar, resolve riscar todos os carros que encontra na rua.
À porta do mercado da zona sul, um agente destacado do norte do país, aproveita a folga e comenta com a companheira “este mês acabo de pagar a farda”.
Isto anda tudo ligado
2006-06-01
Até sempre Camarada Vasco.
VASCO SEMPRE": LANÇAMENTO EM LISBOA
"Vasco Sempre" será lançado em Lisboa no dia 8, às 18h30, na Casa do Alentejo. É uma obra ilustrada em homenagem ao Gen. Vasco Gonçalves, falecido em Junho do ano passado. Ela inclui mensagens de Fidel Castro e Hugo Chávez à sua viúva. Nela colaboraram personalidades da literatura portuguesa e galega, como César Príncipe, Francisco Duarte Mangas, João Pedro Mésseder, José Casanova, José Viale Moutinho, Maria Teresa Horta, Papiniano Carlos, Urbano Tavares Rodrigues e Xosé Luis Méndez-Ferrín, além de Ilda Figueiredo, Carlos Carvalhas, Alm. Rosa Coutinho e Cor. Varela Gomes. O livro foi editado pela Arca das Letras ( arcadasletras@sapo.pt ) , do Porto.
Fonte: www.resistir.info
Ao ver o noticiário fiquei a saber que o governo vai obrigar alguns funcionários públicos a cortarem o vínculo. Efectivamente é uma reforma estúpida, desonesta porque e cobarde, encapota uma forma de despedimento e vai causar certamente problemas mentais a muitas pessoas. É estupenda porque os comentadores de serviço pensam que é corajosa e necessária. Mas dados são dados e os dados mostram que Portugal tem menos funcionários públicos que os países mais desenvolvidos, será por isso que está na cauda da europa?.
Tenho quase a certeza que o pessoal do Jornal da Moita quando noticia que “Moita acolhe Torneio de Pára-Quedismo” sabe que “Moita” não é sinónimo de “Concelho da Moita”. Mesmo assim, percorrendo o resto da breve referência ao evento, ficamos a saber que se vai realizar no Parque José Afonso na Baixa da Banheira, no próximo sábado às 9h00m, o 1º Torneio de Pára-quedismo em Precisão de Aterragem do Concelho da Moita, e que é organizado pela Associação de Pára-quedistas do Sul, com sede na Baixa da Banheira, e que conta com o apoio da Câmara Municipal da Moita.
Por nós o Longe de Lepanto será sempre bem-vindo, mesmo que o Pedro Ventura esteja convencido do contrário.
Como já se vai fazendo tarde, vou tentar nos próximos dias abordar algumas das questões levantadas, como foram os casos dos campos de futebol municipais e da localização dos equipamentos municipais, das taxas de tratamento dos RSU, da ETAR Moita/Barreiro ou Barreiro/Moita, consoante o conselho de residência do orador, da preservação dos pátios na Baixa da Banheira, dos buracos nas estradas e tampas de esgoto sonoras, e sem esquecer o "Pavilhão das Vacas".













